2008/02/05

Lutas ao vento...

-Onde foste ontem?
-Não sei, acho que não fui a lado nenhum, no entanto não me recordo de ter parado um momento que fosse.
-Mas então e por onde andaste?
-Andei a correr atrás de mim, com medo de ser apanhado.

Ficaram os dois com cara de parvos a admirar o semblante risonho que ambos espelhavam na cara. As maças do rosto muito vivas, o sangue parecia correr colérico nas veias, ao mesmo tempo que os olhares eram serenos, cheios de paz. Acho que a palavra é sossego. Conceito raro neste apressado mundo em que vivemos. As pessoas que passavam ao longe mostravam uma nítida pressa, um nervo miudinho que as consome. Pobres almas, esqueceram o que é viver e jogam a vida num corridinho constante. Fazem-me lembrar a figura ridícula que um boi faz quando tenta apanhar a sua própria cauda. Eles escolheram manter o mundo à parte. Decidiram um dia que iriam empurrar todo o stress do quotidiano para longe deles. Escolheram olhar a felicidade mais de perto. Ele repousa deitado sobre o frio do cimento e olha o céu com esperança no olhar. Não sabe o que vai ser o futuro, mas isso também não interessa, está mais preocupado em congelar o tempo no presente em que se encontra. Conta as nuvéns e deixa que o vento lhe beije os cabelos. Sorri. Ela brinca com uma flor e murmura bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer... ele ouve o murmúrio diz em voz baixa, mal te quer, mal te quer... Ela atira a flor para longe e deixa que o seu olhar se fixe no arrastar das folhas pelo chão. O vento dá sinal de si e ouve-se um assobio baixo, ela vira-se de frente para a corrente e deixa que o vento a abrace. Sorri e inicia um cantico qualquer. Provavelmente a última música que ouviu no leitor de mp3. Ele fecha os olhos e tenta respirar a voz melodiosa enquanto ouve o som do silêncio. De repente cansa-se e levanta-se, ele olha para os cabelos que esvoaçam e dirigi-se devagar para trás de um muro vizinho. A música acaba e ela abre os olhos. A expressão muda. O ar sereno transforma-se num sorriso maroto. Dá duas voltas sobre si mesma e desata a rir. Para onde foste desta vez meu palhaço? Fez-se silêncio. Ela voltou. Sabes? Tou muito melhor sozinha. Antes só do que mal acompanhada... Seu gay! Ele ri-se e denuncia a sua posição! Ela dirige-se silênciosamente para o local onde lhe pareceu ter surgido o som Sabes uma coisa? És muito mau a jogar às escondidas!. Ele supreende-a por trás gajas, vê-se logo que não entendem nada de estratégia militar. Sorriem de um modo deliberadamente parvo, ele porque adora que as partidas que engendra tenham sucesso e ela porque detesta fazer figura de parva mas não gosta de dar o braço a torcer.
-Saiste-me cá um artolas!
-Oh tadinha, vai fazer beicinho?
-Não, achas? Mais depressa te dava um murro no focinho.
-Oh não eras capaz. Não agora que acabaste de “tratar” das unhas.
-Tens razão um pontapé na cara se calhar era melhor ideia.
Ele ri-se, ela dá-lhe um beijo.
-Então? Mas que tipo de luta é esta? Jujitzu?
-Não é judo, eu sempre gostei de agarrar!
Ela ri-se e agarra-o com força.
-Olha lá não me rasgues o “kimono” que eu não tenho aqui segundo equipamento e a casa ainda fica longe.
-Ah não te preocupes a gente não precisa de equipamento para lutar. Gosto do conceito luta corpo a corpo no sentido literal da coisa ...

2008/02/03

Ensopado de nabiças

Poeira no ar, cinza no ar, fumo e uma cenário desagradável em demasia. A primeira coisa que passou pela cabeça foi, se fosse um cozinheiro diria que o dia hoje começou com uma manhã em forma de salada russa, a tarde um autêntico ensopado de nabiças e a noite está-se a revelar uma fantástica roupa velha. Os incêndios são uma praga terrível. De todas as catástrofes que me invadem a mente os bailaricos de chamas que invadem as matas são aquelas que mais me chateiam. Há uma extensa gama de pesadelos naturais. Lembro-me por exemplo dos sismos. Não entendo porque consideram os tremores de terra uma catástrofe. Um sismo não é nada mais nada menos que o nosso querido planeta terra num arrotar a alho, é como que um peidinho. Não podemos censurar a mãe natureza de fazer uso das suas necessidades biológicas. Mais, é sabido que anda por aí muito empreiteiro a desrespeitar muita da regulamentação e leis de construção civil. Quanto mafarrico armado em esperto não se dedica à contrução de edifícios com metade do cimento e o dobro da areia? O nosso amigo sismo é um identificador de mafarricos. Os gajos fazem construções javardas e o sismo que tem um google mafarrico, mais conhecido por googlerrico, um poderoso motor de busca de mafarricos, detecta uma certa percentagem de construções mafarricas levanta-se do seu enorme trono e manda as casotas todas a baixo. Parece-me justo. Na verdade o nosso amigo sismo havia de nos visitar mais vezes. Ainda no tema catástrofes naturais podemos encontrar aquilo que muitos chamam por cheias. Na minha opinião as cheias são tudo menos catástrofes naturais. No que respeita a água acredito que mais nunca é demais. (tirando obviamente no dia de carnaval do rio de janeiro. Aí realmente não convém nada que chova, queremos é calor. Hum.. que rico carnaval) As cheias (assim como as bundas brasileiras) são dos mais valiosos bens que temos ao nosso dispor. Quantas vezes a gente quer passear numa tarde de domingo e não consegue parar em lado nenhum porque não há estacionamento disponível? Quando há cheias não há nada disto. Não há carro que fiquei mais de dez minutos no mesmo sito. Melhor ainda, temos a fantástica oportunidade de experimentar o barco de borracha sem ser preciso andar quilometros até ao rio ou mar. Já que se falou em cheias e sismos não podia deixar de falar dos furacões. Este é mais um exemplo que não entendo. O pessoal considera os furacões uma tragédia natural. Como é possível.? Tragédia natural é ligar a televisão e dar de caras com o Claudio Ramos (foda-se até me custa dizer o nome) . Ventos agrestes são aqueles emanados pela boca de coisas como aquela estrutura estranha designada vulgarmente por Castelo Branco. Isto sim são tragédias naturais. Um furacão não passa de um fogo de artifício de baixo orçamento mas de muito maior impacto. Repare-se que o fogo de artifício se resume ao atirar de coisas ao ar que causam alto impacto visual e sonoro. Ora num furacão temos exactamente o mesmo princípio. Em vez de termos foguetes a voar temos carros, telhados de casas galinheiros e gente surda que não pela visita do nosso amigo. Na verdade um furacão não passa de um espetáculo gratuito que a nossa mãe natureza nos concede. Quantos de nós não fomos a concertos de metal? Para mim é mais prejudicial assistir a um concerto de Slipknot do que à dança do Katrina. As pessoas queixam-se com o governo pelo fecho das maternidades, apontam o desemprego como factor preocupante na sociedade em que vivemos mas esquecem todo o dinheiro gasto no carnaval da madeira. Custa alguma coisa encomendar um furacão e uma tempestade para fazerem uma visita ao Alberto João? Em vez de ver o Alberto num carro, todo fantasiado e rodeado de gajas boas a abanar o cu, em volta dele tinhamos um cenário muito mais eloquente, um verdadeiro hino a César. Já imaginaram o grandioso espetáculo que seria ver o Alberto João a voar no meio do furacão vestido de Maria Amélia e a gritar ai maezinha anda-me tirar daqui. Depois de aterrar no meio de um campo de milho tinha ainda os trovões a comerem-lhe no cu.
Sismos, terramotos, tempestades é tudo malta amiga...

2008/02/02

Araújo o grande...

É sabida a existência de muito aspirante a comediante. Muitos de nós, no nosso dia a dia sacamos daquelas piadolas de bolso para animar a malta. É bom rir, é verdade. Uns riem porque sim, outros riem porque não sabem fazer outra coisa. Há quem ri na casa de banho ou quando o professor vira costas. Rir assim como quase tudo o resto no mundo tem uma certa arte associada, mas em geral não é dificil rir, no fundo basta querer. Acima do rir porque sim, muito para além das piadas fúteis acerca dos mais banais temas encontramos a fantástica arte satírica. Uma forma muito peculiar de humor, o expoente máximo resultante do casamento perfeito entre a crítica voraz e o humor inteligente. Neste campo só me vem à cabeça um senhor. O mestre Araújo. Esta é a sua mais recente obra prima.
Mais do que um estado de alegria, o humor pode (e na minha opinião deve) ser a mais eficiente maneira de criticar, expor injustiças, e de abrir os olhos de muita gente.



P.S -- Quem nao achar piada tem sempre os malucos do riso na sua nobre missão:
Entorpecimento da alma é poder!

