2007/09/11

Antes e depois...


Antes de acabar a missão no Vietname:



Depois de terminadas as operações:



2007/09/10

Jeremias o Fora da Lei...



Vou falar-vos de um curioso personagem
Jeremias o fora da lei
Descendente por linha travessa
Do famigerado Zé do Telhado

Jeremias dedicou-se desde tenra idade
Ao fabrico da bomba caseira
Cuja eloquência sempre o deixou maravilhado
Para Jeremias nada de assemelha

À magia da dinamite
A não ser, talvez, o rugir apaixonado
Das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos

Explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei
Que as leis encerram
Há quem veja em Jeremias

Mais uma vítima da sociedade
Muito embora eu tenha a esse respeito
Uma opinião bem particular
É que enquanto um criminoso

tem uma certa tendência natural para ser vitimado
Jeremias nunca encontrou razões
Para se poupar.
Porque nunca foi a ambição

Nem a vingança que o levou a desprezar a lei
E jamais lhe passou pela cabeça
Tentar alterar a constituição
Como um poeta ele desarranja o pesadelo

Para lá dos limites legais
Foragido por amor ao que é belo
E por vocação
Jeremias gosta do guarda-roupa negro

E dos gemidos do fora da lei
Gosta do calor da água ardente
E de seguir remando contra a maré.
Gosta da maneira como os homens respeitáveis

Se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram
Fora da lei
Gosta de tesouros e mapas

Sobretudo daqueles que o tempo mais maltratou
Gosta de brincar com o destino
E nem o próprio inferno o apavora
Não estando disposto a esperar

Que a humanidade venha alguma vez a ser melhor
Jeremias escolheu o seu lugar
Do lado de fora
Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora…





Jorge Palma...

Beijo no espectro da palma


Passeias como fogo brando
Por entre as malhas da roupa que trago vestida
Aquecendo o sótão onde me escondo.
Devolves-me paz.
Entregas-me de mão beijada
A mão trémula e húmida
Sopras-me ao ouvido sorrisos
Que trazes no teu olhar
Rodas e escondes o rosto
Mostras a fraqueza que não tens
Rodas de novo devagar
Expondo tudo o que és
Num movimento modular
És o trampolim onde salto
Em direcção à lua
A auto-estrada à felicidade
Que não é minha, nem é tua
É a mais bela cidade
No país do sentir
Um hino na verdade
Mais um prazer, um sorrir
Um lugar que me acalma
Um beijo no espectro da palma…

2007/09/07

Abrindo a alma...


É mais ou menos como um gradual despertar. A gente a início nem sabe sequer muito bem o que se está a passar connosco, sabemos que estamos a mudar, estamos sempre a mudar. Entre todas as mutações que vão ocorrendo normalmente no percurso da nossa vida, há umas que nos dizem mais, outras menos, mas todas contribuem para o evoluir daquilo que somos enquanto pessoa, enquanto entidade capaz de crescer e se adaptar ao mundo em que vive. Dependendo da personalidade de cada um, todas estas alterações que despoletam no nosso mundo, alterando a nossa forma de pensar, moldando o que fazemos durante o nosso quotidiano, são mais ou menos agressivas para a nossa alma. Entenda-se alma como sendo aquela parte de nós que tendemos esconder de tudo e todos, muitas vezes escondendo de nós próprios. Esta porção mágica constituindo aquilo que de mais belo temos é um ambiente no seu estado mais natural, é um oásis no deserto que muitas vezes mostramos ao exterior. Não acredito em pessoas desinteressantes, incapazes do que quer que seja. Quanto mais eu vivo, mais certeza tenho de ser fruto do mundo em que me encontro, do ambiente que me rodeia, do ar que respiro. O pequeno tesouro que cada um de nós traz escondido é como um embrião em fase de desenvolvimento, uma fase que dura na maior parte das vezes uma vida inteira para levar este ser mutante a um estado mais alto, à emancipação daquilo que somos enquanto entidade capaz, enquanto sujeitos portadores de ideias e mundos escondidos. Muitas das pessoas que conhecemos durante o decorrer da nossa vida tem um percurso menos feliz, são muitas vezes um resultado de traumas passados na infância, outras vezes são somente o resultado de um espírito mais fraco, de um subconsciente auto destrutivo que insiste em consumir a alma. A maior parte destas pessoas vive numa inquietude constante, odiando o que são, detestando a fraqueza que carregam consigo, traduzindo a sua existência num vazio completo. Felizmente são poucas as pessoas que conheço nesta situação psicológica que considero deplorável, grande parte das pessoas com quem convivo são relativamente fortes de espírito, encaram a generalidade das agressões ao seu estado mental de uma maneira bastante positiva e crescem com isso, fortalecem a sua personalidade em cada adversidade que ultrapassam, nutrem o espírito e libertam cada vez mais aquilo que são, aquilo que encerram no âmago escondido da alma. Acredito que o encontrar do homem consigo mesmo se revele não num certo momento mas sim com o concluir etapas, acredito no abrir pleno da alma quando vivemos aquilo que somos, aquilo que queremos ser, aquilo que projectamos encontrar no mundo em que vivemos. Tudo isto são ideias vagas, proposições facilmente refutáveis e uma teoria que tem, em boa verdade, uma origem romanceada numa visão primaveril daquilo que eu sou enquanto ser escondido, daquilo que eu vejo enquanto criança, enquanto espírito juvenil, mas não deixa de ser uma visão, uma interpretação do eu no mundo em que me encontro, uma projecção do meu ser, uma intersecção entre o que dou a conhecer e aquilo que verdadeiramente sou. Aspiro como todo o e qualquer humano a um constante abrir de alma e tenho toda a vida para o conseguir…

