2008/04/21

Muda Ice Tea (Mudaste?)

-Oh! Este sol dá-me cabo da vista. Adoro os passeios à beira mar, mas detesto faze-lo nestas condições...
-Ora essa sabes muito bem que essa luz não vem do sol. Sou eu que brilho na tua presença.
-Foda-se que saida merdosa. Qualquer dia acredito que és convencido e rançoso, começas a perder pontos.
-Acredito que me aches convencido, mas rançoso nunca. Não eras capaz de caminhar na praia com alguém a cheirar a fritos. Tu és minimamente exigente. E boa... muito boa pessoa.
-Tu não mudas pois não? Sempre idiota nos momentos certos.
-Que hei-de fazer? Sou perfeito. Deus fez-me à sua imagem.
-E humilde também. Estou cada vez mais maravilhada contigo.
-Maravilha é o meu nome do meio. Sensações são os irmãos do lado...
-Ah... Que piada triste.
-Piada? Mas tudo o que digo tem de ser piada? Quando é que me levas a sério? Não achas que já está na hora?
-Levar-te a sério? Deixa cá ver... Nunca!
-Oh... desiludes-me. Eu pensava que ia ser ainda hoje... Sabes comprei-te um vestido vermelho, como tu gostas de vermelho eu pensei...
-... um vestido? Tas a falar a sério?
-Não, era piada!
-Foda-se és mesmo parvo.
-Pensei que era o único aqui que mandava piadas!
-Tens sempre de ser assim idiota, ou tens dias em que tiras férias?
-Não, sou um gajo muito dado ao trabalho. Um workahoolic na verdadeira ascensão da palavra.
-Devias falar mais vezes a sério sabias? A palhaçada pode tornar-se monótona...
-Quando me comporto de um modo mais sério a minha vida vira piada, por isso prefiro apalhaça-la para que seja levada a sério.
-Mais uma piada? Não entendi!
-Não desta vez tive uma recaida. Falei a sério, prometo que isto não se volta a repetir. Espero que não deixes de falar para mim por causa do sucedido.
-Ui. Estou parva. Fizeste isso por mim? Estou capaz de te dar um beijo.
-Não estás sempre? Vê isto como um presente de anos antecipado!
-Hum... Estou, mas hoje tenho ainda mais. Presente de anos? Estás a ver se te livras de um casaco vermelho?
-Mulheres, sempre à procura de mais. O que vale é que eu sou a personificação do infinito. Quanto ao casaco, eu prefiro ver-te sem ele, se possivel sem nada até.
-Pronto voltou à normalidade. Se um dia tivesses filhos irias continuar com essa postura parva?
-Achas que eles alguma vez iriam admitir que lhes falasse sério? Eles terão os meus genes. Se forem meus obviamente.
-Gostavas de ter filhos?
-Nunca pensei nisso, mas gosto de ter pais. Isso ajuda?
-Não, mas é bom saber que te dás bem com a tua família.
-Pah não dou, digo isto só para te impressionar, está provado que uma boa relação familiar excita miudas.
-Sério?
-Não sei. Mas carícias no ponto G e zona clitorial, parece que sim.
-Ahahah. Tu és mesmo viciado em conversas fúteis e vagas. Ao menos fazes-me rir.
-E não é esse o objectivo?
-É sim.
-Vais concordar a vida toda comigo? Tornas-te desinteressante. Acho que vou procurar alternativas. Estás a ficar muito cinzenta.
-Claro, claro. Vais procurar calor na tua ex namorada?
-Só se for para combinar uma cena a três. Achas que alinhava?
-Não sei, diz-me tu.
-Já não te disse que tenho respeito pelas minhas ex namoradas?
-Ah tou a ver, portanto o sexo como é um assunto privado tu não contas... Muito bem.
-Não não, o sexo delas até é capaz de ter bastante público, só não combino uma sessão a três porque não quero que encarem isto como uma tentativa de aproximação. Eu respeito a condição de ex namoro, as ex namoradas são um assunto de natureza completamente diferente.
-Se elas te ouvissem falar não iam achar piada nenhuma.
-Se elas me ouvissem não eram ex namoradas.
-Ah coitadinho, as meninas gozaram com a tua cara?
-Não, mas eu até gostava de gozar pra cima da cara delas.
-Que porco.
-Mas um porco querido confessa lá. Vais dizer que não gostas aqui do reco reco!?
-És impossível de aturar sabias? Quando ficares velho vais ser chato e birrento.
-Tu felizmente não precisaste de chegar a velha.
-Olha que filho da puta.
-A minha mãe nunca levou dinheiro. Antes tivesse levado, andava agora de BMW ou Audi.
-Tu para além de não dizeres nada a sério também não levas nada a sério? Um mal nunca vem só.
-Mulheres são realmente um bicho complicado, o que tu arranjas para dizer que eu sou o melhor dois em um que viste em toda a tua vida. Não precisas de me dar graxa dessa maneira, eu hoje já fazia contas de te possuir no vestiário do ginásio.
-Acho que me vou cansar de ti depressa.
-Oh, promessas...
-Prometes que não mudas?
-Só se for para a do missionário.
-Ok não precisas de jurar...

2008/04/15

Quadro


Navegador de sonhos? Perguntou ele. Piloto de emoções. Disse ela...

Era assim que os dois costumavam passar as tardes. Num questionário constante intervalado por pequenos mas saborosos ósculos. Ele nunca gostou muito que entrassem no seu mundo secreto. Ela fazia da vida dela um livro aberto onde toda a gente podia escrever. Ele nunca perguntava nada, e ela não parava de lhe responder a questões ausentes. Se tivesse de os catalogar em forma de cor ele representaria o preto enquanto ela seria a personificação do mais imaculado branco. Juntos são capazes de formar qualquer cor pintando o mais belo dos quadros. A simetria no olhar decidido dos dois formam uma autêntica obra de Escher. O calor no peito que se funde constantemente no pánico invisível da alma acaba por retratar toda a emoção e dor presentes em Guernica. O sorriso dela oculta um certo receio do que o futuro possa trazer mas a espectativa e vontade em repetir indefinidamente os momentos que acaba por passar faz com que viaje constantemente no tempo com harmoniosos mergulhos de sereia no oceano dos sonhos. Ela tem mãos quentes, que respiram emoção e uma terna energia. Ele tem um ár sério mas de reservado olhar dócil, uma expressão simpática e palerma que desvia constantemente os expressivos olhos que ela ostenta. Se as rugas formadas pelo sorriso fossem capazes de falar seriamos certamente presenteados com uma das maiores declarações de carinho de sempre. Não falam, limitam-se a aquecer a alma esfriada pelo vento cinzento e áspero presente na monotonia da vida. Os cabelos dela parecem um campo de milho em tempo de apanha, a cor amarela saudavel refracta pequenos pedaços de luz que lhe aclaram o rosto evidenciando o sorriso branco e rasgado. Ela fixa o rosa da boca, ele admira o encarnado das duas enchidas maçãs do rosto que lhe conferem uma apalhaçada, mas simpática imagem. Ela gosta de se fazer idiota, ele antecipa todas as suas jogadas reagindo sempre da mesma maneira, com um semicerrar de olhos e um respirar fundo, mais uma tentativa de parar o tempo, imortalizando o momento num infinito fechar de olhos. O corpo dela parece ser uma extensão do dele. Quando abraçados, fica dificil saber onde começa um e termina o outro, dá a sensação de que mãos, pés, braços foram pintados na mesma tela, com o mesmo pincel, num mesmo e ininterrupto movimento. Se me perguntassem o de onde vieram ou para onde vão, não vos saberia dizer. Se me perguntarem o que são e onde estão, então a resposta é fácil.

São um quadro de Monet erguido na sala Felicidade.

2008/04/14

Madeira...

-Balhau vais uma semana pra madeira!

-Bem se tem que ser, tem que ser!

Pois é uma semana aqui Funchal, a monitorizar o evento Pmate nas escolas secundárias. A minha única função é muito simples, consiste unicamente em apagar ou recuperar provas efectuadas, tarefa esta que se faz a partir de uma interface web muito simples. Vocês perguntam, e é só isso? Para muita "pena" minha, sim! Ah e só trabalho numa parte do dia, ou na parte da manhã, ou na de tarde, o que acaba por exigir um esforço extra da minha parte.

