2007/05/07

Noticias Inquietantes...

Segundo certos meios informativos (JN) somos informados de realidades inquietantes:
  1. Em Paços de Ferreira: "Só compram" móveis em Paços de Ferreira se o clube local vencer o FCP...

    Pergunta: Será que em Coimbra só se vai às aulas se o Académica vencer!?


  2. Ministra da Educação admite existência de currículos extensos:

    Pergunta: Será que a ministra se sente intimidada por estes fazerem frente ao seu!?

  3. Portugal é um dos sete países com maior importação gás natural

    Pergunta: Será que isto está directamente relacionado com o consumo de feijoada

  4. "Homem-Aranha 3" bate recordes de bilheteira

    Pergunta: Será que as pessoas já se esqueceram do primeiro!?

  5. Crescimento português o mais fraco de toda a UE

    Pergunta: Porque é que isto é notícia!?

Escrever...

Já não o faço há algum tempo! Aquela vontade inexplicável de exteriorizar ideias, sentimentos, valores, um infinito número de conceitos numa sucessão de caracteres abandonou-me por largos meses. Sinto que ainda não voltou por completo. Às vezes dou por mim a olhar para o infinito, e sinto a escrita longe. Um vazio estranho e de certa forma irritante. Aguardo momentos e reflito por alguns instantes, mas nada. Não há nada que nos ocorra, nada que valha a pena dar ao mundo. Por momentos sentímo-nos inférteis. Depois dá-mos por nós a questionar o porquê! Porque é que não tenho nada de especial para contar!? Será que estou a ficar decrépito? Será que a capacidade criativa tem prazo de validade e a minha já se esgotou!? É engraçado, mas esta parte dos porquês dá lugar a um correr de ideias parvas, e questões ainda mais infundadas, até que a certa altura a gente já se diverte com o facto de não ter nada para contar. A dado momento, o ridículo de não saber o que se há-de dizer, a frustração do vazio, dá lugar a risos parvos, que nos saem compulsivamente e cuja origem e porquê a gente não consegue explicar. De que te ris? Perguntam-me as pessoas que ocasionalmente me rodeiam. Ao que eu respondo de maneira evasiva, inventando uma desculpa supostamente divertida para o caso, mas preservando sempre a verdadeira razão para mim. É engraçado, mas a maior parte das vezes que rio a situação é banal. Ou um trocadilho estúpido, ou uma situação parva, enfim... A piada quase sempre se esconde no movimento ininterrupto da vida. Quando a gente está profundamente triste, por causa de um acontecimento qualquer, quando damos por nós com um sentimento desagradavel que não sabemos explicar bem de onde surge, lá vem um político que se engasga, um treinador de futebol que dilacera os alicerces da língua portuguesa. E a gente ri. Ri até se cansar. Fica depois, num modo reminescente a remoer a graçola, a repetir sozinho a situação que encerra em si uma comicidade genial. É verdade que há muitos bons humoristas, capazes de construir habilmente uma sucessão de eventos cómicos, com talento suficiente para roubar risos a plateias inteiras, mas a gente na verdade nunca ri da mesma maneira! Ao fim de dois ou três episódios de uma determinada série, de um determinado programa de stand up já conseguimos antecipar as piadas que eles estão a construir. O acaso da vida, o parvo do quotidiano, é o humor no seu estado mais puro. Um gajo que apressado se desiquilibra e cai das escadas. Uma gaja de saltos altos a caminhar com ar supostamente gracioso escorrega numa casca de banana, qualquer imprevisto deste tipo é sucedido de uma vontade de rir surpreendente. É verdade que é rir da desgraça dos outros, mas convenha-se que é uma desgraça muito divertida e com muito pouco de trágico.
A escrita serve para muito muito mais. O diário, papel de jornal, revista, são uma espécie de elixir da alma. Quando acabamos de escrever algo, por muito medíocre que seja, por muito desinteressante que nos possa parecer, temos sempre a sensação de termos criado algo. Conseguir criar mundos, cruzar ideias e filosofias, construir teorias e deitar tudo por terra é um passatempo interessante. É gratificante podermos levantar da manha e sentir que temos algo infimamente pequeno e de uma importância microscópica, mas mesmo assim sentir que somos uma mais valia neste mundo em que vivemos. Escrever é como dar à luz. Construir uma sucessão lógica de ideias que descreva com exactidão um cenário, ou então construir um poema que transporte amor, tristeza, sofrimento, alegria, algo que tenha vida em sí é um prazer inigualável.
A beleza que subjaz a escrita e leitura é comparável ao de amar e ser-se amado, ao prazer de dar e receber, é a beleza por detrás da máscara, o homem por detrás da carne, é a lua que reflete o sol e a luz serena que nos apazigua. A escrita é simplesmente escrever...

