2008/03/13

Piropos à trolha.... Para que a arte nao caia em desgraça...

Piropos de Trolha:

> 1. Com um cu desses estás convidada para cagar em minha casa!
> 2. A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu!
> 3. Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
> 4. Tens um cu que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!
> 5. Oh boa, com um cú desses deves cagar bombons!
> 6. És como um helicóptero: gira e boa!
> 7. Um dia pensei levar-te no meu coração.Mas depois topei que era muita
> areia para o meu camião...
> 8. Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!
> 9. Que belas pernas! A que horas abrem?
> 10. Ó Fevera! Junta-te aqui à brasa!
> 11. Ó joia! Anda aqui ao ourives.
> 12. Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...
> 13. Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu
> quarto...
> 14. Acreditas em amor à primeira vista; ou tenho que passar por aqui mais
> uma vez?
> 15. Contigo filha, era até ao osso!
> 16. Quem me dera que fosses um frango para te pôr um pau no cú e fazer-te
> suar...
> 17. Quem me dera que fosses um carrossel para te montar o dia todo por 100
> paus...
> 18. Não és nada má! Já tive pior e a pagar!
> 19. Oh boa! Aposto que hoje é o teu dia de anos... Não queres vir cá
> soprar
> na vela?
> 20. Oh boa! Até te fazia um vestidinho de saliva!
> 21. Quem me dera ser um barco pirata para ir descobrir o teu tesouro!
> 22. Andas na tropa?!... É QUE JÁ MARCHAVAS!
> 23. Sobe aqui ao andaime, que eu já estou com ele montado!
> 24. Ó filha anda cá que o pai unta-te!
> 25. Tanta carne e eu em jejum...
> 26. Gorda como estás vê-se logo que nao suas muito...
> 27. Se o teu cu fosse uma torrada tinha de barrar a manteiga com um remo!
> 28. Contigo... era até achar petróleo!
> 29. És católica?... É que tens umas mamas, valha-me Deus!
> 30. Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos d o
> Scwarzenegger, mas a lamber sou uma Lassie...
> 31. Se é verdade que somos o que comemos, eu amanhã podia ser tu!
> 32. Come to me, que eu como-te a ti...
> 33. Com uma montra dessas... imagino como é que é o armazém!
> 34. Olha, queres ir lá a casa para ouvir música? Se depois não gostares da
música, podes vestir-te e ir embora !!
< 55(aurora) - com uma bilha dessas, até eu ia à fonte!

(É para tirares umas ideias ;)

Seu maconheiro... seu merda...

2008/03/12

2008/03/08

Dia do insólito

Se eu pudesse escolher como ser perseguído, escolhia ser alvo de uma obsessão sexual de uma rapariga fogosa de 20, 22 anos, talvez morena de cabelos loiros encaracolados. Infelizmente não posso. Chatice. Em contrapartida tenho sido alvo de uma perseguição constante por parte do senhor insólito. É verdade. A situação estranha insiste em palmilhar o terreno por onde passo. Sou uma pessoa normal como muitas outras. Quem me conhece sabe que não sou dotado de poderes paranormais nem sou capaz de prever o destino num período de dois minutos (ver o filme Next) no entanto a frequência com que me vejo no meio de cenários astronomicamente parvos é somente igualada pela futilidade das novelas da tvi. Encontro-me na estação de autocarros do Porto, na Paços Manuel. Para quem não tá a ver é aquela javardice perto do restaurante Abadia, ora cá está um restaurante com um belo nome, só pelo nome já dá para imaginar o cenário. Um bando de gordos a regojizar o almoço de duas horas à base de fritos e diversa cozinha do tipo engorda. À entrada um drogado mendiga moedas com um olho fechado e o outro em regresso de uma viagem recente. Ao fundo da estrada encontramos dois funcionários de estacionamento a operar sobre viaturas de alta cilindrada. Enfim, um cenário acolhedor. Saco do telemóvel e reparo que a minha mãe me tentara telefonar, dirijo-me naturalmente à cabine telefónica que se encontra dentro da estação, insiro duas moedas, perfazendo um total de 40 cêntimos, (a vida tá cara) e reparo que o aparelho mecânico electrónico não está com vontade de proceder ao seu funcionamento habitual. Sou de uma maneira habilidosa e educada roubado pela PT. Como sou uma pessoa normal não acho grande piada ao facto de ser assaltado de uma forma tão flagrante como esta. É incrível as vezes que estas máquinas não funcionam, a mim parece-me muito conveniente. É estranho ela não fazer como aquelas maquinas de casino e dar um valente jackpot. Já que tem a fantástica capacidade de se enganar podia tirar férias e converter o engano em favor do cidadão. Mas não, coitadinha da máquina. Volta e meia este aparelho de furto especializado lembra-se e desencadeia a táctica mensal de colecta de fundos. Depois não admira que a PT venha com anúncios fantásticos na TV. Dirijo-me ao funcionário da Rodonorte e peço-lhe muito educadamente que coloque um aviso na máquina para que a colecta de fundos desta semana não seja de grandes lucros para a PT. A resposta foi simples e efectiva, a maquina é da PT não é nossa, não somos nós que temos de por avisos. Deu a resposta e riu-se como se estivesse a falar com alguém possuidor de uma doença mental limitadora do arquitectar de raciocínios de índole básica. Eu com toda a tranquilidade de quem acabara de ser roubado retribuo o sorriso com um seco, pois claro não é vossa, assim como o dinheiro também não é vosso... ele fica a olhar pra mim. Curioso nesta altura já não se riu. Balbuciou umas quaisquer palavras de uma maneira rude às quais eu respondi com um cínico sorriso. Nesta altura entendi o ditado quem ri por ultimo ri melhor. Eu gostava de saber os paradigmas segundo os quais são efectuados os cálculos mentais destas aves de rapina. Se eu estivesse a cagar em cima da cabine telefónica será que ele me iria dizer alguma coisa? Ou será que iria sorrir e dizer olhe se precisar de papel pra limpar o cu é na segunda à direita.? E se eu me peidasse ao passar por ele e lhe dissesse de uma maneira educadamente cínica, ah este arroz de marisco deixa-me o cu que nem uma sapateira... Depois sorria acrescentando o que vale é que o ar é de todos... Que é que ele dizia?
Sentei-me na esperança de momentos mais sossegados e um pouco mais sanes. Pouco depois reparei que tinha pedido demais. Uma velhota falava na minha direcção, gesticulava com uma maneira particularmente serena, sorria de uma maneira assíncrona e tornava-se verdadeiramente assustadora quando intercalava os sorrisos com silêncios espaçados e alterações de humor abruptas. Eu aproveitei os headphones, o leitor de mp3 e decidi aumentar o volume até não ouvir quaisquer vestígios de palavras loucas. Seria agora que o sossego iria chegar? Pois está claro que não. Um fiscal de rua (aka drogado) veio ter comigo inquirindo sobre possibilidade de ser presenteado com uma moedinha. Dirigi-se nos seguintes modos, pxi ou? Tás a oubir? Eu olho para ele e rosno um mal disposto sim? Ele olha com olhar vago e diz arranja-me uma moeda! Eu ainda fiquei em dúvida se ele estava a gozar, mas pouco depois reparei que ele estava mesmo a dar ordens. Eu não aguentei e respondi-lhe no meio de uma risada parva e sonora, pois tá claro! Ele ficou meio alucinado a olhar pra mim e voltou com um então a moeda? Eu olhei para ele sem dizer nada e esperei que ele continuasse a vida dele. Ele virou o olhar, agiu como se nada fosse voltando-se pra velhota que me vizinhava dizendo. Arranja-me uma moedinha? Eu ri-me. Afinal o gajo aprende rápido. Afinal havia mesmo de lhe ter dado a moeda, o rapaz merecia. Quanto mais não seja pela lição de funcionamento da psique humana. Sagacidade a esta gente não falta. E se não estou enganado as moedas também não devem ser assim tão escassas...
Acho que por hoje é tudo.

Lords da dança





:D

2008/03/07

Under the Gun -- The Killers :D

She's got her halo and wings
Hidden under his eyes
But she's an angel for sure
She just can't stop telling lies
But it's too late for his love
Already caught in a trap
His angel's kiss was a joke
And she is not coming back

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now

Yeah she's got a criminal mind
He's got a reason to pray
His life is under the gun
He's got to hold every day

Now he just wants to wake up
Yeah, just to prove it's a dream
Cause she's an angel for sure
But that remains to be seen

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now

Stupid on the streets of London
James Dean in the rain
Without her it's not the same
but it's alright

Because heaven sends and heaven takes
Crashing cars in his brain
Keep him tied up to a dream
And only she can set him free
And then he says to me

Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Kill me now, kill me now, kill me now, kill me now
Again and again

2008/03/05

Sinos, detestas sinos...