2008/01/31

Messenger Unplugged

O contacto desconhecido do msn continua a surpreender todos os cibernautas com frases como esta

é agora é só tomando skol brahma..e vivendo feliz..tatianaa te amo amoreee..


Qual será a frase romântica de amanhã?


  • Se acha que amanhã irá ser uma musica de Tony (abandona)Carreira vote 1


  • Se acha que amanhã irá recitar um poema de Cláudio Ramos vote 2


  • Se acha que vai ser internado de urgencia marque 3


  • Se se encontra a vomitar, extremamente mal disposto, com cólicas e branco na cara face ao ataque que esta frase lhe causou não vote, dirija-se antes ao hospital mais próximo

2008/01/28

Google...

Já toda a gente conhece o profissionalismo da google. Mas hoje estes senhores esmeraram-se...


Uma pizz(?)a bem grande...

Eu já sabia que esta menina gostava de pizsas, mas é sempre bom ter-mos a certeza...

O que é preciso é merda...

Tinha eu feito um post a algum tempo atrás sobre a problemática do palavrão e recentemente descobri (mostrou-me a minha irmã) que não sou o único a achar o palavrão uma diferente forma de arte.

Será google um deus?

http://www.thechurchofgoogle.org/Scripture/Proof_Google_Is_God.html

2008/01/26

With Oden On Our Side

Uma das melhores musicas do ultimo album dos Amon Amarth.

Um comentário para eu...

Olá, hoje venho-vos falar de coisas. Normalmente falo muito, digo pouco e na generalidade acabo sempre por me esquecer das coisas. Que coisas? Muitas, longas, compridas, feias bonitas de todos os feitios. Fui claro? Pronto agora que já captei a vossa atenção com este mergulho pelo mundo do senil já posso passar ao que me fez escrever hoje. O motivo pelo qual assento a minha tão bela e harmoniosa peida num igualmente sumptuoso assento digno da minha pessoa são simplesmente comentários. Mas não se precipitem, não julguem já este tema é por demais desinteressante, leiam tudo e concluam isso somente no final. Eu gosto de ler comentários. Muitas vezes mais do que certos posts em si. Só não gosto de uma pequena parte de comentários, aqueles que começam da seguinte maneira:
  • Eu também...
  • Ah isso fez-me lembrar uma cena que eu...
  • Por falar nisso eu...
  • Agora fizeste-me lembrar uma expêriencia minha..
Poderia-se continuar, mas acho que já dá para ver o que ME irrita neste tipo de comentários. É que há gente que não utiliza outro tipo de frase. O eu tem que estar sempre presente. Eu gostava só de lembrar a estas personas o seguinte, existe mundo para além do planeta EU. Sei que é complicado nesta altura do campeonato tomar consciência de tal realidade, mas meus amigos vocês vão ver que no dia que tiverem a capacidade de olhar verdadeiramente ao espelho vão tomar consciência de que a gente na realidade não quer saber do vosso EU. O EU é pequenino, é egocêntrico, é idiota e desprovido de qualquer interesse. Invoquem o EU quando estiverem sozinhos no quarto a olhar pro espelho enquanto perguntam ciclicamente, será que eu me amo como devia? será que não me estou a ser infiel? Eu imagino o dia em que o mundo se encontra possuído pelo reino do eu, presidido pelo Rei Primeira Pessoa do Singular. As ruas seriam revestias de espelhos para que todos se podessem ver e alimentar a crença de que são belos, joviais. Os cumprimentos passariam a tomar a seguinte forma, espelho meu haverá no mundo alguém mais belo, inteligente, fixe, cool, potente, do que eu, eu, eu...olá meu caro amigo, sabe como tenho andado ou quer que lhe ponha a par do que me tem acontecido ao que o comparsa responderia com um ah meu caro, muito me apraz saber que está bem, mas sabe infelizmente não tenho tempo para o ouvir estou de momento numa profunda reflexão sobre mim mesmo, tornando o outro, ah que chatice, é uma pena você não ficar a par das minhas ultimas novidades, mas não se preocupe, amigos são amigos, envio-lhe um relatório completo por email. Não era tão mais belo o mundo pintado desta maneira?
Façam um favor à humanidade e prossigam nesta luta colectiva do individual. O mundo assim tem outra cor... A cor que eu quiser.

2008/01/20

Insólitos messenger...

to gostando de vc di verdade.. oq eu to sintindo por vc é real não é mentiraaaa..tiquero...({)(})(L) TE GOSTO DE - MONIQUE(L)....


A pergunta que se faz é:

Se gostas da miuda porque escreves disto??

Feiticeiro caracol...

Hoje chove. Não como nos restantes dias, neste a água parece querer furar o chão. Cai com uma força incrível, bate no passeio como a querer-se vingar na sua existência. Faz frio, é um daqueles dias em que a gente acorda e vê tudo branco coberto de geada, infelizmente aqui não há. Na minha terra natal, a estas horas está tudo como que coberto de neve. Adoro a sensação de estar deitado na cama e sentir o abraço dos cobertores, o apoio materno da almofada. Fecho os olhos e imagino-me um caracol. Encolho-me o mais que possa e tento esconder-me do mundo. Aqui neste quarto nu, dentro destas quatro paredes eu sou único. Mais ninguém é caracol como eu. A sensação de conforto aumenta a cada gota que bate na janela. Sempre que ouço um assobio do vento arrepia-se-me a pele e fico mais sensivel ao calor febril que me envolve. Nestas alturas adoro dormir sozinho e não ter de partilhar o meu casulo de caracol com mais ninguém. Não tenho despertador e na verdade não sei o que é pior, se ter uma maquina a ditar o nosso levantar se o facto de ser-mos nós a fazê-lo. Enquanto se fazem horas a chuva vai moderando de intensidade e eu vou despertando. A sensação é sempre a mesma, uma tranquilidade, relaxamento que apazigua. Eu gosto. Levanto-me e dirijo-me para a janela, o céu está cinzento triste, o sol não se vê. Ao longo das compridas ruas pessoas andam apressadamente, tolhidas, tentando evitar o mais que possam a chuva que os persegue. Dá-me vontade de ir para a cama. Quero ser de novo caracol. Tomo um banho relaxante, limpo toda sujidade nocturna e preparo para me transformar em feiticeiro. Visto a roupa habitual e escondo-me debaixo da volumosa casaca. Saio de casa e percorro o trajecto do costume até ao meu local de trabalho. Enquanto a chuva me bate na cara eu torno-me invisível. Olho para as pessoas e imagino como seria passar pelo meio delas. Um enorme prédio faz-me percorrer o dobro da distância. Como seria se eu pudesse atravessar pelas paredes da enorme massa cinzenta? Ao passar a primeira fila de cimento dou de caras com um casal vestindo-se apressadamente anda, vamos, dentro em breve chega o teu marido, aproveito a situação e aplico um dos meus poderes mágicos ao infiel da zona, teve diarreia o resto do dia. Para lá do segundo bloco de tijolos encontrei uma menina pequena a preparar-se para as aulas. Estava a preparar o lanche da manha e acabava apressadamente alguns dos trabalhos que fora encarregada de fazer. É hora de aplicar a minha segunda magia, está um dia horrivel para esta menina sair de casa, faço o telefone tocar, a menina atende e ouve olá fala de casa da dona Conceição? -Sim, quem é? -É da escola primária, era para avisar que hoje não há aulas a menina sorri, atira com os cadernos para o chão e volta para a cama. Ela ao menos pode ser caracol. Sigo em frente, cada vez mais adoro fazer feitiços. No apartamento seguinte tenho um quarto vazio é de um estudante universitário concerteza. Dormiu fora. Das duas uma, ou lhe calhou a sorte grande e agora está com a sua caracoleta a fazer caracoizinhos ou então está a fazer de roupa velha, bébedo e enxarcado encostado nalguma valeta suja. Pela arrumação do quarto está a fazer caracóis. Que feitiço hei-de aplicar aqui? Nesta altura lembro-me do que é chegar a casa depois de uma noite atribulada. O que a gente dá por um bom banho, e uma cama quente? Este rapaz tinha deixado a janela aberta e o quarto estava uma bagunça. Assim não fica difícil saber o que fazer. Num ápice toda a água desaparece, a temperatura aumenta e a porta abre-se foda-se que saudades que eu tinha da minha cama... Aahhhhhh... Bons sonhos. Acabo de atravessar todo o prédio e chego finalmente ao meu destino. Deixo o feiticeiro de lado e volto à normalidade. O que serei amanhã?

