2009/01/07

Aveiro...

...à noite é bem interessante


2008/12/25

Sandes de "Bacon"

Read not to contradict and confute, nor to believe and take for granted, nor to find talk and discourse, but to weigh and consider.

—FRANCIS BACON

2008/12/05

O Norte...

... tem o humor mais badalhoco mais expressivo e mais espetacular do país. O resto de Portugal que me desculpe mas javardice desta categoria só mesmo nos bairros mais degradados do Cerco do Porto

2008/11/27

E o natal...

... mal posso esperar!

2008/09/29

Cá estamos nós...

Deslizamos como sombras escuras num gradiente harmonioso de simpáticos cinzas. Eu e tu. Tão diferentes heterogéneos, eléctricos e angustiados quando longe, calmos mas determinados quando perto. Somos particulas perdidas num universo de antimatéria, uma felicidade cumplice que teima em dizer não aos pontuais obstaculos da vida. Somos o branco e preto, a água e a terra, na verdade não somos nada num terceiro ponto fora da nossa esfera prometida. A alegria é uma invariante, tão segura e extasiante que chega a estranhar um pouco. Tu serenas-me, deixas-me um trago a chocolate. Eu sou o teu vinho do porto na nossa quotidiana ceia natalícia. Que peripécia, que delícia. Os teus cabelos são um enrolar de calmaria, a voz singela do inevitável, voo, estridente cantoria. Por ti quase me perdia? Quem não se perdia!? Mas tu estás lá sempre para viajar no desnorte comigo! Divagas no desconhecido agarrada a mim, de mão expectante, mente aberta e sorriso inquietante. Nas dunas do meu pensar estás sempre presente. Ocupas o mais ínfimo espaço deixado em aberto na aleatoriedade do dia. Cá estamos nós. Tu e eu, um duplo de nada uma singularidade que resume tudo. Gaivotas sobrevoam e presenteiam-nos sombra, respondemos com um beijo solene, um fugaz ímpeto de vontade, mais uma vez aleatoriedade. Incerteza que me apaixona, tão diversa, completa. Hino épico que me preenche, incentiva, me transforma toda a potencial vivacidade numa estranha cinética euforia… Flamejas os meus mais tépidos pensamentos. O que outrora era escuro, estranho, confuso transformou-se com o passar do tempo num esvoaçar de saudade um sabor a pimenta sob o meigo sabor de um intenso refogado de emoções… Cá estou eu, cá estás tu.. Cá estamos nós…

2008/08/23

Death Magnetic

Desculpem era mesmo so para anunciar o novo album dos Metallica. O single já está cá fora, intitula-se The day that never comes...

Death Magnetic

2008/08/19

Feelings



Às vezes claros, translúcidos como a água que brota de uma pedra esverdeada em manhã primaveril, outras turvos e confusos como o movimento cinemático e aleatório de uma multidão em hora de ponta. São todos diferentes e todos iguais. Uns surpreendem outros agradam e deixam-nos em paz, outros atormentam desgostam-nos a vida e atribulam o nosso sossego mental. São todos igualmente importantes e contribuem com igual importância na nossa evolução enquanto pessoas. Gosto de sentir, à medida que o tempo passa sinto cada vez mais e melhor. A panóplia de sensações aumenta em cada dia que passa. Há sentimentos que perduram, o abraço extasiante de dois amigos que se revêm, o beijo emocionado de duas pessoas que se gostam. Há sentimentos que vêm e vão como a desilusão de fazer certas coisas mal feitas ou a euforia de cumprir qualquer rotineiro objectivo. Há sentimentos, tão diferentes e tão iguais. Gosto de todos. Muitas das desagradáveis prendas da vida são momentaneamente interpretadas como momentos de pesar. Quase sempre não conseguimos, à primeira, entender a lição que todas estas malfadadas experiências tem para nos dar, mas quando aprendemos a viver e a contornar certas realidades ficamos mais fortes, mais seguros e sentimos o mundo e a vida de maneira diferente mas igualmente saborosa. A vida é feita de igualdade nas diferenças das emoções e diferencia-se na igualdade das realidades que estas nos trazem sob a forma de experiência. Gosto de viver os momentos, aqueles que constituem um "dejavu" são na sua essência diferentes e tal como esta fragrância de vida, são diferentes também as nossas emoções em cada um dos episódios...