2007/09/06

Felicidade


Surge no abraçar esporádico
Ao sentir calor humano
Renasce num rasgado sorriso
Numa forma de alegria,
Um sentir de desengano
Motivo de euforia.
Altiva forma de estar
Leveza primaz de espírito
Serenidade que transpira
Um mar de bons eventos
No deserto de maus pensamentos
Comboio do bem sentir
Trazes cheiro a rosmaninho
Tens paladar definido.
Água benta que limpa
A sujidade da tristeza
A impureza do marasmo
A doença do não querer ser.
Independente de status
E classe social
Invariável na raça
Desconhecida da moral.
Moras mesmo aqui ao lado
Sempre à espera dum abrigo
Há gente que te abandona
Hoje vou dormir contigo…

2007/09/04

What I've Done



In this farewell
There's no blood
There's no alibi
Cause I've drawn regret
From the truth
Of a thousand lies

So let mercy come
And wash away

What I've done
I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done

Put to rest
What you thought of me
Well I've clean this slate
With the hands
Of uncertainty

So let mercy come
And wash away

What I've done
I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done

For what I've done

I start again
And whatever pain may come
Today this ends
I'm forgiving what I've done

I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done

What I've done

Forgiving what I've done

Anjo da Guarda - Ramp



Anjo da Guarda

Eu tenho um anjo
Anjo da guarda
Que me protege
Noite e de dia

Eu tenho um anjo
Anjo da guarda
Que me protege
Noite e de dia

Eu não o vejo,
Eu não o oiço
Mas sinto sempre
A sua companhia

Ele não, não usa a arma
Não usa a força
Usa uma luz
Com que ilumina
A minha vida

Boa Sorte



É só isso, não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras,
E o que eu sinto não mudará.

Tudo o que quer me dar
É demais é pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais,
Expectativas
Desleais

Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconcelha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas
Especiais...

2007/09/03

Red Bull - Air Race

Olá gente. Eu sinceramente nunca pensei achar tanta piada às acrobacias de aviões, mas este evento é realmente qualquer coisa de espetacular. Para conseguirmos ver o espetáculo como deve ser a gente teve de levantar o rabinho cedinho da "cama". Às 6 arrancamos para a margem da Gaia.
Conseguimos arranjar um spot perfeito, mas quando lá chegamos já lá se econtravam algumas, não muitas, dezenas de pessoas. Ficamos mesmo à beira rio, ao nosso lado tinha-mos a companhia duma família ainda bastante numerosa, uma rapariga relativamente bonita mas que pecava pelo excesso de maquiagem e que tinha a pecularidade de ter dois dedos dos pés unidos e isto acontecia nos dois pés. Do outro lado tinhamos a companhia de um senhor da força aérea que se encontrou a repousar em sono profundo até cerca das 9 horas.