Já que falo no conceito estar em Funchal, aproveito também para falar um pouco sobre a minha vinda de avião, que por acaso foi a primeira. É triste, é preciso chegar aos 24 anos para, pela primeira vez, sair de Portugal e andar de avião, digamos que foi uma dupla desfloração. A malta, com quem estou a trabalhar aqui na Madeira. Tudo malta porreira. Duas miudas



(uma até já tem uma filha e tal) muito simpáticas e giras quanto baste, uma tem uns olhos que até parecem uns semáforos, os dois gajos são muito conversadores e dados à piada, um deles é de Celorico de Basto e outro de Braga. Qual é a probabilidade de vir encontrar na Madeira, no mesmo grupo de trabalho, dois gajos de origens comuns e de sotaque idêntico? Na verdade nenhum deles é madêrênse, falam todos com a boca bem aberta. Até agora o único senão tem sido mesmo o tempo, que para além de não permitir boas imagens fotográficas me tem impedido de sair de casa. Em termos de cidade o Funchal é aquilo a que eu chamo uma cidade normal, com o número normal de pessoas na rua por metro quadrado, com o número normal de densidade habitacional, no entanto a arquitectura da cidade é estranhamente diferente, digo estranhamente porque não consigo catalogar ou identificar qualquer tipo de estilo por outro lado são visíveis as diferenças presentes na estrutura dos edifícios. Ah devo dizer que um dos edifícios da Universidade da Madeira também está muito elegante. Infelizmente como passei a correr, numa tentativa falhada de fugir da chuva, não tive oportunidade de ver aquilo decentemente. Lembrei-me agora de um ponto interessante. Houve algum senhor, nalguma altura da história do Funchal que decidiu dar nomes deprimentes às ruas, temos por exemplo a rua das dificuldades



que quase cruza com a rua dos arrependidos,



eu confesso que ainda procurei o lugar do maniaco-depressivo e o parque aquele que chora, mas... em vão, provavelmente o senhor deixou a parte melancólica da vida dele e decidiu por fim a esta nomenclatura triste, talvez até foi ele o mentor da festa da flor, quem sabe? Ah ia-me esquecendo de uma parte importantíssima, as ruas! Quem vier para o Funchal tem que trazer, para além de guarda chuva, equipamento de escalada, porque os caminhos aqui ou são a subir muito ou então são quase verticais. Caso venham fazer uma visita à cidade (eu estou a gostar, e a vista aérea é muito bonita à noite) tentem ouvir um nativo da Madeira anunciar algo em inglês, depois digam-me o que acham. Ah... e já comprei o bolo de mel, e poncha para oferecer à famelga.

2008/04/06

Recortes

Onde andas tu? Às vezes procuro-te nas sombras do dia, outras vezes na claridade da noite. Pergunto a mim mesmo o que será de nós daqui a dez anos, o que será que estarei a fazer, o que estarás tu a fazer. No frenesim da noite escondo aquilo que sou debaixo de um sorriso volátil, sento frequentemente em bancos frios e sinto o ar que me envolve, é um sopro barulhento e com cheiro a cachorro, é um misto de alarido, um estilhaçar de recordações que me tira forças. O constante tic tac na nossa vida altera constantemente o rumo daquilo que temos, somos e pensamos. Eu gosto deste tic tac, dá-me esperança e força de viver. É bom saber que temos a possibilidade de acordar um dia e o nosso mundo mudar completamente. Gosto de sair contigo, de me rir durante horas a fio, de partilhar os poucos momentos que temos juntos com uma cumplicidade inevitável. É bom saber que vais estar sempre comigo, afinal de contas a gente já se conhece desde o quinto ano. Naquela altura ninguém suportava o nosso sotaque e acabávamos por andar sempre juntos. Os anos passaram e com ele vieram novas vivências, centenas de pessoas atravessaram os nossos caminhos, uns mais importantes outros menos, mas tu estiveste sempre presente, mesmo quando não estavas. Nunca depositei expectativas em ti e tu nunca paraste de me surpreender. Contigo as coisas foram sempre de uma facilidade incrível. Nunca foste hipócrita nem mimado e tens uma visão da vida minimamente realista, perspectiva essa que faz de ti uma pessoa humana, bastante compreensiva e fundamentalmente razoável. Tens uma imaginação incrível e satirizas tudo o que podes, mas preservas uma seriedade ímpar no que diz respeito aos valores fundamentais. A tua veracidade é unicamente igualada pela constante vontade de rir e fazer rir. Nos momentos menos bons da minha vida estiveste presente com a tua musicalidade típica. Os sons sempre foram boa companhia, mas em certas alturas tu conseguíste ser a única companhia melódica. Ao acordar de manhã lembro sempre recortes do meu passado, mas de todos os pedaços o único capaz de se repetir eternamente é o teu...

2008/04/02

Garrafa de água...

Muitos casais andam de mãos dadas. A maior parte das pessoas acha romântico, mas as suas personalidades ricas em pragmatismo e tendentes para o confortável dizem constantemente não a este cenário. É simplesmente incómodo e eles não eram propriamente um casal. Juntos formavam uma estranha simbiose, um sopro marujado de alegria. Ela sorri muitas vezes do nada, ele mergulha frequentemente numa surda melancolia, ela ri-se dele, da sua figura idiota quando deixa cair o sorriso do rosto dando lugar ao pesado ar de contemplação. Ele sente-se despido, sente o vento percorrer-lhe as entranhas, o pelo levanta em sinal de alerta e ele sente-se como que atravessado por um raio invisível e inofensivo que só existe para o alertar do que lhe vai dentro da caixa cardíaca. Sente o sangue, a pulsação e o declamar sôfrego do pensamento. A imaginação é, na maior parte das vezes o seu maior escape. Tem uma facilidade fantástica em criar pequenos mundos, preenchidos de minúsculos corpos brilhantes que enaltecem o brilhar da noite. Ela é atrevida, eufeministicamente diria que é uma melga barulhenta, na realidade é muito mais do que isso. Tem dias em que é uma autêntica abelha. Mas é autêntica. Não se importa em ser chata, nem desagradável. Ele gosta, admira a veracidade no olhar. Ele olha sempre nos olhos e vê o seu reflexo estampado na claridade das finas tiras claras que constituem a zona cilíndrica ocular. A imagem devolvida é de uma definição que tem tanto de assustador, como de meiga. Ele não sabe muito bem o que fazer, a única coisa que lhe devolve um pouco de concentração é a garrafa de água que segura na mão enquanto a sua alma sua...

I don't care (Apocalyptica)

I try to make it through my life
In my way
There's you
I try to make it through these lies
And that's all I do

Just don't deny it
Just don't deny it
And deal with it
Yeah deal with it
You tried to break me
You wanna break me
Bit by bit, that's just part of it

If you were dead or still alive,
I don't care,
I don't care,
And all the things you left behind
I don't care,
I don't care

I try to make you see my side
I always trying to stay in line
But you're all I see right through
That's all they do
Im getting tired of this shit
I got no room where is like this
But you ordered me just deal with it

Sooo...
If you were dead or still alive,
I don't care,
I don't care,
And all the things you left behind
I don't care,
I don't care

They're changing everything,
They're changing everything,
you won't be there for me
you won't be there for me

If you were dead or still alive,
I don't care,
I don't care,
And all the things you left behind
I don't care,
I don't care

If you were dead or still alive,
I don't care,
(I don't care)
I don't care,
(I don't care)
And all the things you left behind
I don't care,
you won't be there for me
I don't care
you won't be there for me
I don't care.....at all

2008/04/01

Geek com muita piada...

Metallica, Apocalyptica e Rio

Qual a probabilidade das minhas duas bandas favoritas actuarem em concerto no mesmo dia e praticamente seguidas? Nenhuma na verdade. Mas isso vai acontecer no próximo dia 5 de Junho em Lisboa no famoso Rock in Rio. Metallica e Apocalyptica irão fechar o tasco pra obras e na verdade o Rock in Rio podia acabar mesmo por ali. Podiam pegar em Ivetes Zangadas e afins meter tudo num contentor e enviar directo pra somália...
Eu vou e tu?
:D


Apoca, grande Apoca

Pudimpédia

É inegável a importância que a wikipedia desempenha na disseminação do conhecimento. Apesar de carecer de rigor científico e não ser 100% confiável, é uma fonte de informação muito útil, que se mostra bastante eficaz na resolução de pequenas dúvidas, consultas rápidas, enfim é o canivete suiço da pequena dúvida. Para muitos a wikipédia é o "conhecimento" numa página. Para outros um infinito poço de inspiração cómica, inspiração essa que toma corpo em PudimPedia. Uma base de dados incrível de pura utopia, um mundo paralelo ao nosso onde a imaginação é a única razão pela qual os artigos lá se mantém. Convido todos vocês a uma visita, não guiada, que vos oriente mundos mágicos de pura javardice...
Há coisas fantásticas não há?