2008/08/13

Indústria brasileira...

A pedido de muitas famílias deixo aqui um documentário inédito sobre a situação actual das indústrias brasileiras. Ao que parece falta de mão de obra especializada não falta...

2008/08/11

Habacuc... Arte?




Estão a ver o cão da fotografia. É uma das obras de arte do senhor Guillermo Vargas (Habacuc) um azeiteiro (sem ofensa à industria dos azeites) que se diz artista. Esta raridade humana lembrou-se de prender um cão e de o deixar morrer à fome e sede. Segundo os especialistas isto é arte. Agora compreendo as touradas. É simplesmente uma forma de arte. A guerra no golfo? Arte do médio oriente. O holocausto nazi? Foi uma tendência dos anos 30-40. O centro nacional de arte rainha sofia podia substituir o guernica por esta foto artística. Cá fora, como forma de propaganda podiam afixar cartazes com luta de cães, para finalizar em grande os empregados do museu iriam andar casacos de pele de, imagine-se só, cão...
Se eu disser que estes gajos são uns filhos da puta estou a ser muito duro?

2008/08/01

Chupar não mata...

Vida luzidia

Às vezes confesso que custa um pouco. Com tanta agitação na nossa vida torna-se por vezes difícil parar um bocado e apreciar a vida tal como ela é. Intensa. Muitas vezes cheia de um nada profundo, sentimento este que miraculosamente somos capazes de transformar em companhia acolhedora. Que capacidade é esta que nós temos em transformar dias cinzentos em cinzeladas ternurentas de ciano alegre. Não sei, honestamente também não quero saber. Apesar de indiferente no que diz respeito à sua origem não deixo de ser curioso sobre a existência de pessoas cuja natureza e conjectura envolvente reajem de modo díspar na interacção sobre a própria vida. Há tantos momentos no histórico de muita gente que é traduzida por uma tristeza enorme, injustificada na maior parte das vezes, de desconhecida origem. Eu próprio, confesso, já sofri do mesmo. Que enorme perda de tempo. Quando paramos em frente a uma janela, mãe mutante e constante vizinha de pensamentos, somos como que convidados a reflexões banais, dá-se uma verborreia mental e damos depressa a assistir na primeira fila a uma passerela onde desfilam os mais variadíssimos temas da revista Maria. É incrível como em certas situações o nosso cérebro se resume a um enorme caixote de lixo. Quem disse que a ignorância era uma benção deveria estar a pensar neste pobre cenário na altura em que meditou tal asserção. A ignorância, melhor dizendo, o ignorar de certas realidades torna-nos mestres naquilo a que vulgarmente designamos por a arte do saber viver. Se há coisa que aprendi em todos estes atribulados anos, foi em desvalorizar problemas. Na verdade não faz sentido a preocupação obstinada, muitas vezes obcessiva quando o assunto em questão são problemas. Das duas uma, ou tem solução ou não. No segundo caso a preocupação é imediatamente desnecessária, não vale pensar em problemas que não somos capazes de resolver. No primeiro a preocupação é igualmente injustificada, se sabemos que tem solução então é uma questão de tempo para o dito problema transitar ao estado dos eventos solucionados. Esta minha reflexão é um copo cheio de trivialidades, observações dotadas de uma evidência imediata. Na prática reparo que este elementar raciocínio e consequentes conclusões são generalizadamente ignoradas. As pessoas parecem regirem-se por um místico pensar e tendem a extravalorizar a problemática da vida, acabando por adicionar mais um à lista que tinham até agora. O item extra na tabela das problemáticas que refiro é o problema de como deixar de preocupar com as coisas. Já repararam que não pensando no problema este deixaria imediatamente de o ser? Como é simples a simplificação das coisas, a análise parece numa primeira instância uma realidade confusa e chata, mas tendo um pouco de calma e deixando que o nosso pensamento navegue à luz da intuição, dotando-o no entanto de um pouco de razão para que o barco não derive no mar imenso da confusão torna-se fácil reparar no quão simples tornamos a nossa vida e a abordagem à mesma. É muito mais fácil viver intensamente, esquecer os problemas que nós próprios inventamos, o sorriso e a gargalhada tornam-se numa presença viva e a vida regressa bela e luzidia como um qualquer por do sol na praia...

