2008/01/20

Insólitos messenger...

to gostando de vc di verdade.. oq eu to sintindo por vc é real não é mentiraaaa..tiquero...({)(})(L) TE GOSTO DE - MONIQUE(L)....


A pergunta que se faz é:

Se gostas da miuda porque escreves disto??

Feiticeiro caracol...

Hoje chove. Não como nos restantes dias, neste a água parece querer furar o chão. Cai com uma força incrível, bate no passeio como a querer-se vingar na sua existência. Faz frio, é um daqueles dias em que a gente acorda e vê tudo branco coberto de geada, infelizmente aqui não há. Na minha terra natal, a estas horas está tudo como que coberto de neve. Adoro a sensação de estar deitado na cama e sentir o abraço dos cobertores, o apoio materno da almofada. Fecho os olhos e imagino-me um caracol. Encolho-me o mais que possa e tento esconder-me do mundo. Aqui neste quarto nu, dentro destas quatro paredes eu sou único. Mais ninguém é caracol como eu. A sensação de conforto aumenta a cada gota que bate na janela. Sempre que ouço um assobio do vento arrepia-se-me a pele e fico mais sensivel ao calor febril que me envolve. Nestas alturas adoro dormir sozinho e não ter de partilhar o meu casulo de caracol com mais ninguém. Não tenho despertador e na verdade não sei o que é pior, se ter uma maquina a ditar o nosso levantar se o facto de ser-mos nós a fazê-lo. Enquanto se fazem horas a chuva vai moderando de intensidade e eu vou despertando. A sensação é sempre a mesma, uma tranquilidade, relaxamento que apazigua. Eu gosto. Levanto-me e dirijo-me para a janela, o céu está cinzento triste, o sol não se vê. Ao longo das compridas ruas pessoas andam apressadamente, tolhidas, tentando evitar o mais que possam a chuva que os persegue. Dá-me vontade de ir para a cama. Quero ser de novo caracol. Tomo um banho relaxante, limpo toda sujidade nocturna e preparo para me transformar em feiticeiro. Visto a roupa habitual e escondo-me debaixo da volumosa casaca. Saio de casa e percorro o trajecto do costume até ao meu local de trabalho. Enquanto a chuva me bate na cara eu torno-me invisível. Olho para as pessoas e imagino como seria passar pelo meio delas. Um enorme prédio faz-me percorrer o dobro da distância. Como seria se eu pudesse atravessar pelas paredes da enorme massa cinzenta? Ao passar a primeira fila de cimento dou de caras com um casal vestindo-se apressadamente anda, vamos, dentro em breve chega o teu marido, aproveito a situação e aplico um dos meus poderes mágicos ao infiel da zona, teve diarreia o resto do dia. Para lá do segundo bloco de tijolos encontrei uma menina pequena a preparar-se para as aulas. Estava a preparar o lanche da manha e acabava apressadamente alguns dos trabalhos que fora encarregada de fazer. É hora de aplicar a minha segunda magia, está um dia horrivel para esta menina sair de casa, faço o telefone tocar, a menina atende e ouve olá fala de casa da dona Conceição? -Sim, quem é? -É da escola primária, era para avisar que hoje não há aulas a menina sorri, atira com os cadernos para o chão e volta para a cama. Ela ao menos pode ser caracol. Sigo em frente, cada vez mais adoro fazer feitiços. No apartamento seguinte tenho um quarto vazio é de um estudante universitário concerteza. Dormiu fora. Das duas uma, ou lhe calhou a sorte grande e agora está com a sua caracoleta a fazer caracoizinhos ou então está a fazer de roupa velha, bébedo e enxarcado encostado nalguma valeta suja. Pela arrumação do quarto está a fazer caracóis. Que feitiço hei-de aplicar aqui? Nesta altura lembro-me do que é chegar a casa depois de uma noite atribulada. O que a gente dá por um bom banho, e uma cama quente? Este rapaz tinha deixado a janela aberta e o quarto estava uma bagunça. Assim não fica difícil saber o que fazer. Num ápice toda a água desaparece, a temperatura aumenta e a porta abre-se foda-se que saudades que eu tinha da minha cama... Aahhhhhh... Bons sonhos. Acabo de atravessar todo o prédio e chego finalmente ao meu destino. Deixo o feiticeiro de lado e volto à normalidade. O que serei amanhã?

