2005/02/27

Livro...

Mundo de sensações
Fonte de cultura e de saber
Páginas de ciência
Nascente do prazer
Crónica da vida
Trabalho de uma vida
Vida de um trabalho
Palavras de emoções
Emoções, sentimentos, pensamentos
Índice do amor
Bibliografia do amar
Resumo do parar
Do parar de amar
Parar de escrever esta vida
Deixar de narrar este livro!
Deixar em rascunho o passado!
Findar a obra sem fim
Começar um novo capítulo
Começar com mais esperança
Começar um novo livro...

2005/02/24

Sombra...

Encontro-me deitado
A repousar!
Abraço toda a luz
Que insiste em entrar pela janela
Penso em mil coisas
Ao som de uma musica de embalar
Procuro por entre toda a sombra
Que me envolve
Um pouco da tua claridade.
Faço da lua a luz
Que não para de brilhar
Que como tu, teima
Em não se apagar...

Noite densa...

No meio da escuridão,
Desta noite densa,
Lembro a luz,
Capaz de me guiar
Fecho os olhos e relembro
O brilho do costume!
Faço dos teus olhos
A minha bússola
E do teu ser a minha estrela
Que me guia pelo meio de nenhures
Abro os olhos.
É dia...

Impossivel chatear-me...

Impossível! Que raio de palavra esta! Impossível? Como definir o impossível, o que é o impossível, para que definir uma coisa que não acontece!? Será que tem interesse dar-mo-nos ao trabalho de pensar num conceito que não tem concretização? Sim porque o impossível não acontece, logo para quê nós pensarmos nele!
A estas horas, o leitor que por azar deu por si a ler estas palavras vãs deverá estar a pensar uma coisa do género: Mas que raio de conversa é esta? Será que este gajo pirou de vez?
Pode ser que seja isso caro leitor, pode ser que a minha racionalidade tenha fugido e eu tenha perdido a capacidade de articular coerentemente os pensamentos e ande por aqui a divagar sem fim! Ou toda esta conversa pode ter origem no sono que transporto aliado às 2:30 da manha hora que me encontro ainda sem conseguir dormir! Permaneço inquieto! Permaneço intocável! Sinto que nada, ninguem, acontecimento algum é capaz de me chatear! Estou para aqui entorpecido, levando a mente para todo o lado e ao mesmo tempo não parando em lugar nenhum de onde o pensamento me leva! Estou pedrado? Pode ser! Sim é bem provavel que seja isso! Diria mais! Estou pedrado de tristeza e desilusão! Estou incrédulo com a realidade que se aproxima infinitamente da utopia admiro com assaz incredulidade a proximidade tangencial da razão ao absurdo! Sinto que tudo o que digo é absurdo. mas ao mesmo tempo dotado de uma racionalidade ímpar! Imagino toda a razão munida intrinsecamente de loucura e absurdo! Tudo isto que acabei de dizer é um espelho do que me vai na alma quando sou interpretado pelas pessoas como louco, pessoa incapaz de se guiar pela razão humana!
Sim há pessoas que, infeliz ou felizmente olham para mim de uma maneira totalmente estranha! Olham para mim, interpretam todo o meu comportamento como se este se encontrasse totalmente fora dos parametros padrão de comportamento! Não, não me estou aqui a queixar! Não estou para aqui a lamentar por alguns espécimes humanos (devo dizer que raros) não compreendam nem aceitem sequer o meu comportamento! Eu tenho é pena deles! Tenho pena que a sua falta de humor descomunal, a sua fraca vontade de viver, a incapacidade de compreender a maneira de ser de cada um! Estes sim são infelizes! Vivem a vida inteira recriminando-se por nunca se conseguirem afirmar a si próprios! Passam a vida inteira a pensar naquilo que as outras pessoas poderão, eventualmente, pensar deles! Se faço isto então... E se faço aquilo logo...! E fodasse não? E puta que pariu esta merda, também não? Viver a vida de modo intenso? Será que esta ideia alguma vez lhes varreu aquela ervilha destes seres que no resto dos humanos designamos vulgarmente por cerebro? Não axo que não! É por isso que continuo feliz no meio da minha loucura! É no meio de toda esta maluqueira que encontro toda a sanidade necessária para o meu equilíbrio indispensável...

2005/02/23

Mas que raio é isto...