2008/07/15

Sonar

É mais ou menos como um eco. Uma espécie de voz chata que teima em não parar de incomodar. Na maior parte das vezes é simples. Uma transparência completa entre o fora e o dentro do invólucro que a define. É elegante, tem uma cinta torneada e definida. Gosta de andar de bicicleta, de jogar voleibol, já disse que gosta de chatear? Na maior parte das vezes não lhe ligo nenhuma atenção. A maior parte das vezes encontro-me preenchido com pequenas trivialidades que me desviam o foco de análise, mas quando me cruzo com ela não posso deixar de usufruir do momento. São tão raros nos dias que correm. A vulgaridade de certos momentos, aliados à rotina de uns tantos outros, entorpecem esta bela capacidade de gozar os momentos parvos. São os mais belos na verdade, nem por isso os menos frequentes. Durante o dia sou capaz de contar milhares de ondas cómicas no teatro do dia. Às vezes imagino-me como um sonar, muito pequenino, outras vezes vejo-me como uma grande antena com vontade voraz de receber toda e qualquer manifestação sonora. Gosto de me deixar elevar no mundo dos sons. A vida toma uma diferente musicalidade, uma onda cheia de cristais, vaga que nos enche de um conforto especial. Neste preciso momento já me cansei da musicalidade enfatizante deste meu baço teclado. Vou até lá fora à procura de novas viagens.

2008/06/23

Evolução


Há quem veja este conceito como uma espécie de desenvolvimento progressivo. É verdade, existem outros modos de visualizar este conceito. Estranhamente, ou não, nenhuma das abordagens presentes nos dicionários, enciclopédias e afins, me satisfazem. Não gosto de pensar em evolução desta maneira. Crescimento sucessivo? Não me agrada. Não gosto de pensar no conceito como algo contínuo, bem definido, como que uma inevitabilidade inerente ao ser humano. Gosto mais de olhar para ela como uma questão de escolha. Uma realidade saltitante, um constante andar para a frente e para trás. Ora evoluis ora regrides. Há, evidentemente, quem considere o regredir uma forma de evolução. Um evoluir numa direcção considerada oposta aquela considerada a normal. E o que é a evolução dita normal? É verdade se tentar entrar em pormenores lógicos sobre o conceito sou capaz de não chegar a lado nenhum. É precisamente por isso que não reflicto de maneira muito rigorosa sobre o conceito. Gosto mais de olhar para ele de uma maneira mais romanesca. Uma entidade do fantástico. Agrada-me pensar no conceito evolução como que um castelo longínquo, lugarejo inacessível e cuja vida gastamos a tentar alcançar. Gosto desta peregrinação. Não numa forma tradicional, cujo caminho se apresente unidireccional, uma sucessão bem definida de caminhos. Na verdade imagino um emaranhar indefinido de possibilidades. Gosto disto. Da incerteza, do não saber se aquilo que fizemos hoje será considerado errado no amanhã. Agrada-me a existência de vários pontos de vista igualmente legítimos. Sou amante do razoável e apaixonado pela diversidade, maravilho-me com a diferença mas desprezo a indiferença. Canso-me facilmente com a rotina, razão pela qual invento mil e um cenários diferentes durante o dia. Sou fiel ao calor da amizade e não esqueço o abraçar amigo na hora amarga. Venero a prestabilidade e vejo nela uma diferente maneira de evoluir, como se se tratasse de uma travessia de barco entre as ilhas da nossa existência. Deixei por momentos a realidade para evoluir em fantasia... Está na hora de evoluir numa outra direcção...

2008/06/22

Pensamento


Tudo aquilo que algum filho da puta diz que é URGENTE, sempre é algo que algum imbecil deixou de fazer em tempo útil e quer que você se foda para fazer em tempo recorde..

Rakesheh Vilmiintuchy - Monge Tibetano