2008/01/17

A puta da palavra

As palavras são como que um mar pelo qual percorremos a vida. Numa interjeição definimos um rumo, viramos o leme em direcção a um diferente propósito. Gosto de me perder em passeios por este mundo indiscritível das palavras. Na verdade gosto de todas as palavras. A única condição que lhes imponho é uma marca de autênticidade. Gosto de palavrões, da sua natureza agressiva, aprecio de um modo estranhamente interessado o acervo interminavel de palavras odiosas que existem. O calão é como que um murro na mesa, uma maneira primitiva e fácil de evasão ao mundo da argumentação. Esta é pelo menos a primeira impressão, ou aquela que é interpretada pela maioria. Eu gosto de olhar para os palavrões como piratas no oceano da língua. Os palavrões são uns fora da lei, não tem identidade, não aparecem no dicionário o registo civil da língua. Os palavrões assaltam constantemente os vocábulos legítimos. São polimorfos, servem para qualquer propósito. Aparecem em horas de aflição, em tempo de alegria, em momentos fantástica excitação. Os palavrões são na verdade excumungados, deserdados no reino da palavra. As culturas e os bons rituais de boa educação insistem no genocídio geral destes resistentes seres. São vistos como malfeitores, ímpios, vilões e desgraçados. Mas é inegável o seu valor, a pungente natureza da sua essência. Quem é que nunca gritou bem alto foda-se lá esta merda... é mandar tudo pro caralho. Existe maneira melhor que esta para partilhar um sentimento tão natural como o misto de revolta com impotência? Para mim fazem todo o sentido e é um modo poetico no realismo da frio da vida. Não gosto de novelas, nem da língua que lá se pratica. É suja, ilegitima, prostituida e barata. O sentido das palavras perde-se e a leviandade presente consequência dos assuntos vazios remete a palavra, o seu significado e tudo o que esta tem de melhor para segundo plano, para um plano invisível. Gosto de sentir o encarnado sangue detrás de um vivido puta que pariu. É tão agressivo que se torna encantador. Sinto uma enorme atracção pelos eternos galãs do calão. Aqueles possuidores de um charme transcendente. Armas nucleares no mundo da semântica. A magia enfeitiçada oculta no foda-se é completamente arrebatadora. Quem nunca se dirigiu a uma bela moçoila de feições aprumadas, sentindo a fogosidade, violência hormonal dos vinte anos, com um inebriante que grande foda... É incrível como se repudiam este tipo de expressões, tão vivas tão certeiras, honestas, verdadeiras. É assustador o divórcio existente entre o que nos vai na alma e as palalavras que invocamos para dar vida a esses mundos. A tinta com que pintamos as nossas emoções tem muito mais vida quando talhadas sob mantos de caralhos, a tez da tela é mil vezes mais macia quando revestida por eternas putas desnudas reflectoras de tons violeta provocante. Quem não se revê no mundo do calão? Neste palco da vida onde cada um de nós actua o desenho do sórdido, imundo, indecente, vergonhoso é constantemente vilipendiado, por palavras educadas, detentoras de uma legitimidade hipócrita, roubando o emprego ao retrato do filhos da puta. Num suspiro efémero, vindo de um respirar profundo, transitório e provocante eu chamo daqui o navio do fantástico e aproveito para vos deixar com um autêntico,

ide pro caralho bois da merda, ide trabalhar que isto aqui não se aprende nada...

2008/01/16

O génio da comédia capilar...

Não sei se me hei-de rir do cabelo, das fuças que esta besta da comédia faz se de tudo. Eu acho que me vou rir de tudo. Simplesmente genial... Ou então simply the best para quem gosta de tina turner...

