2007/10/09

Vindima

Cedo, alvorada, sono, cama. Ainda não eram 7 horas quando fui acordado. Vindima, foi dia de vindima, neste caso a do meu pai. Se fosse há um ano atrás acordar a esta hora iria ser certamente um processo bem mais doloroso, não foi o caso. Acordei quase de imediato, desperto e cheio de vontade de trabalhar, e ainda bem que assim foi porque o dia foi muito, muito longo…
O pequeno-almoço foi tomado logo a seguir ao levantar da cama, comi um pão com doce de figo acompanhado pelo típico café com leite, que a minha mãe faz desde os primórdios do universo. Enquanto comia a minha mãe tratava dos petiscos que iriam ser servidos durante o dia de trabalho,



O passo a seguir desta missão consistiu em vestir a roupa mais foleira e os sapatos/sapatilhas mais rotos que tivéssemos em casa para o trabalho no campo. Claro que o meu pai e meu tio (o irmão do meu pai) como profissionais da coisa que são foram equipados com as típicas galochas e roupas já preparadas para o efeito, ou seja camisolas, calças e camisas rotas. Depois de estar minimamente preparado para o dia de campo fomos buscar o meu tio Zé a casa. Na verdade não foi só ele que fomos buscar, trouxemos também 6 cestos uma escada e um tubo (daqueles que se usam para canalizar esgotos, que ainda não entendi para que serviu, se é que iria ter alguma utilidade) . Os cestos e o tubo couberam na carrinha sem grandes problemas, no entanto a escada foi sujeita a uma operação típica de um “Portugal no seu melhor”. Ainda bem que não apanhamos a polícia pelo caminho porque levar uma escada presa por fitas das caixas de bacalhau não me parec ser o método de transporte mais seguro



Passado alguns minutos chegamos à quinta e a vindima começou pouco minutos depois. O staff era constituído por 4 elementos, eu, o meu pai, o meu tio Zé e o meu tio Avelino. Os três senhores vindimavam e desempenhava a tarefa de burro de carga, basicamente estava responsável pela muito nobre função de carregar cestos de uvas e de as rilhar. Este ano as uvas eram muitas


e estavam bastante doces. O dia foi tudo menos monótono. O trabalho não deu tempo para isso. O meu pai tem uma maneira muito peculiar de trabalhar na vindima. Basicamente apanha uvas como se o campo não fosse dele. Dá impressão que está a roubar alguma coisa. Sobe escada desce escada, chama para lhe esvaziarem o cesto sempre com uma pressa impressionante. O meu tio Zé é um verdadeiro senhor. Sempre na tanga. Quando diz qualquer coisa é sempre uma boca, normalmente o meu pai é quem as ouve. O dia foi de partir a rir por causa deste ex militar do ultramar (e não tem amor de mãe escrito no braço, nem Angola 74, felizmente). Até às 11 horas o dia uma tremenda confusão. Eu para além de andar com os cestos às costas ainda tinha de separar as uvas brancas das pretas. Parece trivial isto, pois mas não é! O que difere uvas brancas de uvas pretas não é o serem brancas ou pretas, porque havia uvas pretas que pela catalogação do meu pai eram brancas. Pior, passado algum tempo reparei que cada um dos três tinha uma definição para uva branca e uva preta. Eu andava meio perdido, de um lado para o outro a chatear o meu pai acerca da sexualidade dos cestos de uvas. Não havia lógica nenhuma na apanha, as vides de uva branca estavam misturadas com aquelas que iriam fazer vinho tinto e foi um despiste total. Apesade tudo e de muito chatear o meu pai, a missão foi levada (dentro dos possíveis) a cabo. O cesto a seguir é de uvas “brancas”


E aqui o cesto pronto a rilhar



A indústria de transformação era constituida pelos seguintes elementos, um lagar



Um cesto para onde escorria o vinho proveniente das uvas rilhadas,



E uma cuba onde se colocava (por via de baldes) o vinho que ia ficando depositado no cesto,

Muito simples o mecanismo! Bem mais reduzido que o da super bock, não!?
Passado algum tempo nesta rotina muito interessante, e que mais tarde me viria proporcionar um ligeiro ardor no ombro, vá-se lá saber porquê, veio a hora do "lanche" matinal,

Eu quando vi isto fiquei com a errada ideia de que este seria o nosso almoço, até porque já eram cerca de 11:30 e a gente já tinha cerca de 4 horas de trabalho nas costas. Mas passado cerca de duas horas fomos surpreendidos com mais um reforço,

O resto da tarde foi passado muito mais lentamente. Os dois manjares começaram a ter consequências no nosso desempenho, veio aquela moleza indiscritivel que faz com que a gente só se sinta bem encostado a qualquer coisa. Estar de pé era simplesmente desagradável. Quando tinha uma oportunidade para estar quieto aproveitava para registar fotográficamente aspectos que considero interessantes. Um dos pontos que acho importante referir prende-se pelo estado da industria de cabides portuguesa, está no seu melhor nível,

Se a industria do cabide se apresenta como o motor económico por estas bandas, por outro lado o comércio das cabaças também não lhe fica atrás,



são cada vez mais os bebedos a quererem recordar o sabor suave do álcool enqanto recordam façanhas do ultramar.
O dia acabou tarde, muito tarde, foi longo confesso, mas acabou em beleza, com umas pernas cheias de comichão, as unhas dos pés e mãos todas pretas, e uma fome desgraçada...