2008/01/17

A puta da palavra

As palavras são como que um mar pelo qual percorremos a vida. Numa interjeição definimos um rumo, viramos o leme em direcção a um diferente propósito. Gosto de me perder em passeios por este mundo indiscritível das palavras. Na verdade gosto de todas as palavras. A única condição que lhes imponho é uma marca de autênticidade. Gosto de palavrões, da sua natureza agressiva, aprecio de um modo estranhamente interessado o acervo interminavel de palavras odiosas que existem. O calão é como que um murro na mesa, uma maneira primitiva e fácil de evasão ao mundo da argumentação. Esta é pelo menos a primeira impressão, ou aquela que é interpretada pela maioria. Eu gosto de olhar para os palavrões como piratas no oceano da língua. Os palavrões são uns fora da lei, não tem identidade, não aparecem no dicionário o registo civil da língua. Os palavrões assaltam constantemente os vocábulos legítimos. São polimorfos, servem para qualquer propósito. Aparecem em horas de aflição, em tempo de alegria, em momentos fantástica excitação. Os palavrões são na verdade excumungados, deserdados no reino da palavra. As culturas e os bons rituais de boa educação insistem no genocídio geral destes resistentes seres. São vistos como malfeitores, ímpios, vilões e desgraçados. Mas é inegável o seu valor, a pungente natureza da sua essência. Quem é que nunca gritou bem alto foda-se lá esta merda... é mandar tudo pro caralho. Existe maneira melhor que esta para partilhar um sentimento tão natural como o misto de revolta com impotência? Para mim fazem todo o sentido e é um modo poetico no realismo da frio da vida. Não gosto de novelas, nem da língua que lá se pratica. É suja, ilegitima, prostituida e barata. O sentido das palavras perde-se e a leviandade presente consequência dos assuntos vazios remete a palavra, o seu significado e tudo o que esta tem de melhor para segundo plano, para um plano invisível. Gosto de sentir o encarnado sangue detrás de um vivido puta que pariu. É tão agressivo que se torna encantador. Sinto uma enorme atracção pelos eternos galãs do calão. Aqueles possuidores de um charme transcendente. Armas nucleares no mundo da semântica. A magia enfeitiçada oculta no foda-se é completamente arrebatadora. Quem nunca se dirigiu a uma bela moçoila de feições aprumadas, sentindo a fogosidade, violência hormonal dos vinte anos, com um inebriante que grande foda... É incrível como se repudiam este tipo de expressões, tão vivas tão certeiras, honestas, verdadeiras. É assustador o divórcio existente entre o que nos vai na alma e as palalavras que invocamos para dar vida a esses mundos. A tinta com que pintamos as nossas emoções tem muito mais vida quando talhadas sob mantos de caralhos, a tez da tela é mil vezes mais macia quando revestida por eternas putas desnudas reflectoras de tons violeta provocante. Quem não se revê no mundo do calão? Neste palco da vida onde cada um de nós actua o desenho do sórdido, imundo, indecente, vergonhoso é constantemente vilipendiado, por palavras educadas, detentoras de uma legitimidade hipócrita, roubando o emprego ao retrato do filhos da puta. Num suspiro efémero, vindo de um respirar profundo, transitório e provocante eu chamo daqui o navio do fantástico e aproveito para vos deixar com um autêntico,

ide pro caralho bois da merda, ide trabalhar que isto aqui não se aprende nada...

2008/01/16

O génio da comédia capilar...

Não sei se me hei-de rir do cabelo, das fuças que esta besta da comédia faz se de tudo. Eu acho que me vou rir de tudo. Simplesmente genial... Ou então simply the best para quem gosta de tina turner...

2008/01/14

Na noite

A noite acabrunha as sensações. O escuro da esquina anuncia a chegada do gelo nocturno. Está frio. Olhando em redor a única coisa que se consegue sentir é o cheiro húmido do rio que passeia monotonamente pelas serras circundantes. A presença da noite é habitualmente lembrada como um recolher de corpos, momento em que descansam as almas. Está vento. Um vento húmido, corpos massissos de ar empurram-me o corpo para trás, uma força invisível que me sustenta na vertical. Costumo fechar os olhos, gosto de sentir o severo das sensações, o beijo frio do ar na minha boca febril. São aproximadamente dez da noite. Nestes dias de inverno o sol despede-se cedo. O sono apodera-se de mim e passeia lado a lado com o entorpecimento do corpo. Sinto uma preguiça assustadora. É bom o frio. Ajuda a dizer não à inércia que nasce vinda do nada. Guardo sempre esta altura da noite para estar contigo, para relembrar o que fui contigo. Os passeios longos, vagarosos, como dias de verão que partilhei contigo. A cumplicidade, a sintonia no olhar, o sincronizado respirar. O frio ajuda. O fresco na cara faz com que te sinta, como uma mão que passa rente à pele tocando somente as pontas capilares. És como um estar virtutal. Na verdade nunca passaste disso. Nunca deixaste de ser o que eras, não sendo nada. Costumo vir até aqui, à beira do rio. O som da água veloz nas pedras inertes inspira um sentimento sinistro que a noite acaba por tornar aterrador. Eu gosto do som. Sento-me contigo em cima de uma pedra sombria e respiro todo o horror da noite. Transformo o terror inalado numa tranquilidade muda. Abandono-me por completo à viagem que a natureza nos proporciona. A sinfonia que presenciamos é de uma profundidade musical transcendente. O assobio do vento sobrepõe-se sobre o caminhar da água no rio. A percussão entra a meio do concerto sob forma de gotas de chuva. Mas ainda não está cá todo o grupo musical, faltam os trovões. O cenário não é realmente verdadeiro sem o ecoo dos trovões. Aquela voz grave de tenor, que anuncia a tragédia do dia. Todo o cenário é o mais puro contraste. O preto no branco. A diferença entre o bem e o mal. O mais concreto invisível. Eu irradiando uma felicidade ímpar, sentindo no colo o teu calor e nas costas o implacável frio da chuva. É raro estarmos os dois. Tu só apareces em dias de concerto e os trovões não gostam de actuar com grande frequência. Em nosso redor árvores centenárias abrigam-nos da vista curiosa da gentalha que acidentamente passa por ali. Somos como que abraçadas por estas entidades divinas da natureza. Gostava de falar Arvorez, olhar para o Castanheiro imponente e pedir-lhe que nos elevasse no ar. Ouvir melhor o cântico da chuva. Assistir na primeira fila à eterna representação teatral dos pássaros que voam invisíveis no ar, detectáveis unicamente devido ao seu chilrear característico. Gostava de falar com o vento. Pedia-lhe que nos levasse de pedra em pedra, de margem em margem. Com sorte o rio achava-nos graça e convidava-nos para passear com ele. Fazia-mos dos nossos sonhos uma canoa e iniciava-mos uma longa escalada rumo à nascente que lhe deu origem. Como eu gosto de me sentar contigo. Poder viver o mundo de uma maneira diferente. Viver sem existir. Sem ser eu. Viver e ser tudo o que sempre quis ser. Pular de sonho em sonho com a frequência do vento. Encarnar cada gota de chuva como uma diferente personagem. Ser pirata, ser cowboy, caçador de tesouros. Ser peregrino, alma penada. Ser mau, alma vingada. Ser bom, possuidor de um aviltante coração. Encantador, uma eterna tentação. Ao som da chuva sou tudo o que quero, ao frio do vento eu sinto a vida em mim. No teu calor eu sinto a esperança e a luz do dia...

2008/01/13

Massacration - Evil Papagali

A musica do momento...
O lado negro do papagaio...


I met a bird that
Came From Hell
He is little green
He is very well

He likes to play
He likes the milk
He likes to fight
He likes to kill

I met a bird that
Came from hell
He is little green
He is very well

He cannot fly
And he is revolt
He don't like me
And then he told
What?

Chorus:
Lôro
Lôro quer biscoito!

Evil Papagali
He wants to kill
He ordered me to
Puta que pariu

Evil Papagali
He is animal
He got the power
Of heavy metal

He's got the power
Of The furation
You feel the pain
Is the bication

He's master of hell
And we're
Massacration
He wants to speak
To all the nation

(Chorus)

Curupaco feel
the fire
Curupaco feel
Curupaco kill
With power
Curupaco kill

(Chorus 2x)

2008/01/05

Já te disse?