Sinos? Ela nunca gostou de sinos. Não tolera nada daquilo que estas pequenas peças de corpo metálico representam. Vê no ecoar severo uma rotina autoritária, um chamamento obrigatório. Ela sempre foi uma amante da imprevisibilidade. Abraçou desde cedo peito alegre do desconhecido. Foi sempre fiel a si mesma. Possui um terno sorriso, um falar dinâmico, parece que para ela é sempre sexta feira, fala com uma alegria contagiante e não hesita um momento para reflectir nos mundos paralelos do que poderia ou não deixar de ser. Tem mãos harmoniosas, talhadas de um castanho escuro lavado. Espelha no andar a determinação e força de espírito que a caracteriza. À falta de melhores adjectivos posso dizer que ela é diferente. Ostenta em si uma luz que esconde um pequeno mas definido brilho. Os olhos confundem-se com a banalidade do amanhecer, mas tem a ternura de um fim de tarde solareiro. É teimosa como uma criança birrenta. Às vezes consegue ser um bocado irritante e chata, mas é-o sempre com uma elegância e naturalidade que a torna encantadora. Acima de tudo é feliz. Partilha com amigos e o mundo em geral aquilo que mais lhe aquece a alma e tem por hábito sorrir com os olhos. Não respeita a falsa virtude da linguagem e liberta as emoções na vulgaridade do calão. À primeira vista ficamos com impressão de se tratar de alguém com má formação, com o passar do tempo reparamos que toda a agressividade, rudeza presente nas palavras que respira não são mais que uma forma de gritar com o mundo. Não é um ser revoltado, mas a sua intempestividade é mais que visivel. Vive rodeada de amigos, raramente se encontra sozinha e quando isso acontece refugia-se na companhia fiel do leitor de mp3. Ao falar a curta distância posso reparar no seu cheiro reconfortante, é uma fragrância que desconheço e não consigo descrever com grande exactidão, é um odor de razoabilidade, desperta no olfato uma sensação harmoniosamente agradável, é um cheiro incisivo. Tem a pele macia, de um agradável toque. O sorriso é um hino à geometria, parece respeitar todas as regras de simetria, os dentes de marfim alegram o mais cabisbaixo transeunte. É de uma bondade impressionante, não hesista em estender o braço. É desconfiada e exagera na quantidade de perguntas quando se perde em algum assunto. Os lábios preenchem um perfeito gradiente entre o castanho da pele e o rosa da parte interna da boca. Tem uma lingua lasciva e utiliza-a frequentemente em sinal de provocação. Mas não gosta de sinos, não gosta da previsibilidade nem acredita no destino. No entanto acredita no para sempre, acredita na existência de um testo para cada panela e a cima de tudo acredita em mim e limita-se a sorrir de forma aparvalhada ao meu olhar perdidamente fixo. Já disse que não gosta de sinos, nem da previsibilidade? Não gosta da musicalidade clerical, mas gosta de mim...

2008/02/29

Hino aos Trolhas

Frases, expressões manifestações de amor diversas. Todo o sentimentalismo, romantismo calor da fêvera proveniente do mundo dos andaimes...

"Ohh jeitosa.. tens ums olhilnhos.. que que.... fodia-te esse cu todo"

"Pxi ó boa, anda subir aqui ao andaime que já tou com ele montado..."

"Mulher não vale nada, até o pobre tem uma.."

"Para evitar filhos, fode com a cunhada - só nascem sobrinhos."

"Mulher é igual a pão de forma: Quadrada, casca dura, miolo mole e se não comer logo, mofa."

"Nem todas mulheres se realizam no fogão. Muitas só encontram a felicidade no tanque."

Este post surgiu de uma conversa profunda, tipica de casa de banho com, o excelentissimo Maurício...
Obrigado rapaz. O que era de mim sem ti...

2008/02/28

A nossa musicalidade

O dia estava revestido de um cinza triste. O sol parecia ter-se zangado com os mortais para se vingar decidiu não aparecer naquele dia. Quando os dias se vestem com uma roupa triste, como era caso, a única solução passa pela aplicação de maquilhagem musical. O mp3 é sempre uma aprazível solução...

No, I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
No, I don't wanna fall in love (This world is only gonna break your heart)
With you


-Olha olha. Não me acredito que também ouves Him. Adoro a música Wicked Game.
-Quem te disse que isto é Him? Chama-se Chris Isaak e é uma reinterpretação de um dos
maiores sucessos da Ágata. És uma ignorante.
-Sim claro. Já me esquecia que aqui o entendido em música fatela és tu!
-Presumo que fatela seja o equivalente ao rasca mas dito por uma betinha de cascais certo?
-Mas uma betinha muito bonita certo? Uma betinha que tu não te importavas nada de...
como é que vocês dizem mesmo? Ah já sei... Uma betinha boa para afiambrar. Vocês gajos são todos iguais.
-Cabreiros queres tu dizer?
-Cabreiros? Que é isso!
-Não sabes o que quer dizer cabreiro? O teu grau de betice atinge níveis inimagináveis.
-Continuo à espera...
-Bem ser cabreiro é possuir a fantástica arte do maçarro.
-Maçarro? Então? Estás a gozar com a minha cara certo?
-Presumo que não saibas o que quer dizer maçarro...
-Pois, devia?
-Claro que devias, como é que queres entender a profundidade dos diálogos nortenhos se nem sequer conheces o dialecto base? Gajas...
-I'm waiting...
-Ser maçarro é ser rude, desprovido de elegância, azeiteiro no pior sentido da palavra.
-Ah ainda bem que nos entendemos. Que música é essa que tens no mp3?
-Quê, não me digas que não conheces isto.
-Sim conheço sei a letra de cor,

-...Então seguirei meu coração, até o fim
Pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim, mesmo sem querer
Pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor (yeah)
Pra saber se é amor, se é amor...


-Então pah? A ouvir J Quest? Não tens vergonha. Musiquinha de senhora?
-Vocês gajas não estão sempre a dizer que nós gajos somos uns insensíveis? Pois então? Isto é só para ajudar a desenvolver o meu lado feminino.
-Por este andar ainda te vou ver a ouvir Tony Carreira.
-Não minha querida não sou assim tão perfeito. A minha personalidade molda-se, é verdade, mas há limites para tudo...
-É mesmo verdade?
-Verdade?
-Que eras capaz de magoar só para saber se é amor?
Ela ri-se com ar cúmplice.
-Claro que era. Ontem quando saíste ainda pensei em dar-te com a cadeira nas costas
Ela ri-se de uma maneira compulsivamente idiota.
-Pois. É a sorte que tenho. Ou cagam para a minha existência ou dão-me com cadeiras
e mobília diversa.
-Cagam para a tua existência. Em português existe a palavra indiferença. Hás-de experimentar usa-la.
-Olha que lata, fala o gajo que só diz caralhadas!
-Ora essa. Quanta revolta. Caralhadas? E isso são lá maneiras de falar? Logo tu
que até andaste nos escuteiros. Devias ter vergonha.
-Olha-me este gajo a gozar com a minha cara. Vou ter de aturar as bocas dos escuteiros durante a vida inteira?
-Ora essa claro que não... só enquanto eu for vivo.
-Foda-se que sorte a minha.
-Tens a certeza que desististe dos escuteiros? Eu acho que foste expulsa por síndroma de Tourette.
-Vou fazer de conta que não ouvi. Por falar em ouvir que merda é essa que tá a bombar nesse
teu mp3 maricas?

-...This is the way you left me
I'm not pretending
No hope, no love, no glory
No happy ending...


-Mika!? És gay! Só podes ser gay!
-Porquê tu não ouves Mika?
-Sim mas eu sou gaja.
-Ah claro, não tinha reparado!
-Isso é uma boca por ter as mamas pequenas?
-Não tenho nada contra as tuas mamas. Alias até as acho bastante interessantes. Se
as tuas mamas falassem acho que seriam bem mais educadas que tu.
-Olha mas que merda, tas com uma moral do caralho. Passas a vida a dizer merda e agora tás com umas fitas merdosas.
-Parabéns.
-Parbéns porquê?
-Atingiste um novo record de palavrões numa só frase.
-Irritas-me
-Eu sei. E é tão divertido não é?
-É...