2008/01/14

Na noite

A noite acabrunha as sensações. O escuro da esquina anuncia a chegada do gelo nocturno. Está frio. Olhando em redor a única coisa que se consegue sentir é o cheiro húmido do rio que passeia monotonamente pelas serras circundantes. A presença da noite é habitualmente lembrada como um recolher de corpos, momento em que descansam as almas. Está vento. Um vento húmido, corpos massissos de ar empurram-me o corpo para trás, uma força invisível que me sustenta na vertical. Costumo fechar os olhos, gosto de sentir o severo das sensações, o beijo frio do ar na minha boca febril. São aproximadamente dez da noite. Nestes dias de inverno o sol despede-se cedo. O sono apodera-se de mim e passeia lado a lado com o entorpecimento do corpo. Sinto uma preguiça assustadora. É bom o frio. Ajuda a dizer não à inércia que nasce vinda do nada. Guardo sempre esta altura da noite para estar contigo, para relembrar o que fui contigo. Os passeios longos, vagarosos, como dias de verão que partilhei contigo. A cumplicidade, a sintonia no olhar, o sincronizado respirar. O frio ajuda. O fresco na cara faz com que te sinta, como uma mão que passa rente à pele tocando somente as pontas capilares. És como um estar virtutal. Na verdade nunca passaste disso. Nunca deixaste de ser o que eras, não sendo nada. Costumo vir até aqui, à beira do rio. O som da água veloz nas pedras inertes inspira um sentimento sinistro que a noite acaba por tornar aterrador. Eu gosto do som. Sento-me contigo em cima de uma pedra sombria e respiro todo o horror da noite. Transformo o terror inalado numa tranquilidade muda. Abandono-me por completo à viagem que a natureza nos proporciona. A sinfonia que presenciamos é de uma profundidade musical transcendente. O assobio do vento sobrepõe-se sobre o caminhar da água no rio. A percussão entra a meio do concerto sob forma de gotas de chuva. Mas ainda não está cá todo o grupo musical, faltam os trovões. O cenário não é realmente verdadeiro sem o ecoo dos trovões. Aquela voz grave de tenor, que anuncia a tragédia do dia. Todo o cenário é o mais puro contraste. O preto no branco. A diferença entre o bem e o mal. O mais concreto invisível. Eu irradiando uma felicidade ímpar, sentindo no colo o teu calor e nas costas o implacável frio da chuva. É raro estarmos os dois. Tu só apareces em dias de concerto e os trovões não gostam de actuar com grande frequência. Em nosso redor árvores centenárias abrigam-nos da vista curiosa da gentalha que acidentamente passa por ali. Somos como que abraçadas por estas entidades divinas da natureza. Gostava de falar Arvorez, olhar para o Castanheiro imponente e pedir-lhe que nos elevasse no ar. Ouvir melhor o cântico da chuva. Assistir na primeira fila à eterna representação teatral dos pássaros que voam invisíveis no ar, detectáveis unicamente devido ao seu chilrear característico. Gostava de falar com o vento. Pedia-lhe que nos levasse de pedra em pedra, de margem em margem. Com sorte o rio achava-nos graça e convidava-nos para passear com ele. Fazia-mos dos nossos sonhos uma canoa e iniciava-mos uma longa escalada rumo à nascente que lhe deu origem. Como eu gosto de me sentar contigo. Poder viver o mundo de uma maneira diferente. Viver sem existir. Sem ser eu. Viver e ser tudo o que sempre quis ser. Pular de sonho em sonho com a frequência do vento. Encarnar cada gota de chuva como uma diferente personagem. Ser pirata, ser cowboy, caçador de tesouros. Ser peregrino, alma penada. Ser mau, alma vingada. Ser bom, possuidor de um aviltante coração. Encantador, uma eterna tentação. Ao som da chuva sou tudo o que quero, ao frio do vento eu sinto a vida em mim. No teu calor eu sinto a esperança e a luz do dia...

2008/01/13

Massacration - Evil Papagali

A musica do momento...
O lado negro do papagaio...


I met a bird that
Came From Hell
He is little green
He is very well

He likes to play
He likes the milk
He likes to fight
He likes to kill

I met a bird that
Came from hell
He is little green
He is very well

He cannot fly
And he is revolt
He don't like me
And then he told
What?

Chorus:
Lôro
Lôro quer biscoito!

Evil Papagali
He wants to kill
He ordered me to
Puta que pariu

Evil Papagali
He is animal
He got the power
Of heavy metal

He's got the power
Of The furation
You feel the pain
Is the bication

He's master of hell
And we're
Massacration
He wants to speak
To all the nation

(Chorus)

Curupaco feel
the fire
Curupaco feel
Curupaco kill
With power
Curupaco kill

(Chorus 2x)

2008/01/05

Já te disse?

