
2007/07/13
Safari..

Lembro-me como se fosse hoje
Do cantar sereno da arara
Que voava com vento da manhã
Lembro-me do brilhar do sol
Da alegria esculpida em teus olhos
Lembro de navegar nessa savana
Do calor que semeavas em mim
Lembro a canção, o chilrear
O bater leve, a emoção
Lembro o sereno e límpido luar
Que passeava em ti pelo amanhecer da noite
O correr por entre as árvores
O saltar, o extenuar na terra escura
Lembro o viver à flor da pele.
Olho em frente e vejo o amarelo
O denso selvagem daquilo que és
Vejo em mim o safari que fiz em ti...
Os africanos no poder da Wikipedia...
Vejam só o artigo em destaque de hoje na wikipedia versão portuguesa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ngungunhane
Finalmente o poder afro a vir ao de cima...
Finalmente o poder afro a vir ao de cima...
2007/07/12
Uma letra do mundo...
Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
By:
Sir Jorge Palma
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
By:
Sir Jorge Palma
2007/07/10
Taj Mahal

Levaste vinte e dois anos de parto
Consumiste vinte e dois mil homens de força
És corpo sólido, maciço mármore angelical
Um majestoso monumento funerário
De linha esbelta, primordial
Obra grandiosa, excelsa em harmonia
Imperial, grandioso, encantador
Elevas ao som do vento a fantasia
Nobre mausoléu que adorna Agra
Abraças o Yamuna, o longo rio
Que corre ao mar trazendo Banu
Falas a lingua do Corão
Escreves a vermelho em fio fino
O que vai no coração
A pintura do platónico
Do sentimento inconfundível
Tristeza, mágoa, pesar
Paixão, saudade, alegria memorável
Encerras em ti a maior
Viva prova de amor
Transpiras força, magnanimidade
Um leve cheiro, quase odor
E findas nessa tua intimidade,
Sombria, escura, taciturna
A revolta da prematura partida
Daquela jovem, de tenra idade
Da tua eterna prometida
2007/07/07
Tomar -- Festa dos Tabuleiros -- Sabado
Bem o dia começou... tarde! A noite de sexta teve tanto de divertido como de longo. Acordamos todos mais ou menos à mesma hora, a do almoço.
Tem bom aspecto tem, mas soube ainda melhor. A noite anterior fez com que eu acordasse com uma vontade voraz de comer, felizmente o pessoal já tinha tapado o burado com um mini pequeno almoço o que fez com que eu pudesse comer bem à vontade. A tarde iniciou-se com um passeio pela cidade. Um passeio bem divertido. Fomos em direcção ao centro da cidade
(sim eu estava a olhar exactamente para o centro da cidade e a cara de aborrecido é consequência do zumbido da banda da noite anterior que não saia da cabeça...), fomos visitar algumas lojas e aproveitamos para tirar algumas fotos.



depois deste primeiro treino de obturador fomos descansar, sim porque vida de fotógrafo é cansativa. Fomos (eu e a minha irmã) a um tasco "malhar" um corneto de morango. Depois de ter, gulosamente, saboreado o gelado roubei a maquina à minha irmã e fui dar mais uns disparos fotográficos, mas na verdade não saiu nada de interessante. Passado algum tempo as coleguinhas da minha irmã voltaram e tiveram a brilhante ideia de chatear um desconhecido para que nos tirasse uma foto. Esta foto
a gente ria-se (eu pelo menos falo por mim) não com interesse em ficar bem na foto, mas porque o gajo que nos estava a tirar a fotografia parecia estar a sangrar enquanto o fazia. Foi notório o frete que o gentil jovem fez. Mas pronto deu para rir. Logo de seguida decidimos tirar uma interessante vista de um angulo ainda mais interessante ao senhor Gualdim Pais.
Pois aquele instrumento à cintura não é de origem fálica, é mesmo o cabo da espada. Só para que não hajam dúvidas...
Depois deste momento inédito de fotografia (na verdade toda a gente estava a tirar fotos do mesmo sítio e na mesma direcção, pelos vistos é da praxe) fomos em direcção ao Convento de Cristo. Foi sem dúvida a parte mais divertida do fim de semana. Tiramos montes de fotos. A meio da subida encontrava-se uma construção em pedra um pouco estranha, construção essa que me convidou a fazer algo, algo deste género...
Depois deste momento muy estranho. Continuamos a agradavel subida em direcção ao convento. Depois de chegados à mais enigmática construção de Tomar foi altura de dar o verdadeiro uso à era digital de fotografia.