Noutro dia um amigo meu veio-me convidar para ir a um jantar de uma antiga associação lá da terrinha! Confesso que gostei da ideia! É sempre bom quando as pessoas se lembram e combinao uma mega reunião onde vimos cara que não fazem parte do nosso quotidiano! É sempre bom reviver velhos amigos e lembrar antigas brincadeiras e experiencias. Sim, fiquei surpreso, mas ao mesmo tempo contente com a ideia de reencontrar toda uma gente que não pensava ver tão cedo!
Eis que chega o fabuloso dia combinado. Ficamos todos de ir jantar a um antigo restaurante e pagamos todos o suficiente para nos servirem cabrito, bacalhau, polvo, anho e ainda sobrava para alimentar metade da cidade. Quando vi o preço do jantar pensei que se tratasse de um casamento, mas como eu adoro comer e não olho ao preço no que diz respeito à alimentação, em contrapartida como é de esperar, dado que dou o necessário exijo que me sirvam proporcionalmente gosto de comer bem, quer em qualidade, quer em quantidade. Pois é! Não comi nada, e o pouco que comi não valia ponta de corno! É verdade! Mas que raio de jantar é este?? Podiam ter avisado que eu comia em casa primeiro e ia lá só fazer mesa! Posteriormente vim a saber a razão pela qual o jantar tinha sido a completa desgraça! É que na verdade o jantar não tinha como objectivo reunir todas aquelas pessoas para confraternizarem entre si! Infelizmente este foi um pretexto para meia duzia de sócios daquela malfadada associação arranjarem maneira de saldarem uns calotes que adquiriram há já algum tempo!
É triste! É muito triste quando as pessoas tem a coragem para fazer este tipo de brincadeiras com as pessoas! Sim isto é uma brincadeira, para não falar em falta de respeito, e estupidez! Falta de respeito porque isto não se faz a ninguem, quanto mais a pessoas conhecidas e supostamente de grande estima, e ainda por cima de uma estupidez assombrosa dado que as pessoas não são estúpidas e rapidamente se deram conta do embuste!
Gostava que pelo menos o dinheiro adquirido naquele jantar fosse o suficiente para saldar a maldita conta, sim, porque o jantar em si foi uma farsa completa e era bom saber que o dinheiro gasto tinha sido util em alguma coisa...

2005/02/13

Honestidade...

Já não me lembrava da sensação de falar para um computador! Não estou a programar, nada disso! Quando digo falar refiro-me simplesmente a coisas como este texto que escrevo agora mesmo. Andei algum tempo envolto em pensamentos turvos e não conseguia assentar ideias de uma forma racional. Não conseguia parar para pensar coerentemente. Paralelamente a tudo isto andei este tempo todo em que me ausentei a tentar encontrar a razão desta minha ansiedade, deste meu inquietamento! Tentei, constantemente, desvendar o segredo que subjaz todo este meu enjoo de mau estar. Tentei, procurei e finalmente encontrei o virús! O verme responsável por toda esta minha tempestade psicológica era simplesmente o factor honestidade. A verdade é que eu, inconscientemente, não fora totalmente honesto para uma pessoa que me é muito especial e muito querida. Com esta falha profunda no meu comportamento estava a entrar num remoinho doentio que estava a levar-me cada vez mais ao desespero. Desespero este que tinha origem no facto de eu saber que estava agir de uma forma não muito digna e não ser capaz de alterar o meu comportamento. Finalmente este problema acabou! Deixei de agir de forma repreensível e passei de novo a estar bem comigo próprio!
Aprendi mais uma coisa hoje! NUNCA DEVO DEIXAR DE FAZER O QUE ESTÁ CERTO.
Independentemente das consequencias que daí possam advir. Por muito graves que sejam nunca são superiores ao mau estar que temos que suportar. A consciencia pesa mais do que o podemos imaginar...

2005/01/28

Esquecer...

É tarde, é noite cerrada
Está frio, a cidade esta gelada
Sinto-me quente
Sinto-me impotente
Sinto-me doente
Sinto-me dormente
Sinto que apesar de tudo,
Finalmente
Vou poder dormir descansado,
Vou poder repousar bem humorado
Vou reviver em paz
E deixar tudo pra tras
Tudo o que feliz me fazia
Tudo o que por ti sentia
Viver de novo na monotonia
Viver de novo sem sofrer
Viver para nao mais pensar
Naquele amor, no seu olhar...