2007/05/04

Tirada do dia..

Imaginem que estão a meio de uma discussão de trabalho onde se tentam resolver problemas e a gestora é Alemã que fala Inglês, isto faz com que saiam pérolas destas a meio...

...pah, aquilo foi cortado e... fodeu-me...
by Andreia...

Porque é que dei por mim a olhar para a cara da gestora!?
Hum ainda estou para entender...

Gil Eannes

Uns dizem que trabalhar faz calos, outros dizem que o trabalho é uma seca! Eu cá acho que o trabalho é infernal, sobretudo quando temos de o apresentar! O meu primeiro projecto na empresa foi fazer uma aplicação em flash/asp/sql_server, bla bla bla para o museu Gil Eannes em Viana do Castelo. Devo dizer que o projecto foi complicadíssimo, especialmente na parte de mostrar a aplicação. Ter que tirar um dia de trabalho para ir a Viana do Castelo passear é algo que me custa. Acho que vou reclamar. Não faz sentido obrigarem-me a conversar com pessoas simpáticas, incitarem-me à fotografia e pagarem-me almoços na praia. Acho que se isto continua assim o país não pode andar para a frente. Ficam aqui algumas fotografias da viagem...








Praia da Barra

Enquanto não compro a maquina dos meus sonhos, divirto-me com a maquina da minha mana! Já tinha ido à barra, mas nunca tivera tido oportunidade de fotografar o cenário. Ficam aqui alguns tiros...







2007/05/03

Dor...

Ontem foi dia de dor... Demorei uma hora para remover grandes quantidades de couro cabeludo da barriga. Ainda não está tudo completamente limpo, mas acho que o grosso do cabelo já foi à vida. Acho que tão cedo não tenho de fazer sacrifícios...


Back!

Bem o meu servidor está de momento indisponível, vá-se lá saber porquê! Acho que é um tal de modem que não funciona...

2006/10/26

Mudei de casa

People, se quiserem continuar a ler as patacoadas que eu faço questão de emitir periódicamente devem apanhar o próximo autocarro da RodoNorte e sair em:

http://balhau.kicks-ass.org/balhau_blog/

Aqueles que estiverem fartos de mim, podem simplesmente esperar o comboio deitados na linha...
Eu aconselho o Alpha... É uma morte menos dolorosa...

2006/10/12

Um livro...

Saudades de ti…


Saudades de sentir calor,
Do tempo em que me via em ti
Saudades desse tremor,
Daquele imenso amor
Que me fundia em ti
Saudades de ser amado
Ser compreendido, por ti
Sinto falta desse cenário

Sinto falta de ti
Saudades de te agarrar
De me sentir em ti
Saudades daquela alegria
Que transportava, em ti
A imensa fantasia
Que me ligava, a ti
Mundo, quimérico o meu
Por acreditar, em ti
No amor teu…

2006/10/07

Un film...

...le fabuloux destin d'Amélie Poulain...

2006/10/01

Francisco...