2007/10/07

Heart of Glass

Once I had a love and it was a gas
Soon turned out had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Much to mistrust, love's gone behind

Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
It seemed like the real thing but I was so blind
Much to mistrust, love's gone behind

In between
What I find is pleasing and I'm feeling fine
Love is so confusing there's no peace of mind
If I fear I'm losing you it's just no good
You teasing like you do

Once I had a love and it was a gas
Soon turned out had a heart of glass
Seemed like the real thing, only to find
Much to mistrust, love's gone behind

Once I had a love and it was divine
Soon found out I was losing my mind
It seemed like the real thing but I was so blind
Much to mistrust, love's gone behind

Lost inside
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
We could made it cruising, yeah


It's just no good
You teasing like you do





2007/10/06

Loverman


There's a devil waiting outside your door (How much longer?)
There's a devil waiting outside your door (How much longer?)
And he's bucking and braying and pawing at the floor (How much longer?)
And he's howling with pain, crawling up the walls (How much longer?)
There's a devil waiting outside your door (How much longer?)
And he's weak with evil and broken by the world (How much longer?)
And he's shouting your name and asking for more (How much longer?)
There's a devil waiting outside your door (How much longer?)

Loverman! Since the world began
Forever, amen, till the end of time, yeah
Take off that dress, oh
I'm coming down, yeah
I'm your loverman, yeah
'cause I am what I am what I am what I am what I am

L is for LOVE, baby
O is for ONLY you that I do
V is for loving VIRTUALLY everything that you are
E is for loving almost EVERYTHING that you do
R is for RAPE me
M is for MURDER me
A is for ANSWERING all of my prayers
N is for KNOWING your loverman's going to be the answer to all of yours

Loverman! Till the bitter end
While the empires burn down
Forever and ever and ever, ever, amen
I'm your loverman
So help me, baby
So help me, baby
'cause I am what I am what I am what I am what I am
I'm your loverman

There's a devil crawling along your floor (How much longer?)
There's a devil crawling along your floor (How much longer?)
With a trembling heart, he's coming through your door (How much longer?)
With his straining sex in his jumping paw (How much longer?)
Ooh, there's a devil crawling along your floor (How much longer?)
And he's old and he's stupid and he's hungry and he's sore
And he's blind and he's lame and he's dirty and he's poor
Gimme more, gimme more, gimme more, gimme more, gimme more, gimme more (How much longer?)
There's a devil crawling along your floor

Loverman! Haha! And here I stand
Forever, amen
'cause I am what I am what I am what I am, hey
Forgive me, baby
My hands are tied
And I got no choice, no, no, no, no
I got no choice, no choice at all

I'll say it again
L is for LOVE, baby
O is for OH yes I do
V is for VIRTUE, so I ain't gonna hurt you
E is for EVEN if you want me to
R is for RENDER unto me, baby
M is for that which is MINE
A is for ANY old how, darling
and
N is for ANY old time

Loverman! Yeah, yeah, yeah! I got a masterplan, yeah
To take off your dress, yeah
And be your man, be your man, yeah
Seize the throne, haha
Seize the mantle
Seize that crown, yeah
'cause I am what I am what I am what I am, plus I am
I'm your loverman

There's a devil laying by your side (How much longer?)
There's a devil laying by your side (How much longer?)
My dink is asleep, take a look at his eye (How much longer?)
And he wants you, darling, to be his bride (How much longer?)
Yeah, there's a devil laying by your side (How much longer?)

Loverman! Loverman! Loverman!
I'll be your loverman!
Till the end of the time!
Till the empires burn down!
Forever, amen
I'll be your loverman
I'll be your loverman
I'm your loverman
I'm your loverman
Yeah, I'm your loverman
I'm your loverman
Loverman
I'm your loverman
I'm your loverman
I'm your loverman
Yeah, I'm your loverman
Yes, I'm your loverman
Loverman
Loverman
Loverman
Forever, amen
Loverman
(How much longer?)



By Metallica...

Lua





Mais um dia que acaba
e a cidade parece dormir,
da janela vejo a luz que bate no chao
e penso em te possuir.
Noite após noite, ha ja muito tempo,
saio sem saber para onde vou,
chamo por ti, na sombra das ruas,
mas só a lua sabe quem eu sou.
Lua, lua,
eu quero ver o teu brilhar,
lua, lua, lua,
Eu quero ver o teu sorrir.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estas,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para tras...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.

Homens de chapéu e cigarros compridos
vagueiam pelas ruas com olhares cheios de nada,
mulheres meio despidas encostadas à parede
fazem-me sinais que finjo nao entender.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites.
Os bares estao fechados ja nao ha onde beber,
este silencio escuro nao me deixa adormecer.
Loucas sao as noites.

Leva-me contigo,
mostra-me onde estas,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para tras...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.

Nao ha saudade sem regresso, nao ha noites sem
madrugada,
Ouco ao longe as guitarras, nas quais vou partir,
na névoa construo a minha estrada.

Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites.
Loucas sao as noites, que passo sem dormir,
loucas sao as noites...