Tiramos muitas mais fotos e muitas delas provavelmente bastante mais bonitas, mas nada que se compare a esta...
Gente chique é outra coisa, de facto. Depois desta divertida sessão de fotografia, descanso e convívio voltamos ao centro da cidade. Ah esperem, eu já mencionei o facto de me ter esquecido da mochila no convento? Pois é verdade. Mas também é compreensível, uma mochila deixa-se em qualquer lado. Voltando ao que interessa. Depois da bela estadia no convento voltamos ao centro da cidade e... Pois agora era suposto continuar a relatar coisas interessantes, eventos, lugares, etc, mas não, nada disso. Na verdade as moças que iam comigo (tirando a minha irmã que entretanto tinha ido dar uma volta com o Simão ) tiveram a brilhante ideia de ir para uma loja de bugigangas passar o tempo. Felizmente tinha comigo a maquina fotográfica da minha irmã e diverti-me a tirar fotos durante... Bem durante muito tempo. Uma delas foi à conhecida roda de água de Tomar, ou seja isto...
O resto da tarde foi passado em casa em sem nada de especial a registar.
Depois do jantar servido, depois dos dentes lavados e depois de termos as camisolas vestidas para aguentar a ventania nocturna fomos ver o fogo de artifício. Estavam lá milhares de pessoas a empurarem-se umas às outras, eu estava a ver o caso mal parado. Dada a minha medíocre estatura a meio da viagem fiquei com a sensação que iria ficar a observar ombros de gajos mais altos, mas felizmente não. Como o Simão é da terra e tem uma avó com casa mesmo no centro do acontecimento, curiosamente no andar mais alto fomos para lá ver o fogo. Devo dizer que me senti como um rei a comandar as tropas. O cenário era mais o menos o seguinte

o branco da foto é o fumo do fogo de artifício. Se bem que eu ainda pensei por breves momentos que se tratasse de uma festa de pessoal alternativo. Não eram mesmo foguetes. Melhor assim. Como a máquina digital (que é mt boa diga-se de passagem) não foi preparada para fogos de artifício não nos foi possível tirar muitas fotos ao evento lumino-ruidoso, mas de qualquer forma ainda conseguimos alguns registos interessantes...

O resto da noite foi passado no mesmo sítio da noite anterior, mas com uma diferença, o grupo musical conseguia ser um pouco pior, coisa que pensei ser impossível...
Tem bom aspecto tem, mas soube ainda melhor. A noite anterior fez com que eu acordasse com uma vontade voraz de comer, felizmente o pessoal já tinha tapado o burado com um mini pequeno almoço o que fez com que eu pudesse comer bem à vontade. A tarde iniciou-se com um passeio pela cidade. Um passeio bem divertido. Fomos em direcção ao centro da cidade
(sim eu estava a olhar exactamente para o centro da cidade e a cara de aborrecido é consequência do zumbido da banda da noite anterior que não saia da cabeça...), fomos visitar algumas lojas e aproveitamos para tirar algumas fotos.


depois deste primeiro treino de obturador fomos descansar, sim porque vida de fotógrafo é cansativa. Fomos (eu e a minha irmã) a um tasco "malhar" um corneto de morango. Depois de ter, gulosamente, saboreado o gelado roubei a maquina à minha irmã e fui dar mais uns disparos fotográficos, mas na verdade não saiu nada de interessante. Passado algum tempo as coleguinhas da minha irmã voltaram e tiveram a brilhante ideia de chatear um desconhecido para que nos tirasse uma foto. Esta foto
a gente ria-se (eu pelo menos falo por mim) não com interesse em ficar bem na foto, mas porque o gajo que nos estava a tirar a fotografia parecia estar a sangrar enquanto o fazia. Foi notório o frete que o gentil jovem fez. Mas pronto deu para rir. Logo de seguida decidimos tirar uma interessante vista de um angulo ainda mais interessante ao senhor Gualdim Pais.
Pois aquele instrumento à cintura não é de origem fálica, é mesmo o cabo da espada. Só para que não hajam dúvidas...Depois deste momento inédito de fotografia (na verdade toda a gente estava a tirar fotos do mesmo sítio e na mesma direcção, pelos vistos é da praxe) fomos em direcção ao Convento de Cristo. Foi sem dúvida a parte mais divertida do fim de semana. Tiramos montes de fotos. A meio da subida encontrava-se uma construção em pedra um pouco estranha, construção essa que me convidou a fazer algo, algo deste género...
Depois deste momento muy estranho. Continuamos a agradavel subida em direcção ao convento. Depois de chegados à mais enigmática construção de Tomar foi altura de dar o verdadeiro uso à era digital de fotografia.