Passados algum tempo o rio começou a ganhar vida. Os barcos tradicionais começaram a passear de um lado para o outro e apareceram lanchas particulares que acabavam por criar um movimento bastante interessante no leito do rio.
Até ao começo do evento propriamente dito, houve ainda tempo para assistir a umas ameaças, o pessoal nestas alturas é tudo menos civilizado. A gente levanta o rabo da cama cedo para poder ter lugar decente e depois vem as aves raras que se lembram de passar à frente das outras pessoas, aqueles idiotas armados em inteligentes. Foi engraçado, porque a certa altura um destes idiotas estava mesmo naquela do vai que não vai para ir parar ao rio, porque houve um monte de gente que se revoltou contra a esperteza saloiam, felizmente os gajos acabaram por se por no andor e acabou tudo por voltar à normalidade.

A prova começou por volta das 2 da tarde, foi efectuada uma contagem decrescente e algum tempo depois inicializaram-se as provas

O resto do dia foi passado a admirar as acrobacias e a tentar apanhar os aviões na maquina fotográfica, como era de esperar não foi possível captar grandes planos das maquinas voadoras, no entanto ficam aqui alguns exemplos do que se passou nos céus do Porto.


2007/08/30

Sopro de Maresia


A vontade de sair não era muita, confesso. Estava num daqueles dias em que o marasmo parecia tudo fazer por ser ele a determinar os meus passos. Se a vontade de sair era pouca, a de obedecer à inércia era ainda mais pequena. Se tenho alguma certeza é a de que parado não vou a lado nenhum, a não ser, numa hipótese muito remota, que a empregada do gás me apareça em casa com uma vasilha e insista em ser ela a colocar a botija no devido lugar, curvando-se naturalmente sobre o fogão. Tirando estas hipóteses obviamente utópicas, era certo que ficar enclausurado entre quatro paredes fastidiosas não prometia garantir um fim de dia interessante. Saí com a bicicleta sobre o ombro, trazia comigo um sorriso idiota, provavelmente devido ao facto de me imaginar a dar uma preciosa ajuda à menina do gás. Acedi o pátio do prédio e saltei rápido para cima do selim, pedalei nos momentos iniciais com toda a força que tinha. Gosto de me sentir vivo, gosto de sentir os músculos trabalhar, sentir a mecânica dos pequenos discos dentados que se entrelaçam na corrente e fazem mover monocordicamente a roda, num movimento relaxante. Após alguns minutos o batimento cardíaco lá se adaptou à respiração e dei por mim a apreciar o sussurrar do vento, ouvi o zumbido do pneu no asfalto que me acalmou, como se me tentasse adormecer. Em vão, a cada pedalada que fiz aproximei a mão da brisa sobre todo o meu corpo e foi-me devolvido um novo despertar, lembrei imediatamente que estava ali por alguma razão. Tive de andar para a frente, sempre o mais rápido possível, é nas subidas que sentimos a voz da gravidade a dizer não, sabia que não podia desistir, abrandar só me atrasava a chegada ao destino e eu dirigia-me para o mar. Percorri o leito da estrada e serpenteei sobre os obstáculos. A subida acabou por ser ultrapassada, é sempre a mesma sensação, senti a pressão arterial a descer, as pernas mantiveram o movimento, a tentação de acelerar para ganhar velocidade na descida é grande mas eu não podia perder a oportunidade de esticar as costas e abraçar a vida de braços abertos, semicerrando os olhos ao mesmo tempo que esboçava um sorriso de alívio. Sabia que breve iria parar, já não restavam muitos metros a percorrer, talvez uns 600. Não gosto de parar bruscamente, era hora de abrandar o coração, nesta altura lembro sempre o desacelerar dos comboios, passado alguns segundos deixei a força do atrito servir de travão. Acabei de chegar. Senti, como sempre, o coração a falar comigo, agradeceu-me por o ter levado a passear pelo mundo da novidade. O passeio, no entanto, não terminou com o desmontar a bicicleta. Tinha mais um surpresa preparada, não pelo facto dele fazer anos, somente porque sim, dei por mim a caminhar sobre a areia do mar, levei o veículo à mão arrastando as rodas vagarosamente sobre a areia que se moldou propositadamente para nos dificultar o movimento, o coração bateu de alegria. Já não faltavam muitos metros para pousar a bicicleta. Cheguei. Tirei a mochila que trazia com água, tirei as sapatilhas, t-shirt, fechei os olhos e tentei engolir todo o ar húmido que me circundava. O bater de alegria foi, progressivamente, dando lugar a um sono pesado. O meu coração adormeceu, eu mergulhei em mim e beijei o rebentar das águas com os pés, o irrequieto músculo cardíaco deu novamente sinais de vida, a temperatura teimava em acorda-lo, no entanto, o sono era cada vez maior. Caminhei um pouco mais em direcção ao mar e acabei, passado algum tempo, por mergulhar nas águas turvas, acordei definitivamente para a vida num banho de emoções, lavando a mente e corpo num refresco de sensações e adormeci a alma sobre o borbulhar da água salgada.