2008/02/25

Saindo da gruta

Cova, lapa, furna. O que lhe queiram chamar. Para mim é somente um sítio escuro onde a gente se refugia sempre que precisa de momentos de maior intimidade. Ela também tem uma gruta só para ela. Visita-a mais vezes do que eu. Parece constantemente aluada, olha de uma forma evasiva, prolonga o olhar no vácuo por escassos segundos que acabam sempre com um gosto interminável. É bonita. Tem um sorriso parvo e olhar meigo. Não veste roupas parvas nem pinta a cara. É de um vulgar encantador. Tem um brilho característico, uma reflexo distinto da alma. Tem estatura mediana e o corpo revestido por uma matiz de claro castanho. Os cabelos brilham com uma intensidade alegre. Não sei se o tratamento tem origem em herbal essences mas o efeito é igualmente inebriante. A voz embebeda o mais rígido pensar. O mais básico cálculo mental torna-se num desafio hercúleo. Na sua presença o sistema nervoso é alvo de mini ataques, parece ser bombardeado por pequenos rebentamentos nucleares no centro de cada uma das células que o definem. Robustez, valentia, transformam-se a uma velocidade gelatinosa num tremendo feixe de nada. É extremamente irritante. Ao tentar expulsar o marasmo que o habita, refugiando-se nos seus mais secretos mundos, dá por si abrindo as portas cardíacas. No meio do pânico que se apoderou de todo o seu mecanismo humano ele sorri. De uma forma aparvalhadamente denunciada. Ela fita-o com olhos atentos, as sobrancelhas reflectem a certeza de que algo se passa. Rastreia as mãos trémulas e sorri. Finge-se despercebida, diverte-se com a vulnerabilidade declarada. O suor fino que rasteja sobre a pela nervosa denuncia o seu olhar atrapalhado. Farto do silêncio ensurdecedor que cada vez mais o amarrava a si mesmo ele lá acaba por proferir as primeiras palavras. Apesar do pensamento trémulo a voz fluiu com uma serenidade contraditória.
-Pões-me nervoso. Sinto-me como que se estivesse prestes a fazer um exame à próstata.
Ela ri-se, fita as suas mãos, já mais calmas dizendo
-Bem desde que me vejas como uma médica simpática, não vejo problema nenhum. Já agora, tens mesmo de imaginar um exame à próstata!?
Ele sorri, sente-se parvo.
-Pois, agora que já conheces as minhas fantasias sexuais já podemos ser verdadeiros amigos...
Ela dá uma gargalhada e olha-o de uma maneira extremamente divertida. A resposta que lhe dera tinha tanto de cómica como de evasiva.
-Confessa lá estás nervoso por minha causa!
-Não, achas? Só estou assim porque hoje é o meu primeiro dia nas aulas de ballet.
-Ah claro, ballet. Como é que não me lembrei disso. Logo tu que tens uma predilecção por danças.
-Estás a ver como tu me conheces?! O que era de mim sem ti?
-Bem talvez sem mim a tua t-shirt ainda estivesse seca.
-És convencida sabias?
-É assim que tratas quem te faz suar?
Ele riu-se do que ela acabara de dizer. Interpreta a palavra suar da forma mais lasciva possível. Apesar do seu subconsciente ser tudo menos libidinoso o carácter menos sério na conversa ajuda-o a serenar.
-Pois sim, suava minha querida. Nem sabes tu quanto.
-Claro que sei, suavas como um trolha ao sol. Tipo cantoneiro enquanto limpa as bordas da estrada.
-É bom saber que me vês como um trolha, de cerveja na mão. Já agora nesse teu edílico mundo eu também mando as típicas bocas?
-Não, no meu mundo tu és um mudo surdo que sua por todos os lados.
-Ah. Sempre tão querida. Se não fosse homossexual dava-te um beijo.
-Tu só não me dás um beijo porque eu te faço suar.
Ele estremesse por dentro, mas oculta o terror que sente com um riso enganador e mais uma saída insólita.
-Sabes muito bem que só suo porque o teu pai tem um talho e imagino-te constantemente de cutelo na mão a dizer quer lombo ou costeleta?
Ela ri-se compulsivamente, os olhos brilham e o sorriso espelha a alegria com um misto de desconcerto.
-Pois tinha-me esquecido das minhas origens. Estou a ver que nem o facto de estar a finalizar o curso de advocacia te faz esquecer a minha infância de carniceira.
-Nunca me vou esquecer dessa tua faceta. Não imaginas como és sexy de toucinho na mão.
Ela ri-se de novo. Ele finge ter falado sério. O frio, o nervo miudinho e o tremer generalizado tinha acabado por se dissipar por entre cada frase parva que tivera pronunciado até então.
Toca a campainha a aula chama-se ciências sociais.
Ela levanta-se deixando que os seus olhos se arrastem num movimento vagaroso. Ele permanece impávido imaginando esta despedida breve em forma de ósculo estrelar...

2008/02/24

In the wind...




How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
How many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

How many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas
How many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
How many times can a man turn his head,
Pretend that he just doesn't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?

The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Bob Dylan

2008/02/19

Caseirices...

Ficam aqui algumas fotos das aventuras alucinantes que se praticam na casa Fernandes.
A primeira fase da missão: A base das pizzas.



Fase dois: A parte em que a gente dá cabo delas.

A missão seguinte chama-se:
Assado de Domingo, a pior das missões


Missão Pãozinho da Mãe:



Atenção. Estas missões foram feitas por pessoal especializado. Gente que pratica durante anos a fio. Os treinos são duros e somente ao alcance de uma elite. Be aware, this is not kid stuff.
Fica aqui a cara da minha irmã quando se lembra do assado da mamã:

2008/02/18

A verdadeira febra...

Lady Orbita


Brevemente com mais duas companhias...
:D

2008/02/11

Passeio de domingo

Ela costuma olha para o tom tom de uma maneira um bocado aparvalhada. Fixa o pequeno monitor e parece tentar antecipar as viragens do boneco. Não faria mais sentido ela olhar para mim? Afinal de contas sou eu quem vai a conduzir. Às vezes rio-me do olhar parvo dela. Quase sempre sabe que a estou a observar. Faz de conta, espera pacientemente que eu desista de olhar para ela. A maior parte das vezes consegue. Mas quando desiste da pose despercebida fica com um sorriso estúpido. Aquela alegria de puto a quem roubaram o carrinho de brincar (se calhar deveria comparar com a barbie e ken). Os passeiso de domingo são incrivelmente originais. O carro é conduzido à vez e a missão consiste em surpreender o outro. Confesso que a maior parte das vezes me surpreendo a mim mesmo. O poder da aleatoriedade é verdadeiramente fascinante. Acabamos sempre por descobrir cenários novos. De todo o tipo. Cenários edílicos, pinturas de pobreza extrema, áreas de pura luxúria, o extremo do banal, enfim é tudo diferente. As coisas são sempre diferentes. Se passarmos cem vezes pela mesma rua iremos ver cem novos pormenores. O verdadeiro segredo consiste em andar desperto. É importante mantermos uma filosofia relaxada. Os nossos passeios de domingo são os nossos momentos Zen. Não quero com isto dizer que passemos este dia numa pasmaceira constante. Muito pelo contrário. A maior parte das vezes gozamos com a cara um do outro. A brincadeira só para quando um de nós se lembra de usar a lei da força para acalmar os ânimos. As conversas parecem não ter fim. O culminar de um assunto acaba sempre por criar dez novos temas de conversa. Há quem diga que isto é a definição de alma gémea. Eu discordo. O conceito gémeo é estupidamente redutor. O verdadeiro interesse está na diferença, A heterogeneidade que nos complementa, alimenta e deixa felizes. Quando penso nos nossos pontos em comum não vejo nada que se destaque, nada suficientemente notório que me faça dizer, realmente esta gaja é exactamente como eu. Ainda bem que é assim. Tenho tanto para descobrir (defeitos principalmente). Isso deixa-me feliz. É bom saber que o acordar de amanhã será diferente do deitar de hoje. A nossa vida é uma viagem, passeio este que se torna muito mais colorido quando acompanhado por pessoas vivas e radiantes. Onde ia eu? Ah sim o passeio de Domingo. Não é que a gente passe a semana inteira à espera do Domingo (isto seria muito triste) mas este dia é diferente. Não sei se por termos o tempo inteiramente ao nosso dispor, se pela tranquilidade generalizada tipica de fim de semana, se por um outro motivo qualquer mas a verdade é que é diferente. Muito diferente. Hoje é um dia diferente, é quarta feira. Mas para nós foi um autêntico dia de Domingo. Ela não teve aulas e o meu chefe deu-me o dia para tratar da queda que tive ontem. Passei o dia dentro de casa, alternando sofá com mesa de almoço. Ela foi à piscina de manhã. Eu limitei-me a ver a chuva cair. Na televisão passava algo puramente desinteressante, eu olhava para a o ecrãn fixando a mente no movimento dos pássaros. Acordo e dou de caras com o Claudio Ramos acompanhado das suas estúpidas verborreias. Apago a televisão. Levanto-me com algum custo e dirijo-me à janela que lacrimeja finas tiras de água. O dia é feio e escuro, na escuridão eu vejo o sol e na intrínseca cor brutesca eu imagino as braçadas que dás na piscina. Pelas horas deves estar mesmo para acabar o treino. O que eu dava para estar dentro de água. Em vez disso puxo pela imaginação. Desligo os sentidos e fixo a minha atenção unicamente no monótono som da chuva. A porta abre-se e tu apareces com os cabelos molhados, as maçãs do rosto com um vermelho vivo e um sorriso radiante. Eu olho meio que envergonhado e mostro o petisco que tivera preparado. A comida estava um ranço, esqueço-me sempre do sal. Felizmente a tua fome era maior que a minha falta de jeito para a cozinha. A refeição foi um suceder de caretas com risos compulsivos. Às três da tarde estavamos os dois a lanchar, na verdade este foi o verdadeiro almoço. Desta vez não houve caretas, só risos parvos....