Tiramos muitas mais fotos e muitas delas provavelmente bastante mais bonitas, mas nada que se compare a esta...
Gente chique é outra coisa, de facto. Depois desta divertida sessão de fotografia, descanso e convívio voltamos ao centro da cidade. Ah esperem, eu já mencionei o facto de me ter esquecido da mochila no convento? Pois é verdade. Mas também é compreensível, uma mochila deixa-se em qualquer lado. Voltando ao que interessa. Depois da bela estadia no convento voltamos ao centro da cidade e... Pois agora era suposto continuar a relatar coisas interessantes, eventos, lugares, etc, mas não, nada disso. Na verdade as moças que iam comigo (tirando a minha irmã que entretanto tinha ido dar uma volta com o Simão ) tiveram a brilhante ideia de ir para uma loja de bugigangas passar o tempo. Felizmente tinha comigo a maquina fotográfica da minha irmã e diverti-me a tirar fotos durante... Bem durante muito tempo. Uma delas foi à conhecida roda de água de Tomar, ou seja isto...
O resto da tarde foi passado em casa em sem nada de especial a registar.Depois do jantar servido, depois dos dentes lavados e depois de termos as camisolas vestidas para aguentar a ventania nocturna fomos ver o fogo de artifício. Estavam lá milhares de pessoas a empurarem-se umas às outras, eu estava a ver o caso mal parado. Dada a minha medíocre estatura a meio da viagem fiquei com a sensação que iria ficar a observar ombros de gajos mais altos, mas felizmente não. Como o Simão é da terra e tem uma avó com casa mesmo no centro do acontecimento, curiosamente no andar mais alto fomos para lá ver o fogo. Devo dizer que me senti como um rei a comandar as tropas. O cenário era mais o menos o seguinte

o branco da foto é o fumo do fogo de artifício. Se bem que eu ainda pensei por breves momentos que se tratasse de uma festa de pessoal alternativo. Não eram mesmo foguetes. Melhor assim. Como a máquina digital (que é mt boa diga-se de passagem) não foi preparada para fogos de artifício não nos foi possível tirar muitas fotos ao evento lumino-ruidoso, mas de qualquer forma ainda conseguimos alguns registos interessantes...

O resto da noite foi passado no mesmo sítio da noite anterior, mas com uma diferença, o grupo musical conseguia ser um pouco pior, coisa que pensei ser impossível...
Tomar -- Festa dos Tabuleiros -- Sexta Feira
O dia começou cedo ( 6 da manha) e acabou tarde (3 da manha). Foi concerteza o maior dia de anos que tive. Apanhei o comboio das 7:17 em rumo a espinho, onde iria apanhar boleia com o senhor HP (Helder Paquete) o senhor killer look da empresa.

Aquela personagem cheia de estilo capaz de por as miudas a rastejar por um olhar seu. A viagem em si com este guru do sexo não foi nada de especial, até porque ao que deu para ver eu não faço o seu estilo. Que chatice, não tenho sorte nenhuma com os gajos. O dia de trabalho em si foi... diferente. Tive que andar a converter pdf's o dia todo porque o senhor do desenrasque foi de férias e o pessoal da outra empresa não vai muito à bola quando se trata de manipular pdf's. Confesso que não achei piada nenhuma a isto, mas como já era sexta e a cabeça ja estava 90% preenchida com Ifs, for, e functions, eu até que nem me importei da triste tarefa. A festa de anos lá na empresa foi engraçada, começou com umas piadas aos bolos que levei. Dado que fui a pé até ao comboio e os bolos não iam acondicionados da melhor maneira, na verdade iam na vertical, quando os abri estavam um bocadito (mt) tortos. O mais engraçado foi estarem tortos da mesma maneira, o que fez com que as pessoas ficassem em dúvida, não sabiam se os bolos eram mesmo feitos assim.


Às 6:45 apanhei boleia dos senhores meus pais em direcção a Tomar. Adivinhem só o que fui a fazer entretanto!? Pois, a dormir! Chegados a tomar a primeira coisa que fizemos foi descarregar a tralha que os meus pais levaram. Tralha tipo bolinhos de bacalhau, um pudim, roupa para toda a gente e mais umas tretas que agora já não me lembra e cujo interesse é menor que a minha memória. Depois de jantarmos à grande fomos passear pela cidade. Devo dizer que estava um calor fresco, mas tirando isso a noite foi extremamente agradável. Ah mentira. Afinal ainda tivemos que aturar mais uma coisa muito muito má. Um grupo azeiteiro que foi para o parque da cidade com um som merdoso tocar metal. Eu morri quando aqueles pategos começaram a tocar a "Enter the Sandman" dos metallica. O gajo da guitarra parecia que tinha um pau na mão em vez de uma guitarra, passou o tempo todo a meter pregos. A voz do gajo era um insulto ao senhor James, e o baterista dava-me a ligeira impressão de nunca ter ouvido falar num tal de Lars...


Engraçado notar que numa das barracas tinha escrito "como é que tu aguentas..." só faltava mesmo o "...esta merda de musica"

O resto do tempo foi gasto a ver a bela, às vezes azeiteira, decoração da cidade.



Hoje, bem hoje vou-me dedicar ao passeio. Já andava a precisar de uma merda destas..

Aquela personagem cheia de estilo capaz de por as miudas a rastejar por um olhar seu. A viagem em si com este guru do sexo não foi nada de especial, até porque ao que deu para ver eu não faço o seu estilo. Que chatice, não tenho sorte nenhuma com os gajos. O dia de trabalho em si foi... diferente. Tive que andar a converter pdf's o dia todo porque o senhor do desenrasque foi de férias e o pessoal da outra empresa não vai muito à bola quando se trata de manipular pdf's. Confesso que não achei piada nenhuma a isto, mas como já era sexta e a cabeça ja estava 90% preenchida com Ifs, for, e functions, eu até que nem me importei da triste tarefa. A festa de anos lá na empresa foi engraçada, começou com umas piadas aos bolos que levei. Dado que fui a pé até ao comboio e os bolos não iam acondicionados da melhor maneira, na verdade iam na vertical, quando os abri estavam um bocadito (mt) tortos. O mais engraçado foi estarem tortos da mesma maneira, o que fez com que as pessoas ficassem em dúvida, não sabiam se os bolos eram mesmo feitos assim.