Pedro Abrunheiro

2007/10/04

Matematix

Parece que foi ontem. A vida corre a uma velocidade estonteante. Lembro o primeiro dia que visitei Aveiro à procura de casa. Recordo ter visitado vários apartamentos para alugar e fixei a igualdade de expressão nas caras dos senhores quando dizia que tinha entrado em matemática. Agora, após ter presenciado em primeira mão a excentricidade (para não dizer desnorte total) de alguns do(c)entes compreendo a razão daquelas expressões tão estranhas. O curso não é realmente uma realidade agradável. Em primeiro lugar acho que toda a notação matemática está aos poucos e poucos a cair em descrédito. O rigor e grau de exigência exigidos aos alunos em cada raciocínio não se adequam à sociedade. É uma questão de tempo para que a associação de estudantes proceda à realização de uma petição para que o alfabeto grego usado tipicamente para denotar variáveis e funções seja substituído pelo alfabeto Moranguyce, descendente de um tipo muito específico de criolo misturado com calão de cascais. Se Riemman vivesse em Portugal certamente que a sua função deixaria de ser Zeta e passaria a dar lugar à função Beta. Mais, os livros deixavam certamente de ser tipicamente monocromáticos e passariam a ser em tons de rosa, a editora deixava de ser a Springer e passava a ser a Benetton, e no fim de cada página havia uma senha que habilitava o leitor a um sorteio de uma camisola da moda e um relógio swatch.

Toda a teoria de medida, topologia, álgebra fundamental e lógica matemática passariam a um grau superior de abstracção, uma espécie de Teoria Unificada. Esta filosofia extender-se-ia rapidamente por toda a Europa e todo o legado de Bourbaki passaria a chamar-se Matematix du Burbakito. Todos os artigos desta organização seriam publicados em fascículos, mas em roupas e vestuário diverso. Passaríamos a ver as definições impressas em meias e cuecas, as proposições seriam publicadas somente em t-shirts e camisas, enquanto que as demonstrações seriam colocadas nas diversas camisolas e calças. Quanto às conjecturas, bem estas seriam gravadas obviamente na parte de dentro das peças de vestuário. Afinal de contas não se pode divulgar algo que apresenta o seu carácter de validez indefinido. A matemática passou, passa, e irá passar sempre por uma tremenda crise, fruto da inflexibilidade dos mentores da matemática. A organização Casacabaki, sucursal de Burbaki em Cascais, promete revolucionar esta obscura ciência. Aquelas raparigas que desconhecem a razão pela qual a velocidade se apresenta como derivada do deslocamento, não têm mais com que se preocupar. A teoria unificada irá demonstrar que a maior parte dos resultados são na verdade relações de equivalência com uma proposição de trivial demonstração. Todo o arsenal matemático deixará de ser necessário pela simples razão de que,

Menox com menox da maix. :X ;)) ;@@ è x^4+y^4=z^4 ó :X--- ;/( + ADOrte;)D___D:D;

Ai que a matemática é tão kiduxa não é??
Não é tão mais simples assim!?

2007/10/03

É sempre da mesma maneira...


É sempre da mesma maneira. O corpo a início quase que chora com vontade de ficar quieto, mas há sempre algo mais forte que me move, que me impele precisamente na direcção contrária. O frio, a chuva, o cinza do céu são razões mais do que suficientes para convencer o comum mortal a repousar tranquilamente no leito de uma cama. Há muita gente que não entende. Eu entendo esta gente. Afinal de contas que prazer pode advir do frio da chuva e do sorriso triste das nuvens? Numa primeira análise somos todos convidados a concordar que o recanto iluminado por uma lareira é o melhor sítio para passar uma tarde, uma noite. Porquê sair em procura do vento? Porquê correr em direcção ao nevoeiro cinza que me abraça? Porquê beijar a chuva de olhos fechados e respirar o frio molhado que me enrijece as entranhas? Puro masoquismo para muitos! Aventura para outros. Prazer para mim.

É inacreditável o número de mundos que visito durante este passeio de sensações. De todas as vezes que o faço visito um planeta diferente um corpo celeste só meu. Salto de galáxia em galáxia em busca das fronteiras do universo, do meu universo. Viajo à velocidade da luz e sinto o tempo parar, nestes breves momentos eu sou um tudo escondido dentro dum nada. Sinto-me sozinho e único, sinto-me bem. O suor funde-se nas gotas que insistem em percorrer toda a ponta de corpo que tenho, sinto na pele um calor aconchegante, uma energia maior, que reage ao frio externo, uma vontade inacreditável de acordar para a vida, de a agarrar. Sorrir, correr, saltar. Aos poucos vou regressando desta viagem. Vou deixando gradualmente o turista que vagueia pelos meandros daquilo que sou, começo a sacudir os vestígios do ser alienígena que fui, resultado da mutação que vivi, que vivo todos os dias. Reabro os olhos e engulo o frio. Sorrio alegremente enquanto sopro um ar quente de esperança. Volto de novo ao meu lar e caio em mim, recolho e deito-me cansado, quente, feliz. Levo comigo o sono e a viagem que fiz, adormeço e recordo tudo num sonho, acordo mais tarde e sorrio outra vez.

2007/10/02

Carmina Burana

Ontem foi dia de Carmina. Por apenas 5 euros podemos assistir a um fantástico espetáculo. A única coisa desagradável foi ter de levar com velhos e gajos de "unhaca" como "companheiros" de plateia...

2007/10/01

Final de tarde...

Uma das razões pela qual vale a pena viver em aveiro

Shooter

Para quem gosta de filmes de acção, em que o snipper é o herói e em que no final o gajo fica com a miuda, que é mais bonita que todas as minhas primas, e os maus levam todos com um balásio na
tola...

2007/09/30

O poder das palavras...

Sem parar...



A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Vai em frente sem parar, que a parada é suicida, porque a vida é muito curta e a estrada é comprida.
Você sobe e você desce na escada da vida e às vezes parece que a batalha tá perdida e que você voltou pro ponto de partida.
Vai à luta, levanta, revida!
Vai em frente, não se rende, não se prende nesse medo de errar, que é errando que se aprende que o caminho até parece complicado e às vezes tão difícil que você se surpreende quando sente de repente que era tudo muito simples - vai em frente que você entende.
Boa sorte, firme e forte, vai com a força da mente.
Vai sabendo que não há nenhum peso que você não agüente.
Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o impossível, então tente!
Sempre alimente a esperança de vencer.
Só duvide de quem duvida de você.

Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Não repara no mau tempo que o sol já sai.
Vai em frente, sem parar que se parar você cai!
Vai em frente, enfrente, enfrenta, vai!

Vai agora, não chora.
Ignora a energia negativa lá fora, porque dentro de você existe um poder bem maior do que você pensa.
Vai atrás da recompensa e se houver inveja e se ouvir ofensa você responde com a força do perdão.
E aumenta sua crença cada que vez ouvir um não, porque todo não esconde um sim.
Ainda é só o começo, vá até o fim.
Aprenda nos tropeços, não olhe pro chão.
Olhe pro céu.
Olhe pra vida sempre de cabeça erguida que no fim do túnel tem uma saída, mesmo quando você não consegue ver a luz.
Feche os olhos que uma força te conduz.
Vai em frente, vai seguro, faz um furo nesse muro que o escuro se esclarece.
Vai em frente, simplesmente vai em frente que o futuro é um presente que a vida te oferece.

Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!

É na dor que o recém-nascido aprende a chorar.
Pra encontrar a cura você tem que procurar.
É no choro que o recém-nascido aprende a respirar.
Então respira fundo que a vitória tá no ar.
Vai indo, vai na tua, vai você.
Vai nessa, vai na boa, vai vencer.
Acredite no bem, que fazer o bem faz bem.
Faça o bem que faz acontecer.
Vai na fé, vai a pé, vai do jeito que der.
Vai até onde puder, vai atrás do que tu quer.
Vai andando, vai seguindo, vai pensando, vai sentindo, vai amando, vai sorrindo, vai cantando, vai curtindo, vai plantando e vai colhendo, vai lutando pela paz - vai dançando no ritmo que o tempo faz.
Vai de peito aberto.
Vai dar certo.
Confiante que o distante num instante fica perto.
Fica esperto, vai! Com a força de vontade.
Vai à vera, não espera a oportunidade.
Não aceita humilhação mas não perde a humildade.
E nunca abra a mão da sua dignidade.

Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Se parar você cai, se cair cê levanta.
Gabriel o pensador...

Double Screen...

Já alguma vez trabalharam com dois monitores? Eu até à pouco tempo nunca o tinha feito e na verdade achava isso uma valente azeitice, no entanto devido ao desenvolvimento de um determinado projecto vi-me perante a realidade de trabalhar com dois monitores em simultâneo. Deixem que vos diga que não há nada melhor. É muito mais fácil organizar janelas, dá para programar e ler pdfs em simultâneo, é totalmente diferente. Dado os preços convidativos dos monitores aproveitei para fazer uma nova aquisição,

2007/09/26

Gatos? Nunca mais!

Fique aqui bem claro que nunca mais, neste digníssimo blog será feita qualquer referência a gatos ou outros espécimes cujo sex appeal seja superior ao do comum mortal. À custa do post intitulado gatos dei por mim sob um constante assédio sexual!






Isto não pode continuar...

2007/09/23

Um sábado corrido...

Para não variar este fim de semana também foi tudo menos sossegado. Como de habitual o dia de sexta foi aquela rotina a que a gente nunca se habitua. Levantar às 7:00 para ir pro trabalho, chegar às 19:30 a Aveiro e partir às 8 em direcção a Amarante, chegando ao destino por volta das 22:00. Que é que faço a seguir?! Pois está claro, acabos o resto do dia em frente ao pc, no msn em conversas banais com malta que já não vejo há montes de tempo. Depois? Cama, o tão merecido prémio do sossego. O Sábado começa às 8:00, o sol acorda cedo e os raios de luz acabam sempre por me acordar. Tenho uma sensibilidade estupidamente extrema à luminosidade. Qualquer raio perdido é capaz de me despertar de um sonho quente com um espécime feminio exóticamente felino. Farto de choco decidi por o corpo a trabalhar, fui para a sala do outro apartamento e aproveitei para dar uso ao mini-ginásio que tenho em casa, Depois de acabado o treino, que durou cerca de uma hora, sempre acompanhado por música incentivadora, tal como "So fucking what" e "Die Die my Darling" dos Metallica que punha a correr sempre que tinha de aumentar a velocidade na corrida ou a cadência da pedalada na bicicleta até aqueles ritmos mais relaxantes, tais como "Encosta-te a mim!" do Jorge Palma, entre outras do David da Fonseca. O resto da manha reduziu-se a... descanso!
A tarde, supostamente era dedicada à leitura, mas como o meu pai ia andar de bike e eu ainda não tinha gasto a energia toda aproveitei e fiz-lhe companhia numa viagem que durou 2 horas. Notei um aumento drástico na preparação cardio muscular, resultado dos 20 km que faço diariamente em Aveiro até à barra. No final da viagem aí sim, encontrava-me visivelmente cansado,



repare-se no pormenor das cuecas em cima da cama, já tava tudo preparado para o segundo banho do dia.
O resto de fim de tarde foi passado à volta da preparação do jantar que consistiu em hamburgers caseiros,


confessem lá, vocês gostavam de ter uma mãe como a minha não gostavam!? Pois, mas isto não fica por aqui, há aqui algum de vós que tenha doce de figo feito pela mamã? Hum!? Aqui ficam algumas imagens da doçaria convencional,



notem que não é Feijão Alubia, é doce de figo, que alegria...
A noite foi passada à volta de conversas entre mim e o senhor marco acerca dos tópicos mais variados ligados à programação e desenvolvimento de software. A conversa durou cerca duas horas e apesar de se abordarem montes de tópicos foi tudo sob um ponto de vista muito introdutório. Foi engraçado, são daquelas conversas que não costumo ter com muita frequência dado a especificidade do tema, mas não deixam de ser assuntos que guardo com manifesto interesse.