Às vezes o anoitecer visita-nos mais cedo. O dia cai com o seu calmo e terno passo de gigante. Costumas contemplá-lo com alegria nos olhos, nota-se em ti um respirar denso, o ar quente que te sai pela boca mistura-se rebeldemente com o frio que se sente cá fora. O dia não está realmente a condizer com o teu sorriso, na verdade é exactamente o oposto. Mas em boa verdade é melhor assim, acabas por dar uma alegria mágica ao dia que acaba agora mesmo de desaparecer sob os passos decididos que o sol insiste em percorrer ciclicamente. Estás, és, realmente resplandecente. Tens os olhos do verão, quentes como o sol arenoso numa tarde de esplanada. As tuas mãos são ridiculamente simples. Unhas lavadas, despidas de cor, o único brilho que se consegue ver é o reflexo da saúde que dispara luz em todas as direcções. Tens um corpo esguio, muito caracteristico. Dá a impressão que foste resultado de escultor, talhada com mil cuidados. Sorris de um modo delicado sem nunca dar o braço a torcer, parece um riso resignado, que saiu contra a vontade, mas não há dúvida que é teu, é igualmente brilhante e consegue aquecer a temperatura mais fria sem nunca aquecer demasiado. Às vezes mergulhas em estranhos momentos de reflexão. Olhas de uma maneira vaga enquanto mexes os cabelos pretos e que também gozam de uma saúde inacreditável. Às vezes sabes a super bock. Sais com uma piada mais triste, tipica de menina de coro, mas rapidamente te corriges. Acabas sempre por vencer com alguma parvoíce sincera e estupidamente engraçada. És divertida. Tens rasgos de irritação, momentos raros que surgem como a distracção. Nunca consegues esconder a bondade natural que trazes no coração, viajas pelos mundos do diferente, és tão normal que me causa arrepios. Nunca chegas a ser vulgar, tirando claro quando dás asas ao teu estranho sentido de humor. És parva como eu sou, como todos somos. És mágica, tiras o coelho e nunca chegas a mostrar verdedeiramente a cartola. Voas com asas de papagaio, hesitante, desconfiada, e nunca sabes se estás acordada ou na iminência de um acordar repentino. Já te disse que és parva? És vaidosa, é um facto. Mas quem é que não tem um pouco de brio? Amor próprio é importante e tu costumas vender. Prostituis uma alegria habitual e rotineira, felicidade companheira que me da vontade de rir. És um mar imenso de vida, que remenda a roupa esfarrapada que muitos insistem em vestir. Já te disse que gostava de te despir? És o óbvio que vence a virtude do complicado. Às vezes perco-me irremediavel e repetidamente nos teus movimentos capilares, parecem ditar o ritmo e direcção do vento. São decididos e harmoniosos, únicos como tu, como todos nós. Já te disse que cativas? Costumas caminhar equilibrada e relaxadamente. Se fosse um assaltante manco eras a vítima perfeita. Às vezes és odiosa. És horrível, não dizes palavrões. Fazes-me sentir ordinário. Cada vez que acabo uma frase num típico “alho” do norte. Quanto aos palavrões tu dizes que não há nada a fazer... Já te disse que também hás-de aprender? Gosto de te ver dançar ao som inaudível do iPod. Ritmas o corpo com uma frequência muda e encostas a cabeça ligeiramente ao ombro. Pareces querer sentir a música. És volátil e violeta. O fotão que ultrapassa o som. O permanente que viaja pelo contínuo. Às vezes és chata. Fazes perguntas que aborrecem, ages propositadamente. És um hino ao desconcerto, a mão amiga que ajuda a levantar o senhor travessuras. Às vezes fixo o olhar na linha que te divide os peitos. Tu reparas e fazes de conta. Quando mudas de posição caio em mim. Já te disse que o faço imensas vezes? Não é por mal, acontece-me quando estou a pensar. Não sei se é o carácter maternal e afectuoso associado ao leite materno que convida à reflexão se o mero acaso. Eu acredito mais na primeira. Acho que ris quando viras costas. A cor verde dos teus olhos faz-me voar pelos mundos igualmente claros e transparentes da imaginação. A realidade funde-se com o desconhecido do imaginário, e eu dispo a vida que tenho e tomo o leme dum navio pirata, sinto a força do vento que trás até mim o sabor aveludado dos teus labios, a textura tenaz da tua pele e o cheiro agridoce que renasce a cada movimento que fazes. O dia contigo nunca passa devagar. Eu nunca consigo tomar noção das horas que perco contigo. Tu dirias, ai que mentiroso. Já te disse que tens sempre razão?

2007/12/31

A idade da razão...

Esta é uma das obras de Jean Paul Satre. Nunca tinha nada lido deste senhor/filósofo/vendedor_de_pastilhas/pastor_de_ovelhas, peguei no livro convencido de que me iria arrepender nas primeiras cinco páginas, mas por incrível que pareça estou a adorar (não sei se isto é bom ou mau...) é notório o tempo livre de que esta preenchida alma dispunha. O homem explora ao máximo as personagens, e consegue um ritmo de escrita bastante cativante. Esta obra é completamente intemporal e dedicada ao tema do existencialismo, (nunca tinha lido obra nenhuma dedicada a este tema, só por isso já valeu a pena) duvido que existam muitas pessoas a filosofar o tema como este Jean guardador de rebanhos. Como, para não variar, me encontro constipado/gripado/enterrado_numa_extensa_miríade_de_doenças vou ter de adaptar a minha passagem de ano, vai ser a aspirina numa mão e o Jean Paul na outra... (ai que este Jean Paul soa tão gay)

2007/12/29

Dignidade

Dignidade: qualidade de quem ou daquilo que é digno
Digno: merecedor, honrado, que vale a pena

...que vale a pena, ouviste personagem "preta"? Sim estou a falar para ti caro amigo personagem que passeias por mundos melancólicos e tristes. Posso estar enganado, mas apesar da imensa e variada companhia que te acompanha no teu quotidiano o que vai aí dentro parece ser um imenso vazio, um mar denso de nada. Más notícias: ninguém te pode ajudar a não ser tu próprio. Boas notícias? Bem acho que a maior parte dos seres humanos habitantes neste cantinho do universo já sentiram aquilo que tu estás a sentir. Decidi vaguear pelo mundo das palavras porque tu és digno, vales a pena, e precisas de retirar todo o marasmo doentio que te percorre o corpo e que te envenena a razão, toldando as tuas atitudes e impedindo que respires os dias como o deverias fazer. Como qualquer deve fazer. Disseram-me um dia que só temos uma vida e que a devemos aproveitar ao máximo. A mensagem que me foi cedida é a melhor prenda que eu tenho para te dar este ano. É difícil eu sei. É complicado levantarmos a cabeça, o nosso psicológico não se resume a um problema mas sim a toda uma conjuntura que nos leva à boa disposição ou ao inverso e inevitável estado depressivo. É também normal que tenhas muita gente fútil que te queira vender uma das maiores mentiras do mundo, de que a vida é um mar de rosas. Eu tenho uma novidade, isso não é verdade. Essa gentalha que insiste numa vida fútil (a esses eu respondo parafraseando Russel no seu 10 mandamento) e despreocupada acha que sabe viver e que anda cá para dar uma lição aos outros achando que somos todos uns equivocados e que não sabemos viver a vida. Esses um dia a vida irá fazer o favor de lhes mostrar o lado lunar da realidade. Da mesma maneira que a vida não é um mar de rosas, pintada em tons de bege também é verdade que neste há montes de pequenas coisas que nos fazem sorrir pra vida. Que tem a imensa capacidade de nos levantar a moral, que nos deixam felizes de uma maneira genuinamente verdadeira. Voltando um pouco à tua realidade, quem é que nunca foi decepcionado? Pensas que és o único? Que vais mudar o mundo, tentando ser a melhor pessoa possível? Aqui também tenho uma novidade. Essa preocupação só irá fazer com que a tua angustia aumente assim como o sentimento de injustiça e revolta. Há coisas que simplesmente não valem a pena, ou melhor que não são dignas. Ninguém, e volto a repetir para que essa cabeça automatize esta minha instrução, ninguém tem o direito de gozar com os nossos sentimentos. O humor é das melhores coisas que o mundo tem para nos oferecer, mas gozar com a dignidade das pessoas, por em causa o teu ser e a condição de "vale a pena"? Hum, não me parece. A dignidade é o melhor barómetro no que diz respeito ao "levar a cena a sério!". Não te esforces por mostrar que és alguém digno de um determinado sentimento, a única coisa que aprendi das poucas experiências que tive, é a de que não nos devemos preocupar nem lutar por ninguém, afinal de contas se nos merecem essa luta não é necessária. Quando dás de ti ficas exposto ficas frágil e quem gosta de ti e respeita a tua dignidade nunca iria querer essa tua fragilidade, até porque frágeis não deixamos passar para fora aquilo que somos verdadeiramente. E quem gosta de ti quer-te como és, com defeitos, virtudes, bla bla bla. Eu como o resto do mundo também passei dias negros, houveram dias em que a vontade de enterrar a cabeça era maior do que a de respirar. Resolve alguma coisa? Não. Eu sei que mais cedo ou mais tarde vais abrir os olhos, todos nós gostamos de viver, quem acredita na existência de pessoas que não sabem viver é porque são inconscientes, porque simplesmente nunca tiveram problemas a sério para resolver. É daquele tipo de gente cujo principal desafio da sua existência é ter uma roupa fixe para sair à noite, ou aquele que se queixa do BMW dado pelo papa no natal, ou então aqueles que lamentam certos insucessos académicos. Quando olhas à tua volta e reparas neste tipo de problemática existencial tomas consciência de que o mundo anda cheio de gente parva, e isto é maravilhoso, já viste a quantidade de tristes iludidos que vagueiam neste mundo? O potencial humorístico que estes tristes encerram? Ai que eu adoro o meu BMW gosto tanto de cagar estilo com isto! É tão fashion. Ai o meu papá vai-me dar um apartamento em lisboa para eu levar pra lá as putas todas que conseguir pagar com o dinheiro (de quem? de quem?) do meu papá... Quanto ao tema "acreditar nas pessoas". É evidente que deves continuar a acreditar nas pessoas, porque afinal de contas neste mundo há muita, mas mesmo muita gente que vale a pena. E se às vezes tropeçamos em gente idiota que não merece o mínimo de consideração alterando um pouco a perspectiva que temos do mundo, moldando a nossa personalidade em torno de algum cepticismo no que diz respeito ao carácter de certas gajas. Também devemos lembrar que há gajas que merecem o devido respeito, assim como nós o merecemos, há putas em todo o lado, sempre haverá, não podemos mudar o mundo, o máximo que podemos é levar mais barato. Mas há gente interessante, com valor e consciente.Gente que respeita e gosta de ser respeitada. Que é suficientemente madura para saber o valor da palavra amor. A revolta é um sentimento natural. Se eu te der um murro é evidente que tu me vais querer dar a devida resposta, o mesmo acontecendo quando pisam a pessoa que somos, mas tens de saber levar isso na boa. Tenho um amigo cuja filosofia é a seguinte:

Tirando as nossas mães as gajas são todas umas putas...