Às 6:45 apanhei boleia dos senhores meus pais em direcção a Tomar. Adivinhem só o que fui a fazer entretanto!? Pois, a dormir! Chegados a tomar a primeira coisa que fizemos foi descarregar a tralha que os meus pais levaram. Tralha tipo bolinhos de bacalhau, um pudim, roupa para toda a gente e mais umas tretas que agora já não me lembra e cujo interesse é menor que a minha memória. Depois de jantarmos à grande fomos passear pela cidade. Devo dizer que estava um calor fresco, mas tirando isso a noite foi extremamente agradável. Ah mentira. Afinal ainda tivemos que aturar mais uma coisa muito muito má. Um grupo azeiteiro que foi para o parque da cidade com um som merdoso tocar metal. Eu morri quando aqueles pategos começaram a tocar a "Enter the Sandman" dos metallica. O gajo da guitarra parecia que tinha um pau na mão em vez de uma guitarra, passou o tempo todo a meter pregos. A voz do gajo era um insulto ao senhor James, e o baterista dava-me a ligeira impressão de nunca ter ouvido falar num tal de Lars...


Engraçado notar que numa das barracas tinha escrito "como é que tu aguentas..." só faltava mesmo o "...esta merda de musica"

O resto do tempo foi gasto a ver a bela, às vezes azeiteira, decoração da cidade.



Hoje, bem hoje vou-me dedicar ao passeio. Já andava a precisar de uma merda destas..
2007/07/05
V de Verdade

Elemento primaz na lista de valias
Vigorosa manifestação de carácter
Sinfonia visceral de elementos nobres
Cheiro de manifesto, vivaz odor de éter
Ideia voraz, vívida, vencedora
Nasces na alma vendendo o corpo
Incorpóreo, imaterial, vento brando de mérito
Distinta forma de ideal
Inócua, indiferente ao material
Verbosidade superior
Inaudível e incolor
Vassoura mágica que transporta
A mágica bruxaria do virtuoso
Viva casta do ser probo
Íntegra, irrepreensível, imaculada
Cândida realidade
Honrada, venerada concepção
Síntese de toda a perfeição
Segura e efectiva a verdade...
Vigorosa manifestação de carácter
Sinfonia visceral de elementos nobres
Cheiro de manifesto, vivaz odor de éter
Ideia voraz, vívida, vencedora
Nasces na alma vendendo o corpo
Incorpóreo, imaterial, vento brando de mérito
Distinta forma de ideal
Inócua, indiferente ao material
Verbosidade superior
Inaudível e incolor
Vassoura mágica que transporta
A mágica bruxaria do virtuoso
Viva casta do ser probo
Íntegra, irrepreensível, imaculada
Cândida realidade
Honrada, venerada concepção
Síntese de toda a perfeição
Segura e efectiva a verdade...
2007/07/03
No colo...
Chove lá fora
O céu sorri em tons de cinza
Parece que as nuvéns entendem
O teu estado de alma
Pássaros assustados anunciam trovoada
A altercação de sentimentos que te assola
"Preciso de colo", pensas tu
Levantas-te num sopro e cais devagar
Sobre mim, sobre o corpo que repousa cansado
Levantas a cabeça e olhas-me no ombro
Sorris sozinha enquanto eu olho para o céu cinzento
Contemplas o maravilhar do futuro desconhecido
Eu recordo o inacreditável passado recente
Tu danças nas emoções, navegas na ilusão
Eu permaneço estável enquanto respiro o vento
A energia que soltas enquanto velejas em ti
Tu sentas em mim, e repousas
Eu paro contigo e sou tudo, num simples colo...
2007/06/30
Dança comigo...