Olimpo

Parei um dia frente ao por do sol
Parei, olhei, descansei e por fim
Adormeci, relembrando, sonhando
Acordei de novo, levantei e reparei
Que tudo o que sonhara se tivera tornado
Por breves, brevissimos momentos
Uma realidade que so eu vivera
Tudo entao fez sentido
Acabei por entender aquilo que sentira
Sentimento que nunca, nunca tivera
Sentimento alegre, feliz
Tenue aproximação ao olimpo
Fugaz passagem pela cidade dos deuses
Acordei de novo com maior felicidade
E assim vou acordando todos os dias
Feliz, contente, alegre com o que sinto...

Tempo

Passo os dias no escuro
Passo as noites em claro
Passam os dias e ai que duro
Passam as noites e eu desesperado
Parado, sentado, mortificado...
Pensando, revoltando, revivendo
Aqueles momentos de vida,
De alegria, que vagamente
Me acedem a memoria,
Que rapidamente se apagam
Sem história.
Momentos fugitivos, negativos
Momentos belos, fugazes, que magoam,
E em todos estes breves momentos
Me encontro desperto, aberto,
Sentado, parado, à espera
De um outro tempo
Que de momento
Não recomendo
O tempo que foge e não deixa
Espaço ao amor que em mim se queixa
Não há tempo, nem momento, não entendo...

2005/01/23

Sonho...

O sonho! Desde que nascemos que lidamos com este simples conceito, o conceito sonho. Quem é que na vida nunca sonhou? Ninguem! Toda a gente sonha, quanto mais não seja enquanto se encontra acordado. Quando somos pequenos, crianças, seres dotados de uma alegria interminável, seres capazes de moldar o mundo à nossa imagem, somos facilmente apoderados pelo sonho! Que seria de uma criança sem a capacidade de sonhar!?? Há já sei o que é uma criança sem a capacidade de sonhar! É um adulto! Sim os adultos são crianças sem a capacidade de sonhar! Enquato somos crianças vivemos e sonhamos a toda a hora! A linha que separa a realidade do sonho é infinitamente pequena! Parece que estamos acordados enquanto sonhamos e que sonhamos enquanto acordados! Avida torna-se muito mais intensa! Vivemos cada segundo da nossa infância com uma intensidade mil vezes superior aquela enquanto adultos! Esta capacidade de sonhar é uma das mais belas que o ser humano tem, toda a energia proveniente do sonho ajuda-nos a encarar a vida sempre de uma forma mais forte, mais tenaz, faz com que sejamos capazes de viver interessadamente todos os fugazes segundos da nossa vida. O sonho constitui, por assim dizer, o elixir da alma! A vitamina que nos permite acordar sempre com um sorriso no labio! O sonho apresenta-se como o único caminho para a felicidade! Matematizando este conceito poderiamos eventualment eenunciar o sonho como sendo o Teorema fundamental da vida! Podemo-nos até atrever a dizer, paradoxalmente, que a vida sem o sonho não passava de um pesadelo. Um pedido que faço a todos aqueles que se deram o trabalho de ler estas minhas palavras é que nunca deixem de sonhar, nem que a vida se vos apresente em forma de pesadelo, lembrem-se que os pesadelos so duram até nós acordarmos, até acordarmos para o verdadeiro sonho...

Brilho...

Vi hoje cedo ao levantar,
o belo brilho do sol,
abri a janela e senti a afável mão do vento,
fechei os olhos e lembrei o suave brilho do teu olhar,
quando acordei era noite, algo que me fez pasmar,
vi que era hora de dormir, mal acabara de acordar...

2005/01/22

Viagem...

Olho, vejo sem parar
olho, penso sem cessar
Encontro-me de repente a voar
Sem parar de imaginar
o mundo dentro do teu olhar
Lugar onde recrio o meu bem estar
Lugar onde desejo repousar
Lugar para nao mais abandonar...