Às vezes o anoitecer visita-nos mais cedo. O dia cai com o seu calmo e terno passo de gigante. Costumas contemplá-lo com alegria nos olhos, nota-se em ti um respirar denso, o ar quente que te sai pela boca mistura-se rebeldemente com o frio que se sente cá fora. O dia não está realmente a condizer com o teu sorriso, na verdade é exactamente o oposto. Mas em boa verdade é melhor assim, acabas por dar uma alegria mágica ao dia que acaba agora mesmo de desaparecer sob os passos decididos que o sol insiste em percorrer ciclicamente. Estás, és, realmente resplandecente. Tens os olhos do verão, quentes como o sol arenoso numa tarde de esplanada. As tuas mãos são ridiculamente simples. Unhas lavadas, despidas de cor, o único brilho que se consegue ver é o reflexo da saúde que dispara luz em todas as direcções. Tens um corpo esguio, muito caracteristico. Dá a impressão que foste resultado de escultor, talhada com mil cuidados. Sorris de um modo delicado sem nunca dar o braço a torcer, parece um riso resignado, que saiu contra a vontade, mas não há dúvida que é teu, é igualmente brilhante e consegue aquecer a temperatura mais fria sem nunca aquecer demasiado. Às vezes mergulhas em estranhos momentos de reflexão. Olhas de uma maneira vaga enquanto mexes os cabelos pretos e que também gozam de uma saúde inacreditável. Às vezes sabes a super bock. Sais com uma piada mais triste, tipica de menina de coro, mas rapidamente te corriges. Acabas sempre por vencer com alguma parvoíce sincera e estupidamente engraçada. És divertida. Tens rasgos de irritação, momentos raros que surgem como a distracção. Nunca consegues esconder a bondade natural que trazes no coração, viajas pelos mundos do diferente, és tão normal que me causa arrepios. Nunca chegas a ser vulgar, tirando claro quando dás asas ao teu estranho sentido de humor. És parva como eu sou, como todos somos. És mágica, tiras o coelho e nunca chegas a mostrar verdedeiramente a cartola. Voas com asas de papagaio, hesitante, desconfiada, e nunca sabes se estás acordada ou na iminência de um acordar repentino. Já te disse que és parva? És vaidosa, é um facto. Mas quem é que não tem um pouco de brio? Amor próprio é importante e tu costumas vender. Prostituis uma alegria habitual e rotineira, felicidade companheira que me da vontade de rir. És um mar imenso de vida, que remenda a roupa esfarrapada que muitos insistem em vestir. Já te disse que gostava de te despir? És o óbvio que vence a virtude do complicado. Às vezes perco-me irremediavel e repetidamente nos teus movimentos capilares, parecem ditar o ritmo e direcção do vento. São decididos e harmoniosos, únicos como tu, como todos nós. Já te disse que cativas? Costumas caminhar equilibrada e relaxadamente. Se fosse um assaltante manco eras a vítima perfeita. Às vezes és odiosa. És horrível, não dizes palavrões. Fazes-me sentir ordinário. Cada vez que acabo uma frase num típico “alho” do norte. Quanto aos palavrões tu dizes que não há nada a fazer... Já te disse que também hás-de aprender? Gosto de te ver dançar ao som inaudível do iPod. Ritmas o corpo com uma frequência muda e encostas a cabeça ligeiramente ao ombro. Pareces querer sentir a música. És volátil e violeta. O fotão que ultrapassa o som. O permanente que viaja pelo contínuo. Às vezes és chata. Fazes perguntas que aborrecem, ages propositadamente. És um hino ao desconcerto, a mão amiga que ajuda a levantar o senhor travessuras. Às vezes fixo o olhar na linha que te divide os peitos. Tu reparas e fazes de conta. Quando mudas de posição caio em mim. Já te disse que o faço imensas vezes? Não é por mal, acontece-me quando estou a pensar. Não sei se é o carácter maternal e afectuoso associado ao leite materno que convida à reflexão se o mero acaso. Eu acredito mais na primeira. Acho que ris quando viras costas. A cor verde dos teus olhos faz-me voar pelos mundos igualmente claros e transparentes da imaginação. A realidade funde-se com o desconhecido do imaginário, e eu dispo a vida que tenho e tomo o leme dum navio pirata, sinto a força do vento que trás até mim o sabor aveludado dos teus labios, a textura tenaz da tua pele e o cheiro agridoce que renasce a cada movimento que fazes. O dia contigo nunca passa devagar. Eu nunca consigo tomar noção das horas que perco contigo. Tu dirias, ai que mentiroso. Já te disse que tens sempre razão?