Com olhar leve de soslaio
A cintura aprumada
A "hanka" olha pro céu
Num movimento uniforme
Bailas tu pelo sobrado
Corres, viras, foges, vens
Numa alegre melodia
Rodas sobre a sombra da noite
Num respirar de alegria
No virar triste da esquina
Um pobre coitado te contempla
Tu com um sorriso vadio
Ele nem um fio movimenta
Voltas de novo a saltar
Ele desvia o olhar
E vai embora, teimosia
Tu ignoras, saltas, ris
Até cansar até ser dia...
A cintura aprumada
A "hanka" olha pro céu
Num movimento uniforme
Bailas tu pelo sobrado
Corres, viras, foges, vens
Numa alegre melodia
Rodas sobre a sombra da noite
Num respirar de alegria
No virar triste da esquina
Um pobre coitado te contempla
Tu com um sorriso vadio
Ele nem um fio movimenta
Voltas de novo a saltar
Ele desvia o olhar
E vai embora, teimosia
Tu ignoras, saltas, ris
Até cansar até ser dia...
O bom da peida...
Eu pensava que Richard Feynman era um senhor viajado. Uma personagem de culto, um daqueles vultos que nos aparece no mundo da imaginação vestido com um enorme coberto branco até aos pés decretando de cor e ininterruptamente todas as leis da física, desde as deterministicas, inflexíveis mas estupidamente gerais leis de Einstein até ao probabilistico e "incerto principio de Heisenberg. Mas afinal não! Richard Feynman é um antepassado parente de Jorge Nuno Pinto da Costa e na sua terrível e conturbada infância gostava de ir aos pássaros nos campos de milho do avô "Tony".
Recentemente descobri uma confissão deste senhor que se diz ciêntista, (ao que parece houve alguém que se enganou e lhe atribui um prémio Nobel, se soubessem que era neto do Tony nem sequer era chamado pra presenciar o evento...) onde revela o seu passatempo predilecto.
Recentemente descobri uma confissão deste senhor que se diz ciêntista, (ao que parece houve alguém que se enganou e lhe atribui um prémio Nobel, se soubessem que era neto do Tony nem sequer era chamado pra presenciar o evento...) onde revela o seu passatempo predilecto.
‘See that bird?’ he says. ‘It’s a Spencer’s warbler. (I knew he didn’t know the real name.) ‘Well, in Italian, it’s a Chutto Lapittida. In Portuguese, it’s a Bom da Peida. In Chinese it’s a Chung-long-tah, and in Japanese it’s a Katano Takeda. You can know the name of that bird in all the languages of the world, but when you’re finished, you’ll know absolutely nothing whatever about the bird. You’ll only know about humans in different places, and what they call the bird. So let’s look at the bird and see what it’s doing - that’s what counts!
Tal como eu desconfiava o senhor Feynman era realmente neto do senhor Tony e adorava caçar o Bom da Peida. Será que era uma brincadeira que aprendeu com algum dos seus tios na infância louca que vivera nas margens do douro? Fica a dúvida...
Tal como eu desconfiava o senhor Feynman era realmente neto do senhor Tony e adorava caçar o Bom da Peida. Será que era uma brincadeira que aprendeu com algum dos seus tios na infância louca que vivera nas margens do douro? Fica a dúvida...
2007/06/29
Agradecimentos
Quando criamos algo que nos leva tempo, dedicação, trabalho e muito, muito suor, sentimo-nos na maior parte das vezes realizados por sermos capazes de criar tal obra, sentimos algo gratificante, um cheio na alma. Isto acontece todos os dias e nos diferentes cenários da sociedade. Quando um escritor finaliza um livro ou um realizador acaba um filme são exemplos da ideia que apresento. O senhor dos aneis levou quase uma década a ser construído, o que sentirá o realizador ao fim deste tempo todo de dedicação!? Eu no lugar dele sentia-me ao mesmo nível do senhor Tolkien. Sentia-me grande, sentia-me feliz, realizado. Sentiria um propósito maior a guiar a minha vida. Sentia-me orgulhoso por ter deixado um legado tão grande ao cinema e o maior presente alguma vez dado ao senhor que criou o mundo do anel. O que sentirão os cientistas ao serem reconhecidos pelo seu trabalho ao favor da humanidade? Qual será a sensação ao receber um prémio Nobel ao final de anos de investigação? Como será que se sentiu Vasco da Gama quando chegou à India? E os astronautas que pisaram pela primeira vez a lua? O que é que se sente ao ver a terra a partir de um outro planeta? Deve ser qualquer coisa de extraordinário. Só de imaginar o suor que subjaz uma viagem espacial dá-me arrepios. É interessante ver os pólos do ser humano. Como ao mesmo tempo existe gente capaz do pior, fazendo guerra, atentados terroristas, gente corrupta, fútil, egoísta, mesquinha, com inveja do vizinho e por outro lado gente capaz de criar mundos mágicos, gente capaz de dar a vida em função de uma razão maior de um propósito que não eles próprios e os seus interesses. Como é que tudo isto se encontra definido na mesma espécie? Porque é que estas duas categorias de seres são capazes de acasalar e gerar descendência? Pior, como é que estas duas categorias de seres são, muitas vezes, encontradas numa mesma pessoa?! Provavelmente porque só eu faço tal distinção, provavelmente por não ter legitimidade por categorizar o comportamento humano da maneira que o faço. Mas faço-o. Não acredito que seja o único. Assim como diferenciamos o bem do mal, o certo do errado, eu generalizo a ideia criando categorias, classes de comportamentos, de pessoas e personalidades neste mundo cheio de personagens. Uma categoria que me apraz conhecer é aquela dos escritores de ciência, gostava de partilhar convosco algumas notas introdutórias nas obras de alguns senhores.