2007/08/28

Viagens mais Baratas em Aveiro

Farto de andar a pé!?
Eu sim!
Farto de ter o rabo sentado durante todo o dia?

Eu sim!

Gosta de ver o por do sol na praia e não como o fazer?
Eu sim!
Tem bicicleta!?

Agora, sim!

2007/08/23

Férias - Quinta Feira

Eis que chegamos ao último dia de praia, quinta feira. Como era o último a missão consistiu em aproveitar todo o tempo que tinhamos disponível para mergulhar nas águas serenas e repousar o corpo na toalha. O dia em si teve muito pouco a relatar, mas como tudo na vida há sempre algo que vale a pena lembrar. O primeiro episódio a referir passa por enunciar um novo modo de fumar cigarros. Toda a gente sabe que o tabaco faz mal à saude, provocando doenças cancerígenas a nível pulmunar. Com isto em mente o capitão Simão lembrou-se de uma maneira muito prática de evitar este tipo de doenças. Como? Muito simples, fumando pelo umbigo,

segundo cientistas americanos esta nova modalidade não só evita cancro do pulmão como também transforma toda a carne que comamos em carne fumada. Por exemplo se comerem febras de porco e fumarem pelo umbigo durante a digestão a febera sofrerá alterações dando lugar a uma fatia de presunto fumado alentejano.
Saltando imediata e abruptamente para um outro assunto que em nada tem a ver com o até aquí referido, deixem-me que vos fale das rochas que se elevam em armação de pêra. Provavelmente haverão muitos mais cenários pelo Algarve fora, muitas praias terão o mesmo tipo de arquitetura natural, no entanto acho que vale a pena mostrar algumas imagens que consegui captar graças à maré extremamente baixa que se fez notar durante o período da tarde,

deixando agora de lado a vertente rochosa da praia e saltando para a parte mais biológica da coisa gostava de partilhar (não da melhor forma é verdade) convosco o melhor animal que consegui encontrar no habitat em questão, (a moça de bikini azul, deitada na toalha azul)

trata-se de um espécime de beleza rara que captou por completo as minhas atenções, de uma morfologia bastante bem definida e nobre porte, este bicho representa na (minha) perfeição o que de melhor a raça humana nos pode dar, como características principais a notar temos as exóticas e eloquentes feições do rosto, o nivel de curvatura de ancas e a perfeita harmonia entre cor de pele e tonificação dos quadríceps e zona abdominal, devo referir que a entidade em questão caminhava de uma maneira extremamente tranquila respirando uma aura superior que acabava por influênciar todo o ambiente em seu redor, em suma este animal despertou em mim toda a parte selvagem, confesso que passei horas de puro sofrimento, a vontade de copular manifestava-se vigorosamente e tive que recorrer aos mais complexos e avançados mecanismos para me conseguir libertar da exagerada produção de testosterona. Passei um mau bocado é verdade...
Deixando agora a parte animal de parte, passemos à parte final deste ultimo dia de campismo em armação de pera. Para despedida decidimos ir comer fora, (gajos ricos, cheios de dinheiro é no que dá) como somos pessoas muito originais fomos jantar ao restaurante do ano passado, aquele pertinho da HP (help stores, para quem nao conhece), antes de sairmos do acampamento como não tinhamos grandes pressas e porque o pessoal se despachou a tomar os longos e relaxantes banhos de chap chap, decidimos eternizar estas férias com uma fotografia de grupo,



reparem só como eu encaixo na perfeição entre estes dois casais, não apetece logo chamar-me vela?Não? E castiçal!?
No final de comer fizemos o percurso não menos habitual, que consistiu num longo e repousante passeio pelo centro animado da cidade, o ambiente era puramente tranquilo, estavamos todos bem dispostos, (pudera de barriga cheia sem ter de cozinhar e lavar pratos quem não está?) e a palhaçada reinou.