2007/12/31

A idade da razão...

Esta é uma das obras de Jean Paul Satre. Nunca tinha nada lido deste senhor/filósofo/vendedor_de_pastilhas/pastor_de_ovelhas, peguei no livro convencido de que me iria arrepender nas primeiras cinco páginas, mas por incrível que pareça estou a adorar (não sei se isto é bom ou mau...) é notório o tempo livre de que esta preenchida alma dispunha. O homem explora ao máximo as personagens, e consegue um ritmo de escrita bastante cativante. Esta obra é completamente intemporal e dedicada ao tema do existencialismo, (nunca tinha lido obra nenhuma dedicada a este tema, só por isso já valeu a pena) duvido que existam muitas pessoas a filosofar o tema como este Jean guardador de rebanhos. Como, para não variar, me encontro constipado/gripado/enterrado_numa_extensa_miríade_de_doenças vou ter de adaptar a minha passagem de ano, vai ser a aspirina numa mão e o Jean Paul na outra... (ai que este Jean Paul soa tão gay)

2007/12/29

Dignidade

Dignidade: qualidade de quem ou daquilo que é digno
Digno: merecedor, honrado, que vale a pena

...que vale a pena, ouviste personagem "preta"? Sim estou a falar para ti caro amigo personagem que passeias por mundos melancólicos e tristes. Posso estar enganado, mas apesar da imensa e variada companhia que te acompanha no teu quotidiano o que vai aí dentro parece ser um imenso vazio, um mar denso de nada. Más notícias: ninguém te pode ajudar a não ser tu próprio. Boas notícias? Bem acho que a maior parte dos seres humanos habitantes neste cantinho do universo já sentiram aquilo que tu estás a sentir. Decidi vaguear pelo mundo das palavras porque tu és digno, vales a pena, e precisas de retirar todo o marasmo doentio que te percorre o corpo e que te envenena a razão, toldando as tuas atitudes e impedindo que respires os dias como o deverias fazer. Como qualquer deve fazer. Disseram-me um dia que só temos uma vida e que a devemos aproveitar ao máximo. A mensagem que me foi cedida é a melhor prenda que eu tenho para te dar este ano. É difícil eu sei. É complicado levantarmos a cabeça, o nosso psicológico não se resume a um problema mas sim a toda uma conjuntura que nos leva à boa disposição ou ao inverso e inevitável estado depressivo. É também normal que tenhas muita gente fútil que te queira vender uma das maiores mentiras do mundo, de que a vida é um mar de rosas. Eu tenho uma novidade, isso não é verdade. Essa gentalha que insiste numa vida fútil (a esses eu respondo parafraseando Russel no seu 10 mandamento) e despreocupada acha que sabe viver e que anda cá para dar uma lição aos outros achando que somos todos uns equivocados e que não sabemos viver a vida. Esses um dia a vida irá fazer o favor de lhes mostrar o lado lunar da realidade. Da mesma maneira que a vida não é um mar de rosas, pintada em tons de bege também é verdade que neste há montes de pequenas coisas que nos fazem sorrir pra vida. Que tem a imensa capacidade de nos levantar a moral, que nos deixam felizes de uma maneira genuinamente verdadeira. Voltando um pouco à tua realidade, quem é que nunca foi decepcionado? Pensas que és o único? Que vais mudar o mundo, tentando ser a melhor pessoa possível? Aqui também tenho uma novidade. Essa preocupação só irá fazer com que a tua angustia aumente assim como o sentimento de injustiça e revolta. Há coisas que simplesmente não valem a pena, ou melhor que não são dignas. Ninguém, e volto a repetir para que essa cabeça automatize esta minha instrução, ninguém tem o direito de gozar com os nossos sentimentos. O humor é das melhores coisas que o mundo tem para nos oferecer, mas gozar com a dignidade das pessoas, por em causa o teu ser e a condição de "vale a pena"? Hum, não me parece. A dignidade é o melhor barómetro no que diz respeito ao "levar a cena a sério!". Não te esforces por mostrar que és alguém digno de um