É evidente que eu não sou extremista ao ponto de partilhar desta opinião, porque toda a gente sabe que há muito "filho da puta" por aí portanto parte das mães possuem a propriedade supra-citada.
Para este novo ano eu desejo-te o que desejo a todo o filho da puta. Um ano novo cheio de sexo e dor peniana (este vocábulo foi roubado ao portefólio técnico da minha querida irmã...)

Hasta irmano!

Nao sei se já viram, mas vale sempre a pena repetir...

Frangos e falhanços 2


Boas minha gente. Se me perguntarem um bom restaurante para comer em Aveiro eu não vos sei indicar nenhum, mas se me perguntarem um dvd para rir até cair pro lado, pelo menos para aqueles que gostam de se rir à custa do futebol, como é o meu caso, aconselho esta pérola chamada Frangos e Falhanços. A odisseia vem em 2 DVD's e é um resumo dos ultimos 10 anos da liga inglesa (1 DVD) juntamente com eposódios caricatamente estúpidos a nível mundial (2 dvd). Pah eu já fiz o favor de quebrar direitos de autor portanto se algum de vocês estiver com vontade de rir de situações incrivelmente parvas, é fazer o favor de avisar...

Boas entradas para todos...

2007/12/26

Ode ao pai natal

Velho barbudo, barrigudo
Divertido traquitana
Vem daí e trás presente
Mete na meia ou no sapato
Deixa na árvore
Ou mesmo na chaminé
Mas não te esqueças aqui do zé.
Sou um puto traquitana
Sou bardina quezilento
Um tratante do pior
Mas mesmo assim não te esqueças
E faz-me acreditar
Que posso ser melhor
Trás presente ó pai barbudo
E não te esqueças
Do meu pedido
Podes até vir mesmo sem pressas
Se não apareces fico fudido
Arranco-te até as cuecas.

És papai lá no brasil
És Noel já nem sei onde
Aqui és velho benfiquista
E pro ano esticas o pernil
Se este não te ponho a vista...

Ai pai natal meu querido
Lembras-te daquele velho pedido?
Foi tão sincero, tão sentido
Faz-me lá a vontadinha
Que eu sou tão fixe, tão certinho...

P.S Escrevi isto sob o efeito do vinho do porto, li à pouco e achei imensa graça ao facto das rimas não existirem da mensagem e sentido também serem escassos. Eu li e ri com isto, mas não vos perdoo se vocês se rirem de mim.. Até vos arranco as cuecas.
O Porto é a minha desgraça. Eu prometo deixo isto o mais rapidamente possivel.

Kile

Para quem escreve em Latex no windows utilizando o winedit que é pago eu surgiro o Kile do Linux que é melhor e à borla. Experimentem e depois digam alguma coisa...

P.S - Este post é um bocadinho triste, mas façam de conta que não chegaram a ler... Ok? Isso, lindos meninos

2007/12/23

Diabo...


Lembram-se eu ter mencionado a existência de certo pároco muito pouco vocacionado para a religião? Pois bem, essa mesma criatura saiu-se recentemente com uma nova pérola. Segundo esta entidade divinalmente estranha (repararam no eufemismo? eu prometi à minha maninha que não ia javardar, ai que vontade...), o pai natal é o diabo. Sim, vou voltar a repetir para que não passe despercebido, O PAI NATAL É O DIABO. E o menino jesus é que é e é que acontece... Mas esperem, já vos disse que esta personagem do Hannibal anda a espalhar a "verdade" pelo seio do mundo infantil? Pronto estou feliz, gosto tanto de ti padreca.. Cada vez gosto mais deste mundo da paróquia. Acho que vou ficar por aqui senão acabo por não conseguir cumprir a promessa que fiz à minha irmã...
Fiquem bem... Ah e cuidado no natal não deixem entrar o diabo pela chaminé, senão ele ainda vos rapta as crianças...

Call of duty 4


Ontem tive com um caro amigo num daqueles encontros esporádicos de natal. A missão original consistia em configurar o pc com alguns utilitários diversos, mas rapidamente se transformou numa aventura por missões de guerra fantásticas. O jogo chama-se call of duty 4 modern warfare, e eu tive o prazer de usufruir de uma plataforma de hardware com as seguintes configurações:
  • Core 2 duo 2.0
  • 1 Gb DDR2
  • ATI x1600 512Mb
Quem tiver a pensar em investir em pc para se dedicar aos prazeres do mundo dos videojogos eu aconselho vivamente esta pérola da Activision. Está sem dúvida fenomenal. O que mais me surpreendeu nem foram os gráficos que simplesmente são os melhores que vi ou a jogabilidade extremamente fluída, já para não falar no som ambiente e do disparo das armas e granadas que é a interpretação pura da realidade. O que é infinitamente surpreendente é o combinar fantástico a história das missões e o fluir do enredo que nos transporta para um completo filme de guerra. Experimentem este natal, podem aproveitar e limpar o cebo ao pai natal com uma Dragnov, só para aquecer...

Linux...

E pronto são mais propriamente 4:22 da manhã de Domingo 23 e eu acabo de configurar por completo o Ubunto. Estava a ver que ainda não era desta. A instalação é muito fácil no entanto entender o mecanismo que está por detrás dos pacotes de software, instalação etc não é lá muito trivial, diga-se. Mas pronto o que importa é que consegui e que isso me valeu um post ridículo como este neste meu cantinho...
Tou com sono, vou dormir!
:D

2007/12/22

Don't Shoot Me Santa

A musica de natal do ano, pelos vistos pro gajo deve ser a última...
Papai não me mata vai...
:D

What what?

... in the butt!

Mais natal

Só tenho uma coisa a dizer, Do you want my père noël??
:D
Enjoy it as I didn't...

2007/12/18

Humor natalício em alta...

Reflexões profundas. Questões existenciais raras que prometem dar que fazer ao mundo filosófico conteporâneo. Não perca, nuns incorrigiveis perto de si...

Hell Kitt



P.S: Evitem ver isto em locais de trabalho! Isto provoca riso em formato de alto volume situação que vos pode assegurar o despedimento...
O que acham do Hell Cats? Ja viram? Alguém arranja?
:D

2007/12/16

Gangster das Américas

Pah fui ver o filme, confesso que esperava que fosse bom, mas não tão bom. Devo ter sido o último (dos moicanos) a ver esta obra de arte, mas pronto ao menos fui ver. Se algum dia tive de surgerir alguma coisa esse dia é hoje e a sugestão é mesmo esta porcaria de filme. Aqui o preto da foto faz alto papel, para não variar, e o senhor Russel mais a sua pancinha à policia americano está igualmente brutal.
O filme é todo ele uma critica e exposição (mais um) dos podres existentes na sociedade, dentro desta crítica houveram algumas partes que achei particularmente espetaculares. A facada que este filme dá no sistema policial é simplesmente genial, no entanto nem foi esta a que mais me fascinou. O que adorei mesmo foi a parte no tribunal em que a mulher lhe diz que ele era igual aos outros, que lá por ser honesto não ia mudar nada, que era simplesmente igual aos polícias corruptos. Com aquela saida a triste da gaja acabava por perder a tutela do filho, o genial nessa parte é que o cabrao do bofia (o xoninhas do Russel) vira-se e diz, tens razão, realmente eu não sou um bom ambiente para a criança, abandonando o tribunal de seguida. Não está isto genial? Que pintura melhor haverá para mostrar o ridículo duma situação, que apesar de teoriamente censurada é um comportamento generalizado no mundo. A parte final de debate filosofico entre Lucas e o xoninhas do bofia, com a troca de posições do copo, também está fantabulástic. (uma salva para o senhor ridley scoot)
Adorei o filme... Vão ver, não perdem nada (tirando o preço do bilhete claro)!

2007/12/13

Como dividir 200 mil euros

Insolitos?

Dois amigos...

-Ainda escreves?
-Sim, ainda.
-Pois, a Arábia só dita...
______________________________

-Conheces aquela gaja?
-O José Malhoa!