2004/12/03

Fita de Final de Curso

O poema que se segue foi feito como uma dedicatória a uma grande amiga quando terminou o seu curso de enfermagem:

Durante estes curtos anos
Deste a vida à ciencia
Muito trabalho tiveste
Mais ainda paciência

É dificil de narrar
A vida da enfermeira
Mesmo antes de casar
Tem ela que ser parteira

Mesmo quando acabares
O serviço no hospital
Corres às vezes aos bares
Acudir os que estão mal

Enfermeira tu vais ser
Depois do ano acabar
De novo tu vais querer
Voltar a estudar

Por fim o que te desejo
É muita, felicidade
E mando daqui um beijo
Com muita, muita saudade

2004/12/01

Feliz Natal

Começou hoje o mês de Dezembro. Com a vinda do frio chegou também a hora das renas e do pai natal. Vê-se por todo o lado, invariavelmente, pais atarefados, agarrados ao consumismo do costume. Por todo o lado se encontra um puto a olhar petrificado para um carrinho qualquer, ou então uma miudinha que repara na boneca que se encontra mesmo ao lado da secção do fiambre. Enfim é natal. Encontramos por todo o lado luzes, arvores, um milhar de símbolos típicos desta época natalícia. Em cada janela, carro, que passa à nossa frente podemos encontrar sempre um senhor de vermelho em cima de um carro puxado a renas ou então uma árvore pincelada de cor e alegria. Esta contagiante maré transporta-nos, nem que seja por breves momentos, para um mundo diferente. Somos levados, quase como por magia, para terras bem distantes daquela em que os nossos corpos jazem. Em quase todos os rostos de criança encontramos um sorriso rasgado, expressão que retrata fielmente a felicidade que transporta. Cada um destes pequenos seres trás consigo um brilho vivo nos olhos. Um brilho de fantasia de expectativa, todos os meninos que encontramos na rua trazem na mente o espírito possuído pelas várias prendas que perseguem durante todo um ano. Vimos também nesta mesma altura pessoas com os seus 60, 70 anos passeando tranquilamente sob a iluminação natalícia dos grandes centros comerciais. Ao contrário dos mais pequenos que só vem no natal uma maneira de satisfazer os seus desejos de criança, estas pessoas trazem no rosto uma expressão de fraternidade, compaixão, tranquilidade infindável. Vemos também, infelizmente, aqueles que sobrevivem, dificilmente, ao rigor do Inverno sem uma casa, um lar, onde repousar.
Apesar de este ambiente ter origem em factos de natureza religiosa, pouca gente se lembra do verdadeiro significado do Natal, o egocentrismo típico da nossa sociedade leva a que a maioria das pessoas concentrem toda a sua energia nas compras do natal, no bacalhau, nas vinte prendas e na arvorezinha e se esqueçam de cumprir o dever moral de respeitar todos os valores desta bonita época.
Se pudesse moldar o mundo à minha imagem, pintá-lo-ia de forma bem diferente, todo o amarelo de egocentrismo emitido por algumas almas mais pobres dariam lugar ao branco fraternal e amigo, faria desta mês um mês mais claro e transparente…

Sentimento de superioridade...

Parem com este inferno...