Gatos...

Quem me conhece sabe muito bem que não sou especial admirador de felinos, no entanto se por um lado não morro de amores por estes animais, por outro também não os detesto, pelo menos completamente. Actualmente a minha querida mãe encontra-se reformada (oh que pena) e portanto o tempo livre passou a ser a sua profissão. O principal desafio consiste em ocupar de forma interessante todo o tempo que tem. Como? Tratando por exempo de gatos, que a filha teima em adoptar. Temos de momento dois gatos, dois cães e um forasteiro que aparece esporadicamente para se alimentar do que resta das rações dos residentes. Ficam algumas fotos, desta vez só a internacional modelo felina Xica será apresentada. As fotos que irão ver são o seu trabalho de modelo fotográfico para a nova moda Outono - Inverno...






Ah ainda um outro gato



disponivel para adopção, mas como há tanta gente a querer o bicho fica complicado decidir a quem entregar esta pérola...




P.S - Fico à espera de comentários ácidos e manifestas críticas à declarada "puta_da_mania" que aqui foi apresentada. Façam o favor de se esforçar...

2007/09/21

A E.S.T.S.P ( Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto )

Esta é a escola onde se formam os futuros fisioterapeutas, técnicos fermacêuticos, terapeutas da fala, técnicos de audiologia, terapeutas ocupacionais, etc. Importa dizer que alberga, certamente, perto de um milhar de almas. A ESTSP funciona há anos em instalações provisórias; as outras escolas não. A ESTSP encerra durante a noite; poucas escolas o fazem. As salas da ESTSP são tão amplas como muitos wc's de outras escolas. Na ESTSP é necessário requisitar recursos audiovisuais com mais de 1 mês de antecedência; contam-se pelos dedos das mãos os que há disponíveis e basta uma mão para contabilizar os que funcionam correctamente. A reprografia da ESTSP tem duas funcionárias que, diariamente, tentam suprir as necessidades desse milhar de alunos. A secretaria da ESTSP funciona na RUa de Santa Catarina; a ESTSP "provisória" funciona na Rua dos BRagas em CEdofeita. A ESTSP não tem cantina nem bar; os outros, decerto têm. A ESTSP tem 4 pisos e 2 elevadores; um avariado, o outro não pàra no 1º piso. A Biblioca da ESTSP é anedótica; encerra quando calha, tem tantos livros como os que eu tenho em casa. Na ESTSP,chove dentro dum dos auditórios; como é possível chover dentro duma faculdade?? Na ESTSP avisa-se os alunos do início dasaulas por telemóvel; primeiro avisa-se o delegado de curso que tem de comunicar essa informação a apenas 60 pessoas; a Internet é muito futurista para a ESTSP, só traz complicações.Contudo, nesta faculdade, tão avançada para o seu tempo, paga-se o mesmo valor de propinas que nas outras faculdades. Esse dinheiro pelos vistos ainda não serviu para o arranjo de um elevador avariado há 3 anos, para melhores condições materiais, mais recursos audiovisuais, mais livros na biblioteca, mais eficiência na reprografia... Esperamos, pacientes, que o governo possa um dia verificar estas situações, em que, como se diz por aí "uns são filhos, outros enteados".

Mensagem recolhida em:Desabafe Connosco

2007/09/19

The longest road

You lie in your bed like a submarine
With an open window letting the water in
A voice in a choir
A flicker of a fluorescent tube
An injured bird around the room
That was caught in the wire
So don't you go playing tough
I know this game and I had enough
So lets keep this clear
Free from all those little schemes
A little bit more like... dreams

Oh it's right in front of you
The longest road for you to walk through
If this is the place to start
Then go, follow your heart

You're famous for your dancing feet
But you're tap dancing on wet concrete
Hey Fred, cool it down

You're pointing cameras at hurricanes
Like you could stop them, lock them in frames
A scream with no sound

So don't you go and be the best
There's no one running, this ain't a test
It's you and me here

This is like nothing you've seen
Like a nightmare, like a dream

Oh it's right in front of you
The longest road for you to walk through
If this is the place to start
Then go, go, follow your heart
Follow your heart
Follow your heart

Senhor david da fonseca na sua estrada mais longa...

É isso aí...