Regresso à infância

2008/02/09

Dia de carnaval


Momentos

Uma imagem preta numa noite muito luminosa.
Ehehe

2008/02/08

It's a kind of magic...

Eu ja comprei

Acho que vou tomar banho num instante...

Mais um cão lá em casa...


este chama-se alpha...

2008/02/07

Poemas de casa de banho

Algumas gravuras que achei interessantes, não me perguntem o que estava a fazer porque o assunto era uma "merda"

A diferença entre cagar e levar no cu é meramente vectorial
Newton

Não escrevam nas portas da casa de banho.


Pedra, vuraco, ... -->És de vijéu??

A inscição na pedra

São menos de 200 páginas, pequenas páginas devo dizer. Daniel Hillis é um cientista norte americano que ficou famoso por ter inventado o computador mais rápido do mundo. Não conhecia nada deste traste até há alguns dias. Num daqueles normais deambulares pela Bertrand encontrei um livro muito pequenino, este livro


normalmente os livros de pequena dimensão chamam-me à atenção. Se os autores escrevem algo que cabe em poucas páginas é porque em princípio o conteudo deve estar bem condensado e não há tempo para viagens filosóficas muito chatas. Este livro não é sobre geologia, é sobre computadores. Em 192 páginas Hillis consegue cobrir toda a computação de uma maneira quase infantil. Quase todos nós já ouvimos a frase célebre de que o computador funciona com 0's e 1's, mas se perguntar-mos às pessoas como é que 0's e 1's são capazes de efectuar cálculos e servir a base de todos os complexos sistemas informáticos aí as respostas não serão tão fáceis. Uma das mais engraçadas reveladoras e interessantes histórias que se pode ver descrita neste pequeno manual é a programação do jogo do galo feita numa maquina mecanica com paus e fios que se encontra actualmente no museu da ciência do MIT.
Quando a gente assiste a uma cadeira no ensino superior é muitas vezes confrontado com equações, teoremas e respectivas demonstrações e é incrível como no meio disto tudo se esquece por completo a ciência. Na inscrição de Hillis somos presenteados com ciência no seu estado mais puro, é-nos dado a conhecer as ideias por detrás dos teoremas. As brincadeiras que justificam demonstrações tudo sob uma linguagem universal. A da imaginação...

2008/02/05

Lutas ao vento...

-Onde foste ontem?
-Não sei, acho que não fui a lado nenhum, no entanto não me recordo de ter parado um momento que fosse.
-Mas então e por onde andaste?
-Andei a correr atrás de mim, com medo de ser apanhado.

Ficaram os dois com cara de parvos a admirar o semblante risonho que ambos espelhavam na cara. As maças do rosto muito vivas, o sangue parecia correr colérico nas veias, ao mesmo tempo que os olhares eram serenos, cheios de paz. Acho que a palavra é sossego. Conceito raro neste apressado mundo em que vivemos. As pessoas que passavam ao longe mostravam uma nítida pressa, um nervo miudinho que as consome. Pobres almas, esqueceram o que é viver e jogam a vida num corridinho constante. Fazem-me lembrar a figura ridícula que um boi faz quando tenta apanhar a sua própria cauda. Eles escolheram manter o mundo à parte. Decidiram um dia que iriam empurrar todo o stress do quotidiano para longe deles. Escolheram olhar a felicidade mais de perto. Ele repousa deitado sobre o frio do cimento e olha o céu com esperança no olhar. Não sabe o que vai ser o futuro, mas isso também não interessa, está mais preocupado em congelar o tempo no presente em que se encontra. Conta as nuvéns e deixa que o vento lhe beije os cabelos. Sorri. Ela brinca com uma flor e murmura bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer... ele ouve o murmúrio diz em voz baixa, mal te quer, mal te quer... Ela atira a flor para longe e deixa que o seu olhar se fixe no arrastar das folhas pelo chão. O vento dá sinal de si e ouve-se um assobio baixo, ela vira-se de frente para a corrente e deixa que o vento a abrace. Sorri e inicia um cantico qualquer. Provavelmente a última música que ouviu no leitor de mp3. Ele fecha os olhos e tenta respirar a voz melodiosa enquanto ouve o som do silêncio. De repente cansa-se e levanta-se, ele olha para os cabelos que esvoaçam e dirigi-se devagar para trás de um muro vizinho. A música acaba e ela abre os olhos. A expressão muda. O ar sereno transforma-se num sorriso maroto. Dá duas voltas sobre si mesma e desata a rir. Para onde foste desta vez meu palhaço? Fez-se silêncio. Ela voltou. Sabes? Tou muito melhor sozinha. Antes só do que mal acompanhada... Seu gay! Ele ri-se e denuncia a sua posição! Ela dirige-se silênciosamente para o local onde lhe pareceu ter surgido o som Sabes uma coisa? És muito mau a jogar às escondidas!. Ele supreende-a por trás gajas, vê-se logo que não entendem nada de estratégia militar. Sorriem de um modo deliberadamente parvo, ele porque adora que as partidas que engendra tenham sucesso e ela porque detesta fazer figura de parva mas não gosta de dar o braço a torcer.
-Saiste-me cá um artolas!
-Oh tadinha, vai fazer beicinho?
-Não, achas? Mais depressa te dava um murro no focinho.
-Oh não eras capaz. Não agora que acabaste de “tratar” das unhas.
-Tens razão um pontapé na cara se calhar era melhor ideia.
Ele ri-se, ela dá-lhe um beijo.
-Então? Mas que tipo de luta é esta? Jujitzu?
-Não é judo, eu sempre gostei de agarrar!
Ela ri-se e agarra-o com força.
-Olha lá não me rasgues o “kimono” que eu não tenho aqui segundo equipamento e a casa ainda fica longe.
-Ah não te preocupes a gente não precisa de equipamento para lutar. Gosto do conceito luta corpo a corpo no sentido literal da coisa ...

2008/02/03

Ensopado de nabiças

Poeira no ar, cinza no ar, fumo e uma cenário desagradável em demasia. A primeira coisa que passou pela cabeça foi, se fosse um cozinheiro diria que o dia hoje começou com uma manhã em forma de salada russa, a tarde um autêntico ensopado de nabiças e a noite está-se a revelar uma fantástica roupa velha. Os incêndios são uma praga terrível. De todas as catástrofes que me invadem a mente os bailaricos de chamas que invadem as matas são aquelas que mais me chateiam. Há uma extensa gama de pesadelos naturais. Lembro-me por exemplo dos sismos. Não entendo porque consideram os tremores de terra uma catástrofe. Um sismo não é nada mais nada menos que o nosso querido planeta terra num arrotar a alho, é como que um peidinho. Não podemos censurar a mãe natureza de fazer uso das suas necessidades biológicas. Mais, é sabido que anda por aí muito empreiteiro a desrespeitar muita da regulamentação e leis de construção civil. Quanto mafarrico armado em esperto não se dedica à contrução de edifícios com metade do cimento e o dobro da areia? O nosso amigo sismo é um identificador de mafarricos. Os gajos fazem construções javardas e o sismo que tem um google mafarrico, mais conhecido por googlerrico, um poderoso motor de busca de mafarricos, detecta uma certa percentagem de construções mafarricas levanta-se do seu enorme trono e manda as casotas todas a baixo. Parece-me justo. Na verdade o nosso amigo sismo havia de nos visitar mais vezes. Ainda no tema catástrofes naturais podemos encontrar aquilo que muitos chamam por cheias. Na minha opinião as cheias são tudo menos catástrofes naturais. No que respeita a água acredito que mais nunca é demais. (tirando obviamente no dia de carnaval do rio de janeiro. Aí realmente não convém nada que chova, queremos é calor. Hum.. que rico carnaval) As cheias (assim como as bundas brasileiras) são dos mais valiosos bens que temos ao nosso dispor. Quantas vezes a gente quer passear numa tarde de domingo e não consegue parar em lado nenhum porque não há estacionamento disponível? Quando há cheias não há nada disto. Não há carro que fiquei mais de dez minutos no mesmo sito. Melhor ainda, temos a fantástica oportunidade de experimentar o barco de borracha sem ser preciso andar quilometros até ao rio ou mar. Já que se falou em cheias e sismos não podia deixar de falar dos furacões. Este é mais um exemplo que não entendo. O pessoal considera os furacões uma tragédia natural. Como é possível.? Tragédia natural é ligar a televisão e dar de caras com o Claudio Ramos (foda-se até me custa dizer o nome) . Ventos agrestes são aqueles emanados pela boca de coisas como aquela estrutura estranha designada vulgarmente por Castelo Branco. Isto sim são tragédias naturais. Um furacão não passa de um fogo de artifício de baixo orçamento mas de muito maior impacto. Repare-se que o fogo de artifício se resume ao atirar de coisas ao ar que causam alto impacto visual e sonoro. Ora num furacão temos exactamente o mesmo princípio. Em vez de termos foguetes a voar temos carros, telhados de casas galinheiros e gente surda que não pela visita do nosso amigo. Na verdade um furacão não passa de um espetáculo gratuito que a nossa mãe natureza nos concede. Quantos de nós não fomos a concertos de metal? Para mim é mais prejudicial assistir a um concerto de Slipknot do que à dança do Katrina. As pessoas queixam-se com o governo pelo fecho das maternidades, apontam o desemprego como factor preocupante na sociedade em que vivemos mas esquecem todo o dinheiro gasto no carnaval da madeira. Custa alguma coisa encomendar um furacão e uma tempestade para fazerem uma visita ao Alberto João? Em vez de ver o Alberto num carro, todo fantasiado e rodeado de gajas boas a abanar o cu, em volta dele tinhamos um cenário muito mais eloquente, um verdadeiro hino a César. Já imaginaram o grandioso espetáculo que seria ver o Alberto João a voar no meio do furacão vestido de Maria Amélia e a gritar ai maezinha anda-me tirar daqui. Depois de aterrar no meio de um campo de milho tinha ainda os trovões a comerem-lhe no cu.
Sismos, terramotos, tempestades é tudo malta amiga...