Como estes há mais, muitas mais dedicatórias feitas. Não deixo de achar piada sempre que leio isto. É verdade que na maior parte das vezes, para não dizer sempre, as familias amigos e restantes alvos de dedicatórias nunca chegarão a ler as obras. Mas na verdade não é isso que conta. O que não deixo de achar piada é pensar no trabalho que dá escrever 500 ou 1000 páginas de ciência, com teoria, prática, com observações, conclusões, textos onde se resolvem problemas, onde se definem estratégias e filosofias de trabalho capítulos onde se revelam mundos e onde o primeiro passo da grande jornada começa com uma dedicatória tão banal quanto “to my wife and best friend…”. Acredito que ela nunca venha a saber que ele lhe tenha cedido aquelas palavras. Mas também acredito que para o autor aquilo seja uma significativa prova de amor, uma excêntrica maneira de dizer amo-te. Apesar de parecer um pouco despropositado este tipo de dedicatórias neste tipo de bibliografia, eu, estranhamente, acho mais piada do que a uma cena romântica de cinema entre o senhor Clive Owen e a Angelina Jolie. Eu acredito que não seja o único a ver estas notas introdutórias de uma forma tão romanceada. Acredito que a maioria das pessoas que lê estas pequenas linhas esboce um sorriso de esperança. Acredito que a maior parte das pessoas fique com vontade de criar algo e de agradecer da mesma forma aqueles que mais estima. Acredito que este seja um dos genes dominantes na espécie humana…
To my wife 2E:
The love of my life and best friend till the end—
you are my sunshine.
The love of my life and best friend till the end—
you are my sunshine.
In:
Programming Role Playing Games
With Directx 8.0
By:
Jim Adams
Programming Role Playing Games
With Directx 8.0
By:
Jim Adams
To the many readers, whose questions, comments, and corrections
have made this edition not just possible but inevitable.
have made this edition not just possible but inevitable.
In:
Data Compression. The complete reference
By:
David Solomon
Data Compression. The complete reference
By:
David Solomon
To Adam, Brett, Robbie
and especially Linda
and especially Linda
In:
Algorithms
By:
Robert Sedgewick
Algorithms
By:
Robert Sedgewick
Como estes há mais, muitas mais dedicatórias feitas. Não deixo de achar piada sempre que leio isto. É verdade que na maior parte das vezes, para não dizer sempre, as familias amigos e restantes alvos de dedicatórias nunca chegarão a ler as obras. Mas na verdade não é isso que conta. O que não deixo de achar piada é pensar no trabalho que dá escrever 500 ou 1000 páginas de ciência, com teoria, prática, com observações, conclusões, textos onde se resolvem problemas, onde se definem estratégias e filosofias de trabalho capítulos onde se revelam mundos e onde o primeiro passo da grande jornada começa com uma dedicatória tão banal quanto “to my wife and best friend…”. Acredito que ela nunca venha a saber que ele lhe tenha cedido aquelas palavras. Mas também acredito que para o autor aquilo seja uma significativa prova de amor, uma excêntrica maneira de dizer amo-te. Apesar de parecer um pouco despropositado este tipo de dedicatórias neste tipo de bibliografia, eu, estranhamente, acho mais piada do que a uma cena romântica de cinema entre o senhor Clive Owen e a Angelina Jolie. Eu acredito que não seja o único a ver estas notas introdutórias de uma forma tão romanceada. Acredito que a maioria das pessoas que lê estas pequenas linhas esboce um sorriso de esperança. Acredito que a maior parte das pessoas fique com vontade de criar algo e de agradecer da mesma forma aqueles que mais estima. Acredito que este seja um dos genes dominantes na espécie humana…
2007/06/25
Email do fim de semana...
O anúncio surgiu de surpresa no dia de ontem quando a equipa da Ferrari fez saber à comunicação social que pretendia contratar um grupo de jovens do Bairro da Cova da Moura.
A decisão surgiu depois dos responsáveis da equipa terem assistido a um documentário na RTP, em que se mostrava que um grupo de jovens do bairro era capaz de remover 4 pneus em menos de 6 segundos usando ferramentas básicas, ao contrário da actual equipa de mecânicos da Ferrari que apenas consegue fazer 8 segundos contando com milhões de euros de equipamento de ponta!
Esta decisão audaz pode tornar-se um dos momentos decisivos do campeonato, já que actualmente muitas das corridas são ganhas nas boxes, e pode-se tornar uma vantagem em relação às outras equipas.
No entanto a equipa de F1 acabou por ter algumas surpresas.
No primeiro treino a nova equipa de mecânicos, não só foi capaz de mudar os pneus em 6 segundos como também repintaram o carro, mudaram o número de série e venderam-no à Mclaren por 8 grades de cerveja, um saco de ganzas e algumas fotos da mulher do Raikonen no chuveiro.
A decisão surgiu depois dos responsáveis da equipa terem assistido a um documentário na RTP, em que se mostrava que um grupo de jovens do bairro era capaz de remover 4 pneus em menos de 6 segundos usando ferramentas básicas, ao contrário da actual equipa de mecânicos da Ferrari que apenas consegue fazer 8 segundos contando com milhões de euros de equipamento de ponta!
Esta decisão audaz pode tornar-se um dos momentos decisivos do campeonato, já que actualmente muitas das corridas são ganhas nas boxes, e pode-se tornar uma vantagem em relação às outras equipas.
No entanto a equipa de F1 acabou por ter algumas surpresas.
No primeiro treino a nova equipa de mecânicos, não só foi capaz de mudar os pneus em 6 segundos como também repintaram o carro, mudaram o número de série e venderam-no à Mclaren por 8 grades de cerveja, um saco de ganzas e algumas fotos da mulher do Raikonen no chuveiro.
2007/06/20
Os meus filmes
Todos nós temos aqueles filmes que nos marcam, quer pela positiva quer pela negativa. Eu não fujo à regra. Gostava de partilhar convosco uma pequena lista de filmes que julgo serem aqueles que vao andar sempre comigo:

Começo com o filme "Sete Pecados Mortais". Porquê começar com este? Porque basicamente foi o primeiro filme que fui ver ao cinema. O filme tem uma história bastante original. Os actores são de primeira, oc som e imagem igualmente exelentes. É caso pra dizer que iniciei o mundo do cinema em grande.
Em seguida vem um filme que ficou para a minha história do cinema, não pelo filme em si mas por tudo o que ele significa, todos nós temos aqueles filmes que nos dizem mais do que aquilo que está lá representado. O filme "Captain Corelli's Mandolin":
E porque a vida não tem sentido se não for guiada por valores, por ideais e por objectivos. Porque a vida é muito mais do que aquilo que somos, aquilo que fazemos e aquilo que iremos fazer, porque a vida não é o para além da morte mas muito mais do que isso. Porque a liberdade é tudo o que temos. Porque não posso deixar de lembrar,
Para além dos ideais, dos valores e de tudo aquilo que fazemos para dar significado aquilo que somos, vem um conceito não menos importante. A alegria de viver. O saborear as pequenas coisas. O consumir a vida em cada segundo como se fosse o último, a simplicidade do vulgar, a beleza do banal. A vida:

Para além da originalidade e da extrema qualidade do filme, a principal razão pela qual não poderia deixar de parte o próximo filme não tem nada a ver com o mesmo. Merece lugar na minha lista de filmes por aquilo que me diz e pelo que não diz a mais ninguém:

E porque a gente vive muitas vezes na futilidade, na luxúria e distante dos verdadeiros problemas da sociedade, porque muito do mal do mundo tem origem na inercia inerente à maioria de nós, porque as coisas estão mal e não parecem melhorar se continuarmos a fechar os olhos à verdadeira realidade:

Porque a vida na verdade pode, deve, tem de ser bela
Porque o dinheiro trás felicidade, mas o dinheiro a mais trás a miséria dos outros, porque o desiquilíbrio social existe, porque o porsche de um vizinho condiciona a barraca e a falta de luz e água de um outro. Porque a miséria a que tentamos fechar os olhos é real porque acreditar que a vida é um conto de fadas é uma fraude, porque acreditar que a nossa felicidade só depende de nós é mentira, porque na verdade a felicidade é, algo que vai muito para além da nossa capacidade de gostar de nós próprios. E porque a vida miserável e sem prespectivas de melhora é uma realidade, a realidade de muita muita gente, os dois seguintes filmes:


Porque acredito no amor como o motor que nos move. Porque não vejo nada mais importante e mais valioso que este sentimento, que tem tanto de banal como de especial. Porque acredito na capacidade de por o amor à frente de tudo o resto. Porque acredito no amor como valor mais importante que nós mesmos


Como acredito no amor acredito também na sua magia, na verdade acredito na magia do amor e no amor pela magia, ou seja acredito nisto
Porque a coragem é uma das métricas daquilo que somos. Porque a luta por um ideal, a capacidade de combater por uma causa perdida mas que é a nossa causa tem valor. Porque aquilo que somos só tem sentido se formos o que acreditarmos. Porque dar a vida por um ideal é realmente o ideal
Porque o ser humano se distingue dos restantes seres pela sua capacidade criativa, porque o mundo da imaginação é sem duvida o melhor mundo que podemos viver. Porque toda a lógica que nos rege pode ser deixada de lado. Porque todas as crianças sonham com dragões magia e ilusão. Porque na verdade todos nós nos vivemos neste mundo

Porque a minha adolescência tem alguns pontos análogos, porque todos nós sabemos o que "teenager" significa , porque a javardice de moço é algo muito engraçado, porque isto é mais do que simples comédia
Porque a droga, as pastilhas e a capacidade do ser humano em se autodestruir é algo muito assustador
Porque na guerra os vencidos também tem uma história. Porque mais importante do que vencer é vencer na derrota. Porque o valor da pátria tem significado. Porque sim

Porque o holocausto Nazi realmente existiu...
Porquê? Bem... hum... ah já me lembra, é basicamente porque é... lindo

Porque acho que os filmes, músicas livros e restantes manifestações de arte, são uma mensagem, um espelho sobre a sociedade uma pintura da realidade, porque acho que os filmes que gostamos as músicas que ouvimos e os livros que lemos vezes sem conta dizem muito de nós, gostava que todos aqueles que lessem este post fizessem algo parecido, que divulgassem os filmes, músicas, livros que mais os marcaram.