Sorriso de Criança


Lembras-te de como tudo era fácil quando tinhas dez anos? Era tudo de uma simplicidade assustadora. O conceito “não é bem assim” não faz parte do vocabulário dum ser desta idade. Toda a acção tomada é baseada no instante, no ímpeto aleatório da altura. O tempo é totalmente ignorado, não há hora para isto nem hora para aquilo. O preenchimento do dia era feito de uma maneira quase independente do anterior e do seguinte. Nestes tenros anos de vida vives cada dia, cada momento como se este fosse o último. Jogas à bola, ao pião à apanhada e entregas tudo o que és, não pensas no que vais a fazer a seguir, na verdade isso não faz grande sentido dado que estás a descobrir o mundo em que vives, experimentas tudo, questionas tudo, observas e analisas tudo, tudo é interessante e digno de observação. As responsabilidades da tua vida de adulto não existem para a tua criança pequena. Preocupações, frustrações, problemas acumulados não são elementos que façam parte da tua mente limpa enquanto jovem humano. A tua mente pequena é ágil e sedenta de saber. Estás sempre desperto e receptivo à novidade, ao diferente. Sentes tudo aquilo que fazes, o que te acontece em redor, com uma intensidade mil vezes superior. Apesar de sozinho não seres nada, crias um mundo teu cheio de beleza, cheio de interesse que agarras com toda a força que te auto catapulta para uma realidade de liberdade, imaginação imensamente bela. Olhas atento ao mais pobre programa televisivo e absorves tudo com um interesse incrível. Deixas a análise racional para segundo plano e dás asas a sonhos que crias, vives esses sonhos como se fossem realidade, no fundo são realidade, nesta altura tens a capacidade de encarnar um cavaleiro do Zodíaco, um Songoku, um Tsubasa.

A vida tem um sabor tremendamente doce, o sorriso é algo que não consegues esconder porque a avidez de vida que sentes é algo que te cai fora do controlo. Cresces, aprendes, experimentas e torna-se adulto. Tens tudo para evoluir, mas tendes de uma maneira inacreditável a esquecer o poder dos sonhos e do sorriso, a deixar para trás a vontade de viver o dia como se fosse o último, de sorrir perante o que quer que seja, há muitas vezes a tendência de te deixares ir abaixo pelo acumular de micro problemas que te vão abatendo o espírito e minando o equilíbrio mental. Tendes progressivamente a esquecer o que é ser feliz, deixas gradualmente os sonhos de lado e vais ficando cada vez mais escuro, negro de nada. O que és tu sem sonhos? Sem o sorriso verdadeiro e traquina daquilo que foste enquanto sábia criança de dez anos? Na minha modesta opinião, não és mais que um saco cheio de pó, um sabor a mofo, uma brisa de seca poeira, um espelho a apontar para lado nenhum. És uma bússola sem rumo que tende a perder-se cada vez mais. Procuras muitas vezes na razão a explicação para os problemas e deixas-te vencer pelo cansaço. Pensas que evoluis mas estás na verdade a caminhar em sentido oposto. Para crescer e ser feliz tens de preservar a criança que foste, tens de esquecer os problemas do mundo e focar o problema imediato, segmentar os desafios e abordar um esquecendo os demais, divide e conquista, vence a frustração e o mau estar com a esperança, com a sede de viver daquilo que foste quando tinhas dez anos. Olha para os problemas como a hora do trabalho de casa, e repara que a hora do recreio está sempre à tua espera.

2007/09/18

Maré Tonitruante


Vens ao sabor do vento
Trazes contigo a paz
Saltas pelas barreiras
Voas leve como o ar
Num constante palpitar
Numa viagem até mim
Vens no comboio da luz
Que para mesmo aqui ao lado
Um sorriso que seduz
De um brilho singular
Passeias no encarnado do céu
A vontade de cantar
Cheiras o amarelo da areia
Sentes a brisa do mar
Olhas bem fundo a voz do sol
Sentes-lhe o trémulo gritar
Ele olha directo a ti
E grita alto, com tom suave
Vem até mim, luz encarnada
Quero-te perto, e agora
Quero respirar toda essa cor
Mergulhar nessa pintura
Essa matiz da utopia
Que esconde tudo o que és
Sentimento que extasia
Cinemática que guia
Onda viva, maré tonitruante...

2007/09/17

Fim de semana cansativo.