2008/02/02

Araújo o grande...

É sabida a existência de muito aspirante a comediante. Muitos de nós, no nosso dia a dia sacamos daquelas piadolas de bolso para animar a malta. É bom rir, é verdade. Uns riem porque sim, outros riem porque não sabem fazer outra coisa. Há quem ri na casa de banho ou quando o professor vira costas. Rir assim como quase tudo o resto no mundo tem uma certa arte associada, mas em geral não é dificil rir, no fundo basta querer. Acima do rir porque sim, muito para além das piadas fúteis acerca dos mais banais temas encontramos a fantástica arte satírica. Uma forma muito peculiar de humor, o expoente máximo resultante do casamento perfeito entre a crítica voraz e o humor inteligente. Neste campo só me vem à cabeça um senhor. O mestre Araújo. Esta é a sua mais recente obra prima.
Mais do que um estado de alegria, o humor pode (e na minha opinião deve) ser a mais eficiente maneira de criticar, expor injustiças, e de abrir os olhos de muita gente.



P.S -- Quem nao achar piada tem sempre os malucos do riso na sua nobre missão:
Entorpecimento da alma é poder!

2008/01/31

Messenger Unplugged

O contacto desconhecido do msn continua a surpreender todos os cibernautas com frases como esta

é agora é só tomando skol brahma..e vivendo feliz..tatianaa te amo amoreee..


Qual será a frase romântica de amanhã?


  • Se acha que amanhã irá ser uma musica de Tony (abandona)Carreira vote 1


  • Se acha que amanhã irá recitar um poema de Cláudio Ramos vote 2


  • Se acha que vai ser internado de urgencia marque 3


  • Se se encontra a vomitar, extremamente mal disposto, com cólicas e branco na cara face ao ataque que esta frase lhe causou não vote, dirija-se antes ao hospital mais próximo

2008/01/28

Google...

Já toda a gente conhece o profissionalismo da google. Mas hoje estes senhores esmeraram-se...


Uma pizz(?)a bem grande...

Eu já sabia que esta menina gostava de pizsas, mas é sempre bom ter-mos a certeza...

O que é preciso é merda...

Tinha eu feito um post a algum tempo atrás sobre a problemática do palavrão e recentemente descobri (mostrou-me a minha irmã) que não sou o único a achar o palavrão uma diferente forma de arte.

Será google um deus?

http://www.thechurchofgoogle.org/Scripture/Proof_Google_Is_God.html

2008/01/26

With Oden On Our Side

Uma das melhores musicas do ultimo album dos Amon Amarth.

Um comentário para eu...

Olá, hoje venho-vos falar de coisas. Normalmente falo muito, digo pouco e na generalidade acabo sempre por me esquecer das coisas. Que coisas? Muitas, longas, compridas, feias bonitas de todos os feitios. Fui claro? Pronto agora que já captei a vossa atenção com este mergulho pelo mundo do senil já posso passar ao que me fez escrever hoje. O motivo pelo qual assento a minha tão bela e harmoniosa peida num igualmente sumptuoso assento digno da minha pessoa são simplesmente comentários. Mas não se precipitem, não julguem já este tema é por demais desinteressante, leiam tudo e concluam isso somente no final. Eu gosto de ler comentários. Muitas vezes mais do que certos posts em si. Só não gosto de uma pequena parte de comentários, aqueles que começam da seguinte maneira:
  • Eu também...
  • Ah isso fez-me lembrar uma cena que eu...
  • Por falar nisso eu...
  • Agora fizeste-me lembrar uma expêriencia minha..
Poderia-se continuar, mas acho que já dá para ver o que ME irrita neste tipo de comentários. É que há gente que não utiliza outro tipo de frase. O eu tem que estar sempre presente. Eu gostava só de lembrar a estas personas o seguinte, existe mundo para além do planeta EU. Sei que é complicado nesta altura do campeonato tomar consciência de tal realidade, mas meus amigos vocês vão ver que no dia que tiverem a capacidade de olhar verdadeiramente ao espelho vão tomar consciência de que a gente na realidade não quer saber do vosso EU. O EU é pequenino, é egocêntrico, é idiota e desprovido de qualquer interesse. Invoquem o EU quando estiverem sozinhos no quarto a olhar pro espelho enquanto perguntam ciclicamente, será que eu me amo como devia? será que não me estou a ser infiel? Eu imagino o dia em que o mundo se encontra possuído pelo reino do eu, presidido pelo Rei Primeira Pessoa do Singular. As ruas seriam revestias de espelhos para que todos se podessem ver e alimentar a crença de que são belos, joviais. Os cumprimentos passariam a tomar a seguinte forma, espelho meu haverá no mundo alguém mais belo, inteligente, fixe, cool, potente, do que eu, eu, eu...olá meu caro amigo, sabe como tenho andado ou quer que lhe ponha a par do que me tem acontecido ao que o comparsa responderia com um ah meu caro, muito me apraz saber que está bem, mas sabe infelizmente não tenho tempo para o ouvir estou de momento numa profunda reflexão sobre mim mesmo, tornando o outro, ah que chatice, é uma pena você não ficar a par das minhas ultimas novidades, mas não se preocupe, amigos são amigos, envio-lhe um relatório completo por email. Não era tão mais belo o mundo pintado desta maneira?
Façam um favor à humanidade e prossigam nesta luta colectiva do individual. O mundo assim tem outra cor... A cor que eu quiser.

2008/01/20

Insólitos messenger...

to gostando de vc di verdade.. oq eu to sintindo por vc é real não é mentiraaaa..tiquero...({)(})(L) TE GOSTO DE - MONIQUE(L)....


A pergunta que se faz é:

Se gostas da miuda porque escreves disto??

Feiticeiro caracol...

Hoje chove. Não como nos restantes dias, neste a água parece querer furar o chão. Cai com uma força incrível, bate no passeio como a querer-se vingar na sua existência. Faz frio, é um daqueles dias em que a gente acorda e vê tudo branco coberto de geada, infelizmente aqui não há. Na minha terra natal, a estas horas está tudo como que coberto de neve. Adoro a sensação de estar deitado na cama e sentir o abraço dos cobertores, o apoio materno da almofada. Fecho os olhos e imagino-me um caracol. Encolho-me o mais que possa e tento esconder-me do mundo. Aqui neste quarto nu, dentro destas quatro paredes eu sou único. Mais ninguém é caracol como eu. A sensação de conforto aumenta a cada gota que bate na janela. Sempre que ouço um assobio do vento arrepia-se-me a pele e fico mais sensivel ao calor febril que me envolve. Nestas alturas adoro dormir sozinho e não ter de partilhar o meu casulo de caracol com mais ninguém. Não tenho despertador e na verdade não sei o que é pior, se ter uma maquina a ditar o nosso levantar se o facto de ser-mos nós a fazê-lo. Enquanto se fazem horas a chuva vai moderando de intensidade e eu vou despertando. A sensação é sempre a mesma, uma tranquilidade, relaxamento que apazigua. Eu gosto. Levanto-me e dirijo-me para a janela, o céu está cinzento triste, o sol não se vê. Ao longo das compridas ruas pessoas andam apressadamente, tolhidas, tentando evitar o mais que possam a chuva que os persegue. Dá-me vontade de ir para a cama. Quero ser de novo caracol. Tomo um banho relaxante, limpo toda sujidade nocturna e preparo para me transformar em feiticeiro. Visto a roupa habitual e escondo-me debaixo da volumosa casaca. Saio de casa e percorro o trajecto do costume até ao meu local de trabalho. Enquanto a chuva me bate na cara eu torno-me invisível. Olho para as pessoas e imagino como seria passar pelo meio delas. Um enorme prédio faz-me percorrer o dobro da distância. Como seria se eu pudesse atravessar pelas paredes da enorme massa cinzenta? Ao passar a primeira fila de cimento dou de caras com um casal vestindo-se apressadamente anda, vamos, dentro em breve chega o teu marido, aproveito a situação e aplico um dos meus poderes mágicos ao infiel da zona, teve diarreia o resto do dia. Para lá do segundo bloco de tijolos encontrei uma menina pequena a preparar-se para as aulas. Estava a preparar o lanche da manha e acabava apressadamente alguns dos trabalhos que fora encarregada de fazer. É hora de aplicar a minha segunda magia, está um dia horrivel para esta menina sair de casa, faço o telefone tocar, a menina atende e ouve olá fala de casa da dona Conceição? -Sim, quem é? -É da escola primária, era para avisar que hoje não há aulas a menina sorri, atira com os cadernos para o chão e volta para a cama. Ela ao menos pode ser caracol. Sigo em frente, cada vez mais adoro fazer feitiços. No apartamento seguinte tenho um quarto vazio é de um estudante universitário concerteza. Dormiu fora. Das duas uma, ou lhe calhou a sorte grande e agora está com a sua caracoleta a fazer caracoizinhos ou então está a fazer de roupa velha, bébedo e enxarcado encostado nalguma valeta suja. Pela arrumação do quarto está a fazer caracóis. Que feitiço hei-de aplicar aqui? Nesta altura lembro-me do que é chegar a casa depois de uma noite atribulada. O que a gente dá por um bom banho, e uma cama quente? Este rapaz tinha deixado a janela aberta e o quarto estava uma bagunça. Assim não fica difícil saber o que fazer. Num ápice toda a água desaparece, a temperatura aumenta e a porta abre-se foda-se que saudades que eu tinha da minha cama... Aahhhhhh... Bons sonhos. Acabo de atravessar todo o prédio e chego finalmente ao meu destino. Deixo o feiticeiro de lado e volto à normalidade. O que serei amanhã?