determinado sentimento, a única coisa que aprendi das poucas experiências que tive, é a de que não nos devemos preocupar nem lutar por ninguém, afinal de contas se nos merecem essa luta não é necessária. Quando dás de ti ficas exposto ficas frágil e quem gosta de ti e respeita a tua dignidade nunca iria querer essa tua fragilidade, até porque frágeis não deixamos passar para fora aquilo que somos verdadeiramente. E quem gosta de ti quer-te como és, com defeitos, virtudes, bla bla bla. Eu como o resto do mundo também passei dias negros, houveram dias em que a vontade de enterrar a cabeça era maior do que a de respirar. Resolve alguma coisa? Não. Eu sei que mais cedo ou mais tarde vais abrir os olhos, todos nós gostamos de viver, quem acredita na existência de pessoas que não sabem viver é porque são inconscientes, porque simplesmente nunca tiveram problemas a sério para resolver. É daquele tipo de gente cujo principal desafio da sua existência é ter uma roupa fixe para sair à noite, ou aquele que se queixa do BMW dado pelo papa no natal, ou então aqueles que lamentam certos insucessos académicos. Quando olhas à tua volta e reparas neste tipo de problemática existencial tomas consciência de que o mundo anda cheio de gente parva, e isto é maravilhoso, já viste a quantidade de tristes iludidos que vagueiam neste mundo? O potencial humorístico que estes tristes encerram? Ai que eu adoro o meu BMW gosto tanto de cagar estilo com isto! É tão fashion. Ai o meu papá vai-me dar um apartamento em lisboa para eu levar pra lá as putas todas que conseguir pagar com o dinheiro (de quem? de quem?) do meu papá... Quanto ao tema "acreditar nas pessoas". É evidente que deves continuar a acreditar nas pessoas, porque afinal de contas neste mundo há muita, mas mesmo muita gente que vale a pena. E se às vezes tropeçamos em gente idiota que não merece o mínimo de consideração alterando um pouco a perspectiva que temos do mundo, moldando a nossa personalidade em torno de algum cepticismo no que diz respeito ao carácter de certas gajas. Também devemos lembrar que há gajas que merecem o devido respeito, assim como nós o merecemos, há putas em todo o lado, sempre haverá, não podemos mudar o mundo, o máximo que podemos é levar mais barato. Mas há gente interessante, com valor e consciente.Gente que respeita e gosta de ser respeitada. Que é suficientemente madura para saber o valor da palavra amor. A revolta é um sentimento natural. Se eu te der um murro é evidente que tu me vais querer dar a devida resposta, o mesmo acontecendo quando pisam a pessoa que somos, mas tens de saber levar isso na boa. Tenho um amigo cuja filosofia é a seguinte:

Tirando as nossas mães as gajas são todas umas putas...


É evidente que eu não sou extremista ao ponto de partilhar desta opinião, porque toda a gente sabe que há muito "filho da puta" por aí portanto parte das mães possuem a propriedade supra-citada.
Para este novo ano eu desejo-te o que desejo a todo o filho da puta. Um ano novo cheio de sexo e dor peniana (este vocábulo foi roubado ao portefólio técnico da minha querida irmã...)

Hasta irmano!

Nao sei se já viram, mas vale sempre a pena repetir...

Frangos e falhanços 2


Boas minha gente. Se me perguntarem um bom restaurante para comer em Aveiro eu não vos sei indicar nenhum, mas se me perguntarem um dvd para rir até cair pro lado, pelo menos para aqueles que gostam de se rir à custa do futebol, como é o meu caso, aconselho esta pérola chamada Frangos e Falhanços. A odisseia vem em 2 DVD's e é um resumo dos ultimos 10 anos da liga inglesa (1 DVD) juntamente com eposódios caricatamente estúpidos a nível mundial (2 dvd). Pah eu já fiz o favor de quebrar direitos de autor portanto se algum de vocês estiver com vontade de rir de situações incrivelmente parvas, é fazer o favor de avisar...

Boas entradas para todos...