Obrigado Nigmatic/Pakete/Espinho_Em_Geral

Escrevam ao velhadas

A verdadeira carta de natal...



Obrigado nash pelo email com a carta

2007/12/12

Natal




Não sei se já repararam, mas o natal acaba de nos bater à porta. Antes de mais deixem-me lembrar-vos de uma pequena coisa o natal é uma época festiva. Eu nunca pensei ter de vir a dizer isto, confesso, mas a quantidade de pessoas com aversão a esta ALEGRE, FESTIVA, época de CONFRATERNIZAÇÃO, cresce de uma maneira exponencial. Minha gente anda tudo doudo? Vou só enumerar alguns argumentos que me fascinam de tão idiotas (que eu acho) que são.

--Ah e tal, o natal é muito consumista, é uma confusão toda a gente preocupada com presentes é uma banhada!

A toda essa gente que partilha desta opinião eu vou imediatamente começar a tratar por ESTIMADAS CAVALGADURAS.Pois então CAVALGADURAS em questão reparem no seguinte. Em primeiro lugar o natal não é consumista. Nunca vi o natal no Jumbo a comprar o que quer que seja, nem sequer uma caixa de preservativos pra queimar com alguma das renas. Segundo,confusão, desculpem a citação, o CARALHO. Não me venham com essa treta de que o natal é uma confusão porque o verão nas praias também é, assim como também o é qualquer que seja a discoteca ou tasco que vocês (escumalha universitaria) visitam!Podem portanto daqui tirar a seguinte conclusão:Vao levar no dito cujo mais a confusão, ok? Terceiro mas não menos importante, quando dizemos toda a gente estamos a incluir todos ou seja tu eu, o pai natal, as renas o diabo, cristo na manjedoura e o cristovão colombo estão todos preocupados com presentes. Eu discordo completamente com esta afirmação. Em primeiro lugar toda a gente sabe que o pai natal se está a tentar livrar deles, as renas por elas nem sequer havia presentes, se há coisa que elas não devem gostar é andar ao frio a levar com céu enublado e ter de pousar telhado simtelhado não e muitos nem sequer tem um estacionamento decente com ração pras pobres criaturas. O diabo, bom o diabo tem presentes todo o ano, com o "vaquedo" que aí anda o que não deve faltar lá pro inferno são "presentes". Cristo na mangedoura ainda anda a estas horas a cagar mirra, o cristovão colombo anda à procura das coordenadas do cabo bojador e encontra-se no preciso momento no google earth à procura de hoteis que pretende reservar pra tripulação, ele tem mais em que pensar do que em presentes. Como estas entidades arranjo muitas mais, portanto quando dizem que toda a gente anda preocupada em consumir eu digo muito educadamente:

..dei-vos

Argumento dois (vertente dissimulada do primeiro):

--O natal tem algum assunto? É uma aldrabice, só serve pra gastar dinheiro!

Vou explicar como isto funciona. No natal eu estou com a familia, amigos chegados e afins tudo isto custa cerca de 20 euros por hora adicionemos agora 3 euros de tarifa por cada sorriso que recebemos ao caminhar pela rua. Ah já me ia a esquecer, toda a arvore enfeitada que vires ficas sujeito a 5 euros por cada minuto de contemplação, atenção que se for no porto, na arvore mais alta da europa, quem sabe do país, pagas a triplicar. Não podemos esquecer também que o pai natal não anda a água (se calhar anda a vinho) e portanto como imposto geral tem de enviar 20 euros para casa do barbas, se quiserem que ele vos cague no sapatinho uma prenda. Por cada mensagem, postal, abraço ou (normalmente no meu caso) um "olá puta tem um natal de merda que as renas corram enfurecidas atrás de ti e te espetam um corno no cu" pagam 3 euros (30 no caso de seremrealmente perseguidos por renas).
A todos aqueles que não gostam do natal, aos que simplesmente não gostam de ser felizes e tem provavelmente tem raiva de quem o é, eu digo:
Minhas grandas p*t*s tende um natal de merda e que as renas corram como cavalos de corrida atrás de vós..."

P.S:
Eu gosto do natal do clima de confraternização, toda a gente se entende, não há insultos, enfim é uma maravilha, não é!?
Vivó natal!:D

2007/12/10

O filme do fim de semana

O verdadeiro filme de natal está em exibição. Apesar das imensas mortes que se dão durante os minutos que passam a voar, este filme está cheio de vida. Se repararem na foto, muita da vida do filme vem daquela menina de vestido vermelho. A miuda faz um bom papel, principalmente nas partes em que não tem vestido. Quanto ao senhor 47 digamos que é a personificação do senhor Emporio Armani em inicios de andropausa, sempre com cara de quem não tem um testículo e com ainda menos vontade de os por a funcionar. O filme tem pormenores fantásticos, é dotado de um sarcasmo negro interessantíssimo, principalmente nas mortes de certas personagens, e o gajo consegue transpor toda a elegância de um hitman. A cereja em cima deste bolo deu-se quando uma gaja que estava ao meu lado (gorda, feia, malcheirosa e cabreira) se saiu com o seguinte:

Ai que lindo que ele é, humm... não me importava que ele me desse um tiro!

A partir daquele momento fiquei decidido a sentar-me perto de gajas gordas feias e cujo nivel de carencia sexual seja elevado, perolas destas não se dão todos os dias. Isto é do melhor cenário depressivo humoristico que alguma vez presenciei, chega a ser melhor que o tochas no seu tempo dourado...

2007/12/09

Suave



Suave como a borboleta que pousa
Como o algodão doce que aprecias
Num suave fim de tarde de verão
Suave suavizar que regenera
Suave como a mão que acalma
Na noite fria de inverno
O coração quente, sangue materno
Suave como o caminhar
Sobre os sonhos alados do imaginário
Suave como o sabor sedoso do chocolate
Como a cor vermelha escarlate
Suave como um abraço de irmão
Suave como um beijo no coração
Suave pensamento que divaga
Suave amena companhia
És um trago bêbedo em alegria
Um copo cheio de ironia
Suave corte, fino cristal
Eterna elegância, meu pedestal
És suave, sempre suave.

2007/12/08

Uma imagem vale mais que mil palavras...


Ao ver a imagem precedente eu fico sem saber com qual dos cenários me hei-de deleitar. Não sei se admire a assimetria dentária do senhor cabreiro que se encontra javardamente a falar ao telemovel, ou se me escangalho completamente a rir com o ar mitra que aquele adepto do FCP admira a "loira" do lado. Se acham que a imagem só nos trás estes dois cenários hilariantes é porque ainda não olhou bem para a mesma. Falta reparar ainda na cara de parvo do gajo que se encontra imediatamente atrás do zé pinga (o dentes de ingaço), e dá ainda para ver metade da cara de um gajo de chapéu que me parece ser igualmente insólito. Se há imagem, poster, pintura que eu gostava de ter emoldurada na parede do meu quarto, essa imagem era esta...

2007/12/03

As mulheres não compreendem... Unas explica...

O mundo obscuro da punhetice...

Poderia ser o meu? Podia...


Depois de me lembrar de plagiar o Nogueira com este titulo adaptado de um dos seus sketches, o que falta agora? Muitos dirão nada, outros dirão, "morre balhau", como não se pode satisfazer gregos e troianos eu vou simplesmente construir um simples profile (template) de hi5.

  • Sexo: 10/10/87
  • Nome: Aveiro
  • Idade: Feminina
  • Estado Civil: Digo-te depois
  • Data de nascimento: 20 Anos
  • Localidade: Maria Amélia
  • Naturalidade: Hospital de S. João
  • Altura: Na altura o meu pai não estava, a minha mae deu à luz sozinha no hospital
  • Procuro: As cuecas e as meias que as deixei algures debaixo da cama..
  • Cabelo: Por lavar...
  • Olhos: 4 diopetrias no esquerdo e 5 no direito. Estigmatismo e miopia
  • Orientação sexual: Totalmente desorientada, nem sei com quem pinei ontem...
  • Bebe: Vinho verde para não ficar com peso na consciencia depois de papar o primeiro que aparece
  • Fuma: Só ganzas...