2008/01/17

A puta da palavra

As palavras são como que um mar pelo qual percorremos a vida. Numa interjeição definimos um rumo, viramos o leme em direcção a um diferente propósito. Gosto de me perder em passeios por este mundo indiscritível das palavras. Na verdade gosto de todas as palavras. A única condição que lhes imponho é uma marca de autênticidade. Gosto de palavrões, da sua natureza agressiva, aprecio de um modo estranhamente interessado o acervo interminavel de palavras odiosas que existem. O calão é como que um murro na mesa, uma maneira primitiva e fácil de evasão ao mundo da argumentação. Esta é pelo menos a primeira impressão, ou aquela que é interpretada pela maioria. Eu gosto de olhar para os palavrões como piratas no oceano da língua. Os palavrões são uns fora da lei, não tem identidade, não aparecem no dicionário o registo civil da língua. Os palavrões assaltam constantemente os vocábulos legítimos. São polimorfos, servem para qualquer propósito. Aparecem em horas de aflição, em tempo de alegria, em momentos fantástica excitação. Os palavrões são na verdade excumungados, deserdados no reino da palavra. As culturas e os bons rituais de boa educação insistem no genocídio geral destes resistentes seres. São vistos como malfeitores, ímpios, vilões e desgraçados. Mas é inegável o seu valor, a pungente natureza da sua essência. Quem é que nunca gritou bem alto foda-se lá esta merda... é mandar tudo pro caralho. Existe maneira melhor que esta para partilhar um sentimento tão natural como o misto de revolta com impotência? Para mim fazem todo o sentido e é um modo poetico no realismo da frio da vida. Não gosto de novelas, nem da língua que lá se pratica. É suja, ilegitima, prostituida e barata. O sentido das palavras perde-se e a leviandade presente consequência dos assuntos vazios remete a palavra, o seu significado e tudo o que esta tem de melhor para segundo plano, para um plano invisível. Gosto de sentir o encarnado sangue detrás de um vivido puta que pariu. É tão agressivo que se torna encantador. Sinto uma enorme atracção pelos eternos galãs do calão. Aqueles possuidores de um charme transcendente. Armas nucleares no mundo da semântica. A magia enfeitiçada oculta no foda-se é completamente arrebatadora. Quem nunca se dirigiu a uma bela moçoila de feições aprumadas, sentindo a fogosidade, violência hormonal dos vinte anos, com um inebriante que grande foda... É incrível como se repudiam este tipo de expressões, tão vivas tão certeiras, honestas, verdadeiras. É assustador o divórcio existente entre o que nos vai na alma e as palalavras que invocamos para dar vida a esses mundos. A tinta com que pintamos as nossas emoções tem muito mais vida quando talhadas sob mantos de caralhos, a tez da tela é mil vezes mais macia quando revestida por eternas putas desnudas reflectoras de tons violeta provocante. Quem não se revê no mundo do calão? Neste palco da vida onde cada um de nós actua o desenho do sórdido, imundo, indecente, vergonhoso é constantemente vilipendiado, por palavras educadas, detentoras de uma legitimidade hipócrita, roubando o emprego ao retrato do filhos da puta. Num suspiro efémero, vindo de um respirar profundo, transitório e provocante eu chamo daqui o navio do fantástico e aproveito para vos deixar com um autêntico,

ide pro caralho bois da merda, ide trabalhar que isto aqui não se aprende nada...

2008/01/16

O génio da comédia capilar...

Não sei se me hei-de rir do cabelo, das fuças que esta besta da comédia faz se de tudo. Eu acho que me vou rir de tudo. Simplesmente genial... Ou então simply the best para quem gosta de tina turner...

2008/01/14

Na noite

A noite acabrunha as sensações. O escuro da esquina anuncia a chegada do gelo nocturno. Está frio. Olhando em redor a única coisa que se consegue sentir é o cheiro húmido do rio que passeia monotonamente pelas serras circundantes. A presença da noite é habitualmente lembrada como um recolher de corpos, momento em que descansam as almas. Está vento. Um vento húmido, corpos massissos de ar empurram-me o corpo para trás, uma força invisível que me sustenta na vertical. Costumo fechar os olhos, gosto de sentir o severo das sensações, o beijo frio do ar na minha boca febril. São aproximadamente dez da noite. Nestes dias de inverno o sol despede-se cedo. O sono apodera-se de mim e passeia lado a lado com o entorpecimento do corpo. Sinto uma preguiça assustadora. É bom o frio. Ajuda a dizer não à inércia que nasce vinda do nada. Guardo sempre esta altura da noite para estar contigo, para relembrar o que fui contigo. Os passeios longos, vagarosos, como dias de verão que partilhei contigo. A cumplicidade, a sintonia no olhar, o sincronizado respirar. O frio ajuda. O fresco na cara faz com que te sinta, como uma mão que passa rente à pele tocando somente as pontas capilares. És como um estar virtutal. Na verdade nunca passaste disso. Nunca deixaste de ser o que eras, não sendo nada. Costumo vir até aqui, à beira do rio. O som da água veloz nas pedras inertes inspira um sentimento sinistro que a noite acaba por tornar aterrador. Eu gosto do som. Sento-me contigo em cima de uma pedra sombria e respiro todo o horror da noite. Transformo o terror inalado numa tranquilidade muda. Abandono-me por completo à viagem que a natureza nos proporciona. A sinfonia que presenciamos é de uma profundidade musical transcendente. O assobio do vento sobrepõe-se sobre o caminhar da água no rio. A percussão entra a meio do concerto sob forma de gotas de chuva. Mas ainda não está cá todo o grupo musical, faltam os trovões. O cenário não é realmente verdadeiro sem o ecoo dos trovões. Aquela voz grave de tenor, que anuncia a tragédia do dia. Todo o cenário é o mais puro contraste. O preto no branco. A diferença entre o bem e o mal. O mais concreto invisível. Eu irradiando uma felicidade ímpar, sentindo no colo o teu calor e nas costas o implacável frio da chuva. É raro estarmos os dois. Tu só apareces em dias de concerto e os trovões não gostam de actuar com grande frequência. Em nosso redor árvores centenárias abrigam-nos da vista curiosa da gentalha que acidentamente passa por ali. Somos como que abraçadas por estas entidades divinas da natureza. Gostava de falar Arvorez, olhar para o Castanheiro imponente e pedir-lhe que nos elevasse no ar. Ouvir melhor o cântico da chuva. Assistir na primeira fila à eterna representação teatral dos pássaros que voam invisíveis no ar, detectáveis unicamente devido ao seu chilrear característico. Gostava de falar com o vento. Pedia-lhe que nos levasse de pedra em pedra, de margem em margem. Com sorte o rio achava-nos graça e convidava-nos para passear com ele. Fazia-mos dos nossos sonhos uma canoa e iniciava-mos uma longa escalada rumo à nascente que lhe deu origem. Como eu gosto de me sentar contigo. Poder viver o mundo de uma maneira diferente. Viver sem existir. Sem ser eu. Viver e ser tudo o que sempre quis ser. Pular de sonho em sonho com a frequência do vento. Encarnar cada gota de chuva como uma diferente personagem. Ser pirata, ser cowboy, caçador de tesouros. Ser peregrino, alma penada. Ser mau, alma vingada. Ser bom, possuidor de um aviltante coração. Encantador, uma eterna tentação. Ao som da chuva sou tudo o que quero, ao frio do vento eu sinto a vida em mim. No teu calor eu sinto a esperança e a luz do dia...