È a primeira vez que abordo um assunto e não sei que titulo lhe haveria de dar. O motivo que me leva hoje a escrever é um pouco estranho. Sento-me de novo em frente ao meu velho e solidário PC tentando entender o comportamento de certas pessoas. Sei que até agora estou a ser um pouco vago naquilo que digo, no entanto é assim que a minha cabaça se encontra, vaga, vazia. Sinto-me incompreendido. Sinto que sou tratado de uma forma diferente, desagradavelmente diferente. Não sei com que direito, certas pessoas censuram o comportamento de outrem. Qual e a razão pela qual certas entidades se julgam com poder suficiente para julgar as outras. Sou acusado de ser chato, inconveniente, somente por pouco falar e sorrir. Se ainda o que eu dissesse fosse desprovido de alguma lógica ou coerência, eu compreenderia, com facilidade o comportamento desta gente, mas neste caso não é isso que acontece. Sou criticado por apenas bocejar, por uma expressão menos comum, enfim por existir. Como é possível? Como é possível não ser aceite por aquilo que sou? Como é que não entendem a minha alegria? Como querem que eu seja? Aquilo que eu não sou? Mais um ser desprovido de personalidade! Sim tenho defeitos, como todas as pessoas. Mas julgo que existir, não constitui, por si só, um defeito assim tão grande. Sinto uma revolta profunda quando me acusam de nada. É incrível o sentimento de superioridade que algumas pessoas têm. Que direito eu tenho em dizer a alguém como de deve ou não comportar? Qual é o principio ao qual eu recorro para justificar quando uma pessoa deve ou não respirar. Por favor deixem-me viver. Deixem-me ser eu. Não vos peço mais nada. Nunca eu censurei ninguém por ser quem é. Reciprocamente eu não admito o mesmo. Não considero aceitável acatar críticas desprovidas de razão. Não posso concordar pessoas que julgam só por julgar, apontam o dedo sem ter a razão de seu lado. Falo contigo, paciente computador, falo com alguém que aceita, invariavelmente, tudo o que lhe digo. Falo com um ser inanimado mais vivo que os próprios seres. Sinto-me mais vivo, mais compreendido por uma máquina, por uma coisa, do que por certas personalidade que se julgam o centro do mundo. Não, não consigo compreender este comportamento. Será que sou eu que estou a ficar senil. Será que a minha inteligência e bom senso estão a desaparecer? São estes os pensamentos que me tem acompanhado nesta últimas horas. Acho que está na altura de parar com este inferno. Não aguento mais tanta perseguição injustificada. Não, eu não mereço isto. Alguém que me ajude… Este alguém és tu meu velho computador, obrigado por me compreenderes e por não me fechares a porta do diálogo e da conversa e me aceitares tal qual sou. Obrigado ainda por não me tentares criar à tua imagem e por gostares da minha que já existe. Mil vezes obrigado por não me julgares precipitadamente e por sorrires sempre para mim com mais um erro do Windows. Ainda dizem que os computadores, frigoríficos, torradeiras não tem vida, eu por cá não concordo. Tem o bom senso suficiente para não te criticarem absurdamente…

2004/11/29

Apresentação

Antes de mais olá a todos. Provavelmente isto será mais um olá a mim mesmo, de qualquer forma fico com a consciencia tranquila, sinto que cumpri o meu dever de cumprimentar o pessoal (que provavelmente se resumirá a "eu"). Aviso desde já que este blog é extremamente pessoal, sendo bom notar que o interesse é nulo! Cada vez que pressiono uma tecla sinto que me enterro mais, no entanto, como ainda não tenho que pagar para publicar seja o que for eu vou-me dando ao trabalho de fazer coisa nenhuma! Pois é caro(s) leitore(s) se vinham para aqui a pensar que iriam ter o prazer de ler grandes obras enganaram-se. A única coisa que possam eventualmente ter acertado foi no termo grandes, que neste caso se aplica a grandes secas. Sim eu sou daquelas pessoas que escreve, escreve, e quando paro para reflectir sobre o que faço, concluo, fantasticamente, que nada do que faço se aproveita. Pois é verdade, ainda há gente assim. Gente que se dá ao trabalho de não fazer nada. Parece um absurdo, e provavelmente secalhar até o é, mas como ninguém vai ler isto posso escrever as enormidades que quizer. É a vantagem de não ser um génio da literatura. Que pena que tenho de gente como Saramago, não ter a oportunidade, como eu, de poder publicar o que quer que seja e saber que não vai ser alvo de críticas. Saber que não temos milhares de olhos nas nossas obras é um descanso que só os péssimos escritores conhecem. Não há nada melhor do que ser o pior...

2004/11/19

Ao pacheco

É marceneiro mas ousa
Fazer a caça ao leão
Matreiro como a raposa
Raivoso que nem um cão.

Arrogante e prepotente
Num discurso reboscado
Insultou dez reis de gente,
Perdeu e foi humilhado

Alguns dias já passaram
E é tal a letargia
Que por certo não findaram
Essas dores essa agonia.

Porquê não ser solidário
Com tão ilustre figura?!
Não sei mas vivo ao contrário
Ando em rios de ventura.

De todo o tempo que é tempo,
Ao tempo que agora corre
Reina só quem tem talento,
Não quem quer, mas sim quem pode.

Por te julgar compreender
Um conselho te vou dar
Já que tens a casa a arder
Pacheco atira-te ao mar.



Este é outro poema da autoria de Joaquim Pinto Fernandes.

2004/11/12

Amanheceu...

E assim, de repente, todo um mundo se abriu para mim...