A minha irmã passou metade do caminho com o lenço verde à cabeça, talvez a tentar imitar aquela personagem que foi capa da National Geographic, (acho que sabem de quem falo, reparem que dei um “toque” aos olhos para servir de pista). Após a vertente revisteira veio a parte da foto escada, o que a gente sofreu para conseguir tirar uma foto em que apareciamos os três. Isto foi o melhor que se conseguiu (onde estão os olhos e nariz do Simão? e eu apareço no meio para dar maior enfase à minha missão de vela/candeeiro/castiçal).

No caminho de regresso passamos ainda por um restaurante, mas não um qualquer, este tinha algo mais, tinha o major. E quem consegue ficar indiferente ao major? Parece que o Simão não.




O dia terminou com um regresso muito rápido ao parque e com um ainda mais acelerado fechar de olhos depois do fechar da tenda.

2007/08/21

Férias-Terça Feira

Neste quarto dia de férias decidimos vir cedo para a praia. Dormir no chão de uma tenda é sempre um desafio interessante, para além do acentuado desconforto, difere da cama pelo alternativo acordar, normalmente quando repousamos numa cama tradicional o abrir os olhos é um processo lento e há sempre aquela vontade de rebolar um pouco mais nos lençois, toda esta realidade deixa de existir no conceito dormir em tenda. Em primeiro lugar não há lençois, temos um saco cama e dormimos tipo salsicha, o colchão é substituido por uma tira fina de esponja que nos faz sentir toda a textura do chão, principalmente a de origem rochosa, é portanto natural que a vontade de rebolar na tenda deixe de existir e dê lugar a uma vontade imensa de acabar o resto do sono na areia da praia. Aliado a este facto surge também a condição, exposição ao sol. É sabido que quer eu, quer a minha irmã sofremos de uma patologia rara, apanhamos escaldões com uma frequência assustadora, facto este que nos força a tomar medidas de prevenção, uma delas consiste em definir muito bem o horário de exposição ao sol. Para resolver o problema de optimização não muito linear que tem como função objectivo maximizar o tempo de praia e como condições restritivas as funções objectivo de minimização de escaldões, somos obrigados a ir cedo para a praia. Matemáticas e problemas de logística demais à parte passemos à fase da descrição da missão. O campo de batalha possuia a seguinte configuração inicial,

ou seja, relativamente vazia. A água como estamos a falar da costa algarvia apresentava-se como de habitual com ondas de cerca de 10 a 20 cm. Andei as férias todas para entender o que estes senhores pescavam, no entanto não cheguei a conclusão nenhuma porque os tristes não sacavam nada do mar a não ser algas,



a parte da manhã consistiu num constante alternar entre a água fresca e a toalha quente, nada de importante a reportar, a não ser o facto de se começar a tornar visível os maus hábitos alimentares e alto nivel de sedentarismo, eu que estava com ideias de ver uns corpos bem esculturais dou por mim numa praia cheia de banha, se fosse de porco ainda dava para fazer uns refogados, mas infelizmente nem para isso servia. Eu não pedia para ver assim nada de especial, mas confesso que não sou muito adepto de corpos onde a a barriga dobra sobre a cueca do bikini. Não é bem a minha definição de, já nem digo sexy, saudável. Um conselho para rapazes e principalmente raparigas, levantem os cus das cadeiras, deixem a porcaria do msn e corram um bocadito, andem de bike, mas façam alguma coisa, gordura não é definitivamente formosura.Após esta profunda análise à actual situação da saúde da população portuguesa veio a hora do almoço. No regresso ao parque passamos pelo centro da cidade aproveitando para saborear um pouco da sombra gerada pelas elegantes palmeiras que adornam o beira mar da cidade.


Após algum tempo gasto na viagem e também na compra dos ingredientes necessários para o almoço chegamos ao centro de operações, algum tempo depois o private Simão chega até nós radiante da vida, tinha encontrado o seu santo grall da bebida, a prometida coca cola, (isso Simão bebe veneno, faz-te bem faz...)



Depois de reunido todo o pelotão de assalto foi tempo de atacar o almoço.


O período da tarde não teve nada de interessante que valha a pena registar, o tempo foi gasto na habitual rotina de guerra entre a toalha, as raquetes e a água. Houve ainda tempo para tirar fotos a calhaus.