Tinha somente 12 anos, o pequeno Francisco. Revelava em cada acto seu uma maturidade de um adulto, todo ele era criatividade, todo ele era um sonho, um sonho de criança… Fazia da vida um jogo. Fazia perguntas a si mesmo, e passava o tempo a tentar obter respostas para as mesmas que se tinha proposto resolver. Formulava questões cuja resposta era, após alguns minutos de reflexão, relativamente trivial; formulava também perguntas para as quais passava imenso tempo à procura da resposta e ainda algumas que nunca chegou a encontrar solução. Francisco tinha um tio que admirava muito, chamava-se António, era escritor. António formara-se em advocacia era uma personagem taciturna por natureza. Era daquelas pessoas sombrias, com um semblante profundamente pesado, tinha apenas 45 anos e uma aparência de 60, falava com voz pesada, pausadamente. Dava a sensação que passara a vida inteira dentro de uma prisão invisível o sorriso nunca se ouviu falar. No entanto António era uma excelsa pessoa, responsável, inteligente consciente e amigo do próximo… Conhecendo o tio como pessoa Francisco não entende a tristeza que António carrega e dirige-se perguntando

--Tio… Tu tens amigos??

--Sim tenho… Tenho-te a ti Francisco…

--Pois… Mas e sem ser eu? Não gostas de pessoas??

--Gosto Francisco… Porque perguntas isso??

--Andas sempre triste… Nunca te ris.. Não gostas de viver??

Pela primeira vez em largos anos António sorri… Respondendo…

--Gosto de viver… Mas não gosto de ver a vida da generalidade das pessoas… sabias, Francisco, que a maior parte das pessoas não tem sequer dinheiro para uma alimentação decente??

-- Não.. Não sabia.. Mas porque?? Se não tem dinheiro vão trabalhar…

António sorri pela segunda vez…

-- E se eu te disser que as pessoas de que te falo não tem essa possibilidade como te sentes? Feliz e com vontade de rir??

--Não…

--E se eu te disser que aquelas pessoas com quem convivo diariamente são totalmente insensíveis aos problemas de que te falo… Sabendo tu isto que te apetece fazer?? Rir??

Pela primeira vez em muito tempo Francisco adopta uma expressão pesada, incrédula… Sente que o mundo fantástico que imaginava viver afinal não é bem aquele que corresponde à realidade…

--Não… Mas porque é que as pessoas não acabam com todos esses problemas…

--Muitos porque se convenceram de que não vale a pena, outros porque a miséria de muitos garante a vida de luxúria em que vivem… Outros… Bem os outros não pensam em mais nada a não ser neles…

--Então e tu o que fazes pelos outros??

--O que eu faço pelos outros consiste naquilo que eu não faço…

--Ah? Como assim??

--É exactamente isso… No meu trabalho os melhores clientes são, em sua grande parte, pessoas cuja vida representa tudo aquilo que eu luto contra… Se esses fossem meus clientes eu sabia que estava a defender uma causa errada estaria a contribuir para a inocência de um corrupto assassino ou ladrão… Não o faço… Não ganho rios de dinheiro como aqueles colegas de trabalho… Não sou reconhecido… Não sou admirado na alta sociedade… E sabes porquê?? Porque faço aquilo que acredito penso ser o melhor para todos… Porque na verdade eu só faço o melhor para mim quando os outros, na pior das hipóteses não são penalizados…

--Ah e isso é como tu ajudas os outros??

--Sim… As pessoas tem a ideia errada de quem faz doações, é uma pessoa que ajuda os demais… Pois bem isso está errado…

--Como?

--Imagina o seguinte cenário… Uma empresa cheia de dinheiro pretende que eu os defenda em tribunal contra um conjunto de operários… Se eu conseguir ganhar o caso em questão, os operários são despedidos… Dezenas de famílias ficarão no desemprego… Se eu não o ajudar estou a contribuir para que ele perca e para que as famílias continuem o seu trabalho ou pelo menos que sejam devidamente indemnizadas… No primeiro caso eu seria chorudamente recompensado, teria dinheiro suficiente para depois, fazer uma doação às famílias, mesmo oferecendo todo o dinheiro recebido não iria ajudar em nada a situação financeira dos pobres operários… No segundo caso, optando por defender a causa dos operários eu não iria obter grandes lucros se é que iria obter alguns, no entanto as dezenas de pessoas iriam ter aquilo que merecem por direito…

-- Ah já entendo porque és triste tio…

--Pequeno Francisco não fiques triste… Tu és muito jovem para te preocupares com isto… Mas lembra-te de uma coisa… Se durante a tua vida não puderes ajudar ninguém certifica-te pelo menos que não os prejudicas… Lembra-te que ajudar os homens não é, em geral, ajudar a humanidade…

--Ok tio…

Francisco desatou a correr para o quarto… Francisco chorou como já não o fazia há anos…

2006/09/12

A derrota...