Hoje é sexta-feira. Acordo invariavelmente cedo. Pela
primeira vez em dias, semanas, meses, vejo o nascer do sol. Acordo
com uma serenidade ímpar. Desperto após uma noite de tranquilo
repouso na minha habitual cama. Abro os olhos muito devagar com um sorriso rasgado na cara. Apetece-me gritar! Tenho a cabeça à roda, sou atropelado de pensamentos que surgem de todo o lado. Reflito, penso, em nada! Dou por mim a olhar o vermelho do céu que se confunde com o cinza das nuvens, não conseguindo articular um
movimento sequer! Sou apoderado de uma força maior que me obriga a permanecer impávido mantendo um ar incrédulo! Sinto um aumento no batimento cardíaco! As pernas tremem levemente enquanto penso mais uma vez, em nada, em tudo! Passam diante mim imagens várias da minha curta existência. Momentos como os da minha alegre infância seguidos de retratos fugazes da minha adolescência, culminando em monótonos episódios da minha recente vida de adulto trespassam-me à velocidade da luz! Por breves momentos, toda a minha vida académica é revista em imagens sobrepostas que passam diante mim como que reflectidas na semi transparência do vidro, pelo qual eu acompanho o movimento dos pássaros que circundam um cenário, o qual atentamente observo! Sinto uma energia interior que cresce dentro de mim! Gozo de um relaxamento psicológico único! Sinto-me livre! Sinto uma capacidade maior de compreender o mundo! Sinto-me capaz de viver! Sinto-me bem! Todos os medos, receios que se apoderam de nós, todas aquelas frustrações adquiridas ao longo de uma apagada vida são agora esquecidos! À medida que vai passando o tempo, acompanho com um olhar fixo, transparente, o movimento constante do sol, aprecio o desaparecer do vermelho que dá lugar ao azul! Acordo! Desperto, para a vida! Sentimentos vários assolam agora o meu coração! Sentimentos de medo, culpa, amor, fraternidade cumplicidade e esperança são simultaneamente bombeados pelas artérias de todo o meu ser! Renasce dentro de mim uma vontade enorme de dar, sinto um desejo infinito de doar todo o meu ser! Acompanhando todo este frenezim de emoções reparo na lagrima que me escorre pelo rosto e que cai solitariamente sobre a madeira do chão! Penso porque? Procuro incessantemente a razão que justifique o surgimento daquela gota! Gota de emoções que percorreu toda a minha cara! Gota de vida, de felicidade, prazer! Imediatamente após dou por mim articular a primeira expressão após longo período de aparente paralesia! Olho, revejo tudo à minha volta. Lembrei no espaço de 10, 15 minutos toda a minha vida! Vivi nestes momentos breves todas as emoções que tivera até então! Subitamente tudo faz sentido e uma lufada de lucidez varre-me abruptamente. De repente, num único momento, tudo faz sentido. Concluo, meio incrédulo, atónito, que acabara de me apaixonar. Reparo brilhantemente que para mim tudo amanheceu...


É tarde...

É tarde para que??

É tarde. De acordo com o relógio que e transporto comigo posso ver
que já pouco falta para a uma da manhã. Dou comigo sentado,
sozinho à entrada de minha casa a escrever num pedaço de folha
azul. Encontro-me numa daquelas alturas em que necessito de falar
com alguem, esse alguem és tu, pequeno pedaço inerte de papel.
Tenho a mente apoderada de ideias turvas, emoções várias. No meio
de tanta confusão, de tantos sentimentos obscuros somente uma
ideia se repete. É tarde Sinto que é tarde, sinto
que já não vou a tempo. De quê? Não sei! Sinto uma incapacidade
assustadora para responder a mim mesmo. Vejo com certa
incredulidade este meu estado. Como é possível? Mais uma vez não
sei! Não sei se é pelo sono, pela constipação que carrego mas não
consigo entender porque é que sou constantemente bombardeado com
este pensamento. Por mais quanto tempo tenho que aguentar o
surgimento destas ideias malucas? Será que vou permanecer nesta
pseudo insanidade infinitamente? Não, basta! Estou cansado de
divagar. Estou farto de voar por mundos obscuros de emoções e
irracionalidades. Está na hora de me compreender! Já é
tarde? Não, de modo algum. Nunca é tarde para nos
descobrirmos. Nunca é demasiadamente tarde para perceber o que se
passa no nosso universo. Não é tarde para parar. Não
é tarde para repensar a vida para mudar o meu futuro! Não
é tarde, jamais! Nunca foi, nem o é, tarde para
dizer o quanto espaço tens reservado em meu coração. Não é
tarde para me assumir perante a vida, para viver sinceramente
comigo próprio. Cansei de ter vergonha de mim mesmo. Estou exausto
após uma continuada e longa recriminação de todos os meus
sentimentos! Não posso continuar a mutilar o meu ser, a
racionalizar o irracionavel. Tenho que parar antes que seja
tarde demais. Tenho que sorrir para a vida e pensar que é
cedo. Tenho que recuperar o optimismo que me fugiu! Tenho que ser
eu! Tenho que ser feliz. Não é tarde, é cedo...