Este fim-de-semana foi um dos mais suados dos últimos tempos. Começou com uma sexta feira muito longa, às 7 já estava de pé, às 9 em ponto encontrava-me no departamento de matemática, o objectivo passava por escolher a tese de mestrado, dado ter faltado à reunião de quarta feira, por razões de força menor, vi a lista de opções já bastante reduzida, no entanto aquelas que me interessavam estavam ainda livres. Passei a manhã na biblioteca, alternando com algumas visitas ao departamento em busca dos docentes responsáveis, em vão. Não estavam nada disponíveis, para não se perder tudo aproveitei para ir fazendo umas pesquisas e adiantando uns trabalhos. Chegada a hora do meio-dia era tempo de atestar a marmita, melhor que a vontade de comer é a vontade de não passar fome, (profunda esta frase, não haja dúvida) com esta filosofia em mente, dirigi-me para a tão prestigiada cantina da Universidade de Aveiro (a velhinha) e aproveitei para manjar um prato de uma qualidade imensa e grandiosamente medíocre. O que a gente faz para não largar uns trocos, até somos capazes de comer em cantinas, cantina é mesmo coisa de pobre. Após o almoço dirigi-me ao centro de emprego para “resolver” uns assuntos pendentes. A parte mais interessante de dia foi sem dúvida a viagem de regresso para Amarante. Simplesmente impecável, foi das mais agradáveis de sempre. Basicamente resumiu-se ao seguinte:
1. Entrar no autocarro 2. Ligar o mp3 3. Fechar os Olhos 4. Abrir os olhos 5. Desligar o mp3 6. Sair do autocarro.
Simples não? A soneca soube tão bem! acreditem que não trocava este prazer por uma noite inteira na companhia da Jessica Alba (o mesmo não garanto se só contarem a viagem de Aveiro ao Porto, pah a carne é fraca). Chegado a casa foi tempo de convencer a minha mãe de que ainda me encontrava vivo e que, pelo que as últimas previsões da Maya apontam, eu ainda estou cá para chatear o pessoal mais algumas semanas. O resto do dia de sexta foi passado a dormir. Sábado? Sim outra correria. Levantei-me cedo e fui, já não o fazia há bastante tempo, com os meus pais ao quintal, tratar das galinhas, regar alfaces, arranjar mato seco prós pintainhos apanhar figos (eu participei essencialmente na parte em que estes se comiam) entre outras micro tarefas, no entanto o ponto alto da manhã passou pela brincadeira matemática que fiz com o meuo primo. Quem me conhece sabe muito bem que eu não sou nada apologista da “ciência decorada”, muito menos na parte da matemática. Isto vem ao propósito de quê? Perguntam vocês. Pois bem o puto tinha-me confessado saber já toda a tabuada. Como não tinha nada que fazer lembrei-me de por à prova os conhecimentos "taboadescos". O puto realmente sabia toda a lenga lenga, mas estranhei a maneira de raciocinar do puto. Vim mais tarde a descobrir que ele tinha decorado todas as multiplicações. A minha mãe disse-me que era normal, afirmou que nesta fase os putos tinham mesmo de decorar. Eu achei que não (como acho sempre). Comecei por lhe explicar a relação entre multiplicação e sucessivas somas, isto a princípio não entrou muito bem, o puto abanava com a cabeça a dizer que tinha entendido, mas eu reparei que ele estava na verdade a tentar-me despachar. Confesso que ainda fiquei mais frustrado. Pior que não entender é ter vergonha de não entender. A fase seguinte passou por mostrar ao moço que não saber era uma coisa perfeitamente normal e algo que ele não devia ter vergonha, esta foi a parte mais difícil, tive ainda de me fazer de burro para ele sentir que não havia problema nenhum em não saber o que quer que seja. Tentei fazer com que ele entendesse que a importância está no querer saber e não na quantidade de coisas que sabemos. Eu pensei inicialmente que ele não fosse ligar muito ao meu paleio, mas com o decorrer das perguntas e das piadas reparei me escutava realmente com bastante interesse, coisa que me agradou bastante. Depois de vista a multiplicação como uma sucessão de somas. Chegou a parte mais complicada, explicar o conceito de divisão (neste caso com o resultado sendo sempre um número natural). O ideal era o puto entender a relação inversa entre a multiplicação e a divisão, mas não tive tempo suficiente para chegar lá (acho que era capaz, mas precisava de mais exemplos) de qualquer das maneiras ele conseguiu entender a divisão a partir de um dos exemplos mais básicos (o problema de dividir um bolo em partes de maneira que um dado numero de pessoas ficasse com o mesmo numero de fatias). Tive que fazer vários exemplos porque a tendência dele era sempre decorar os passos em vez de os entender, eu compreendo que estava a exigir bastante mas a verdade é que ele se esforçou e conseguiu resolver os problemas, o que mais me deixou feliz foi o facto de ver interesse em pensar e a manifesta vontade que o jovem mostrou em não decorar. Não sei pedagogia e provavelmente devo ter cometido algumas infracções em alguns pontos essenciais desta ciência, de qualquer das maneiras o meu objectivo era simplesmente incutir no puto vontade e análise crítica, a capacidade de questionar o que quer que seja. Posso estar errado, mas é no que acredito. Há quem vá a Fátima porque acredita em milagres, santos e poderes sobrenaturais. Eu sou um bocado menos exigente, fico-me pelo tentar entender a maior parte dos conceitos e comportamentos que me rodeiam. Na minha cabeça isto faz sentido. Eu acredito neste ponto de vista e defendo-o sempre com bastante afinco, para não dizer obsessão, ou eufemísticamente, de uma maneira entusiasticamente exagerada. Acabo por ser um fanático da minha religião (a religião dos porquês. Não, esta religião não é patrocinada por aquele programa de rádio “qualquer_coisa dos porquês”), não deixando portanto de ter crenças como a generalidade das pessoas. Voltando à odisseia de fim de semana, o que se passou após este passear no campo consistiu numa visita ao mercado em S. Gonçalo. É sempre bom vermos montes de gente, reparar que se vendem bolos ao lado de galinhas e coelhos. Que se vendem óculos falsificados e reparar na cara mafiosa e entediante da maior parte dos comerciantes, digamos que é uma agradável maneira de passar o tempo, para quem o tem claro. A tarde foi passada dentro de um autocarro em direcção a Aveiro. Tinha um jantar de anos, da cara amiga Andreia. De presente dei-lhe uma joaninha de massagem, é pena ser a pilhas e não bateria de lítio, mas tirando isso pareceu-me um bom investimento. Paguei 10 euros pelo jantar mas valeu a pena, eu comi como um animal e acabei a digestão provavelmente à hora do lanche do dia seguinte. Houve somente uma parte que me preocupou durante o jantar, uma moça decidiu dar um presente à Andreia que também era proveniente da mesma loja, a Natura, eu quando vi o saco fiquei a pensar que a rapariga fosse para casa com um casal de joaninhas, mas felizmente a outra miúda deu-lhe uma outra bugiganga qualquer. O dia acabou às 2 da manhã. No domingo? Bem o dia começou cedo. Às 8 já estava a pé. A manhã foi passada numa viagem de bicicleta até à Vagueira. Andar de bicicleta é sempre rejuvenescedor. Desta vez tive o prazer de ver um desfile de motas, vi harleys antigas como tudo, umas pareciam mais bicicletas do tempo da Maria dos Tojos, outras pareciam tiradas dos filmes a preto e branco, mas a imagem geral era muito engraçada. Andei ao longo da praia da Vagueira e deliciei-me com o desfilar de miúdas "interessantes" que por ali paravam. Só tive pena de não levar máquina desta vez, se o tivesse feito este post iria ser muito mais interessante. A tarde foi um alternar de passeio e sesta, tivemos ainda uma viagem até à Stapples fomos lá comprar uma cadeira estilo barão da droga, eu aproveitei para ver os PCs e reparei na crescente qualidade dos produtos da acer, estão a vender um pc por 1300 euros que está simplesmente lindo, na minha modesta opinião claro, design idêntico ao do Sony Vaio e as componentes muito boas. A noite foi realmente bem mais interessante. Fomos à Sportzone, confesso que não estava inclinado para compras, mas acabei por investir numas sapatilhas que acho lindas (na verdade são a coisa mais banal), depois do momento consumista do dia, aproveitei para ir ver o “À prova de morte!” o último do Tarantino (ou Atarantado), o filme está brutal, vão ver.