2008/03/30

Who's your daddy?

Post musical. Avisam-se os mais sensíveis para possíveis danos psicológicos. Para quem não sabe o significado de PCR, é favor visitar a WikiFantasticaPedia. Mas para quê? Para maior deleite e compreensão do que se sucede, enjoy it.



P.S-- Isto foi-me gentilmente cedido pela entidade divina: Ego

2008/03/27

Dingo...



Eu tive dois cães (ainda tenho um) cujo nome era Dingo! O nome veio pelo primeiro dos cães se assemelhar bastante a este tipo de lobo. Qual foi o meu espanto quando descobri que este nome também é utilzado por uma ferramenta informatica
Dingo
Acho que vou mudar o nome ao cão...

2008/03/25

Fome

Trazes força misturada nessa intempérie
Cravas os dentes na vontade
Nas paredes baças do desassossego
Pouca justiça, pesado adrego
Vens devagar mas chegas cedo
És feia e bruta, cheiras a medo
Desertas a força que os levanta
Deixas nos olhos o peso do mundo
Censurada aos olhos do mesmo
Contratada pelos ricos
Forçado pacto hipócrita
No Vaticano és pecado
E tens lá uma certa origem
És visível, mas todos fingem
Não querem ver a luz que brilha
No ocular do ser faminto
A ferrugem na sua alegria.
Olhem para ver que não vos minto.
Digam não à teimosia
Ao prazer imediato
Ao regozijar fútil e fraco
Conduta que vaticina
Essa ávida força miserável
Realidade condenável.
Sê feliz na tua sombra
Goza a amenidade a intermédia
Ser muito é forçar o pouco
É abrir a porta desta comédia…

Penetração...

É sabida a generalizada frustração sexual de muitos informáticos, pobres almas que se sentam à frente do computador a ver a vida passar enquanto desenvolvem uma enorme pança diminuindo o nível de sex appeal e probabilidade de efectuar práticas sexuais com o sexo oposto. Há bem pouco tempo tomamos conhecimento da existência de medidas para combater este flagelo. A maior até agora toma nome de Penetration Testers. É um centro de aprendizagem e desenvolvimento de tecnicas de engate. A não perder, numa sexshop perto de si...

2008/03/21

Mãe és querida...

A maior parte de vocês deve estar a pensar que confundi o recente dia do pai com o distante dia da mãe, bem eu pensei, mas não isto é mesmo propositado. É dado adquirido o exacerbado carinho que temos pelos membros da nossa família e muito em particular pelas nossas mães. Neste sentido decidi alertar para o ridículo e lembrar que episódios como o que se segue não ajudam a fomentar o estatuto de mãe. Não pela letra que remete para a estagnação mental das pessoas que presenciam tal espectáculo mas pelos penteados e tiques ranhosos que estes senhores protagonizam sem atender a danos psicológicos causados. Ah gostava também de conhecer o "camarada man" responsável pela filmagem tinha interesse em alerta-lo para o facto de que fios à frente dos "cantores" não é coisa que caia muito bem. Ou vai daí até cai.

2008/03/19

Ele, ela...

Ele gosta da cor matinal, do gradiente alegre formado pelo acordar do sol. Ela gosta do cheiro taciturno da noite, do sabor a sombrio. Ele gosta de ouvir o som das gaivotas pela manhã, da brisa do mar. Ela gosta do barulho mudo do por do sol à beira mar, gosta da cor cinza das nuvens. Eles gostam, vivem e divertem mundos diferentes. O olhar dos dois é igual. Um misto de alegria com meiguice traquina. Ele gosta de a ver sorrir de lhe provocar irritação. Ela gosta de caminhar sozinha e de lhe tocar na mão. Juntos quase nunca estão. Ele é meio calado, vive num mundo só seu e fecha com frequência a porta a esse seu paraíso privado. Ela é um hino à parvoíce e vive numa infinidade de mundos diferentes. Ele gosta de andar em tronco nu e calções, detesta gravatas. Ela gosta de andar descalça e tem pavor a constipações. Ela veste os boxers dele, ele veste as meias dela. Juntos quase nunca estão. Ele gosta de contrastes, gosta de ouvir musica clássica seguida de um ruidoso som metal. Ela gosta da homogeneidade dos decibeis, aprecia baladas, a continuidade alegre no hip hop. Ele gosta de correr, saltar, partir o corpo em bocados só para ter a sensação de vida, gosta de sentir o sangue voar alucinado nas veias e o bater pesado do coração. Ela gosta de dormir sozinha, de viajar no universo dos sonhos e de acordar preguiçosa. Ele gosta de pés e mãos. Ela gosta de ombros e olhos. Ele gosta de ler. Ela gosta de ver. Juntos quase nunca estão. Ele gosta dela, ela gosta dele.

2008/03/13

Piropos à trolha.... Para que a arte nao caia em desgraça...

Piropos de Trolha:

> 1. Com um cu desses estás convidada para cagar em minha casa!
> 2. A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu!
> 3. Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
> 4. Tens um cu que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!
> 5. Oh boa, com um cú desses deves cagar bombons!
> 6. És como um helicóptero: gira e boa!
> 7. Um dia pensei levar-te no meu coração.Mas depois topei que era muita
> areia para o meu camião...
> 8. Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!
> 9. Que belas pernas! A que horas abrem?
> 10. Ó Fevera! Junta-te aqui à brasa!
> 11. Ó joia! Anda aqui ao ourives.
> 12. Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...
> 13. Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu
> quarto...
> 14. Acreditas em amor à primeira vista; ou tenho que passar por aqui mais
> uma vez?
> 15. Contigo filha, era até ao osso!
> 16. Quem me dera que fosses um frango para te pôr um pau no cú e fazer-te
> suar...
> 17. Quem me dera que fosses um carrossel para te montar o dia todo por 100
> paus...
> 18. Não és nada má! Já tive pior e a pagar!
> 19. Oh boa! Aposto que hoje é o teu dia de anos... Não queres vir cá
> soprar
> na vela?
> 20. Oh boa! Até te fazia um vestidinho de saliva!
> 21. Quem me dera ser um barco pirata para ir descobrir o teu tesouro!
> 22. Andas na tropa?!... É QUE JÁ MARCHAVAS!
> 23. Sobe aqui ao andaime, que eu já estou com ele montado!
> 24. Ó filha anda cá que o pai unta-te!
> 25. Tanta carne e eu em jejum...
> 26. Gorda como estás vê-se logo que nao suas muito...
> 27. Se o teu cu fosse uma torrada tinha de barrar a manteiga com um remo!
> 28. Contigo... era até achar petróleo!
> 29. És católica?... É que tens umas mamas, valha-me Deus!
> 30. Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos d o
> Scwarzenegger, mas a lamber sou uma Lassie...
> 31. Se é verdade que somos o que comemos, eu amanhã podia ser tu!
> 32. Come to me, que eu como-te a ti...
> 33. Com uma montra dessas... imagino como é que é o armazém!
> 34. Olha, queres ir lá a casa para ouvir música? Se depois não gostares da
música, podes vestir-te e ir embora !!
< 55(aurora) - com uma bilha dessas, até eu ia à fonte!

(É para tirares umas ideias ;)

Seu maconheiro... seu merda...