2007/12/26

Ode ao pai natal

Velho barbudo, barrigudo
Divertido traquitana
Vem daí e trás presente
Mete na meia ou no sapato
Deixa na árvore
Ou mesmo na chaminé
Mas não te esqueças aqui do zé.
Sou um puto traquitana
Sou bardina quezilento
Um tratante do pior
Mas mesmo assim não te esqueças
E faz-me acreditar
Que posso ser melhor
Trás presente ó pai barbudo
E não te esqueças
Do meu pedido
Podes até vir mesmo sem pressas
Se não apareces fico fudido
Arranco-te até as cuecas.

És papai lá no brasil
És Noel já nem sei onde
Aqui és velho benfiquista
E pro ano esticas o pernil
Se este não te ponho a vista...

Ai pai natal meu querido
Lembras-te daquele velho pedido?
Foi tão sincero, tão sentido
Faz-me lá a vontadinha
Que eu sou tão fixe, tão certinho...

P.S Escrevi isto sob o efeito do vinho do porto, li à pouco e achei imensa graça ao facto das rimas não existirem da mensagem e sentido também serem escassos. Eu li e ri com isto, mas não vos perdoo se vocês se rirem de mim.. Até vos arranco as cuecas.
O Porto é a minha desgraça. Eu prometo deixo isto o mais rapidamente possivel.

Kile

Para quem escreve em Latex no windows utilizando o winedit que é pago eu surgiro o Kile do Linux que é melhor e à borla. Experimentem e depois digam alguma coisa...

P.S - Este post é um bocadinho triste, mas façam de conta que não chegaram a ler... Ok? Isso, lindos meninos

2007/12/23

Diabo...


Lembram-se eu ter mencionado a existência de certo pároco muito pouco vocacionado para a religião? Pois bem, essa mesma criatura saiu-se recentemente com uma nova pérola. Segundo esta entidade divinalmente estranha (repararam no eufemismo? eu prometi à minha maninha que não ia javardar, ai que vontade...), o pai natal é o diabo. Sim, vou voltar a repetir para que não passe despercebido, O PAI NATAL É O DIABO. E o menino jesus é que é e é que acontece... Mas esperem, já vos disse que esta personagem do Hannibal anda a espalhar a "verdade" pelo seio do mundo infantil? Pronto estou feliz, gosto tanto de ti padreca.. Cada vez gosto mais deste mundo da paróquia. Acho que vou ficar por aqui senão acabo por não conseguir cumprir a promessa que fiz à minha irmã...
Fiquem bem... Ah e cuidado no natal não deixem entrar o diabo pela chaminé, senão ele ainda vos rapta as crianças...

Call of duty 4


Ontem tive com um caro amigo num daqueles encontros esporádicos de natal. A missão original consistia em configurar o pc com alguns utilitários diversos, mas rapidamente se transformou numa aventura por missões de guerra fantásticas. O jogo chama-se call of duty 4 modern warfare, e eu tive o prazer de usufruir de uma plataforma de hardware com as seguintes configurações:
  • Core 2 duo 2.0
  • 1 Gb DDR2
  • ATI x1600 512Mb
Quem tiver a pensar em investir em pc para se dedicar aos prazeres do mundo dos videojogos eu aconselho vivamente esta pérola da Activision. Está sem dúvida fenomenal. O que mais me surpreendeu nem foram os gráficos que simplesmente são os melhores que vi ou a jogabilidade extremamente fluída, já para não falar no som ambiente e do disparo das armas e granadas que é a interpretação pura da realidade. O que é infinitamente surpreendente é o combinar fantástico a história das missões e o fluir do enredo que nos transporta para um completo filme de guerra. Experimentem este natal, podem aproveitar e limpar o cebo ao pai natal com uma Dragnov, só para aquecer...

Linux...

E pronto são mais propriamente 4:22 da manhã de Domingo 23 e eu acabo de configurar por completo o Ubunto. Estava a ver que ainda não era desta. A instalação é muito fácil no entanto entender o mecanismo que está por detrás dos pacotes de software, instalação etc não é lá muito trivial, diga-se. Mas pronto o que importa é que consegui e que isso me valeu um post ridículo como este neste meu cantinho...
Tou com sono, vou dormir!
:D

2007/12/22

Don't Shoot Me Santa

A musica de natal do ano, pelos vistos pro gajo deve ser a última...
Papai não me mata vai...
:D