2007/09/13

Passeio à beira mar


O dia convidava a um repousante serão encostado a uma almofada, uma daquelas alturas em que a nossa casa se apresenta como o melhor local a visitar. Estava um daqueles dias feios como tudo, as nuvens respiravam um ar pesado, o ambiente apresentava-se extremamente húmido e a temperatura encontrava-se estupidamente elevada. Apesar do cenário se revelar um dos mais feios do ano não me apetecia ficar em casa à espera que a noite viesse para me embalar em sonhos. Senti que apesar do calor que se fazia sentir, do aspecto feio do céu e da extrema luminosidade que me irritava os olhos, fazer uma viagem até à beira mar seria bastante gratificante. Nunca tinha visto o mar num dia tão feio como este. Como seria o rebentar das ondas na areia branca quando o sol não ilumina o suficiente para que esta brilhe como um infinito aglomerado de microscópicos corpos estrelares? Como seria o aspecto do largo manto de água à superfície? Será que aquele efeito espelhado que nos faz mergulhar em sonhos se consegue notar com estas condições adversas do clima? Sempre tive curiosidade em olhar para o mar revolto, em sentir a sua raiva, em imaginar naufrágios de marinheiros, lutas épicas entre o capitão gancho e o capitão Iglo. Cenários totalmente utópicos vindos directamente de um dos meus muitos mundos imaginários. Lembro a sensação estranhamente acolhedora. O movimento constante e bailarino do mar tentando o penetrar por entre o corpo fértil da areia é como uma espécie de sorriso no meio da cara grave e triste que o céu se encarrega de pintar. Recordo o pisar a areia, o sentir aquele refrescar meigo da água nos pés cansados, imagino a sensação de sentar e fechar os olhos, sentir a brisa do mar e inspirar o som dos búzios ausentes, imaginar mil contos de fadas, navegar em busca do tesouro como se fosse um Jack Sparrow a comandar um fantástico navio fantasma. Abro os olhos e caio de novo na realidade, encontro-me outra vez perante o dia feio e triste mas trago comigo a luz e a cor, os sonhos e sensações, o navio mágico e a alma de pirata, tudo isto pintado num sorriso alegre e livre de criança…

2007/09/11

Antes e depois...


Antes de acabar a missão no Vietname:



Depois de terminadas as operações:



2007/09/10

Jeremias o Fora da Lei...



Vou falar-vos de um curioso personagem
Jeremias o fora da lei
Descendente por linha travessa
Do famigerado Zé do Telhado

Jeremias dedicou-se desde tenra idade
Ao fabrico da bomba caseira
Cuja eloquência sempre o deixou maravilhado
Para Jeremias nada de assemelha

À magia da dinamite
A não ser, talvez, o rugir apaixonado
Das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos

Explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei
Que as leis encerram
Há quem veja em Jeremias

Mais uma vítima da sociedade
Muito embora eu tenha a esse respeito
Uma opinião bem particular
É que enquanto um criminoso

tem uma certa tendência natural para ser vitimado
Jeremias nunca encontrou razões
Para se poupar.
Porque nunca foi a ambição

Nem a vingança que o levou a desprezar a lei
E jamais lhe passou pela cabeça
Tentar alterar a constituição
Como um poeta ele desarranja o pesadelo

Para lá dos limites legais
Foragido por amor ao que é belo
E por vocação
Jeremias gosta do guarda-roupa negro

E dos gemidos do fora da lei
Gosta do calor da água ardente
E de seguir remando contra a maré.
Gosta da maneira como os homens respeitáveis

Se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram
Fora da lei
Gosta de tesouros e mapas

Sobretudo daqueles que o tempo mais maltratou
Gosta de brincar com o destino
E nem o próprio inferno o apavora
Não estando disposto a esperar

Que a humanidade venha alguma vez a ser melhor
Jeremias escolheu o seu lugar
Do lado de fora
Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora…





Jorge Palma...

Beijo no espectro da palma


Passeias como fogo brando
Por entre as malhas da roupa que trago vestida
Aquecendo o sótão onde me escondo.
Devolves-me paz.
Entregas-me de mão beijada
A mão trémula e húmida
Sopras-me ao ouvido sorrisos
Que trazes no teu olhar
Rodas e escondes o rosto
Mostras a fraqueza que não tens
Rodas de novo devagar
Expondo tudo o que és
Num movimento modular
És o trampolim onde salto
Em direcção à lua
A auto-estrada à felicidade
Que não é minha, nem é tua
É a mais bela cidade
No país do sentir
Um hino na verdade
Mais um prazer, um sorrir
Um lugar que me acalma
Um beijo no espectro da palma…