2008/03/12

2008/03/08

Dia do insólito

Se eu pudesse escolher como ser perseguído, escolhia ser alvo de uma obsessão sexual de uma rapariga fogosa de 20, 22 anos, talvez morena de cabelos loiros encaracolados. Infelizmente não posso. Chatice. Em contrapartida tenho sido alvo de uma perseguição constante por parte do senhor insólito. É verdade. A situação estranha insiste em palmilhar o terreno por onde passo. Sou uma pessoa normal como muitas outras. Quem me conhece sabe que não sou dotado de poderes paranormais nem sou capaz de prever o destino num período de dois minutos (ver o filme Next) no entanto a frequência com que me vejo no meio de cenários astronomicamente parvos é somente igualada pela futilidade das novelas da tvi. Encontro-me na estação de autocarros do Porto, na Paços Manuel. Para quem não tá a ver é aquela javardice perto do restaurante Abadia, ora cá está um restaurante com um belo nome, só pelo nome já dá para imaginar o cenário. Um bando de gordos a regojizar o almoço de duas horas à base de fritos e diversa cozinha do tipo engorda. À entrada um drogado mendiga moedas com um olho fechado e o outro em regresso de uma viagem recente. Ao fundo da estrada encontramos dois funcionários de estacionamento a operar sobre viaturas de alta cilindrada. Enfim, um cenário acolhedor. Saco do telemóvel e reparo que a minha mãe me tentara telefonar, dirijo-me naturalmente à cabine telefónica que se encontra dentro da estação, insiro duas moedas, perfazendo um total de 40 cêntimos, (a vida tá cara) e reparo que o aparelho mecânico electrónico não está com vontade de proceder ao seu funcionamento habitual. Sou de uma maneira habilidosa e educada roubado pela PT. Como sou uma pessoa normal não acho grande piada ao facto de ser assaltado de uma forma tão flagrante como esta. É incrível as vezes que estas máquinas não funcionam, a mim parece-me muito conveniente. É estranho ela não fazer como aquelas maquinas de casino e dar um valente jackpot. Já que tem a fantástica capacidade de se enganar podia tirar férias e converter o engano em favor do cidadão. Mas não, coitadinha da máquina. Volta e meia este aparelho de furto especializado lembra-se e desencadeia a táctica mensal de colecta de fundos. Depois não admira que a PT venha com anúncios fantásticos na TV. Dirijo-me ao funcionário da Rodonorte e peço-lhe muito educadamente que coloque um aviso na máquina para que a colecta de fundos desta semana não seja de grandes lucros para a PT. A resposta foi simples e efectiva, a maquina é da PT não é nossa, não somos nós que temos de por avisos. Deu a resposta e riu-se como se estivesse a falar com alguém possuidor de uma doença mental limitadora do arquitectar de raciocínios de índole básica. Eu com toda a tranquilidade de quem acabara de ser roubado retribuo o sorriso com um seco, pois claro não é vossa, assim como o dinheiro também não é vosso... ele fica a olhar pra mim. Curioso nesta altura já não se riu. Balbuciou umas quaisquer palavras de uma maneira rude às quais eu respondi com um cínico sorriso. Nesta altura entendi o ditado quem ri por ultimo ri melhor. Eu gostava de saber os paradigmas segundo os quais são efectuados os cálculos mentais destas aves de rapina. Se eu estivesse a cagar em cima da cabine telefónica será que ele me iria dizer alguma coisa? Ou será que iria sorrir e dizer olhe se precisar de papel pra limpar o cu é na segunda à direita.? E se eu me peidasse ao passar por ele e lhe dissesse de uma maneira educadamente cínica, ah este arroz de marisco deixa-me o cu que nem uma sapateira... Depois sorria acrescentando o que vale é que o ar é de todos... Que é que ele dizia?
Sentei-me na esperança de momentos mais sossegados e um pouco mais sanes. Pouco depois reparei que tinha pedido demais. Uma velhota falava na minha direcção, gesticulava com uma maneira particularmente serena, sorria de uma maneira assíncrona e tornava-se verdadeiramente assustadora quando intercalava os sorrisos com silêncios espaçados e alterações de humor abruptas. Eu aproveitei os headphones, o leitor de mp3 e decidi aumentar o volume até não ouvir quaisquer vestígios de palavras loucas. Seria agora que o sossego iria chegar? Pois está claro que não. Um fiscal de rua (aka drogado) veio ter comigo inquirindo sobre possibilidade de ser presenteado com uma moedinha. Dirigi-se nos seguintes modos, pxi ou? Tás a oubir? Eu olho para ele e rosno um mal disposto sim? Ele olha com olhar vago e diz arranja-me uma moeda! Eu ainda fiquei em dúvida se ele estava a gozar, mas pouco depois reparei que ele estava mesmo a dar ordens. Eu não aguentei e respondi-lhe no meio de uma risada parva e sonora, pois tá claro! Ele ficou meio alucinado a olhar pra mim e voltou com um então a moeda? Eu olhei para ele sem dizer nada e esperei que ele continuasse a vida dele. Ele virou o olhar, agiu como se nada fosse voltando-se pra velhota que me vizinhava dizendo. Arranja-me uma moedinha? Eu ri-me. Afinal o gajo aprende rápido. Afinal havia mesmo de lhe ter dado a moeda, o rapaz merecia. Quanto mais não seja pela lição de funcionamento da psique humana. Sagacidade a esta gente não falta. E se não estou enganado as moedas também não devem ser assim tão escassas...
Acho que por hoje é tudo.

Lords da dança





:D

2008/03/07

Under the Gun -- The Killers :D

She's got her halo and wings
Hidden under his eyes
But she's an angel for sure
She just can't stop telling lies
But it's too late for his love
Already caught in a trap
His angel's kiss was a joke
And she is not coming back

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now

Yeah she's got a criminal mind
He's got a reason to pray
His life is under the gun
He's got to hold every day

Now he just wants to wake up
Yeah, just to prove it's a dream
Cause she's an angel for sure
But that remains to be seen

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now

Stupid on the streets of London
James Dean in the rain
Without her it's not the same
but it's alright

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied up to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Again and again

2008/03/05

Sinos, detestas sinos...



Sinos? Ela nunca gostou de sinos. Não tolera nada daquilo que estas pequenas peças de corpo metálico representam. Vê no ecoar severo uma rotina autoritária, um chamamento obrigatório. Ela sempre foi uma amante da imprevisibilidade. Abraçou desde cedo peito alegre do desconhecido. Foi sempre fiel a si mesma. Possui um terno sorriso, um falar dinâmico, parece que para ela é sempre sexta feira, fala com uma alegria contagiante e não hesita um momento para reflectir nos mundos paralelos do que poderia ou não deixar de ser. Tem mãos harmoniosas, talhadas de um castanho escuro lavado. Espelha no andar a determinação e força de espírito que a caracteriza. À falta de melhores adjectivos posso dizer que ela é diferente. Ostenta em si uma luz que esconde um pequeno mas definido brilho. Os olhos confundem-se com a banalidade do amanhecer, mas tem a ternura de um fim de tarde solareiro. É teimosa como uma criança birrenta. Às vezes consegue ser um bocado irritante e chata, mas é-o sempre com uma elegância e naturalidade que a torna encantadora. Acima de tudo é feliz. Partilha com amigos e o mundo em geral aquilo que mais lhe aquece a alma e tem por hábito sorrir com os olhos. Não respeita a falsa virtude da linguagem e liberta as emoções na vulgaridade do calão. À primeira vista ficamos com impressão de se tratar de alguém com má formação, com o passar do tempo reparamos que toda a agressividade, rudeza presente nas palavras que respira não são mais que uma forma de gritar com o mundo. Não é um ser revoltado, mas a sua intempestividade é mais que visivel. Vive rodeada de amigos, raramente se encontra sozinha e quando isso acontece refugia-se na companhia fiel do leitor de mp3. Ao falar a curta distância posso reparar no seu cheiro reconfortante, é uma fragrância que desconheço e não consigo descrever com grande exactidão, é um odor de razoabilidade, desperta no olfato uma sensação harmoniosamente agradável, é um cheiro incisivo. Tem a pele macia, de um agradável toque. O sorriso é um hino à geometria, parece respeitar todas as regras de simetria, os dentes de marfim alegram o mais cabisbaixo transeunte. É de uma bondade impressionante, não hesista em estender o braço. É desconfiada e exagera na quantidade de perguntas quando se perde em algum assunto. Os lábios preenchem um perfeito gradiente entre o castanho da pele e o rosa da parte interna da boca. Tem uma lingua lasciva e utiliza-a frequentemente em sinal de provocação. Mas não gosta de sinos, não gosta da previsibilidade nem acredita no destino. No entanto acredita no para sempre, acredita na existência de um testo para cada panela e a cima de tudo acredita em mim e limita-se a sorrir de forma aparvalhada ao meu olhar perdidamente fixo. Já disse que não gosta de sinos, nem da previsibilidade? Não gosta da musicalidade clerical, mas gosta de mim...

2008/02/29

Hino aos Trolhas

Frases, expressões manifestações de amor diversas. Todo o sentimentalismo, romantismo calor da fêvera proveniente do mundo dos andaimes...

"Ohh jeitosa.. tens ums olhilnhos.. que que.... fodia-te esse cu todo"

"Pxi ó boa, anda subir aqui ao andaime que já tou com ele montado..."

"Mulher não vale nada, até o pobre tem uma.."

"Para evitar filhos, fode com a cunhada - só nascem sobrinhos."

"Mulher é igual a pão de forma: Quadrada, casca dura, miolo mole e se não comer logo, mofa."

"Nem todas mulheres se realizam no fogão. Muitas só encontram a felicidade no tanque."