Trazes contigo a dor a mágoa...
Pesar imenso, amargura
Levas de mim toda a vontade de viver
Nutres em mim
A vontade imensa de deixar
Tudo para trás, de partir...
Nasce em mim um novo intento
Que me enceta um novo alento
Uma vontade de ganhar, conquistar
Aquilo que me fugiu...
Aquilo que nunca tive...
Nuvem que tiras de mim a razão
Cegas-me o juízo, ponderação...
Obstruis-me de furia, tapas com raiva
O meu ser...
Fazes de mim um animal, irracional..
Um demente, privado de razão
Cobres-me a mente a alcatrão...
Transformas o que me rodeia
Descobres uma realidade
Escura, triste, sombria...
Cenário melancólico, tenebroso
Num movimento alcoólico, temeroso
Articulo as primeiras expressões
Deixo escorrer as emoções
Fujo daqui cambaleante
Procuro o ser infante
O menino, criança, esperança
Segunda virtude teologal
Vontade de viver, nova moral...

2006/09/11

A inversa proporcionalidade...



O assunto de hoje é tudo menos original... A questão que se coloca hoje é: "Quando eu nao queria nada com ele(a), ele(a) andava atras de mim, agora está-se basicamente nas tintas para a minha existência!". Quem não sabe do que estou a falar pode deixar de ler isto imediatamente, os restantes... bem os restantes ja devem ter passado muitas horas a tentar explicar o porquê deste triste facto que acompanha a maior parte (para não dizer todas) das pessoas à face da terra. Bem a resposta obviamente que não é nem pode ser uma só, cada caso é um caso, como é natural, no entanto todos nós temos uma opinião formada e lá no fundo encontramos uma explicação para o facto. Bem eu não sou diferente das restantes pessoas e também tenho uma tese sobre o assunto. Eu imagino isto como uma balança, em que o peso é a atenção que nós damos à outra pessoa e os pratos da balança são nada mais nada menos que as pessoas da relação em questão. Quanto mais atenção, importancia damos à outra pessoa mais "peso" exercemos sobre ela e maior é força com que a impelimos fora do prato e a fazemos saltar da balança (aqui representando a relação). Moral da história devemos manter a balança equilibrada, não dando atenção de mais nem de menos. Equilibrando esta inversa proporcionalidade. A esta hora voces devem estar para aí a pensar quaquer coisa do género! Tu és um artolas de primeira, deves achar que essa tua teoria tem alguma razão... Eu fiz tudo como devia fazer na minha última relação e ela mandou-me dar uma volta com o primeiro que viu... Pois isso acontece a todos, quero ja dar os meus pesames a quem teve este raciocinio, nao o desejo a ninguem. Bem este cenario é real e obviamente não entra na explicação da balança. Mas então o que é que se passa? É muito simples o peso que puseram na balança nao cabe no prato da balança... Por várias razões! Ou por a(o) parceira(o) nunca ter gostado de si. O que é mau e voce ja devia ter dado conta disso (ja deixava de ser tanso(a)). Ou porque basicamente (como pode ver em
"melhor" encontrou alguem "melhor"... Em muitos casos realmente a pessoa por quem foi trocado(a) é substancialmente melhor que voce (entao melhor que eu é de certeza) e neste caso voce não tem nada a fazer senão ficar feliz pela outra pessoa e dar umas cabeçadas na parede para esquecer o triste episodio, este é o pior dos casos. Existe ainda outro caso quando voce é trocado por uma pessoa que aparentemente não é melhor em nada. Como é possivel? São varias as razões e normalmente nos nunca chegamos a saber porque, apesar de tudo há uma razão que explica muitos dos casos. A outra pessoa é diferente de voce... Simplesmente isto, há pessoas que com o passar da relação vão ficando cada vez menos interessadas porque se por um lado conhecemos melhor a pessoa por outro tambem é verdade que esta cada vez menos nos surpreende vai ficando cada vez menos "especial", muito daquele brilho que nos encontramos na pessoa no inicio da relação vai sendo esquecido por muitas pessoas, e com o passar do tempo voce vai ficar para o(a) parceiro(a) uma pessoa cada vez mais vulgar. É justamente este vulgar, que por sua culpa ou não, faz com que a outra pessoa o mande dar uma volta...