A parte nocturna das operações teve bastante mais interesse, o recém promovido a capitan Simão ficou visivelmente maltratado no ultimo ataque efectuado no campo de guerra e teve que ser assistido pela beautiful nurse Joana.



Após a necessária intervenção cirúrgica foi tempo de preparar o assalto nocturno, tomamos a cidade de uma forma rápida e eficiente, fomos bastante sigilosos e precavidos. A meio da operação trocamos os equipamentos para entrar em modo stealth, o nosso objectivo era passar por civis, para conseguirmos atacar o coração do inimigo, para tal adquirimos os trajes da região.

Depois de estarmos todos camuflados passamos à fase seguinte, reconhecimento do campo e recursos do inimigo, eu consegui detectar um dos snippers disfarçados na zona,

mais à frente a sergeant Juliana identificou o centro de contra espionagem do inimigo, e todos os seus recursos científicos e técnicas de pintura de camuflagem,

Durante a investigação efectuada no terreno foi possivel reparar em mensagens e tácticas de guerra passadas secretamente em placares de publicidade, aquí podemos ver uma mensagem de ataque a ser emitida,



A mensagem descodificada era a seguinte
Coronel Marxão, o pelotão New Ice desloca-se através da zona dos Pan Cakes.
Mais à frente encontramos um registo de guerra igualmente codificado,

Desta vez a mensagem dizia o seguinte:

O pelotão identificado é especialista em ataques urbanos e está sobre ordens da organização dos Mexiloes, presidida pelo general Spaguetti.

Felizmente estavamos a salvo, porque na verdade nos fazemos parte do grupo Gambas, presidido pelo general Curry e na verdade estavamos a caminho da zona norte, mais propriamente na área da panasqueira,

A missão terminou quando finalmente encontramos todos os planos de guerra dos próximos 10 meses contidos num dos dossiers secretos, disfarçado inteligentemente de jornal farpas,


A aventura continua...


2007/08/20

Férias-Segunda

No terceiro dia de férias a gente decidiu abordar uma nova aventura. Aqui na minha terrinha natal existe um parque aquático que eu nunca visitei, tive que vir até ao Algarve para o fazer. Confesso que inicialmente não estava muito interessado, a ideia de correr na praia e a possibilidade de jogar raquetes na areia são sempre bons argumentos mas apesar do desinteresse inicial devo dizer que a experiência foi bastante agradável. Em primeiro lugar as dimensões do parque superaram em muito as minhas expectativas, tinha uma grande variedade de eventos aquáticos quase todos eles bastante porreiros, o único senão era mesmo o tempo de espera nas filas e o facto do almoço ter sido à base de sandes. A primeira diversão a ser visitada foi esta,


a sensação da descida era bastante agradável a única desvantagem era o facto de se levar com grandes litros de água na cara durante o movimento, eu até meio ainda tentei levar o olho aberto, mas depois acabei por desistir.
De seguida dirigi-me ao outro ponto do parque para experimentar um outro tipo de evento,



apesar deste bicho parecer uma única ferramenta de diversão, na verdade isto é um vasto conjunto de passatempos aquáticos. Os nomes dos trajectos são um pouco aparvalhados mas também é verdade que são sugestivos, principalmente o percurso minhoca.
Com tinha dito o parque não prezava pelo tempo de espera nas filas de cada uma diversão era portanto de esperar que no final de algumas descidas neste bicho enrolado chegasse a hora do almoço (que foi feita por volta das 2 horas da tarde).
O manjar foi feito, como já tinha dito, à base de sandes. A sobremesa consistiu em fruta tradicional (laranjas e bananas) com pães de leite a acompanhar,

Após ter eliminado 10% da fome que trazia foi hora de usufruir do melhor serviço do parque. Digo o melhor porque era aquele que nos fazia sentir o coração nas mãos. Devo admitir que a ideia de o fazer logo a seguir ao almoço não foi a melhor, mas como pouco comi a diferença não era muita.


Como eu adorei a sensação causada por este básico mecanismo que nos proporcionava uma força de descida bastante elevada (F=mg*sin(70)) repeti o processo mais algumas vezes.
Em termos de diversão isto foi o mais significativo de registo, no entanto há ainda alguns pontos interessantes a referir. O jantar consistiu numa salada, que me assustou inicialmente pela qualidade light do serviço, no entanto confesso que foi suficiente para matar a fome, e acima de tudo bastante saudável que é, como sempre, o essencial.