Este post surgiu de uma conversa profunda, tipica de casa de banho com, o excelentissimo Maurício...
Obrigado rapaz. O que era de mim sem ti...

2008/02/28

A nossa musicalidade

O dia estava revestido de um cinza triste. O sol parecia ter-se zangado com os mortais para se vingar decidiu não aparecer naquele dia. Quando os dias se vestem com uma roupa triste, como era caso, a única solução passa pela aplicação de maquilhagem musical. O mp3 é sempre uma aprazível solução...

No, I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
With you


-Olha olha. Não me acredito que também ouves Him. Adoro a música Wicked Game.
-Quem te disse que isto é Him? Chama-se Chris Isaak e é uma reinterpretação de um dos
maiores sucessos da Ágata. És uma ignorante.
-Sim claro. Já me esquecia que aqui o entendido em música fatela és tu!
-Presumo que fatela seja o equivalente ao rasca mas dito por uma betinha de cascais certo?
-Mas uma betinha muito bonita certo? Uma betinha que tu não te importavas nada de...
como é que vocês dizem mesmo? Ah já sei... Uma betinha boa para afiambrar. Vocês gajos são todos iguais.
-Cabreiros queres tu dizer?
-Cabreiros? Que é isso!
-Não sabes o que quer dizer cabreiro? O teu grau de betice atinge níveis inimagináveis.
-Continuo à espera...
-Bem ser cabreiro é possuir a fantástica arte do maçarro.
-Maçarro? Então? Estás a gozar com a minha cara certo?
-Presumo que não saibas o que quer dizer maçarro...
-Pois, devia?
-Claro que devias, como é que queres entender a profundidade dos diálogos nortenhos se nem sequer conheces o dialecto base? Gajas...
-I'm waiting...
-Ser maçarro é ser rude, desprovido de elegância, azeiteiro no pior sentido da palavra.
-Ah ainda bem que nos entendemos. Que música é essa que tens no mp3?
-Quê, não me digas que não conheces isto.
-Sim conheço sei a letra de cor,

-...Então seguirei meu coração, até o fim
Pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim, mesmo sem querer
Pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor (yeah)
Pra saber se é amor, se é amor...


-Então pah? A ouvir J Quest? Não tens vergonha. Musiquinha de senhora?
-Vocês gajas não estão sempre a dizer que nós gajos somos uns insensíveis? Pois então? Isto é só para ajudar a desenvolver o meu lado feminino.
-Por este andar ainda te vou ver a ouvir Tony Carreira.
-Não minha querida não sou assim tão perfeito. A minha personalidade molda-se, é verdade, mas há limites para tudo...
-É mesmo verdade?
-Verdade?
-Que eras capaz de magoar só para saber se é amor?
Ela ri-se com ar cúmplice.
-Claro que era. Ontem quando saíste ainda pensei em dar-te com a cadeira nas costas
Ela ri-se de uma maneira compulsivamente idiota.
-Pois. É a sorte que tenho. Ou cagam para a minha existência ou dão-me com cadeiras
e mobília diversa.
-Cagam para a tua existência. Em português existe a palavra indiferença. Hás-de experimentar usa-la.
-Olha que lata, fala o gajo que só diz caralhadas!
-Ora essa. Quanta revolta. Caralhadas? E isso são lá maneiras de falar? Logo tu
que até andaste nos escuteiros. Devias ter vergonha.
-Olha-me este gajo a gozar com a minha cara. Vou ter de aturar as bocas dos escuteiros durante a vida inteira?
-Ora essa claro que não... só enquanto eu for vivo.
-Foda-se que sorte a minha.
-Tens a certeza que desististe dos escuteiros? Eu acho que foste expulsa por síndroma de Tourette.
-Vou fazer de conta que não ouvi. Por falar em ouvir que merda é essa que tá a bombar nesse
teu mp3 maricas?

-...This is the way you left me
I'm not pretending
No hope, no love, no glory
No happy ending...


-Mika!? És gay! Só podes ser gay!
-Porquê tu não ouves Mika?
-Sim mas eu sou gaja.
-Ah claro, não tinha reparado!
-Isso é uma boca por ter as mamas pequenas?
-Não tenho nada contra as tuas mamas. Alias até as acho bastante interessantes. Se
as tuas mamas falassem acho que seriam bem mais educadas que tu.
-Olha mas que merda, tas com uma moral do caralho. Passas a vida a dizer merda e agora tás com umas fitas merdosas.
-Parabéns.
-Parbéns porquê?
-Atingiste um novo record de palavrões numa só frase.
-Irritas-me
-Eu sei. E é tão divertido não é?
-É...

2008/02/25

Saindo da gruta

Cova, lapa, furna. O que lhe queiram chamar. Para mim é somente um sítio escuro onde a gente se refugia sempre que precisa de momentos de maior intimidade. Ela também tem uma gruta só para ela. Visita-a mais vezes do que eu. Parece constantemente aluada, olha de uma forma evasiva, prolonga o olhar no vácuo por escassos segundos que acabam sempre com um gosto interminável. É bonita. Tem um sorriso parvo e olhar meigo. Não veste roupas parvas nem pinta a cara. É de um vulgar encantador. Tem um brilho característico, uma reflexo distinto da alma. Tem estatura mediana e o corpo revestido por uma matiz de claro castanho. Os cabelos brilham com uma intensidade alegre. Não sei se o tratamento tem origem em herbal essences mas o efeito é igualmente inebriante. A voz embebeda o mais rígido pensar. O mais básico cálculo mental torna-se num desafio hercúleo. Na sua presença o sistema nervoso é alvo de mini ataques, parece ser bombardeado por pequenos rebentamentos nucleares no centro de cada uma das células que o definem. Robustez, valentia, transformam-se a uma velocidade gelatinosa num tremendo feixe de nada. É extremamente irritante. Ao tentar expulsar o marasmo que o habita, refugiando-se nos seus mais secretos mundos, dá por si abrindo as portas cardíacas. No meio do pânico que se apoderou de todo o seu mecanismo humano ele sorri. De uma forma aparvalhadamente denunciada. Ela fita-o com olhos atentos, as sobrancelhas reflectem a certeza de que algo se passa. Rastreia as mãos trémulas e sorri. Finge-se despercebida, diverte-se com a vulnerabilidade declarada. O suor fino que rasteja sobre a pela nervosa denuncia o seu olhar atrapalhado. Farto do silêncio ensurdecedor que cada vez mais o amarrava a si mesmo ele lá acaba por proferir as primeiras palavras. Apesar do pensamento trémulo a voz fluiu com uma serenidade contraditória.
-Pões-me nervoso. Sinto-me como que se estivesse prestes a fazer um exame à próstata.
Ela ri-se, fita as suas mãos, já mais calmas dizendo
-Bem desde que me vejas como uma médica simpática, não vejo problema nenhum. Já agora, tens mesmo de imaginar um exame à próstata!?
Ele sorri, sente-se parvo.
-Pois, agora que já conheces as minhas fantasias sexuais já podemos ser verdadeiros amigos...
Ela dá uma gargalhada e olha-o de uma maneira extremamente divertida. A resposta que lhe dera tinha tanto de cómica como de evasiva.
-Confessa lá estás nervoso por minha causa!
-Não, achas? Só estou assim porque hoje é o meu primeiro dia nas aulas de ballet.
-Ah claro, ballet. Como é que não me lembrei disso. Logo tu que tens uma predilecção por danças.
-Estás a ver como tu me conheces?! O que era de mim sem ti?
-Bem talvez sem mim a tua t-shirt ainda estivesse seca.
-És convencida sabias?
-É assim que tratas quem te faz suar?
Ele riu-se do que ela acabara de dizer. Interpreta a palavra suar da forma mais lasciva possível. Apesar do seu subconsciente ser tudo menos libidinoso o carácter menos sério na conversa ajuda-o a serenar.
-Pois sim, suava minha querida. Nem sabes tu quanto.
-Claro que sei, suavas como um trolha ao sol. Tipo cantoneiro enquanto limpa as bordas da estrada.
-É bom saber que me vês como um trolha, de cerveja na mão. Já agora nesse teu edílico mundo eu também mando as típicas bocas?
-Não, no meu mundo tu és um mudo surdo que sua por todos os lados.
-Ah. Sempre tão querida. Se não fosse homossexual dava-te um beijo.
-Tu só não me dás um beijo porque eu te faço suar.
Ele estremesse por dentro, mas oculta o terror que sente com um riso enganador e mais uma saída insólita.
-Sabes muito bem que só suo porque o teu pai tem um talho e imagino-te constantemente de cutelo na mão a dizer quer lombo ou costeleta?
Ela ri-se compulsivamente, os olhos brilham e o sorriso espelha a alegria com um misto de desconcerto.
-Pois tinha-me esquecido das minhas origens. Estou a ver que nem o facto de estar a finalizar o curso de advocacia te faz esquecer a minha infância de carniceira.
-Nunca me vou esquecer dessa tua faceta. Não imaginas como és sexy de toucinho na mão.
Ela ri-se de novo. Ele finge ter falado sério. O frio, o nervo miudinho e o tremer generalizado tinha acabado por se dissipar por entre cada frase parva que tivera pronunciado até então.
Toca a campainha a aula chama-se ciências sociais.
Ela levanta-se deixando que os seus olhos se arrastem num movimento vagaroso. Ele permanece impávido imaginando esta despedida breve em forma de ósculo estrelar...