Acabando com uma citação:

Seja voce mesmo, mas nao seja sempre o mesmo...


CD de Gabriel o Pensador...

2006/09/08

Subi a serra...


Subi a serra devagar...
Olhei o mundo em redor
Voei sobre a mancha de cor
Sorvi toda a tonalidade da encosta
E vi-te...
Desci a serra num ápice
Abandonando o cimo,o pico da tela
Cedi o quadro cinematográfico
Em que estava marchetado
Cimo, alto que mantinha afastado
Longe de ti...
Assim que te vi...
Corri, sou todo velocidade
Sinto-me leve, não obstante
Experimento a leveza da tua presença
Na minha alma fraca..
A força do teu sorriso transporta-me
Move-me a ti...
Chego ao vale da serra
Caio cansado...
Desperto de imediato para o sonho
Concilio mente e corpo
Capto-te num movimento leve
Semitransparente e turvo...
Sei que estou a sonhar...
Acordo...
Vou de novo subir a serra...
Vou de novo devagar...

2006/08/06

O frio de espinho...


Já toda a gente sabe que as águas das praias do norte são, de um modo geral, frias. A maior parte das pessoas escolhe o algarve pela temperatura da água não ser tão agressiva. Pois bem, recentemente descobri que a água não é o único motivo pelo qual as pessoas preferem praias no algarve. O extremo sul do país consegue reunir um conjunto muito interessante de condições que, dia após dia, trazem mais e mais gente para a sua bela costa. Para começar podemos desde já lembrar a presença sempre agradável do senhor Zézé Camarinha. É sempre bom passearmos num sítio onde gajos com bigode, feios e sem assunto comem gajas aos pacotes... Este cenário fica ainda melhor quando reparamos que a maior parte destas comilonas é de nacionalidade inglesa, o que facilita as coisas quando se trata de comer e deitar fora. Esquecendo a parte dos engates e da enorme vontade de comer das miudas estrangeiras parece que nada mais resta no que diz respeito a vantagens das praias do sul comparativamente com as do norte, no entanto, descobri recentemente que isto não é verdade. Reparei, para meu desagrado, que as praias do norte estão minadas com mitralhões. Para quem sabe o que são mitralhões, imaginem gajos com 30-50 kg, com a puta da mania e com saibro nos dentes, agora acrescentem a esses mesmos indivíduos uma valente dose de estupidez, com um quanto baste de atraso mental e vontade enorme de arranjar problemas e pronto aqui tem um exemplar mitralhão... Este espécime abunda a região norte, nomeadamente em praias como a de Espinho, onde fui recentemente. No dia em que tive o contacto com estes parasitas da sociedade o cenario era o seguinte. Tinha dois guarda-sóis, os dos meus pais está claro, duas familias com putos e ao lado os fantasticos mitralhões. E sabem a pérola, estes senhores vieram com um megafone para a praia. É verdade a estupidez pelos vistos convém ser dita em voz alta. Como se não bastasse estarem constantemente a mandar piropos às pitas de 12-15 anos que passavam tinham que adoçar o ambiente com musicas polifónicas de telemovel. Como é possível? Simples, é só pegar num telemovel ligar o toque irritante e aproximar do megafone, e voila. Agora imaginem este cenário a perdurar durante umas 3, 4 horas com interrupções naquela altura que ia dar um mergulho, como a praia de espinho não prima pela temperatura da água, os ditos mergulhos não foram muitos e portanto o suplício foi grande...
Em suma pode-se dizer que as prais do norte são interessantes... no inverno...

2006/05/31

Luz lunar...