Começo com o filme "Sete Pecados Mortais". Porquê começar com este? Porque basicamente foi o primeiro filme que fui ver ao cinema. O filme tem uma história bastante original. Os actores são de primeira, oc som e imagem igualmente exelentes. É caso pra dizer que iniciei o mundo do cinema em grande.
Em seguida vem um filme que ficou para a minha história do cinema, não pelo filme em si mas por tudo o que ele significa, todos nós temos aqueles filmes que nos dizem mais do que aquilo que está lá representado. O filme "Captain Corelli's Mandolin":
E porque a vida não tem sentido se não for guiada por valores, por ideais e por objectivos. Porque a vida é muito mais do que aquilo que somos, aquilo que fazemos e aquilo que iremos fazer, porque a vida não é o para além da morte mas muito mais do que isso. Porque a liberdade é tudo o que temos. Porque não posso deixar de lembrar, Remember, remember the fifth of November
The gunpowder treason and plot.
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.
The gunpowder treason and plot.
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.
Para além dos ideais, dos valores e de tudo aquilo que fazemos para dar significado aquilo que somos, vem um conceito não menos importante. A alegria de viver. O saborear as pequenas coisas. O consumir a vida em cada segundo como se fosse o último, a simplicidade do vulgar, a beleza do banal. A vida:
Para além da originalidade e da extrema qualidade do filme, a principal razão pela qual não poderia deixar de parte o próximo filme não tem nada a ver com o mesmo. Merece lugar na minha lista de filmes por aquilo que me diz e pelo que não diz a mais ninguém:

E porque a gente vive muitas vezes na futilidade, na luxúria e distante dos verdadeiros problemas da sociedade, porque muito do mal do mundo tem origem na inercia inerente à maioria de nós, porque as coisas estão mal e não parecem melhorar se continuarmos a fechar os olhos à verdadeira realidade:

Porque a vida na verdade pode, deve, tem de ser bela
Porque o dinheiro trás felicidade, mas o dinheiro a mais trás a miséria dos outros, porque o desiquilíbrio social existe, porque o porsche de um vizinho condiciona a barraca e a falta de luz e água de um outro. Porque a miséria a que tentamos fechar os olhos é real porque acreditar que a vida é um conto de fadas é uma fraude, porque acreditar que a nossa felicidade só depende de nós é mentira, porque na verdade a felicidade é, algo que vai muito para além da nossa capacidade de gostar de nós próprios. E porque a vida miserável e sem prespectivas de melhora é uma realidade, a realidade de muita muita gente, os dois seguintes filmes:

Porque acredito no amor como o motor que nos move. Porque não vejo nada mais importante e mais valioso que este sentimento, que tem tanto de banal como de especial. Porque acredito na capacidade de por o amor à frente de tudo o resto. Porque acredito no amor como valor mais importante que nós mesmos


Como acredito no amor acredito também na sua magia, na verdade acredito na magia do amor e no amor pela magia, ou seja acredito nisto
Porque a coragem é uma das métricas daquilo que somos. Porque a luta por um ideal, a capacidade de combater por uma causa perdida mas que é a nossa causa tem valor. Porque aquilo que somos só tem sentido se formos o que acreditarmos. Porque dar a vida por um ideal é realmente o ideal
Porque o ser humano se distingue dos restantes seres pela sua capacidade criativa, porque o mundo da imaginação é sem duvida o melhor mundo que podemos viver. Porque toda a lógica que nos rege pode ser deixada de lado. Porque todas as crianças sonham com dragões magia e ilusão. Porque na verdade todos nós nos vivemos neste mundo
Porque a minha adolescência tem alguns pontos análogos, porque todos nós sabemos o que "teenager" significa , porque a javardice de moço é algo muito engraçado, porque isto é mais do que simples comédia
Porque a droga, as pastilhas e a capacidade do ser humano em se autodestruir é algo muito assustador
Porque na guerra os vencidos também tem uma história. Porque mais importante do que vencer é vencer na derrota. Porque o valor da pátria tem significado. Porque sim
Porque o holocausto Nazi realmente existiu...
Porquê? Bem... hum... ah já me lembra, é basicamente porque é... lindo
Porque acho que os filmes, músicas livros e restantes manifestações de arte, são uma mensagem, um espelho sobre a sociedade uma pintura da realidade, porque acho que os filmes que gostamos as músicas que ouvimos e os livros que lemos vezes sem conta dizem muito de nós, gostava que todos aqueles que lessem este post fizessem algo parecido, que divulgassem os filmes, músicas, livros que mais os marcaram.
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