2008/02/24

In the wind...




How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
How many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

How many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas
How many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
How many times can a man turn his head,
Pretend that he just doesn't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Bob Dylan

2008/02/19

Caseirices...

Ficam aqui algumas fotos das aventuras alucinantes que se praticam na casa Fernandes.
A primeira fase da missão: A base das pizzas.



Fase dois: A parte em que a gente dá cabo delas.

A missão seguinte chama-se:
Assado de Domingo, a pior das missões


Missão Pãozinho da Mãe:



Atenção. Estas missões foram feitas por pessoal especializado. Gente que pratica durante anos a fio. Os treinos são duros e somente ao alcance de uma elite. Be aware, this is not kid stuff.
Fica aqui a cara da minha irmã quando se lembra do assado da mamã:

2008/02/18

A verdadeira febra...

Lady Orbita


Brevemente com mais duas companhias...
:D

2008/02/11

Passeio de domingo

Ela costuma olha para o tom tom de uma maneira um bocado aparvalhada. Fixa o pequeno monitor e parece tentar antecipar as viragens do boneco. Não faria mais sentido ela olhar para mim? Afinal de contas sou eu quem vai a conduzir. Às vezes rio-me do olhar parvo dela. Quase sempre sabe que a estou a observar. Faz de conta, espera pacientemente que eu desista de olhar para ela. A maior parte das vezes consegue. Mas quando desiste da pose despercebida fica com um sorriso estúpido. Aquela alegria de puto a quem roubaram o carrinho de brincar (se calhar deveria comparar com a barbie e ken). Os passeiso de domingo são incrivelmente originais. O carro é conduzido à vez e a missão consiste em surpreender o outro. Confesso que a maior parte das vezes me surpreendo a mim mesmo. O poder da aleatoriedade é verdadeiramente fascinante. Acabamos sempre por descobrir cenários novos. De todo o tipo. Cenários edílicos, pinturas de pobreza extrema, áreas de pura luxúria, o extremo do banal, enfim é tudo diferente. As coisas são sempre diferentes. Se passarmos cem vezes pela mesma rua iremos ver cem novos pormenores. O verdadeiro segredo consiste em andar desperto. É importante mantermos uma filosofia relaxada. Os nossos passeios de domingo são os nossos momentos Zen. Não quero com isto dizer que passemos este dia numa pasmaceira constante. Muito pelo contrário. A maior parte das vezes gozamos com a cara um do outro. A brincadeira só para quando um de nós se lembra de usar a lei da força para acalmar os ânimos. As conversas parecem não ter fim. O culminar de um assunto acaba sempre por criar dez novos temas de conversa. Há quem diga que isto é a definição de alma gémea. Eu discordo. O conceito gémeo é estupidamente redutor. O verdadeiro interesse está na diferença, A heterogeneidade que nos complementa, alimenta e deixa felizes. Quando penso nos nossos pontos em comum não vejo nada que se destaque, nada suficientemente notório que me faça dizer, realmente esta gaja é exactamente como eu. Ainda bem que é assim. Tenho tanto para descobrir (defeitos principalmente). Isso deixa-me feliz. É bom saber que o acordar de amanhã será diferente do deitar de hoje. A nossa vida é uma viagem, passeio este que se torna muito mais colorido quando acompanhado por pessoas vivas e radiantes. Onde ia eu? Ah sim o passeio de Domingo. Não é que a gente passe a semana inteira à espera do Domingo (isto seria muito triste) mas este dia é diferente. Não sei se por termos o tempo inteiramente ao nosso dispor, se pela tranquilidade generalizada tipica de fim de semana, se por um outro motivo qualquer mas a verdade é que é diferente. Muito diferente. Hoje é um dia diferente, é quarta feira. Mas para nós foi um autêntico dia de Domingo. Ela não teve aulas e o meu chefe deu-me o dia para tratar da queda que tive ontem. Passei o dia dentro de casa, alternando sofá com mesa de almoço. Ela foi à piscina de manhã. Eu limitei-me a ver a chuva cair. Na televisão passava algo puramente desinteressante, eu olhava para a o ecrãn fixando a mente no movimento dos pássaros. Acordo e dou de caras com o Claudio Ramos acompanhado das suas estúpidas verborreias. Apago a televisão. Levanto-me com algum custo e dirijo-me à janela que lacrimeja finas tiras de água. O dia é feio e escuro, na escuridão eu vejo o sol e na intrínseca cor brutesca eu imagino as braçadas que dás na piscina. Pelas horas deves estar mesmo para acabar o treino. O que eu dava para estar dentro de água. Em vez disso puxo pela imaginação. Desligo os sentidos e fixo a minha atenção unicamente no monótono som da chuva. A porta abre-se e tu apareces com os cabelos molhados, as maçãs do rosto com um vermelho vivo e um sorriso radiante. Eu olho meio que envergonhado e mostro o petisco que tivera preparado. A comida estava um ranço, esqueço-me sempre do sal. Felizmente a tua fome era maior que a minha falta de jeito para a cozinha. A refeição foi um suceder de caretas com risos compulsivos. Às três da tarde estavamos os dois a lanchar, na verdade este foi o verdadeiro almoço. Desta vez não houve caretas, só risos parvos....

Regresso à infância

2008/02/09

Dia de carnaval


Momentos

Uma imagem preta numa noite muito luminosa.
Ehehe

2008/02/08

It's a kind of magic...

Eu ja comprei

Acho que vou tomar banho num instante...

Mais um cão lá em casa...


este chama-se alpha...

2008/02/07

Poemas de casa de banho

Algumas gravuras que achei interessantes, não me perguntem o que estava a fazer porque o assunto era uma "merda"

A diferença entre cagar e levar no cu é meramente vectorial
Newton

Não escrevam nas portas da casa de banho.


Pedra, vuraco, ... -->És de vijéu??

A inscição na pedra

São menos de 200 páginas, pequenas páginas devo dizer. Daniel Hillis é um cientista norte americano que ficou famoso por ter inventado o computador mais rápido do mundo. Não conhecia nada deste traste até há alguns dias. Num daqueles normais deambulares pela Bertrand encontrei um livro muito pequenino, este livro


normalmente os livros de pequena dimensão chamam-me à atenção. Se os autores escrevem algo que cabe em poucas páginas é porque em princípio o conteudo deve estar bem condensado e não há tempo para viagens filosóficas muito chatas. Este livro não é sobre geologia, é sobre computadores. Em 192 páginas Hillis consegue cobrir toda a computação de uma maneira quase infantil. Quase todos nós já ouvimos a frase célebre de que o computador funciona com 0's e 1's, mas se perguntar-mos às pessoas como é que 0's e 1's são capazes de efectuar cálculos e servir a base de todos os complexos sistemas informáticos aí as respostas não serão tão fáceis. Uma das mais engraçadas reveladoras e interessantes histórias que se pode ver descrita neste pequeno manual é a programação do jogo do galo feita numa maquina mecanica com paus e fios que se encontra actualmente no museu da ciência do MIT.
Quando a gente assiste a uma cadeira no ensino superior é muitas vezes confrontado com equações, teoremas e respectivas demonstrações e é incrível como no meio disto tudo se esquece por completo a ciência. Na inscrição de Hillis somos presenteados com ciência no seu estado mais puro, é-nos dado a conhecer as ideias por detrás dos teoremas. As brincadeiras que justificam demonstrações tudo sob uma linguagem universal. A da imaginação...

2008/02/05

Lutas ao vento...

-Onde foste ontem?
-Não sei, acho que não fui a lado nenhum, no entanto não me recordo de ter parado um momento que fosse.
-Mas então e por onde andaste?
-Andei a correr atrás de mim, com medo de ser apanhado.