Vem acompanhada pela sombra
Resvalando pelos cantos da penumbra
Deslizando sob um manto de negrura
A luz vinda do monstro lunar
Assim mantém seu disfarce
Passando, taciturna pelas árvores
Respirando o ar silêncioso da noite
Alertando os perigos noctívagos
Luz mágica que lembra
Cenários escondidos, mil perigos
Luz mística criadora de esperança
Que apaga passados tristonhos
Dando nova vida aos sonhos
Possibilitando a utopia
Fantasia alegre que nos guia
Que nos trás uma nova visão
Uma nova força, aspiração
Lua, luz, luar...
Estojo de bem estar
Claridade inócua ao ocular,
Lua, luz, luar...

2006/05/05

Era uma vez... uma caravela...



Saio de manha à procura
À tua procura...
Penetro na penumbra
Com o sabre da saudade
Esquartejo os raios de sol
Com a visão...
Com a tua aparição
Velejo por turvos caminhos
Sobrevoo cidades inteiras
Vejo-te de mil maneiras...
És o leme do meu ser
O mais belo catamarã
O meu dia de amanhã
És a fragata que me inunda
A límpida água que transborda
Um aquario de sentidos
Um mar imenso que me acorda
És minha Nau de bela proa
Mas és muito, muito mais
O meu único dirigivel
O balao de volta ao (meu) mundo
És o meu jato propulsor
O meu sentido, o meu amor...

2006/04/09

Páscoa... óvos... coelhinhos...

Tal como cristo ressuscitou na páscoa também eu de novo volto a escrever... Não meus amigos não estive doente, não tem essa sorte... Eu sei que estavam todos contentes ah é desta que aquele palhaço foi de vela... já não podia com ele...é como a minha mãe diz quanto mais ruím mais tempo fica nesta terra... Pois é.. Sou um parasita de primeira espécie e ao que me parece vou ficar aqui ainda um tempinho para chatear mentes que por engano tenham o infeliz acaso de virem parar a este antro... Bem agora que já agradeci devidamente o facto de estarem a ler o presente texto (a estas horas já devias ter desistido. Vá-se lá compreender a mente humana) está na altura de explicar a verdadeira razão de voltar a escrever... A razão é só uma...

A net é para entupir com texto estúpido...

Pois é caros amigos pensavam vocês que por ser páscoa eu me iria redimir e escrever algo sobre cristo?? Mas quem é que já não fez essa reflexão milhares de vezes?? Depois qual seria o conteúdo do jornal da noite da TVI.. Coelhinhos da páscoa?? Se começasse a divagar sobre coelhinhos iria ter que falar na playboy e em toda a indústria associada e convenhamos, quer-se dizer, estamos na páscoa... Não quero que cristo se arrependa e rescussite de novo só porque a capa deste mes da Playboy está rejubilante... Bem posto isto so me resta mesmo os óvos... Mas qual é o assunto que me resta com o tópico ovos?? Ao falar em ovos tenho que referir a origem do ovo referir a questão clássica de quem nasceu primeiro e neste caso meus amigos o que é que restava à TVI para o jornal do meio dia?? Já para não falar que a palavra galinha é expressamente proibida... Da última vez que pronunciei esta palavra levei duas chapadas... Vá-se lá entender as miudas... Quer-se dizer o meu amigo Tony chama a namorada de coelhinho, eu chego a casa com um sorriso de orelha orelha e chamo a minha mulher de galinha e ela não gosta... Depois os homens é que são complicados... Posto isto está visto que não posso falar em ovos coelhinhos vou falar de que?? Amendoas?? Pah até falava mas da última vez que comi uma tive dois dias sem poder defecar (aqui evito dizer palavrões o director do blog nao deixa se quiserem ver ca**alha**s vão ao bitch and her pimp, e tb evito fazer propaganda a outros blogs porque tb é expressamente proibido) .
Dado que não posso escrever grande coisa acerca da páscoa porque por e simplesmente não tenho tópico resta-me somente desejar uma santa semana...

P.S -- Lembrem-se que se beberem não vão ressuscitar passados 3 dias...

2006/02/03

Vai à guerra...

Vai à guerra o pobre moço
Vai lutar contra canhões
Vai à guerra, vai em esforço
Vai sozinho contra milhões...
Vai em frente o rapazinho
Vai cansado e doentinho
Vai morrer e sem razões...