2008/01/13

Massacration - Evil Papagali

A musica do momento...
O lado negro do papagaio...


I met a bird that
Came From Hell
He is little green
He is very well

He likes to play
He likes the milk
He likes to fight
He likes to kill

I met a bird that
Came from hell
He is little green
He is very well

He cannot fly
And he is revolt
He don't like me
And then he told
What?

Chorus:
Lôro
Lôro quer biscoito!

Evil Papagali
He wants to kill
He ordered me to
Puta que pariu

Evil Papagali
He is animal
He got the power
Of heavy metal

He's got the power
Of The furation
You feel the pain
Is the bication

He's master of hell
And we're
Massacration
He wants to speak
To all the nation

(Chorus)

Curupaco feel
the fire
Curupaco feel
Curupaco kill
With power
Curupaco kill

(Chorus 2x)

2008/01/05

Já te disse?

Às vezes o anoitecer visita-nos mais cedo. O dia cai com o seu calmo e terno passo de gigante. Costumas contemplá-lo com alegria nos olhos, nota-se em ti um respirar denso, o ar quente que te sai pela boca mistura-se rebeldemente com o frio que se sente cá fora. O dia não está realmente a condizer com o teu sorriso, na verdade é exactamente o oposto. Mas em boa verdade é melhor assim, acabas por dar uma alegria mágica ao dia que acaba agora mesmo de desaparecer sob os passos decididos que o sol insiste em percorrer ciclicamente. Estás, és, realmente resplandecente. Tens os olhos do verão, quentes como o sol arenoso numa tarde de esplanada. As tuas mãos são ridiculamente simples. Unhas lavadas, despidas de cor, o único brilho que se consegue ver é o reflexo da saúde que dispara luz em todas as direcções. Tens um corpo esguio, muito caracteristico. Dá a impressão que foste resultado de escultor, talhada com mil cuidados. Sorris de um modo delicado sem nunca dar o braço a torcer, parece um riso resignado, que saiu contra a vontade, mas não há dúvida que é teu, é igualmente brilhante e consegue aquecer a temperatura mais fria sem nunca aquecer demasiado. Às vezes mergulhas em estranhos momentos de reflexão. Olhas de uma maneira vaga enquanto mexes os cabelos pretos e que também gozam de uma saúde inacreditável. Às vezes sabes a super bock. Sais com uma piada mais triste, tipica de menina de coro, mas rapidamente te corriges. Acabas sempre por vencer com alguma parvoíce sincera e estupidamente engraçada. És divertida. Tens rasgos de irritação, momentos raros que surgem como a distracção. Nunca consegues esconder a bondade natural que trazes no coração, viajas pelos mundos do diferente, és tão normal que me causa arrepios. Nunca chegas a ser vulgar, tirando claro quando dás asas ao teu estranho sentido de humor. És parva como eu sou, como todos somos. És mágica, tiras o coelho e nunca chegas a mostrar verdedeiramente a cartola. Voas com asas de papagaio, hesitante, desconfiada, e nunca sabes se estás acordada ou na iminência de um acordar repentino. Já te disse que és parva? És vaidosa, é um facto. Mas quem é que não tem um pouco de brio? Amor próprio é importante e tu costumas vender. Prostituis uma alegria habitual e rotineira, felicidade companheira que me da vontade de rir. És um mar imenso de vida, que remenda a roupa esfarrapada que muitos insistem em vestir. Já te disse que gostava de te despir? És o óbvio que vence a virtude do complicado. Às vezes perco-me irremediavel e repetidamente nos teus movimentos capilares, parecem ditar o ritmo e direcção do vento. São decididos e harmoniosos, únicos como tu, como todos nós. Já te disse que cativas? Costumas caminhar equilibrada e relaxadamente. Se fosse um assaltante manco eras a vítima perfeita. Às vezes és odiosa. És horrível, não dizes palavrões. Fazes-me sentir ordinário. Cada vez que acabo uma frase num típico “alho” do norte. Quanto aos palavrões tu dizes que não há nada a fazer... Já te disse que também hás-de aprender? Gosto de te ver dançar ao som inaudível do iPod. Ritmas o corpo com uma frequência muda e encostas a cabeça ligeiramente ao ombro. Pareces querer sentir a música. És volátil e violeta. O fotão que ultrapassa o som. O permanente que viaja pelo contínuo. Às vezes és chata. Fazes perguntas que aborrecem, ages propositadamente. És um hino ao desconcerto, a mão amiga que ajuda a levantar o senhor travessuras. Às vezes fixo o olhar na linha que te divide os peitos. Tu reparas e fazes de conta. Quando mudas de posição caio em mim. Já te disse que o faço imensas vezes? Não é por mal, acontece-me quando estou a pensar. Não sei se é o carácter maternal e afectuoso associado ao leite materno que convida à reflexão se o mero acaso. Eu acredito mais na primeira. Acho que ris quando viras costas. A cor verde dos teus olhos faz-me voar pelos mundos igualmente claros e transparentes da imaginação. A realidade funde-se com o desconhecido do imaginário, e eu dispo a vida que tenho e tomo o leme dum navio pirata, sinto a força do vento que trás até mim o sabor aveludado dos teus labios, a textura tenaz da tua pele e o cheiro agridoce que renasce a cada movimento que fazes. O dia contigo nunca passa devagar. Eu nunca consigo tomar noção das horas que perco contigo. Tu dirias, ai que mentiroso. Já te disse que tens sempre razão?

2007/12/31

A idade da razão...

Esta é uma das obras de Jean Paul Satre. Nunca tinha nada lido deste senhor/filósofo/vendedor_de_pastilhas/pastor_de_ovelhas, peguei no livro convencido de que me iria arrepender nas primeiras cinco páginas, mas por incrível que pareça estou a adorar (não sei se isto é bom ou mau...) é notório o tempo livre de que esta preenchida alma dispunha. O homem explora ao máximo as personagens, e consegue um ritmo de escrita bastante cativante. Esta obra é completamente intemporal e dedicada ao tema do existencialismo, (nunca tinha lido obra nenhuma dedicada a este tema, só por isso já valeu a pena) duvido que existam muitas pessoas a filosofar o tema como este Jean guardador de rebanhos. Como, para não variar, me encontro constipado/gripado/enterrado_numa_extensa_miríade_de_doenças vou ter de adaptar a minha passagem de ano, vai ser a aspirina numa mão e o Jean Paul na outra... (ai que este Jean Paul soa tão gay)

2007/12/29

Dignidade

Dignidade: qualidade de quem ou daquilo que é digno
Digno: merecedor, honrado, que vale a pena