Ficaram os dois com cara de parvos a admirar o semblante risonho que ambos espelhavam na cara. As maças do rosto muito vivas, o sangue parecia correr colérico nas veias, ao mesmo tempo que os olhares eram serenos, cheios de paz. Acho que a palavra é sossego. Conceito raro neste apressado mundo em que vivemos. As pessoas que passavam ao longe mostravam uma nítida pressa, um nervo miudinho que as consome. Pobres almas, esqueceram o que é viver e jogam a vida num corridinho constante. Fazem-me lembrar a figura ridícula que um boi faz quando tenta apanhar a sua própria cauda. Eles escolheram manter o mundo à parte. Decidiram um dia que iriam empurrar todo o stress do quotidiano para longe deles. Escolheram olhar a felicidade mais de perto. Ele repousa deitado sobre o frio do cimento e olha o céu com esperança no olhar. Não sabe o que vai ser o futuro, mas isso também não interessa, está mais preocupado em congelar o tempo no presente em que se encontra. Conta as nuvéns e deixa que o vento lhe beije os cabelos. Sorri. Ela brinca com uma flor e murmura bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer... ele ouve o murmúrio diz em voz baixa, mal te quer, mal te quer... Ela atira a flor para longe e deixa que o seu olhar se fixe no arrastar das folhas pelo chão. O vento dá sinal de si e ouve-se um assobio baixo, ela vira-se de frente para a corrente e deixa que o vento a abrace. Sorri e inicia um cantico qualquer. Provavelmente a última música que ouviu no leitor de mp3. Ele fecha os olhos e tenta respirar a voz melodiosa enquanto ouve o som do silêncio. De repente cansa-se e levanta-se, ele olha para os cabelos que esvoaçam e dirigi-se devagar para trás de um muro vizinho. A música acaba e ela abre os olhos. A expressão muda. O ar sereno transforma-se num sorriso maroto. Dá duas voltas sobre si mesma e desata a rir. Para onde foste desta vez meu palhaço? Fez-se silêncio. Ela voltou. Sabes? Tou muito melhor sozinha. Antes só do que mal acompanhada... Seu gay! Ele ri-se e denuncia a sua posição! Ela dirige-se silênciosamente para o local onde lhe pareceu ter surgido o som Sabes uma coisa? És muito mau a jogar às escondidas!. Ele supreende-a por trás gajas, vê-se logo que não entendem nada de estratégia militar. Sorriem de um modo deliberadamente parvo, ele porque adora que as partidas que engendra tenham sucesso e ela porque detesta fazer figura de parva mas não gosta de dar o braço a torcer.
-Saiste-me cá um artolas!
-Oh tadinha, vai fazer beicinho?
-Não, achas? Mais depressa te dava um murro no focinho.
-Oh não eras capaz. Não agora que acabaste de “tratar” das unhas.
-Tens razão um pontapé na cara se calhar era melhor ideia.
Ele ri-se, ela dá-lhe um beijo.
-Então? Mas que tipo de luta é esta? Jujitzu?
-Não é judo, eu sempre gostei de agarrar!
Ela ri-se e agarra-o com força.
-Olha lá não me rasgues o “kimono” que eu não tenho aqui segundo equipamento e a casa ainda fica longe.
-Ah não te preocupes a gente não precisa de equipamento para lutar. Gosto do conceito luta corpo a corpo no sentido literal da coisa ...

2008/02/03

Ensopado de nabiças

Poeira no ar, cinza no ar, fumo e uma cenário desagradável em demasia. A primeira coisa que passou pela cabeça foi, se fosse um cozinheiro diria que o dia hoje começou com uma manhã em forma de salada russa, a tarde um autêntico ensopado de nabiças e a noite está-se a revelar uma fantástica roupa velha. Os incêndios são uma praga terrível. De todas as catástrofes que me invadem a mente os bailaricos de chamas que invadem as matas são aquelas que mais me chateiam. Há uma extensa gama de pesadelos naturais. Lembro-me por exemplo dos sismos. Não entendo porque consideram os tremores de terra uma catástrofe. Um sismo não é nada mais nada menos que o nosso querido planeta terra num arrotar a alho, é como que um peidinho. Não podemos censurar a mãe natureza de fazer uso das suas necessidades biológicas. Mais, é sabido que anda por aí muito empreiteiro a desrespeitar muita da regulamentação e leis de construção civil. Quanto mafarrico armado em esperto não se dedica à contrução de edifícios com metade do cimento e o dobro da areia? O nosso amigo sismo é um identificador de mafarricos. Os gajos fazem construções javardas e o sismo que tem um google mafarrico, mais conhecido por googlerrico, um poderoso motor de busca de mafarricos, detecta uma certa percentagem de construções mafarricas levanta-se do seu enorme trono e manda as casotas todas a baixo. Parece-me justo. Na verdade o nosso amigo sismo havia de nos visitar mais vezes. Ainda no tema catástrofes naturais podemos encontrar aquilo que muitos chamam por cheias. Na minha opinião as cheias são tudo menos catástrofes naturais. No que respeita a água acredito que mais nunca é demais. (tirando obviamente no dia de carnaval do rio de janeiro. Aí realmente não convém nada que chova, queremos é calor. Hum.. que rico carnaval) As cheias (assim como as bundas brasileiras) são dos mais valiosos bens que temos ao nosso dispor. Quantas vezes a gente quer passear numa tarde de domingo e não consegue parar em lado nenhum porque não há estacionamento disponível? Quando há cheias não há nada disto. Não há carro que fiquei mais de dez minutos no mesmo sito. Melhor ainda, temos a fantástica oportunidade de experimentar o barco de borracha sem ser preciso andar quilometros até ao rio ou mar. Já que se falou em cheias e sismos não podia deixar de falar dos furacões. Este é mais um exemplo que não entendo. O pessoal considera os furacões uma tragédia natural. Como é possível.? Tragédia natural é ligar a televisão e dar de caras com o Claudio Ramos (foda-se até me custa dizer o nome) . Ventos agrestes são aqueles emanados pela boca de coisas como aquela estrutura estranha designada vulgarmente por Castelo Branco. Isto sim são tragédias naturais. Um furacão não passa de um fogo de artifício de baixo orçamento mas de muito maior impacto. Repare-se que o fogo de artifício se resume ao atirar de coisas ao ar que causam alto impacto visual e sonoro. Ora num furacão temos exactamente o mesmo princípio. Em vez de termos foguetes a voar temos carros, telhados de casas galinheiros e gente surda que não pela visita do nosso amigo. Na verdade um furacão não passa de um espetáculo gratuito que a nossa mãe natureza nos concede. Quantos de nós não fomos a concertos de metal? Para mim é mais prejudicial assistir a um concerto de Slipknot do que à dança do Katrina. As pessoas queixam-se com o governo pelo fecho das maternidades, apontam o desemprego como factor preocupante na sociedade em que vivemos mas esquecem todo o dinheiro gasto no carnaval da madeira. Custa alguma coisa encomendar um furacão e uma tempestade para fazerem uma visita ao Alberto João? Em vez de ver o Alberto num carro, todo fantasiado e rodeado de gajas boas a abanar o cu, em volta dele tinhamos um cenário muito mais eloquente, um verdadeiro hino a César. Já imaginaram o grandioso espetáculo que seria ver o Alberto João a voar no meio do furacão vestido de Maria Amélia e a gritar ai maezinha anda-me tirar daqui. Depois de aterrar no meio de um campo de milho tinha ainda os trovões a comerem-lhe no cu.
Sismos, terramotos, tempestades é tudo malta amiga...

2008/02/02

Araújo o grande...

É sabida a existência de muito aspirante a comediante. Muitos de nós, no nosso dia a dia sacamos daquelas piadolas de bolso para animar a malta. É bom rir, é verdade. Uns riem porque sim, outros riem porque não sabem fazer outra coisa. Há quem ri na casa de banho ou quando o professor vira costas. Rir assim como quase tudo o resto no mundo tem uma certa arte associada, mas em geral não é dificil rir, no fundo basta querer. Acima do rir porque sim, muito para além das piadas fúteis acerca dos mais banais temas encontramos a fantástica arte satírica. Uma forma muito peculiar de humor, o expoente máximo resultante do casamento perfeito entre a crítica voraz e o humor inteligente. Neste campo só me vem à cabeça um senhor. O mestre Araújo. Esta é a sua mais recente obra prima.
Mais do que um estado de alegria, o humor pode (e na minha opinião deve) ser a mais eficiente maneira de criticar, expor injustiças, e de abrir os olhos de muita gente.



P.S -- Quem nao achar piada tem sempre os malucos do riso na sua nobre missão:
Entorpecimento da alma é poder!