Para além do jantar de fruta tivemos o privilégio de assistir a um concerto brasileiro. Os senhores eram do tipo musical pau para toda a obra os gajos cantavam tudo, desde quim barreiros, agata, metallica, madredeus (esqueçam metallica e madredeus),


como a gente não era muito adepta deste tipo de ruido aproveitamos para sair do parque e passear um bocado, durante o percurso tivemos o prazer de observar um novo tipo de serviço de massagem, massagem facia, deve ser uma nova vertente da massgem facial, provavelmente só inclui metade da face, quem sabe a parte mais exposta ao sol.

Após analizarmos este serviço e termos decidido não querer saber em que este consistia decidimos regressar à base de operações e decidir o novo alvo a atacar no dia seguinte...


2007/08/19

Férias

Este nosso primeiro dia resumiu-se a uma só missão. Fazer quilómetros. Eu mais a minha sagrada irmã arrancamos de amarante no autocarro das 10 horas e chegamos a lisboa por volta das tres da tarde, depois foi só o tempo de ir a casa do senhor Simão pousar algumas tralhas e partimos de novo, desta vez em direcção à costa alentejana. Inicialmente tinhamos em mente acampar em Vila Nova de Mil Fontes, mas o nosso plano saiu furado. O parque que era previsto servir de repouso durante uma semana estava ocupado e os restantes eram uma tristeza. Passamos um primeiro dia num dos parques de campismo que lá havia, que estava cheio de gente e não parecia ter as condições minimas exigidas. Não houve nada de interesse a registar a não ser o jantar que fizemos lá na vila num restaurante pequenito. O Simão fartou-se de lutar pelo direito à ultima fatia dum bolo de bolacha e no final quando teve o direito à tão suada fatia reparou que ainda existia um outro bolo, o mais engraçado é que o senhor Helder que nada fez para merecer a suculenta receita de chocolate e bolacha teve uma fatia que era praticamente o dobro da do senhor Simão. Foi pena nao termos a maquina fotográfica connosco porque a cara de desilusão do rapaz era assustadora.
No dia seguinte arrumamos as tralhas

e saímos o mais rapidamente possível daquele antro. Fomos visitar outros parque de campismo mas o cenário não se apresentava nada risonho. Foi neste ambiente de desilusão/frustração/cansados_de_andar_de_um_lado_pro_outro que decidimos partir em direcção a um lugar bem mais familiar, Armação de Pera. Pois fomos parar ao mesmo sítio do ano passado. Mas desta vez o cenário era substancialmente diferente, o parque de campismo onde ficamos foi o de canelas,



um pouco mais longe da praia, mas nada que assustasse o espírito aventureiro da malta, na verdade não foi muito o espírito porque a maior parte das vezes o trajecto foi feito de jipe, pormenores.
Depois de chegarmos ao acampamento veio a parte interessante de proceder à instalação das infraestruturas necessárias à sobrevivencia da comunidade. Nesta parte da missão podemos ver o senhor Helder a encher o colchão que foi utilizado para evitar lesões graves na espinha dorsal como também impedir o mau acordar e a existência de dores de cabeça matinais devido ao mau acondicionamento do corpo.


Escusado será dizer que as minhas condições eram bem mais minimalistas, razão pela qual era sempre o ultimo a adormecer e o primeiro a acordar, mas também sejamos honestos as férias são para tudo menos para dormir.
Depois de tudo instalado, tendas montadas, colchões cheios, barriga cheia, e outras coisas mais, foi hora de ir para a tão esperada praia. Mal chegamos à zona balnear a primeira coisa que fizemos foi correr em direcção à água. Eu ainda tentei afogar o namorado da minha irmã sem ela ver, mas a operação não correu como esperava,

ele sobreviveu. Felizmente não ficou totalmente inpune, os traumas causados pela violencia com que lhe fiz bater a cabeça na água foram tais que o pobre rapaz ficou senil. Ficou de tal maneira deficiente que chegou ao ponto de se vestir desta maneira,

felizmente o rapaz acabou por recuperar dos traumas e passado algum tempo voltou a vestir as roupas habituais.
Na seguinte foto podemos ver algo bastante interessante,


a gaja de bikini amarelo, que tinha uma curvatura de ancas digna de registo.
Mais missões a reportar brevemente...