Interesses:
Eu gosto de gajos, gosto de sexo e de muito peso em cima das costas, enfim sou um ser completo e transporto em mim tudo o que de mais interessante há, neste mundo.
Gosto de penis grandes e arrebitados
Gosto do cristiano ronaldo, do brade pitte e do claive ouan
Gosto à missionario, à doggy style, por trás, pela frente, na casa de banho, na varanda, em casa da minha tia, na casota do meu cão, na paróquia e atrás do talho
Gosto de tirar carne dos dentes no fim de comer frango assado
Gosto de tirar catotas do nariz e depois comer com molho de soja
Gosto de carros, desportivos, comerciais, camiões, tratores, carretas de cimento, empilhadores e carrinhos de choque.
Gosto de bicicletas e tamagotchis.
Gosto de fazer o buço e de me lavar debaixo dos braços
Gosto de ver filmes mas gosto ainda mais de os fazer
Gosto de teatro e passo a vida a representar
Gosto de trabalhar, depois do horario de expediente
Gosto de conversar... sobre mim
Gosto de ajudar os outros... a consiencializarem-se de que eu sou melhor do que eles
Gosto de viver a vida... a minha e a dos outros
Gosto de tudo o que seja bom... principalmente gajos


A Maria é:

Inteligente, bonita, atlética, divertida, extrovertida, quase virgem, dedicada a causas várias, amiga do próximo (o masculino é importante) imaginativa (principalmente na cama), sexy, culta (sabe tudo em como fazer parecer o peito maior), sou simplesmente espetacular. A melhor coisa que existe no mundo. Sou ainda modesta, timida, razoavel, sensata... E muito mais

Livros preferidos:

kamasutra ilustrado
kamasutra a preto e branco
kamasutra para crianças
kamasutra para verão
kamasutra especifico para viagens de avião
kamasutra clássico
kamasutra em banda desenhada
entre muitas outras obras de natureza diversa...

Filmes preferidos:

A branca de neve e os 7 matulões
Nas profundezas da garganta
Quem assim se mexe não merece perdão
Um tapinha na bundinha
Um por do sol matinal
A viagem daqueles que nunca partiram
O ultimo sorriso de madeleine (mitica actriz porno nao confundir)
As sete pancadas no traseiro da Molie Hérre
Tosse púbica
O soluçar anal...
Entre outros globos de ouro..

Musica:

A mim chegam-me as bandas sonoras dos filmes que vejo, são todas de cólidade...

2007/12/02

Até pensei que fosse engano...

Não sei se costumam ler notícias. Se não o fazem aconselho vivamente a que o comecem a fazer. Por várias razões obvias. Em primeiro lugar ficam a par do que se passa no nosso pais. Como consequência directa desta primeira realidade temos uma outra, ficam logo bem dispostos, porque em cada 10 noticias 5 são anedotas disfarçadas. As outras razões ficam para vocês descobrirem com o tempo (frio de inverno).
O que me leva a escrever este post é tão simplesmente esta novidade:

para muitos isto na verdade não é novidade nenhuma, polícias corruptos é algo que já não surpreende ninguém. O que é de admirar é o facto deste polícia ter sido apreendido. Como é que isto aconteceu? Será que na verdade este polícia era o único inocente? Será que lhe armaram uma cilada para que ele deixasse de importonar o tráfico de droga vindo do tio Ramon? Acho tudo isto muito suspeito e recomendo investigações. Polícias corruptos é algo que se sabe ser impossível de detectar posso portanto concluir que o militar preso se trata afinal de mais um pobre inocente...
Viva la liberdad...

Era para ser ontem...



Não tivesse eu com problemas de disco e era sob esta plataforma que estava agora a navegar na net...

ESET Smart Security


Já toda a gente conhece o poder do velhinho Nod 32. Este canivete suiço na luta contra o virus. Agora saiu uma versão muito engraçada (com design melhorado e tal) que tambem trás firewall e AntiSpam. Se a ESET também tivesse sistema operativo amanha já não estava a usar Windows.

Tu tens é muita lábia....

Há aqueles que dizem ter muita lábia. Dizem que com lábia a gente chega sempre onde quer. Para esses eu só lhes digo isto:

O poder da lábia...

Mudaste de planos? Ok, fixe, all right then...

Ontem foi um daqueles dias em que a gente lá tem de fazer de padre e ouvir as confissões de certas almas (depenadas) que tendem em se auto destruir. O facto do namoro ter acabado porque ele (ela) lá repararam que eram mais felizes com a mamalhuda (bicharoco) do terceiro esquerdo frente, não quer dizer que o mundo acabou naquele preciso momento. Para esses(as) almas, as verdadeiras coitadinhas (hehehe, gostas de ser coitadinha? hehe) ficam aqui as palavras do senhor palmadinhas... (no rabo de preferência)

Disseste que vinhas e não chegaste
Mudaste de planos ok
Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém
Chamines pretas deslizam nas janelas
De mais um comboio
Casas e pessoas feias arvores, falidas
E um ceu angustiado
Tal é o meu quadro
Estou bem chateado
E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Isto assim tá mal parado
Vou procurar calor
Mudar de estação
Ha-de vir alguém, ao meu encontro na estrada
Pensei tanto em ti que nem calculas
De manha de tarde e ao anoitecer
Andava louco de contente so com a ideia de te voltar a ver
AH mas que grande idiota, voltei a perder
Procuro no fumo e no vinho a forma de chegar
Depressa à fronteira, mas sei muito bem
QUe a dor que sinto no peito não vai com a bebedeira
Pus-me a voar e caí, da pior maneira
E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim tá mal parada
Eu cá vou procurar calor, mudar de estação
Ha-de vir alguém ao meu encontro na estrada
Há-de vir alguém ao meu encontro na estrada...


A única coisa boa que retiramos dos momentos melancólicos e tristes são mesmo só as fotografias, que carregam sempre um peso emocional interessante. Fora isso... bah, perda de tempo...
Vê lá se te pões fina...

Presente de natal...


Para muitos, o presente de natal ideal...

2007/11/28

Vinda do nada...


Apareceste vinda do nada. Tal e qual uma folha de outono que cai cansada sobre o chão que se reveste daquele castanho alcatifado por milhares de outras folhas já rendidas. Os dias de outono são tipicamente tristes. São revestidos de um melancólico saudosista. Os dias de Outono remetem-me para longe da realidade, dou frequentemente por mim a divagar em fantasias excêntricas e não lhe consigo encontrar um padrão. Mas tu apareceste. Os dias passam e vão ficando cada vez mais frios, rígidos, a humidade adensa-se e é cada vez mais frequente a chuva que escorre pela janela dos nossos quartos. Eu vejo-te recorrentemente por essa janela.Caminho sozinho pelas ruas, observo pormenores, há por todo o lado marcas visíveis de acontecimentos insólitos. Há alguém que deixa cair uma peça de roupa pela janela, alguém que tropeça numa pedra saliente da estrada, há alguém que grita, alguém que saboreia o café compenetradamente como se aquele liquido preto soubesse ao som harmonioso da harpa. Há alguém que me olha. Onde estás tu? Continuo a saga do quotidiano, o dia tende naturalmente a morrer sob o leito sereno das águas do mar e eu procuro-te por lá. Fazia muito tempo que não chovia, há já bastante tempo que não sinto o escorrer frio e ávido das gotas da chuva. Fecho os olhos esaboreio o momento. Estás aqui comigo, és a chuva que fugiu, o brilho intenso dos últimos raios do sol. Respiro o mais profundamente que posso e sinto todo o odor de que é feito o ar que me rodeia. Tento trincar os cheiros com a alma, fugir com as fragâncias do momento, para mundos longínquos onde te sinta. Mantenho os olhos fechados faço força e tento-me libertar. Procuro a todo o custo ouvir o som do mundo, as vozes caladas dos pequenos seres que sobrevoam céu. Ouço a pomba que conversa com as nuvéns e tento descodificar a seu sinfónico poema, no seu quotidiano a sua filosofia de vida, faço um esforço maior e dou por mim um ser alado. Também eu tenho asas, também eu posso voar. Rodopio ao som do imaginário e estico o braço em direcção ao teu, toco o meu dedo no teu e pinto o tecto na capela Sistina do meu imaginário. Saltoem voltas acrobáticas em furtos aleatórios e abundantes deloucura. Sinto o êxtase do momento, o torpor, o embriagar de sentimentos e sensações. Abro os olhos e não vejo nada. Fecho evolto a abrir de novo. Faz-se luz. Eu acordo para a vida, tu desapareceste, amanhã vou-te procurar de novo...

2007/11/27

Igreja mãe de todos os pecadores!