2008/01/31

Messenger Unplugged

O contacto desconhecido do msn continua a surpreender todos os cibernautas com frases como esta

é agora é só tomando skol brahma..e vivendo feliz..tatianaa te amo amoreee..


Qual será a frase romântica de amanhã?


  • Se acha que amanhã irá ser uma musica de Tony (abandona)Carreira vote 1


  • Se acha que amanhã irá recitar um poema de Cláudio Ramos vote 2


  • Se acha que vai ser internado de urgencia marque 3


  • Se se encontra a vomitar, extremamente mal disposto, com cólicas e branco na cara face ao ataque que esta frase lhe causou não vote, dirija-se antes ao hospital mais próximo

2008/01/28

Google...

Já toda a gente conhece o profissionalismo da google. Mas hoje estes senhores esmeraram-se...


Uma pizz(?)a bem grande...

Eu já sabia que esta menina gostava de pizsas, mas é sempre bom ter-mos a certeza...

O que é preciso é merda...

Tinha eu feito um post a algum tempo atrás sobre a problemática do palavrão e recentemente descobri (mostrou-me a minha irmã) que não sou o único a achar o palavrão uma diferente forma de arte.

Será google um deus?

http://www.thechurchofgoogle.org/Scripture/Proof_Google_Is_God.html

2008/01/26

With Oden On Our Side

Uma das melhores musicas do ultimo album dos Amon Amarth.

Um comentário para eu...

Olá, hoje venho-vos falar de coisas. Normalmente falo muito, digo pouco e na generalidade acabo sempre por me esquecer das coisas. Que coisas? Muitas, longas, compridas, feias bonitas de todos os feitios. Fui claro? Pronto agora que já captei a vossa atenção com este mergulho pelo mundo do senil já posso passar ao que me fez escrever hoje. O motivo pelo qual assento a minha tão bela e harmoniosa peida num igualmente sumptuoso assento digno da minha pessoa são simplesmente comentários. Mas não se precipitem, não julguem já este tema é por demais desinteressante, leiam tudo e concluam isso somente no final. Eu gosto de ler comentários. Muitas vezes mais do que certos posts em si. Só não gosto de uma pequena parte de comentários, aqueles que começam da seguinte maneira:
  • Eu também...
  • Ah isso fez-me lembrar uma cena que eu...
  • Por falar nisso eu...
  • Agora fizeste-me lembrar uma expêriencia minha..
Poderia-se continuar, mas acho que já dá para ver o que ME irrita neste tipo de comentários. É que há gente que não utiliza outro tipo de frase. O eu tem que estar sempre presente. Eu gostava só de lembrar a estas personas o seguinte, existe mundo para além do planeta EU. Sei que é complicado nesta altura do campeonato tomar consciência de tal realidade, mas meus amigos vocês vão ver que no dia que tiverem a capacidade de olhar verdadeiramente ao espelho vão tomar consciência de que a gente na realidade não quer saber do vosso EU. O EU é pequenino, é egocêntrico, é idiota e desprovido de qualquer interesse. Invoquem o EU quando estiverem sozinhos no quarto a olhar pro espelho enquanto perguntam ciclicamente, será que eu me amo como devia? será que não me estou a ser infiel? Eu imagino o dia em que o mundo se encontra possuído pelo reino do eu, presidido pelo Rei Primeira Pessoa do Singular. As ruas seriam revestias de espelhos para que todos se podessem ver e alimentar a crença de que são belos, joviais. Os cumprimentos passariam a tomar a seguinte forma, espelho meu haverá no mundo alguém mais belo, inteligente, fixe, cool, potente, do que eu, eu, eu...olá meu caro amigo, sabe como tenho andado ou quer que lhe ponha a par do que me tem acontecido ao que o comparsa responderia com um ah meu caro, muito me apraz saber que está bem, mas sabe infelizmente não tenho tempo para o ouvir estou de momento numa profunda reflexão sobre mim mesmo, tornando o outro, ah que chatice, é uma pena você não ficar a par das minhas ultimas novidades, mas não se preocupe, amigos são amigos, envio-lhe um relatório completo por email. Não era tão mais belo o mundo pintado desta maneira?
Façam um favor à humanidade e prossigam nesta luta colectiva do individual. O mundo assim tem outra cor... A cor que eu quiser.

2008/01/20

Insólitos messenger...

to gostando de vc di verdade.. oq eu to sintindo por vc é real não é mentiraaaa..tiquero...({)(})(L) TE GOSTO DE - MONIQUE(L)....


A pergunta que se faz é:

Se gostas da miuda porque escreves disto??

Feiticeiro caracol...

Hoje chove. Não como nos restantes dias, neste a água parece querer furar o chão. Cai com uma força incrível, bate no passeio como a querer-se vingar na sua existência. Faz frio, é um daqueles dias em que a gente acorda e vê tudo branco coberto de geada, infelizmente aqui não há. Na minha terra natal, a estas horas está tudo como que coberto de neve. Adoro a sensação de estar deitado na cama e sentir o abraço dos cobertores, o apoio materno da almofada. Fecho os olhos e imagino-me um caracol. Encolho-me o mais que possa e tento esconder-me do mundo. Aqui neste quarto nu, dentro destas quatro paredes eu sou único. Mais ninguém é caracol como eu. A sensação de conforto aumenta a cada gota que bate na janela. Sempre que ouço um assobio do vento arrepia-se-me a pele e fico mais sensivel ao calor febril que me envolve. Nestas alturas adoro dormir sozinho e não ter de partilhar o meu casulo de caracol com mais ninguém. Não tenho despertador e na verdade não sei o que é pior, se ter uma maquina a ditar o nosso levantar se o facto de ser-mos nós a fazê-lo. Enquanto se fazem horas a chuva vai moderando de intensidade e eu vou despertando. A sensação é sempre a mesma, uma tranquilidade, relaxamento que apazigua. Eu gosto. Levanto-me e dirijo-me para a janela, o céu está cinzento triste, o sol não se vê. Ao longo das compridas ruas pessoas andam apressadamente, tolhidas, tentando evitar o mais que possam a chuva que os persegue. Dá-me vontade de ir para a cama. Quero ser de novo caracol. Tomo um banho relaxante, limpo toda sujidade nocturna e preparo para me transformar em feiticeiro. Visto a roupa habitual e escondo-me debaixo da volumosa casaca. Saio de casa e percorro o trajecto do costume até ao meu local de trabalho. Enquanto a chuva me bate na cara eu torno-me invisível. Olho para as pessoas e imagino como seria passar pelo meio delas. Um enorme prédio faz-me percorrer o dobro da distância. Como seria se eu pudesse atravessar pelas paredes da enorme massa cinzenta? Ao passar a primeira fila de cimento dou de caras com um casal vestindo-se apressadamente anda, vamos, dentro em breve chega o teu marido, aproveito a situação e aplico um dos meus poderes mágicos ao infiel da zona, teve diarreia o resto do dia. Para lá do segundo bloco de tijolos encontrei uma menina pequena a preparar-se para as aulas. Estava a preparar o lanche da manha e acabava apressadamente alguns dos trabalhos que fora encarregada de fazer. É hora de aplicar a minha segunda magia, está um dia horrivel para esta menina sair de casa, faço o telefone tocar, a menina atende e ouve olá fala de casa da dona Conceição? -Sim, quem é? -É da escola primária, era para avisar que hoje não há aulas a menina sorri, atira com os cadernos para o chão e volta para a cama. Ela ao menos pode ser caracol. Sigo em frente, cada vez mais adoro fazer feitiços. No apartamento seguinte tenho um quarto vazio é de um estudante universitário concerteza. Dormiu fora. Das duas uma, ou lhe calhou a sorte grande e agora está com a sua caracoleta a fazer caracoizinhos ou então está a fazer de roupa velha, bébedo e enxarcado encostado nalguma valeta suja. Pela arrumação do quarto está a fazer caracóis. Que feitiço hei-de aplicar aqui? Nesta altura lembro-me do que é chegar a casa depois de uma noite atribulada. O que a gente dá por um bom banho, e uma cama quente? Este rapaz tinha deixado a janela aberta e o quarto estava uma bagunça. Assim não fica difícil saber o que fazer. Num ápice toda a água desaparece, a temperatura aumenta e a porta abre-se foda-se que saudades que eu tinha da minha cama... Aahhhhhh... Bons sonhos. Acabo de atravessar todo o prédio e chego finalmente ao meu destino. Deixo o feiticeiro de lado e volto à normalidade. O que serei amanhã?