2004/11/10

Mão querida Mão querida

A mão. Muito mais que um simples membro...

A mão. Como é que um orgão pode dar assim tanto que
falar, que até já há gente que redige textos em que tem a
mão no título. É verdade, tanto assunto digno de ser
abordado e eu venho para aqui com tretas acerca da mão. A
verdade é que todo o ser humano depende dela na vida. Que é que
seria de nós sem mãos? Como é que bateríamos palmas durante um
jogo de futebol, no final de uma peça de teatro ou de um concerto?
Como é que as pessoas levavam a comida à boca? Que é que era feito
daquele sentido que nos temos ao qual damos o nome de tacto? Pois!
Sem mãos, eramos uma criatura bastante diferente. Aliás eu sem
mãos não seria sequer capaz de escrever este pequeno texto! A mão
é um orgão que nós utilizamos a toda e qualquer hora. Assim como
os olhos, os ouvidos e a boca, a mão é da mesma forma um orgão
importantíssimo. A verdade é que eu não me dei ao trabalho de
escrever um texto para falar destas funcionalidades da mão, porque
estas ja toda a gente conhece e fala. O que não é discutido de
maneira digna e, infelizmente, ainda é visto por algumas pessoas
como um pecado ou um crime do qual nos deveriamos envergonhar é a
práctica da masturbação, quer masculina, quer feminina,
(sim é verdade as meninas também o fazem) que por norma
é uma actividade sexual que necessita a presença da mão. A
masturbação é uma actividade sexual ao qual quase todos os seres
humanos são levados a experimentar. Não vamos ver aquelas pessoas
que não tem namorado, namorada, mulher, marido, enfim um parceiro
sexual, como pessoas frustradas sexualmente e desprovidas de uma
actividade sexual regular. Muitas das vezes são estas pessoas que
tem a vida sexual mais activa. A masturbação é de certa maneira a
base de toda a actividade sexual. Antes da nossa primeira relação
sexual propriamente dita já tinhamos experimentado inumeras vezes,
como diremos, a relação sexual manual. Existem ainda
algumas, não sei se é por ignorância, preconceito ou más
experiencias, que confundem as pessoas que se masturbam com
tarados sexuais. A masturbação não tem nada a ver com o ser ou não
tarado. Pessoalmente tenho o conhecimento de pessoas que não se
masturbam (na verdade são duas pessoas só) e no entanto
tem um comportamento que em muito se assemelha ao dos tarados,
isto para não os definir como verdadeiros tarados. Por outro lado,
a maior parte das pessoas que conheço (99% do pessoal)
são practicantes assíduas da masturbação, são pessoas saudáveis e,
dentro do possível, realizadas sexualmente. A estas horas poderá
ser feita a pergunta mas a masturbação é assim tão boa
porque é que as pessoas perferem o sexo a dois? É bom de notar
que eu nunca afirmei que a masturbação era melhor do que o sexo
a dois, o que eu venho dizendo é que na falta de companhia,
o sexo, que na minha opinião não passa de uma necessidade
biológica, pode ser facilmente recompensado pela masturbação! Com
isto não quero dizer que deveriamos fazer sexo a torto e a
direito, no entanto também não acho muito saudável passar uma
vida inteira de
celibato.
Estas são algumas das razões, pelas quais eu encaro a
masturbação como uma actividade sexual tão digna e vulgar como a
tradicional. Felizmente as mentalidades estão a mudar e já começa
a ser natural falar acerca do sexo, das diversas variantes do
sexo, com maior à vontade comparativamente a algum tempo atrás.
Finalmente, como já se está a fazer tarde e as minhas
hormonas trabalham bem à noite, acho que está na hora de dar
trabalho a um membro que eu cá tenho...