Tenho imenso respeito à religião e fé de cada um. A vertente espiritual é algo que diz respeito a cada um, fé cada um toma a que quer. Se as pessoas acham que têm alguém à espera "do outro lado" assim que baterem a bota, pah isso entende-se. No mundo da metafísica cada um cria a lógica e os paradigmas que quer. Se vocês vêm a morte como uma passagem? Eu entendo. Se vocês vêm o termino da vida como a emancipação da alma sobre o corpo físico que a transporta, pah fixe. À parte todas estas questões filosófico existenciais, paralelamente a normas de conduta e valores morais temos a igreja e as suas fantasias! Se me perguntarem se concordo com os 10 mandamentos eu digo imediatamente que não. Se me perguntarem se os cumpro à regra, digo ainda mais rapidamente que não. Pelo menos com estes:
  • Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
  • Não invocar o Seu santo nome em vão.
  • Guardar os domingos e festas.
Serei uma alma perdida por causa disto? Oh, meu deus, que vai ser de mim. Não concordo com o primeiro mandamento porque nunca fui alienado por nada. Mas isto afinal é uma questão de fé? Ou isto é uma tirania? Não invocar o seu nome santo em vão? Que entendem por nome santo? E o que quer dizer vão? Se eu contar uma piada sobre cristo quando ao facto da impossibilidade de correr sobre o mar ser consequencia dos pés furados pelos pregos da cruz. Isto não é invocar o nome santo em vão, há uma boa razão que subjaz este chamamento. Gente uma piada sobre as capacidades ou falta delas de cristo ou deus não deixa de ser uma piada. E se deus existe não acham que ele tem o sentido de humor suficiente para entender que se trata de uma piada? Mais, afinal de contas não é ele o omnipresente e omnipotente? Então nesse caso ele sabe que se trata de uma piada e sabe consequêntemente que as intenções são de puro divertimento. E divertimento não é alegria? Deus não quer que sejamos alegres e felizes? Mais, é um divertimento que não fere ninguém a não ser aqueles sem sentido de humor, portanto cristo, deus e as restantes entidades divinas, não se importarão concerteza destes meus acessos de palhaçada.
Agora que confessei a ninha crença no humor divino deixem-me explicar-vos porque me mete nojo a igreja. Ora pois bem, no passado fim de semana tive o enorme prazer de participar no tradicional ritual de baptismo e tornei-me consequêntemente num alegre padrinho de uma jovem miuda. Até aqui tudo bem, eu acho que a água faz bem à saude e sendo ela santa ou não, lavar a cabeça é sempre bom. Mas há realmente coisas que me custam um bocado a entender. Por exemplo não entendo qual foi a ideia do padreca lá da zona em virar-se para a minha irmã e dizer-lhe directamente "ah és tu quem corta carne humana?". Eu à primeira olhei para a minha irmã com ar de visivel reprovação e ainda pensei em força-la a confessar todos os crimes que cometera, comecei de imediato a imaginar cadavers no guarda vestidos e a minha irma de cutelo na mão. Mas passado cerca de 1 segundo e 30 centésimos do mesmo reparei que esta ave rara estava a referir-se à área de estudo da minha idolatrada mana. Para quem não sabe a minha querida consanguínea estuda Anatomia patológica tanatológica e citologica. Nome horrível, sendo o curso ainda mais intragável. A minha irmã reagiu de uma maneira muito pouco tradicional, saindo-se com um: "Pois é, tem que ser..." ou algo parecido (se não foi isto que disseste cara mana não me julgues, a verdade é que foi algo merdoso como isto). Eu fiquei com ar de burro a olhar para um atrasado vestido de branco, imaginei de imediato o padre vestido de branco, e a batina a transformar-se numa camisa de forças enquanto mantinha o meu sorriso amarelo e os dentes semicerrados palmilhava pelo mundo da imaginação, concebia um dos mais macabros atentados contra um empregado de cristo (note-se que aqui a entidade patornal (deus e companhia) nada tem a ver com o mau profissionalismo deste triste padreca) . Imaginava o padre a espichar sangue pelo pescoço enquanto eu lhe cortava a traqueia com uma cruz de cristo. A vontade que me deu de gritar "FODA-SE LÁ O FILHO DA PUTA" foi qualquer coisa de intensa. O ritual lá continuou e depois de uma tentativa falhada em constipar a pobre miuda veio a parte em que pais e tios tinham de assinar um livrinho merdoso qualquer, parecido com aqueles que os putos da primaria escrevem o sumário. Aqui deu-se algo de muito triste. O padre numa das muitas deambulações pelo mundo da conversa sem interesse, sai-se com a seguinte infelizmencia:
Ainda na semana passada baptizei uma criança
da idade desta menina, chamava-se Diogo...
O pai é criminoso e está na prisão...

As "..." querem dizer que o que iria ser dito a seguir não interessa aos cães do lixo. Meus amigos, o que é que me interessa a vida do pai do Diogo? Mais, que me interessa a mim saber que o gajo foi para a prisão porque fez isto e aquilo? A pergunta que faço é? Ó padreca de merda também vais dizer ao resto das pessoas que a minha irmã corta carne humana? Eu tenho muito respeito em relação à fé e à componente religiosa que se encontra presente de uma forma bastante marcada na personalidade da minha idolatrada mãe, no entanto nunca mais me apanham numa merda destas. Ter de aturar padres que a única coisa que fazem é espalhar a calúnia e o incentivo pelas conversas da Maria? Ir a rituais onde as palavras perdem todo o seu sentido por serem lidas de uma forma mecânica onde não se sentem, não se analizam e não se explica a sua existência e valor. Não entendo isto nem muitas coisas mais. Não entendo porque se tentam convencer as pessoas a aderir ao sistema católico não pelos postulados e valores morais, mas porque, e passo a citar as palavras sábias desta enormidade paroquial:

vocês devem-se baptizar e arrependerem-se dos seus pecados
porque no dia do juizo final vocês serão julgados por isso...

Parece-me muito interessante. Mas ficam muito escandalizados se eu disser que acho isto tudo uma valente merda? Ficam muito ofendidos se eu disser que isto é a maior banha da cobra vendida em todo o sempre? Recapitulemos. Em primeiro lugar eu duvido que deus, cristo e companhia queiram gente ignorante, gente que simplesmente se arrepende do que faz sem sequer se questionar se se deve ou não arrepender do que quer que seja! Vejo deus como um professor catedrático de historia e filosofia, como um velhinho tipo pai natal cheio de coerência razoabilidade e bom senso. E dentro daquilo que eu defino como bom senso não se enquadra de forma alguma o porque sim! O porque eu digo. O porque alguém disse e devemos todos abanar com a puta da cabeça em sinal de obdiência cega. Se querem que eu acredite em alguma coisa para isso têm de me fazer sentir que isso, em primeiro lugar, faz sentido. Para mim faz sentido o bem e o mal. Faz sentido o querer ajudar o próximo. Faz sentido o tentar fazer o mundo melhor a partir das merdinhas insignificantes que fazemos no nosso quotidiano. O que não faz sentido nenhum é acreditar num juiz e correspondentes advogados de defesa com um bloquinho de notas a acusar-me de tudo o que eu tenha feito ou não durante a minha medíocre existência de vida. Isto não faz sentido por duas razões. Em primeiro lugar deus é um fixolas e tem o bom senso suficiente para reparar que a gente no dia em que morre não se sente nada bem e portanto antes de nos vir julgar deus e os seus comparças convidam-nos a uns passeios pelo éden. Depois deus sabe que este negócio da religião ultimamente não tem dado muito lucro porque com o aparecimento da internet as biblias agora encontram-se todas em pdf e as missas tem vindo a ser feitas em videoconferências via web. Voltando à argumentação clássica. Como é que se pode ter a lata de deturpar todo o propósito da vida de cristo e usar argumentos de uma natureza tão falaciosa como esta!? Vou ser julgado pelos meus pecados? Quem disse? E quando é o julgamento? Com quem? A juiza é boa? Meus amigos eu tenho fé. A minha fé. Eu não acredito que nos devamos arrepender do que quer que seja, até porque se queremos ser honestos, mais de 50% dos "pecados" que a gente comete acaba por repeti-los vezes sem conta. A gente deve aprender com eles, medir as suas consequências e ponderar constantemente a nossa conduta. E eu digo que deve, não porque sim ou porque não, porque acredito que esta seja a única e verdadeira forma de fazer esta merda de mundo um antro mais suportavel para viver. Eu pergunto. Meu padre filho da puta tu ponderas a tua atitude? Que merda é essa de falar mal do pai do diogo? Ele já não foi julgado pelos seus crimes? Tentaste tu passar alguma lição de vida, algum valor moral quando confidenciaste a vida daquela família? Que merda é esta afinal? Que valores morais espalhas tu? Que autoridade moral tens tu para incentivar as pessoas ao acto da confissão!? Confessarem o que? Se eu quizer falar com o chefe da empresa (Deus) mando email directo à entidade patornal, não me dirijo a serviçais da piça! Eu não ia à igreja há uns valentes anos e ao que me parece a próxima vez que o fizer vou ja ter barbas brancas. Se calhar devo temer a linguagem que pratiquei aqui neste meu cantinho, mas como o meu deus é natural de Amarante eu sei que ele vai entender esta minha mensagem como ela deve ser entendida!

2007/11/24

Banco? É caixa...

Eu acredito que 90% de voces vão ver os incorrigiveis regularmente, e estou convencido que 99% dos anteriores já tenham visto este vídeo, mas de qualquer das maneiras tenho de publicar aqui no meu antro esta obra de arte...

2007/11/23

Cego na Noite...



Escutas atrás das esquinas
O sereno chegar da névoa nocturna.
Traças o teu caminho
Pelos meandros da incerteza,
Que segues num decidido hesitante.
A trémula visão sobre o nada
Cega-te os sentidos e a razão,
Faz com que não vejas a luz,
Impede que sintas o chão.
Mas continuas confiante
Procurando na escuridão o clarear,
Percorres no caminho errante
A esperança, o acertar.
Regressas por fim cansado,
Sem vontade,  força para andar
Mas nao pares, não abrandes
Estás mesmo a chegar.

2007/11/20

Parabens Mana!


E juntos viveremos para sempre... (you fucker...)