...que vale a pena, ouviste personagem "preta"? Sim estou a falar para ti caro amigo personagem que passeias por mundos melancólicos e tristes. Posso estar enganado, mas apesar da imensa e variada companhia que te acompanha no teu quotidiano o que vai aí dentro parece ser um imenso vazio, um mar denso de nada. Más notícias: ninguém te pode ajudar a não ser tu próprio. Boas notícias? Bem acho que a maior parte dos seres humanos habitantes neste cantinho do universo já sentiram aquilo que tu estás a sentir. Decidi vaguear pelo mundo das palavras porque tu és digno, vales a pena, e precisas de retirar todo o marasmo doentio que te percorre o corpo e que te envenena a razão, toldando as tuas atitudes e impedindo que respires os dias como o deverias fazer. Como qualquer deve fazer. Disseram-me um dia que só temos uma vida e que a devemos aproveitar ao máximo. A mensagem que me foi cedida é a melhor prenda que eu tenho para te dar este ano. É difícil eu sei. É complicado levantarmos a cabeça, o nosso psicológico não se resume a um problema mas sim a toda uma conjuntura que nos leva à boa disposição ou ao inverso e inevitável estado depressivo. É também normal que tenhas muita gente fútil que te queira vender uma das maiores mentiras do mundo, de que a vida é um mar de rosas. Eu tenho uma novidade, isso não é verdade. Essa gentalha que insiste numa vida fútil (a esses eu respondo parafraseando Russel no seu 10 mandamento) e despreocupada acha que sabe viver e que anda cá para dar uma lição aos outros achando que somos todos uns equivocados e que não sabemos viver a vida. Esses um dia a vida irá fazer o favor de lhes mostrar o lado lunar da realidade. Da mesma maneira que a vida não é um mar de rosas, pintada em tons de bege também é verdade que neste há montes de pequenas coisas que nos fazem sorrir pra vida. Que tem a imensa capacidade de nos levantar a moral, que nos deixam felizes de uma maneira genuinamente verdadeira. Voltando um pouco à tua realidade, quem é que nunca foi decepcionado? Pensas que és o único? Que vais mudar o mundo, tentando ser a melhor pessoa possível? Aqui também tenho uma novidade. Essa preocupação só irá fazer com que a tua angustia aumente assim como o sentimento de injustiça e revolta. Há coisas que simplesmente não valem a pena, ou melhor que não são dignas. Ninguém, e volto a repetir para que essa cabeça automatize esta minha instrução, ninguém tem o direito de gozar com os nossos sentimentos. O humor é das melhores coisas que o mundo tem para nos oferecer, mas gozar com a dignidade das pessoas, por em causa o teu ser e a condição de "vale a pena"? Hum, não me parece. A dignidade é o melhor barómetro no que diz respeito ao "levar a cena a sério!". Não te esforces por mostrar que és alguém digno de um determinado sentimento, a única coisa que aprendi das poucas experiências que tive, é a de que não nos devemos preocupar nem lutar por ninguém, afinal de contas se nos merecem essa luta não é necessária. Quando dás de ti ficas exposto ficas frágil e quem gosta de ti e respeita a tua dignidade nunca iria querer essa tua fragilidade, até porque frágeis não deixamos passar para fora aquilo que somos verdadeiramente. E quem gosta de ti quer-te como és, com defeitos, virtudes, bla bla bla. Eu como o resto do mundo também passei dias negros, houveram dias em que a vontade de enterrar a cabeça era maior do que a de respirar. Resolve alguma coisa? Não. Eu sei que mais cedo ou mais tarde vais abrir os olhos, todos nós gostamos de viver, quem acredita na existência de pessoas que não sabem viver é porque são inconscientes, porque simplesmente nunca tiveram problemas a sério para resolver. É daquele tipo de gente cujo principal desafio da sua existência é ter uma roupa fixe para sair à noite, ou aquele que se queixa do BMW dado pelo papa no natal, ou então aqueles que lamentam certos insucessos académicos. Quando olhas à tua volta e reparas neste tipo de problemática existencial tomas consciência de que o mundo anda cheio de gente parva, e isto é maravilhoso, já viste a quantidade de tristes iludidos que vagueiam neste mundo? O potencial humorístico que estes tristes encerram? Ai que eu adoro o meu BMW gosto tanto de cagar estilo com isto! É tão fashion. Ai o meu papá vai-me dar um apartamento em lisboa para eu levar pra lá as putas todas que conseguir pagar com o dinheiro (de quem? de quem?) do meu papá... Quanto ao tema "acreditar nas pessoas". É evidente que deves continuar a acreditar nas pessoas, porque afinal de contas neste mundo há muita, mas mesmo muita gente que vale a pena. E se às vezes tropeçamos em gente idiota que não merece o mínimo de consideração alterando um pouco a perspectiva que temos do mundo, moldando a nossa personalidade em torno de algum cepticismo no que diz respeito ao carácter de certas gajas. Também devemos lembrar que há gajas que merecem o devido respeito, assim como nós o merecemos, há putas em todo o lado, sempre haverá, não podemos mudar o mundo, o máximo que podemos é levar mais barato. Mas há gente interessante, com valor e consciente.Gente que respeita e gosta de ser respeitada. Que é suficientemente madura para saber o valor da palavra amor. A revolta é um sentimento natural. Se eu te der um murro é evidente que tu me vais querer dar a devida resposta, o mesmo acontecendo quando pisam a pessoa que somos, mas tens de saber levar isso na boa. Tenho um amigo cuja filosofia é a seguinte:

Tirando as nossas mães as gajas são todas umas putas...


É evidente que eu não sou extremista ao ponto de partilhar desta opinião, porque toda a gente sabe que há muito "filho da puta" por aí portanto parte das mães possuem a propriedade supra-citada.
Para este novo ano eu desejo-te o que desejo a todo o filho da puta. Um ano novo cheio de sexo e dor peniana (este vocábulo foi roubado ao portefólio técnico da minha querida irmã...)

Hasta irmano!

Nao sei se já viram, mas vale sempre a pena repetir...

Frangos e falhanços 2


Boas minha gente. Se me perguntarem um bom restaurante para comer em Aveiro eu não vos sei indicar nenhum, mas se me perguntarem um dvd para rir até cair pro lado, pelo menos para aqueles que gostam de se rir à custa do futebol, como é o meu caso, aconselho esta pérola chamada Frangos e Falhanços. A odisseia vem em 2 DVD's e é um resumo dos ultimos 10 anos da liga inglesa (1 DVD) juntamente com eposódios caricatamente estúpidos a nível mundial (2 dvd). Pah eu já fiz o favor de quebrar direitos de autor portanto se algum de vocês estiver com vontade de rir de situações incrivelmente parvas, é fazer o favor de avisar...

Boas entradas para todos...

2007/12/26

Ode ao pai natal

Velho barbudo, barrigudo
Divertido traquitana
Vem daí e trás presente
Mete na meia ou no sapato
Deixa na árvore
Ou mesmo na chaminé
Mas não te esqueças aqui do zé.
Sou um puto traquitana
Sou bardina quezilento
Um tratante do pior
Mas mesmo assim não te esqueças
E faz-me acreditar
Que posso ser melhor
Trás presente ó pai barbudo
E não te esqueças
Do meu pedido
Podes até vir mesmo sem pressas
Se não apareces fico fudido
Arranco-te até as cuecas.

És papai lá no brasil
És Noel já nem sei onde
Aqui és velho benfiquista
E pro ano esticas o pernil
Se este não te ponho a vista...

Ai pai natal meu querido
Lembras-te daquele velho pedido?
Foi tão sincero, tão sentido
Faz-me lá a vontadinha
Que eu sou tão fixe, tão certinho...

P.S Escrevi isto sob o efeito do vinho do porto, li à pouco e achei imensa graça ao facto das rimas não existirem da mensagem e sentido também serem escassos. Eu li e ri com isto, mas não vos perdoo se vocês se rirem de mim.. Até vos arranco as cuecas.
O Porto é a minha desgraça. Eu prometo deixo isto o mais rapidamente possivel.

Kile

Para quem escreve em Latex no windows utilizando o winedit que é pago eu surgiro o Kile do Linux que é melhor e à borla. Experimentem e depois digam alguma coisa...

P.S - Este post é um bocadinho triste, mas façam de conta que não chegaram a ler... Ok? Isso, lindos meninos

2007/12/23

Diabo...


Lembram-se eu ter mencionado a existência de certo pároco muito pouco vocacionado para a religião? Pois bem, essa mesma criatura saiu-se recentemente com uma nova pérola. Segundo esta entidade divinalmente estranha (repararam no eufemismo? eu prometi à minha maninha que não ia javardar, ai que vontade...), o pai natal é o diabo. Sim, vou voltar a repetir para que não passe despercebido, O PAI NATAL É O DIABO. E o menino jesus é que é e é que acontece... Mas esperem, já vos disse que esta personagem do Hannibal anda a espalhar a "verdade" pelo seio do mundo infantil? Pronto estou feliz, gosto tanto de ti padreca.. Cada vez gosto mais deste mundo da paróquia. Acho que vou ficar por aqui senão acabo por não conseguir cumprir a promessa que fiz à minha irmã...
Fiquem bem... Ah e cuidado no natal não deixem entrar o diabo pela chaminé, senão ele ainda vos rapta as crianças...

Call of duty 4


Ontem tive com um caro amigo num daqueles encontros esporádicos de natal. A missão original consistia em configurar o pc com alguns utilitários diversos, mas rapidamente se transformou numa aventura por missões de guerra fantásticas. O jogo chama-se call of duty 4 modern warfare, e eu tive o prazer de usufruir de uma plataforma de hardware com as seguintes configurações:
  • Core 2 duo 2.0
  • 1 Gb DDR2
  • ATI x1600 512Mb
Quem tiver a pensar em investir em pc para se dedicar aos prazeres do mundo dos videojogos eu aconselho vivamente esta pérola da Activision. Está sem dúvida fenomenal. O que mais me surpreendeu nem foram os gráficos que simplesmente são os melhores que vi ou a jogabilidade extremamente fluída, já para não falar no som ambiente e do disparo das armas e granadas que é a interpretação pura da realidade. O que é infinitamente surpreendente é o combinar fantástico a história das missões e o fluir do enredo que nos transporta para um completo filme de guerra. Experimentem este natal, podem aproveitar e limpar o cebo ao pai natal com uma Dragnov, só para aquecer...

Linux...

E pronto são mais propriamente 4:22 da manhã de Domingo 23 e eu acabo de configurar por completo o Ubunto. Estava a ver que ainda não era desta. A instalação é muito fácil no entanto entender o mecanismo que está por detrás dos pacotes de software, instalação etc não é lá muito trivial, diga-se. Mas pronto o que importa é que consegui e que isso me valeu um post ridículo como este neste meu cantinho...
Tou com sono, vou dormir!
:D